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1. (Ufu 2017) A Secretaria Municipal da Saúde de Curitiba alerta pais e responsáveis por crianças e adolescentes e os profissionais da educação e saúde em relação ao ‘jogo’ Baleia Azul, que propõe 50 desafios aos participantes e sugere o suicídio como última etapa.
Disponível em: <http://www.tribunapr.com.br/noticias/curitiba-regiao/jogo-baleia-azul-deixa-curitiba-em-alerta-oito-ja-brincaram-com-morte/>. Acesso em: 22 abr. 2017.
  
Esse foi um dos alertas, nos últimos meses, relacionados ao “jogo Baleia Azul” e à possibilidade de suicídios de adolescentes (13 a 17 anos) ligadas a ele.

Pode-se realizar uma relação desses possíveis suicídios com os tipos de suicídios de Durkheim, pois, para esse pensador, os indivíduos são determinados pela realidade coletiva.

Assim, os suicídios gerados pelo “jogo” seriam classificados como:
a) Suicídio egoísta.    
b) Suicídio anômico.   
c) Suicídio etnocêntrico.    
d) Suicídio cultural.    
  
2. (Ufu 2016)  A Sociologia surge no século XIX, momento marcado por uma intensa crise social na Europa. Émile Durkheim não deixou de ser influenciado por esse contexto. Nesse sentido, um dos seus objetivos era fazer da Sociologia uma disciplina científica capaz de criar repostas aos desafios enfrentados pela sociedade moderna.
Entre os desafios, colocava-se a crescente contradição entre capital e trabalho, entendida pelo autor como um exemplo dos efeitos de um estado de anomia, caracterizado
a) pela excessiva regulamentação estatal sobre as atividades econômicas.   
b) pela intensificação dos laços de solidariedade mecânica no interior das corporações.   
c) pela ausência de instituições capazes de exercerem um poder moral sobre os indivíduos.   
d) pelo aprofundamento da desigualdade econômica.   
  
3. (Ufu 2016)  Em 1987, a então Primeira-Ministra da Grã-Bretanha, Margaret Thatcher, deu uma declaração durante uma entrevista que resumia, em parte, o seu ideário político liberal: “A sociedade não existe. Existem homens, existem mulheres e existem famílias”.
O governo de Thatcher ficaria conhecido como um dos precursores do chamado Estado neoliberal, que enfatizava, entre outros ideais, o individualismo. Assim, esta concepção de governo contradiz os fundamentos da Sociologia de Durkheim, segundo o qual a sociedade poderia ser identificada
a) como a soma de indivíduos que definem seus valores em comum, unindo-se por laços de solidariedade voluntária.   
b) a partir da existência de um contrato social que dá origem ao Estado e à sociedade civil.   
c) como o resultado da ação da classe dominante, capaz de reunir e controlar as massas.   
d) pela síntese de ações e sentimentos individuais que originam uma vida psíquica sui generis.   
  
4. (Ueg 2016)  O objeto de estudo da sociologia, para Durkheim, é o fato social, que deve ser tratado como “coisa” e o sociólogo deve afastar suas prenoções e preconceitos. A construção durkheimiana do objeto de estudo da sociologia pode ser considerada
a) positivista, pois se fundamenta na busca de objetividade e neutralidade.   
b) dialética, pois reconhece a existência de uma realidade exterior ao pesquisador.   
c) kantiana, pois trata da “coisa em si” e realiza a coisificação da realidade.   
d) nietzschiana, pois coloca a “vontade de poder” como fundamento para a pesquisa.   
e) weberiana, pois aborda a ação social racional atribuída por um sujeito.   
  
5. (Unioeste 2015)  “Solidariedade orgânica” e “solidariedade mecânica” são conceitos propostos pelo sociólogo francês Émile Durkheim (1858-1917) para explicar a 'coesão social' em diferentes tipos de sociedade. De acordo com as teses desse estudioso, nas sociedades ocidentais modernas, prevalece a 'solidariedade orgânica', onde os indivíduos se percebem diferentes embora dependentes uns dos outros. A lógica do mercado capitalista, entretanto, baseada na competição individualista em busca do lucro, pode corromper os vínculos de solidariedade que asseguram a coesão social e conduzir a uma situação de 'anomia'.

De acordo com os postulados de Durkheim, é CORRETO dizer que o conceito de “anomia” indica
a) a necessidade de todos demonstrarem solidariedade com os mais necessitados.   
b) uma situação na qual aqueles indivíduos portadores de um senso moral superior devem se colocar como líderes dos grupos dos quais fazem parte.   
c) a condição na qual os indivíduos não se identificam como membros de um grupo que compartilha as mesmas regras e normas e têm dificuldades para distinguir, por exemplo, o certo do errado e o justo do injusto.   
d) o consumismo exacerbado das novas gerações, representado pelo aumento do número de shopping centers nas cidades.   
e) a solidariedade que as pessoas demonstram quando entoam cantos nacionalistas e patrióticos em manifestações públicas como os jogos das seleções nacionais de futebol.   
  
6. (Unimontes 2015)  Coube a Émile Durkheim (1858-1917) a institucionalização da Sociologia como disciplina acadêmica. Para o sociólogo clássico francês, a sociedade moderna implica uma diferenciação substancial de funções e ocupações profissionais. Sobre as análises desse autor, é CORRETO afirmar:
a) O problema social é estritamente econômico e depende de vontades individuais.   
b) O desenvolvimento da sociedade moderna deve passar por um processo de ruptura social e permanente anomia.   
c) A questão social é também um problema de moralização e organização consciente da vida econômica.   
d) Para Durkheim, na sociedade moderna não há possibilidades de desenvolvimento das coletividades, por necessitar de novos pactos políticos dos governantes.   
  
7. (Ufu 2015)  A concepção da Sociologia de Durkheim se baseia em uma teoria do fato social. Seu objetivo é demonstrar que pode e deve existir uma Sociologia objetiva e científica, conforme o modelo das outras ciências, tendo por objeto o fato social.
ARON, R. As etapas do pensamento sociológico. São Paulo: Martins Fontes, 1995. p. 336.

Em vista do exposto, assinale a alternativa correta.
a) Durkheim demonstrou que o fato social está desconectado dos padrões de comportamento culturais do indivíduo em sociedade e, portanto, deve ser usado para explicar apenas alguns tipos de sociedade.   
b) Segundo Durkheim, a primeira regra, e a mais fundamental, é considerar os fatos sociais como coisas para serem analisadas.   
c) O estado normal da sociedade para Durkheim é o estado de anomia, quando todos os indivíduos exercem bem os fatos sociais.   
d) A solidariