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1. (Uece 2018) No Ceará, durante os séculos XVII e XVIII, formou-se o que o historiador cearense Capistrano de Abreu denominaria como “Civilização do Couro”. Este aspecto característico da colonização cearense está ligado
a) ao fato de existir, nas terras cearenses, uma farta manada de gado bufalino natural da região, o que proporcionou, aos nativos locais e aos europeus colonizadores, as condições ideais para explorarem aquela riqueza.   
b) ao desenvolvimento, após a decadência da produção algodoeira, de uma grande atividade de pecuária de corte e leiteira que, ainda hoje, é uma das maiores do Brasil e sustenta a economia cearense.   
c) ao processo colonizatório cearense que ocorreu a partir da ocupação pela pecuária, na capitania, através da frente de ocupação do sertão-de-fora, conduzida por pernambucanos, e da frente de ocupação do sertão-de-dentro, controlada principalmente por baianos.   
d) ao modelo original de ocupação através da pecuária bovina que, saindo do Ceará, ajudou na ocupação do interior nordestino e na colonização dos serrados do centro-oeste, dos pampas do sul do país e do pantanal mato-grossense.   
  
2. (Espcex (Aman) 2018) O território brasileiro é, atualmente, bem maior do que as terras atribuídas a Portugal pelo Tratado de Tordesilhas. A expansão da colônia ocorreu graças à ação de bandeirantes, missionários, militares e pecuaristas que ocuparam as vastidões pouco exploradas das áreas de ambos os lados da linha de Tordesilhas. O tratado em que a França renuncia às terras que ocupava na margem esquerda do rio Amazonas e aceita o rio Oiapoque como limite entre a colônia portuguesa e a Guiana Francesa é o
a) Segundo Tratado de Ultrech.   
b) Tratado de Santo Ildefonso.   
c) Tratado de Madri.   
d) Tratado de Badajós.   
e) Primeiro Tratado de Ultrech.   
  
3. (Ufjf-pism 1 2018) O mapa a seguir constitui-se como um documento do século XVII e revela o Brasil conhecido e cartografado naquele contexto. Ao longo dos séculos XVII e XVIII, muitas atividades propiciaram o aumento do espaço conhecido e habitado do território hoje chamado Brasil.

Este é o Mapa de João Teixeira Albernaz II, intitulado Província do Brasil, datado de 1666. Ali é possível ver o litoral do Brasil, desde a Barra do Pará, até o Rio Grande, incluindo algumas missões jesuíticas na fronteira do Rio da Prata.
A respeito da expansão territorial, assinale a alternativa CORRETA:
a) A pecuária desempenhou um importante papel para o povoamento do Sertão e com o tempo, os vaqueiros seguiram o curso dos rios, especialmente do Rio São Francisco.   
b) O desconhecimento em relação às bacias hidrográficas existentes, fez com que a ocupação se mantivesse restrita ao litoral da Colônia.    
c) Os jesuítas instalaram suas missões na região nordeste, visto que a Coroa Portuguesa proibia a presença das aldeias na região ao sul do Rio de Janeiro.    
d) A colonização portuguesa manteve-se localizada na região nordeste, permanecendo as terras abaixo do Trópico de Capricórnio dominadas pela Espanha.    
e) Não houve nenhuma ocupação da região da Amazônia, o que fez com que esta parte do Brasil ficasse inexplorada até o final do século XIX.    

4. (CPS 2018) A partir do início do século XVII, padres jesuítas espanhóis fundaram povoados nos quais reuniram populações indígenas da região da bacia do rio da Prata. Os trinta povos das missões, como ficaram conhecidos esses aldeamentos, eram formados especialmente por índios guarani, tradicionais habitantes locais. De acordo com o Tratado de Tordesilhas, esses povoados ficavam na área pertencente à Espanha.
Entretanto, com a assinatura do Tratado de Madri, em 1750, os limites entre as terras sob controle espanhol e português na América do Sul foram redefinidos. Conforme o novo acordo, sete povoados guarani que ficavam a leste do rio Uruguai foram incorporados aos domínios portugueses e, por essa razão, seus habitantes foram obrigados a se mudar para a margem oeste do rio.
Os povos guarani guerrearam pelo direito de permanecer em seus povoados e, como foram derrotados em 1756 pelas tropas ibéricas, acabaram se estabelecendo, em sua maioria, na região sob controle espanhol.
De acordo com as informações apresentadas no texto e no mapa, é correto afirmar que
a) os jesuítas espanhóis estabeleceram as suas missões em 1756, na região que hoje corresponde a São Paulo, Paraguai e Argentina.   
b) os índios guarani, obedecendo ao Tratado de Madri, se estabeleceram em novos povoados fundados nos arredores de Assunção, Curitiba e Florianópolis.   
c) os portugueses fundaram trinta reduções jesuíticas às margens do rio da Prata, atendendo ao que havia sido definido pelo Tratado de Tordesilhas no início do século XVII.   
d) os povoados formados por jesuítas e indígenas na bacia do Prata foram diretamente afetados pelo Tratado de Madri, acordo de limites assinado em 1750.   
e) os espanhóis recuperaram, com o Tratado de Tordesilhas, a região de Porto Alegre, tomada pelos índios guarani que não aceitaram ser realocados.   

5. (Puccamp 2018) Se a obra historiográfica de Sérgio Buarque de Hollanda foi um olhar para o passado brasileiro a partir da História de São Paulo (as monções, as entradas e bandeiras, os caminhos e fronteiras) entre a generalidade do ensaio, em Raízes do Brasil, e a sistematização acadêmica de sua produção na USP, a cidade do Rio de Janeiro funda um universo poético e um horizonte criativo inteiramente novos em Chico Buarque, no cruzamento das atividades do “morro” (o samba, sobretudo) com as da “cidade” (A Bossa Nova e a vida intelectual do circuito Zona Sul). 
FIGUEIREDO, Luciano (org). História do Brasil para ocupados.
Rio de Janeiro: Casa da Palavra, 2013, p. 451.

As entradas e bandeiras, durante o Período Colonial, foram expedições
a) contratadas pelos donatários das capitanias, a fim de mapear as populações indígenas que habitavam a região e instalar missões e aldeias visando à sua pacificação, etapa indispensável para o sucesso do empreendimento colonial.   
b) idealizadas por autoridades coloniais e pelos primeiros moradores instalados na Vila de São Paulo, com o objetivo principal de combater os colonizadores espanhóis que vinham desrespeitando os limites do Tratado de Tordesilhas e tomando-lhes as minas de ouro e prata.   
c) planejadas pelos brancos colonizadores, empreendedores particulares ou encarregados da Coroa, compostas de dezenas de índios e mestiços contratados para desbravar o “sertão” e viabilizar rotas comerciais de minérios, especiarias e gado entre as isoladas vilas do interior.   
d) articuladas e executadas pelos bandeirantes, a mando da Coroa, da Igreja Católica ou por iniciativa própria, a fim de assegurar o controle português das minas de ouro e o plantio em terras férteis, dizimando índios hostis e fundando vilas jesuíticas para o branqueamento da população.   
e) organizadas e financiadas, respectivamente, pela Coroa Portuguesa e por particulares, em busca de metais preciosos, do apresamento de indígenas e da efetivação da posse das terras por colonizadores portugueses.   
  
6. (Upf 2017) No período colonial, o Brasil foi marcado por expedições internas,com destaque para as Bandeiras. Lideradas pelos paulistas, as Bandeiras percorriam os sertões, onde passavam meses,ou mesmo anos.

Sobre esse fenômeno histórico, considere as afirmativas:

I. As Bandeiras organizaram a sociedade do interior a partir do modelo norte-americano de colônias de povoamento.
II. Os rumos das principais Bandeiras foram Minas Gerais, Goiás, Mato Grosso e Paraná, tendo algumas delas chegado até o Paraguai.
III. Os bandeirantes ensinaram aos índios técnicas de agricultura para que desenvolvessem a colônia economicamente.
IV. Os objetivos principais dos bandeirantes foram o apresamento de índios para serem escravizados e a busca por metais preciosos.
V. As Bandeiras foram responsáveis pela expansão territorial do Brasil para muito além da linha de Tordesilhas.

Está correto apenas o que se afirma em:
a) I, II e IV.   
b) II, IV e V.   
c) II, III e IV.   
d) III e V.   
e) III, IV e V.   
  
7. (CPS 2016) Você sabia que o nome do rio Tietê significa, em língua Tupi, “água verdadeira”? Esse rio tinha grande importância, mesmo antes da chegada dos colonizadores, para todos os que viviam perto dele, uma vez que suas águas fertilizavam o solo das suas margens, após as cheias, ajudando a trazer boas colheitas e fartura às comunidades próximas.

Sobre o papel desse rio na história brasileira, é correto afirmar que ele
a) foi fundamental para a penetração no interior do continente, permitindo, inclusive, chegar até a região de Cuiabá, nos séculos XVIII e XIX.   
b) demarcou a divisão das terras do continente entre espanhóis e portugueses, de acordo com o Tratado de Tordesilhas, no século XV.    
c) garantiu a permanência dos povos indígenas as suas margens até o presente, isolando-os do contato com o colonizador europeu.   
d) permitiu, ao longo de seu curso, a formação de povoados portugueses, desde o inicio da colonização, nos séculos XIV e XV.   
e) viabilizou o de o desenvolvimento urbano e industrial da atual cidade de São Paulo, fundada em suas margens, no século XIX.   
  
8. (IFSC 2016) O monumento representado na figura abaixo está localizado no Parque do Ibirapuera, na cidade de São Paulo, e faz referência às diversas expedições que aconteciam no Brasil no período em que era colônia de Portugal. Sobre essas expedições, relacione as colunas:
(1) Entradas
(2) Bandeiras
(3) Sertanismo de contrato
(4) Bandeiras de prospecção

(     ) Expedições de iniciativas particulares com objetivos diversos.
(     ) Expedições com objetivo de combater tribos indígenas e quilombos.
(     ) Expedições que tinham como principal objetivo encontrar metais e pedras preciosas.
(     ) Expedições patrocinadas pela Coroa ou governadores com objetivos diversos, entre eles a expansão do território.

Assinale a alternativa que contém a sequência CORRETA correspondente ao preenchimento da segunda coluna, de cima para baixo.
a) 1, 3, 4, 2.   
b) 2, 4, 3, 1.   
c) 2, 3, 4, 1.   
d) 1, 4, 3, 2.   
e) 3, 2, 4, 1.   
  
9. (Mackenzie 2015) “Meu avô foi buscar prata,
mas a prata virou índios.

Meu avô foi buscar índio,
mas o índio virou ouro.

Meu avô foi buscar ouro,
mas o ouro virou terra.

Meu avô foi buscar terras
e a terra virou fronteira.

Meu avô, ainda intrigado,
foi modelar a fronteira:

E o Brasil tomou a forma de harpa.”
 (Martim Cererê - Cassiano Ricardo)

O autor, no seu poema Metamorfoses se refere às várias transformações verificadas no território brasileiro. Tais “metamorfoses” presentes acima se referem
a) à importância do indígena brasileiro na composição étnica e cultural do povo brasileiro.   
b) às dimensões continentais adquiridas pela nação brasileira e sua semelhança com um instrumento musical.   
c) ao processo histórico de penetração e ocupação do território nacional e a delimitação das nossas fronteiras.   
d) à conquista do território nacional, realizada pelos nossos indígenas, graças à navegação dos nossos rios.   
e) à enorme diversidade de ecossistemas e paisagens naturais presentes no nosso vasto território.   
  
10. (Espm 2015) As incursões dos bandeirantes paulistas às missões dos jesuítas castelhanos do Guai­rá multiplicaram-se a partir do século XVII. Paulistas e guerreiros tupiniquins envereda­vam pelo Caminho do Peabiru, velha trilha tupi, rumo ao Guairá, território situado en­tre os rios Paranapanema, Iguaçu e Paraná. Nessa região de posse duvidosa, dado que os portugueses sempre consideraram que a linha de Tordesilhas passava pelo estuário do Prata, os jesuítas espanhóis haviam cria­do entre 1622 e 1628 onze missões. 
(Adriana Lopez e Carlos Guilherme Mota. História do Brasil: uma interpretação)
  
Quanto ao assunto tratado no texto é correto assinalar: 
a) as incursões dos bandeirantes às missões jesuítas visavam apresar indígenas aldeados em grupos numerosos e habituados ao trabalho rural;   
b) nessas incursões não havia nenhuma participação de indígenas entre os integrantes das bandeiras;    
c) o objetivo primordial dos bandeirantes paulistas era apresar “negros da terra” para a exportação dessa mão de obra para a Europa;    
d) os ataques dos bandeirantes paulistas aos jesuítas castelhanos eram uma resposta contra a postura da Espanha que naquele momento apoiava a invasão holandesa ao Brasil;    
e) as incursões dos bandeirantes paulistas contra as missões jesuíticas de Guairá e Tapes ocorreram após o Tratado de Madri.   

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1. (Puccamp 2018) Na passagem para o século XX o mundo já era praticamente tal como o conhecemos. O otimismo, a expansão das conquistas europeias, e a confiança no progresso pareciam ter atingido o seu ponto mais alto. E então, num repente inesperado, veio o mergulho no vácuo, o espasmo caótico e destrutivo, o horror engolfou a história: a irrupção da Grande Guerra descortinou um cenário que ninguém previra. (...) Essa escalada destrutiva inédita só seria superada por seu desdobramento histórico, a Segunda Guerra Mundial, cujo clímax foram os bombardeios aéreos de varredura e a bomba atômica. Após a guerra, houve uma retomada do desenvolvimento científico e tecnológico, mas já era patente para todos que ele transcorria à sombra da Guerra Fria, da corrida armamentista, dos conflitos localizados nas periferias do mundo desenvolvido, dos golpes e das ditaduras militares no chamado Terceiro Mundo. Quaisquer que fossem os avanços, o que prevalecia era a sensação de um apocalipse iminente. 
SEVCENKO, Nicolau. A Corrida para o século XXI. No loop da montanha russa.
São Paulo: Companhia das Letras, 2001, p. 15-16.

O texto de Nicolau Sevcenko refere-se à passagem para o século XX. Esse período pode ser identificado em:
a) A modernidade foi entendida como crença no progresso, que levaria ao Paraíso perdido das antigas civilizações.   
b) As obras dos impressionistas influenciaram o cubismo, que buscava novos parâmetros, nos quais a subjetividade do artista era fundamental, pois lançava um novo olhar sobre o mundo.   
c) A produção de conhecimento voltava-se para modificar a vida cotidiana do homem, o racionalismo cartesiano ganhava adeptos e o materialismo histórico atraía os pensadores europeus.   
d) As experiências democráticas, vividas pela sociedade contemporânea, foram fundamentais para a construção de ideias de liberdade e de igualdade relacionadas à cidadania, no mundo ocidental.   
e) A burguesia, otimista e confiante, investiu no plano estético, incorporando os avanços tecnológicos na arquitetura e nas artes, que influenciaram o estilo de vida e o pensamento europeus.   
  
2. (Enem 2ª aplicação 2016) 

A obra Les demoiselles d’Avignon, do pintor espanhol Pablo Picasso, é um dos marcos iniciais do movimento cubista. Essa obra filia-se também ao Primitivismo, uma vez que sua composição recorre à manifestação cultural de um determinado grupo étnico, que se caracteriza por
a) produção de máscaras ritualísticas africanas.   
b) rituais de fertilidade das comunidades celtas.   
c) festas profanas dos povos mediterrâneos.   
d) culto à nudez de populações aborígenes.   
e) danças ciganas do sul da Espanha.   
  
3. (Uel 2015) Observe a imagem e leia o texto a seguir.
  
Para Picasso: “A pintura não é feita para decorar apartamentos. É um instrumento de guerra para ataque e defesa contra o inimigo.” O inimigo é o homem que explora seus semelhantes por egoísmo e lucro. Guernica foi pintada com paixão e convicção. O artista usa símbolos arquetípicos (o touro, o cavalo, a figura sustentando ao alto uma luz) criando uma obra alegórica.
Adaptado de: WARNCKE, C. P. W. Ingo Pablo Picasso. China Taschen, 2007. p.387-401.

Com base na imagem, no texto e nos conhecimentos sobre a obra Guernica de Pablo Picasso, considere as afirmativas a seguir.

I. A origem de Guernica restringe-se aos estudos que Picasso realizou das obras de Goya e Velásquez, não tendo qualquer relação direta com a destruição da cidade basca pelos bombardeios alemães.
II. A experiência da guerra foi interpretada por Picasso por um meio de expressão imagético, em que, pela linguagem da pintura, o artista aborda o sofrimento humano. O acontecimento conduziu à criação de uma obra que se manteve presente na consciência coletiva do século XX.
III. Picasso usou elementos da expressividade, através de sua própria linguagem formal, com motivos e esquemas pictóricos universais, difundidos por uma tradição. A composição em três partes baseia-se no tríptico, forma clássica do retábulo cristão.
IV. Guernica dialoga com outra obra de Picasso, a série de águas-fortes intitulada Sonhos e Mentiras de Franco, em que são introduzidas figuras saídas do repertório de Guernica, que representam os sofrimentos das vítimas da guerra civil.

Assinale a alternativa correta.
a) Somente as afirmativas I e II são corretas.   
b) Somente as afirmativas I e IV são corretas.   
c) Somente as afirmativas III e IV são corretas.   
d) Somente as afirmativas I, II, III são corretas.   
e) Somente as afirmativas II, III e IV são corretas.   
  
4. (Enem PPL 2012) Em 1937, Guernica, na Espanha, foi bombardeada sob o comando da força aérea da Alemanha nazista, que apoiou os franquistas durante a Guerra Civil Espanhola (1936-1939).

A pintura-mural de Picasso e a fotografia retratam os efeitos do bombardeio, ressaltando, respectivamente:
a) Crítica social – conformismo político.    
b) Percepção individual – registro histórico.    
c) Realismo acrítico – idealização romântica.    
d) Sofrimento humano – destruição material.    
e) Objetividade artística – subjetividade jornalística.   
  
5. (Ufg 2010) Analise os quadros.



A comparação entre as pinturas de Renoir e Picasso revela uma mudança fundamental na concepção artística, no início do século XX. Essa mudança pode ser identificada na

a) ausência de perspectiva, trazendo as figuras representadas para o primeiro plano do quadro.   
b) desconsideração da forma, resultando em uma estética degenerada dos corpos.   
c) recusa na imitação realística das formas, instituindo a representação abstrata das figuras.   
d) utilização do sombreamento, ampliando a percepção acerca dos detalhes pictóricos.   
e) escolha temática das obras artísticas, permeadas pela emoção e pela exploração do universo privado.   
  
6. (Enem cancelado 2009) Distantes uma da outra quase 100 anos, as duas telas seguintes, que integram o patrimônio cultural brasileiro, valorizam a cena da primeira missa no Brasil, relatada na carta de Pero Vaz de Caminha. Enquanto a primeira retrata fielmente a carta, a segunda — ao excluir a natureza e os índios — critica a narrativa do escrivão da frota de Cabral. Além disso, na segunda, não se vê a cruz fincada no altar.




Ao comparar os quadros e levando-se em consideração a explicação dada, observa-se que
a) a influência da religião católica na catequização do povo nativo é objeto das duas telas.   
b) a ausência dos índios na segunda tela significa que Portinari quis enaltecer o feito dos portugueses.
c) ambas, apesar de diferentes, retratam um mesmo momento e apresentam uma mesma visão do fato histórico.   
d) a segunda tela, ao diminuir o destaque da cruz, nega a importância da religião no processo dos descobrimentos.   
e) a tela de Victor Meirelles contribuiu para uma visão romantizada dos primeiros dias dos portugueses no Brasil.   
  
7. (Unesp 2017) A partir do início do século XX, na França, alguns artistas vão subverter a concepção que se tinha da pintura. Em vez de simplesmente representar o que era visto, eles decidem representar aquilo que não podia ser visto. Os rostos de perfil têm dois olhos, a natureza se decompõe em formas geométricas... a realidade se revela em todas as suas facetas, como um cubo achatado.
Christian Demilly. Arte em movimentos e outras correntes do século XX, 2016. Adaptado.

Uma obra representativa da estética à qual o texto se refere está reproduzida em:

8. (Ufg 2008) Observe e compare as duas imagens:


Os quadros tratam do mesmo tema, embora pertençam a dois momentos distintos da história da arte. O confronto entre as imagens revela um traço fundamental da pintura moderna, que se caracteriza pela
a) tentativa de compor o espaço pictórico com base nas figuras naturais.   
b) ruptura com o princípio de imitação característico das artes visuais no Ocidente.   
c) continuidade da preocupação com a nitidez das figuras representadas.   
d) secularização dos temas e dos objetos figurados com base na assimilação de técnicas do Oriente.   
e) busca em fundar a representação na evidência dos objetos.   
  
9. (Enem 2002) O autor da tira utilizou os princípios de composição de um conhecido movimento artístico para representar a necessidade de um mesmo observador aprender a considerar, simultaneamente, diferentes pontos de vista.



Das obras reproduzidas, todas de autoria do pintor espanhol Pablo Picasso, aquela em cuja composição foi adotado um procedimento semelhante é:

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Estudo inédito foi publicado em revista internacional



O estudo foi realizado na região central da Bolívia, em uma das maiores savanas tropicais da América do Sul, "Llanos de Mojos", com cerca de 200 mil km².


No meio da savana Llanos de Mojos, na porção amazônica da Bolívia, um grupo de arqueólogos conseguiu identificar resquícios de uma grande rede de drenagem, de cerca de 2 km de extensão, usada para a criação de peixes pela população indígena que habitou o local por quase 1000 anos, no período de 500 a 1.400 d.C. A pesquisa foi publicada na revista internacional Plos One, conceituada com Qualis A1, o mais alto nível conferido pela Capes. Traz resultados do esforço de um time de pesquisadores da Alemanha, França e Bolívia, liderado pela professora Gabriela Prestes Carneiro e com participação da professora Myrtle Pearl Shock, ambas do curso de Arqueologia da Universidade Federal do Oeste do Pará (Ufopa).
Segundo o estudo, possivelmente, a rede tinha a função de fornecer água e alimento durante o ano inteiro em uma região que passa oito meses no período da seca e que estava muito longe de fontes de água corrente. O rio mais próximo passa a 20 km e o lago, a 7 km de distância. O sistema funcionaria como um funil, drenando a água da chuva em direção aos poços e canais e possibilitando a reserva de água. A rede recém-descoberta é formada por canais com 2 km de extensão e poços artificiais de 30 metros de diâmetro, 2,5 metros de profundidade e capacidade de armazenar 1.410 metros cúbicos de água.
“Essas populações eram sedentárias e, através do conhecimento do regime de chuvas, das particularidades do território, manejaram o ambiente e elaboraram essas tecnologias que lhes permitiam viver o ano inteiro. Provavelmente os poços eram estruturas multifuncionais, serviam para consumo de água, criação de peixes e, provavelmente, também puderam abastecer cultivos de amendoim, abóbora, pimenta, algodão, mandioca, cará e milho, que foram encontrados no sítio arqueológico”.
O estudo, realizado entre 2015 e 2018, é o primeiro a trazer uma extensa lista de peixes consumidos por populações pré-coloniais, com mais de 35 espécies identificadas. Os mais de 17.000 fragmentos analisados apontam que as principais espécies consumidas eram muçum, tamoatá, piramboia, traíra e acari.
Carneiro conta que a enorme quantidade de ossos encontrados no local foi o ponto de partida da descoberta dos tanques. A pesquisadora montou as ossadas e comparou os ossos com os esqueletos de peixes amazônicos disponíveis na coleção científica do Museu Nacional de História Natural de Paris. Assim, conseguiu identificar as espécies e percebeu que se tratava de peixes que possuem adaptações fisiológicas para resistir a águas extremamente rasas e com baixo oxigênio, os chamados “peixes de lama”, como o muçum, o tamoatá e a pirambóia. A grande sacada foi relacionar essa característica das espécies encontradas às áreas escavadas, de modo que os pesquisadores foram percebendo que se tratava de canais e poços.
“Eu fui vendo o conjunto de espécies que tinha descoberto e ligando aos tanques. E aí começamos o processo de documentar melhor esses tanques, entender como que era o abastecimento de água. E percebemos que as plataformas artificiais, que eram os locais de moradia deles, estão numa área mais elevada e que os canais vão para áreas mais baixas. Isso indica que os indígenas conheciam muito bem o regime de cheia e vazante da água e a topografia para fazer esse manejo da água”, explica Carneiro.
Cultura alimentar – Segundo a professora, o estudo demonstra a riqueza alimentar das populações da época. “A dieta deles era muito mais diversa do que a gente imaginava. Eles consumiam uma diversidade enorme de plantas e animais – e que hoje nós perdemos. É importante focarmos em como nós podemos aprender com essas lições do passado e também das comunidades tradicionais e populações indígenas, de como enriquecer e variar os componentes da nossa dieta”.

Na Bolívia, as espécies de peixes encontradas, como muçum e tamoatá, são consumidas até hoje, mas pelas populações mais pobres. “Hoje nos centros urbanos da Amazônia se consome muito surubim, tucunaré, pescada, e esquecemos dessas espécies de pequeno porte que são  extremamente nutritivas. Há hoje um fluxo de resgate, junto aos restaurantes, de receitas antigas amazônicas e de tentar reintegrar esses sabores à nossa dieta”, afirma a professora.
Indícios no Oeste do Pará – “Esse tipo de construção, em plataformas (ou montículos), é bastante comum em toda Amazônia. Durante muito tempo, na arqueologia amazônica, estudamos as plataformas sem olhar as outras obras de terra associadas a elas. Na Bolívia encontramos esses canais que provavelmente ajudavam a escoar a água para os tanques, mas há muitas outras obras de terra para serem estudadas na Amazônia”, destaca Carneiro.
Outros exemplos de tanques pré-coloniais na Amazônia já foram documentados, na Venezuela e arquipélago do Marajó, no Nordeste paraense e também no Oeste do Pará. Nos municípios de Santarém e Belterra, pesquisadores encontraram indícios de poços de grande porte, com tamanhos que variam de 5 metros a impressionantes 50 metros de diâmetro. São estruturas que ainda precisam ser documentadas e que podem contribuir para melhor compreender como os indígenas pré-coloniais manejavam as águas e as áreas de savana.
O artigo é de acesso livre e está disponível (em inglês) na página https://journals.plos.org/plosone/article?id=10.1371/journal.pone.0214638.
Luena Barros - Comunicação/Ufopa

27/6/2019
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1. (Uel 2019) Leia o texto a seguir.

A modernidade [...] é um fenômeno de dois gumes. O desenvolvimento das instituições sociais modernas e sua difusão em escala mundial criaram oportunidades bem maiores para os seres humanos gozarem de uma existência segura e gratificante que qualquer tipo de sistema pré-moderno. Mas a modernidade tem também um lado sombrio.
GIDDENS, A. As consequências da modernidade. São Paulo: Editora Unesp, 1991, 2ª reimpressão, p. 16.

Com base no texto e nos conhecimentos sobre o debate a respeito da modernidade, considere as afirmativas a seguir.

I. Para Marx, a modernidade identificava-se com o capitalismo, o qual continha, em suas origens industriais, dimensões sociais potencialmente revolucionárias.
II. No momento do surgimento do industrialismo, Durkheim identificou o lado sombrio da modernidade com a possibilidade dos fenômenos da anomia social.
III. Weber compreendia o mundo moderno como aquele no qual a racionalização implicava a expansão da burocracia e dos limites que o corpo de funcionários estabelecia à autonomia individual.
IV. Para Giddens, a atual fase da modernidade, ao reduzir as possibilidades de autodestruição social, eliminou a existência da chamada “sociedade de risco”.

Assinale a alternativa correta.
a) Somente as afirmativas I e II são corretas.   
b) Somente as afirmativas I e IV são corretas.   
c) Somente as afirmativas III e IV são corretas.   
d) Somente as afirmativas I, II e III são corretas.   

e) Somente as afirmativas II, III e IV são corretas.   

2. (Ufsc 2018) O ano de 2017 marca os 500 anos da publicação do documento considerado o marco fundador da Reforma Protestante: as 95 teses de Martinho Lutero.
Sobre a Reforma Protestante e seus desdobramentos, é correto afirmar que:
01) Martinho Lutero recusava o princípio católico de que a salvação dependia da fé, das obras humanas e da graça divina porque, na sua concepção, apenas a fé levava à salvação.   
02) ao contrário do que defendia a Igreja Católica, Lutero sustentava que todas as pessoas, religiosas ou leigas, deveriam ter acesso à Bíblia para que compreendessem individual e livremente a palavra de Deus.   
04) de acordo com o sociólogo Max Weber, há uma adequação entre a atitude protestante e a atitude capitalista.   
08) como consequência imediata da Reforma Protestante, os camponeses, estimulados pelas palavras de Lutero contra a autoridade da Igreja Católica, iniciaram uma série de levantes contra a nobreza e o clero.   
16) o movimento luterano, apesar de toda a sua crítica reformista, mantinha a defesa da negociação das indulgências (perdões) para os pecados que os infiéis cometessem.   
32) a Igreja Católica permitia que os cristãos aderissem à Reforma Protestante, desde que obedecessem politicamente ao papado.  

64) o movimento conhecido como Reforma Protestante é encabeçado pela própria Igreja Católica na tentativa de se antecipar ao movimento crescente que, internamente, começava a questionar algumas condutas e dogmas da instituição.   


3. (Uem 2018) Dentre os conceitos sociológicos construídos por Max Weber para compreender a vida social, figura o de tipo ideal. Sobre o conceito de tipo ideal em Max Weber, é correto afirmar que
01) representa uma construção metodológica, portanto é um modelo sobre o qual se constrói a análise sociológica.   
02) inexiste na realidade empírica tal qual como é retratado no modelo.   
04) é um recurso de análise que permite conceituar fenômenos e formações sociais e localizar suas manifestações na realidade observada.    
08) é uma ferramenta de busca de leis sociais.    
16) é denominado “ideal” por representar um objetivo que deve ser buscado pelas sociedades estudadas.    
  
4. (Ufu 2018) Para Weber, um tipo de dominação é estabelecido, pois “obedece-se não à pessoa em virtude de seu direito próprio, mas à regra estatuída, que estabelece ao mesmo tempo a quem e em que medida se deve obedecer.”
COHN, Gabriel (Org.). Weber: Sociologia. 5.ed. São Paulo: Ática, 1991. p. 129. Coleção Grandes Cientistas Sociais.

Com base na análise weberiana, assinale a alternativa que indica o tipo de dominação a que essa descrição está relacionada.
a) Dominação Legal.   
b) Dominação Carismática.   
c) Dominação Tradicional.   
d) Dominação Altruísta.   
  
5. (Ufu 2017) Para Fernando José Martins, no “fenômeno contemporâneo das ocupações das escolas: os estudantes de São Paulo lutaram para que sua escola não feche, ou por melhores condições nas escolas do Rio de Janeiro, ou contra a gestão privada das escolas em Goiás, o passe livre e aumento da merenda no Ceará, ou, no caso paranaense, sobre a reforma do Ensino Médio, que subtrai a obrigatoriedade de elementos curriculares fundamentais.”
Disponível em: <http://www.gazetadopovo.com.br/opiniao/artigos/o-carater-pedagogico-da-ocupacao-das-escolas-4qd45ib0p7hy6mli685kqzsxg>. Acesso em: 22 abr. 2017.

Avaliando o movimento das ocupações a partir do conceito de ação social em Weber, pode-se afirmar que o tipo de ação social prevalecente é:
a) Ação afetiva    
b) Ação racional em relação a fins    
c) Ação tradicional    

d) Ação altruísta em relação a valores    

6. (Unioeste 2016)  Max Weber (1864-1920) afirma que “devemos conceber o Estado contemporâneo como uma comunidade humana que, dentro dos limites de determinado território […], reivindica o monopólio do uso legítimo da violência física” (Weber, Ciência e Política: duas vocações. São Paulo: Cultrix, 2006, p. 56). Assinale a alternativa CORRETA, a respeito do significado da afirmação de Weber.
a) Para Weber, no caso do Estado contemporâneo, apenas seus agentes podem utilizar a violência de modo legítimo dentro dos limites do seu território.    
b) O Estado foi sempre o único agente que pode utilizar legalmente a violência com o consentimento dos cidadãos – a violência dos pais contra os filhos, por exemplo, sempre foi ilegal.   
c) Atualmente, o Estado é o único agente que utiliza a violência (ameaças, armas de fogo, coação física) como meio de atingir seus fins – assim a segurança de todos os cidadãos está garantida.   
d) Outros grupos também podem utilizar a violência como recurso – por exemplo, as empresas privadas de vigilância – independente da autorização legal do Estado.   
e) Todos os cidadãos reconhecem como legítima qualquer violência praticada pelos agentes do Estado contemporâneo – por exemplo, quando a polícia usa balas de borracha contra grevistas.   
  
7. (Ufu 2016)  Para Weber, “A dominação, ou seja, a probabilidade de encontrar obediência a um determinado mandato, pode fundar-se em diversos motivos de submissão.” (COHN, 1991. p. 128).

Nesse sentido, as ações de Mahatma Gandhi, líder no movimento de independência da Índia, representam qual tipo de dominação na análise weberiana?
a) Dominação Legal   
b) Dominação Anômica   
c) Dominação Carismática   
d) Dominação Altruísta   
  
8. (Unisc 2016)  Leia atentamente o texto e responda a questão assinalando uma das alternativas abaixo.

“Max Weber frequentemente utilizou a imagem da máquina na análise da natureza da organização burocrática. Tal como uma máquina, a burocracia era o sistema de utilização de energias para a execução de tarefas específicas. O membro de uma burocracia ‘é apenas uma peça em um mecanismo móvel que lhe prescreve uma marcha essencialmente fixa. A burocracia, em comum com a máquina, poderia ser posta a serviço de muitas questões diferentes. Mais ainda, uma organização burocrática funciona tão eficientemente a ponto de seus membros serem ‘desumanizados’: a burocracia ‘desenvolvida mais perfeitamente... mais completamente tem sucesso em eliminar das atribuições dos funcionários amor, ódio e todos os elementos puramente pessoais, irracionais e emocionais que escapem ao cálculo’. [...] O avanço da burocracia aprisionava as pessoas na Gehäuse der Hörigkeit, a ‘jaula de ferro’ da divisão especializada do trabalho da qual dependia a administração da ordem social e econômica moderna [...]”. 
GIDDENS, Anthony. Política, sociologia e teoria social: encontros com o pensamento social clássico e contemporâneo. São Paulo: Fundação Editora da UNESP, 1998, p. 58-59.
  
Segundo o texto acima, sobre o conceito de burocracia de Max Weber, é correto afirmar que
a) a burocracia é um sistema eficiente de organização do trabalho somente quando é aplicado em poucas questões específicas.   
b) a burocracia consiste em um sistema de divisão especializada do trabalho que busca a eficiência a partir de atribuições impessoais, racionais e calculadas impostas aos seus funcionários.   
c) os funcionários burocráticos podem se expressar livremente, desde que dentro de regras prescritas de forma impessoal e calculada.   
d) a burocracia é um sistema arcaico que deve ser superado por outros processos de administração do trabalho típicos da modernidade.   
e) nenhuma das alternativas acima pode ser afirmada corretamente sobre o conceito de burocracia.

9. (Uel 2014) Weber compreende a cidade como uma expressão tipicamente ligada à racionalidade ocidental.
Com base nos conhecimentos da sociologia weberiana sobre a racionalidade ocidental, considere as afirmativas a seguir.


I. A compreensão da cidade ocidental moderna é possível quando se considera uma sequência causal universal na história.
II. A existência do capitalismo como sociedade específica do mundo ocidental moderno explica o surgimento das cidades.
III. A explicação da cidade no Ocidente exige compreender a existência de diferentes formas do poder e da dominação.


IV. Um dos traços fundamentais da cidade no Ocidente é a constituição de um corpo burocrático administrativo regular.

Assinale a alternativa correta.
a) Somente as afirmativas I e II são corretas.
b) Somente as afirmativas I e IV são corretas.
c) Somente as afirmativas III e IV são corretas.
d) Somente as afirmativas I, II e III são corretas.
e) Somente as afirmativas II, III e IV são corretas.


10. (Uel 2014) Leia o texto a seguir.

Antigamente nem em sonho existia tantas pontes sobre os rios, nem asfalto nas estradas. Mas hoje em dia tudo é muito diferente com o progresso nossa gente nem sequer faz uma ideia.

Tenho saudade de rever nas currutelas as mocinhas nas janelas acenando uma flor. Por tudo isso eu lamento e confesso que a marcha do progresso é a minha grande dor. Cada jamanta que eu vejo carregada transportando uma boiada me aperta o coração. E quando olho minha traia pendurada de tristeza dou risada pra não chorar de paixão.
(Adaptado de: Nonô Basílio e Índio Vago. Mágoa de Boiadeiro.)

O texto aproxima-se sociologicamente da leitura teórica de
a) Comte, que defende a necessidade de formas tradicionais de vida em detrimento da desilusão do progresso.
b) Durkheim, que analisa o progresso como elemento desagregador da vida social ao provocar o enfraquecimento das instituições.
c) Marx, que condena o desenvolvimento das forças produtivas por seus efeitos alienantes sobre o homem.
d) Spencer, que tem uma leitura romântica da sociedade e vê o passado como mais rico culturalmente.
e) Weber, para quem a modernização e a racionalização é acompanhada pelo desencantamento do mundo.

11. (Uema 2012) No conjunto da sua Sociologia compreensiva, o sociólogo alemão Max Weber define ação social como ação
a) racional em que o agente associa um sentido objetivo aos fatos sociais.
b) desprovida de sentido subjetivo e motivacional.
c) humana associada a um sentido objetivo.
d) cuja intenção fomentada pelos indivíduos se refere à conduta de outros, orientando-se por ela.
e) não orientada significativamente pela conduta do outro em prol de um bem comum.

12. (Unicentro 2012) Do ponto de vista do agente, o motivo é o fundamento da ação; para o sociólogo, cuja tarefa é compreender essa ação, a reconstrução do motivo é fundamental, porque, da sua perspectiva, ele figura como a causa da ação. Numerosas distinções podem ser estabelecidas e Weber realmente o faz. No entanto, apenas interessa assinalar que, quando se fala de sentido na sua acepção mais importante para a análise, não se está cogitando da gênese da ação, mas sim daquilo para o que ela aponta, para o objetivo visado nela; para o seu fim, em suma.
COHN, Gabriel (Org.). Max Weber: sociologia. São Paulo: Ática, 1979.

A categoria weberiana que melhor explica o texto em evidência está explicitada em
a) A ação social possui um sentido que orienta a conduta dos atores sociais.
b) A luta de classes tem sentido porque é o que move a história dos homens.
c) Os fatos sociais não são coisas, e sim acontecimentos que precisam ser analisados.
d) O tipo ideal é uma construção teórica abstrata que permite a análise de casos particulares.
e) O sociólogo deve investigar o sentido das ações que não são orientadas pelas ações de outros.

13. (Uema 2012) Qual das alternativas abaixo corresponde à definição de Max Weber sobre o Estado Moderno?
a) Comitê executivo dos negócios de toda a burguesia.
b) Comunidade humana que, dentro dos limites de um determinado território, reivindica o monopólio da força legítima.
c) Representante de uma das classes fundamentais.
d) Instrumento de dominação de uma classe sobre a outra.
e) Representante da burocracia pública.

14. (Unioeste 2012) Para Max Weber a economia capitalista não é marcada pela irracionalidade e pela “anarquia da produção”. Ao contrário de Karl Marx, que frisava a irracionalidade do capitalismo, para Weber as instituições do capitalismo moderno podem ser consideradas como a própria materialização da racionalidade. Segundo Weber, uma das características do capitalismo moderno é a estrutura burocrática com instituições administradas racionalmente com funções combinadas e especializadas. Para o sociólogo alemão, o controle burocrático é marcado pela eficiência, precisão e racionalidade. Considerando a importância do tema da burocracia na obra de Weber, é correto afirmar que
a) Marx Weber identifica a burocracia com a irracionalidade, com o processo de despersonalização e com a rotina opressiva. A irracionalidade, nesse contexto, é vista como favorável à liberdade pessoal.
b) segundo Weber, a ocupação de um cargo na estrutura burocrática é considerada uma atividade com finalidade objetiva pessoal. Trata-se de uma ocupação que não exige senso de dever e nenhum treinamento profissional.
c) na burocracia moderna os funcionários são altamente qualificados, treinados em suas áreas específicas, enfim, pessoas que tem ou devem ter qualificações consideradas necessárias para serem designadas para tais funções.
d) para Weber, o elemento central da estrutura burocrática é a ausência da hierarquia funcional e a obediência à ordem pessoal e subjetiva.
e) a burocratização do capitalismo moderno impede segundo Weber, a possibilidade de se colocar em prática o princípio da especialização das funções administrativas.

15. (Ufu 2012) Nas Ciências Sociais, particularmente na Ciência Política, definir o Estado sempre foi uma tarefa prioritária. As tentativas nesta direção fizeram com que vários intelectuais vissem o Estado de formas diferentes, com naturezas diferentes. Numa palestra intitulada Política como vocação, Max Weber nos adverte, por exemplo, que o Estado pode ser entendido como uma relação de homens dominando homens. No trecho da canção d´O Rappa, Tribunal de Rua, dominação é o que se percebe, também, na relação entre cidadãos e policiais (braço armado do Estado).

A viatura foi chegando devagar
E de repente, de repente resolveu me parar
Um dos caras saiu de lá de dentro
Já dizendo, aí compadre, você perdeu
Se eu tiver que procurar você tá fodido
Acho melhor você ir deixando esse flagrante comigo [...].
O Rappa. Lado A Lado B. Warner, 1999.

A partir da perspectiva weberiana, relacionada ao trecho da canção acima, evidencia-se que a dominação do Estado
a) é exercida pela autoridade legal reconhecida, daí caracterizar-se fundamentalmente como dominação racional legal.
b) é estabelecida por meio da violência prioritariamente exercida contra grupos e classes excluídos social e economicamente.
c) ocorre a partir da imposição da razão de Estado, ainda que contra as vontades dos cidadãos que, normalmente, àquela resistem.
d) a exemplo da dominação de outras instituições, opera de forma genérica, exterior e coercitiva.

16. (Unicentro 2011) Os sociólogos Karl Marx e Marx Weber se detiveram na análise da modernidade europeia, embora com métodos diferentes. Assinale como verdadeira a afirmativa que corresponde às análises de Max Weber sobre a sociedade.
a) A vida moderna estimula a formação de um indivíduo calculista, racional e impessoal, refletindo a tendência da exploração dos trabalhadores e da transformação do trabalho em mercadoria.
b) A dimensão cultural é fundamental para compreender a modernidade, pois o capital e seu acúmulo são tidos como um dever moral que deve ser perseguido de forma racional e disciplinada.
c) A divisão social é um fenômeno da modernidade e sua função moral é integrar funções diferentes e complementares que, de outra forma, causariam a perda dos laços comunitários.
d) A ação social, na sociedade moderna, é motivada apenas por interesses econômicos, porque os meios para produzir estão concentrados nas mãos de apenas uma classe social.
e) A expansão da produção capitalista teve como base a separação entre trabalhadores e os meios de produção, assim como a disseminação da propriedade privada.

17. (Ufu 2011) Na concepção de Weber, a política é uma atividade geral do ser humano. A atividade política se desenvolve no interior de um território delimitado e a autoridade política reivindica o direito de domínio, ou seja, o direito de poder usar a força para se fazer obedecer. Se há obediência às ordens, ocorre uma situação de dominação.
Sobre os tipos de dominação, assinale a alternativa correta.
a) A dominação legal racional é a mais impessoal, pois se baseia na aplicação de regras gerais aos casos particulares.
b) O patrimonialismo é o tipo mais característico de dominação legal racional.
c) A forma mais típica de dominação tradicional é a burocracia.
d) A dominação carismática constitui um tipo bastante comum de poderio, na medida em que se baseia na crença em qualidades pessoais corriqueiras.

18. (Unicentro 2011) Max Weber, um dos fundadores da Sociologia, tinha amplo conhecimento em muitas áreas afins a essa ciência, tais como economia, direito e filosofia. Assim, ao analisar o desenvolvimento do capitalismo moderno, buscou entender a natureza e as causas da mudança social. Em sua obra, existem dois conceitos fundamentais, ou seja,
a) cultura e tipo Ideal.
b) classe e proletariado.
c) anomia e solidariedade.
d) fato social e burocracia.
e) ação social e racionalidade.

19. (Unicentro 2010) “A ação social (incluindo tolerância ou omissão) orienta-se pela ação de outros, que podem ser passadas, presentes ou esperadas como futuras (vingança por ataques anteriores, réplica a ataques presentes, medidas de defesa diante de ataques futuros). Os ´outros` podem ser individualizados e conhecidos ou um pluralidade de indivíduos indeterminados e completamente desconhecidos”
(Max Weber. Ação social e relação social. In M.M. Foracchi e J.S Martins. Sociologia e Sociedade. Rio de Janeiro, LTC, 1977, p.139).

Max Weber, um dos clássicos da sociologia, autor dessa definição de ação social, que para ele constitui o objeto de estudo da sociologia, apontou a existência de quatro tipos de ação social. Quais são elas?
a) Ação tradicional, ação afetiva, ação política com relação a valores, ação racional com relação a fins.
b) Ação tradicional, ação afetiva, ação racional e ação carismática.
c) Ação tradicional, ação afetiva, ação política com relação a valores, ação política com relação a fins.
d) Ação tradicional, ação afetiva, ação racional com relação a fins, ação racional com relação a valores.
e) Ação tradicional, ação emotiva, ação racional com relação a fins e ação política não esperada.


20. (Uel 2013) Os documentos de identificação individual podem ser analisados sob a perspectiva dos estudos weberianos a respeito da sociedade moderna.




Sobre essa análise, assinale a alternativa correta.
a) A ação racional com relação a valores é o tipo conceitual que explica o uso do CPF, uma vez que se refere às riquezas do indivíduo.
b) A adoção de documentos de identificação pessoal corresponde aos interesses dos indivíduos pelo prestígio social.
c) A identificação pelo CPF é um exemplo de imitação e de ação condicionada pelas massas, fenômenos comuns na sociedade moderna.
d) CPF e documentos pessoais fortalecem o processo de desburocratização das estruturas racionais de dominação.
e) O uso do CPF é uma ação dotada de sentido, isto é, compreensível pelos demais indivíduos envolvidos na situação.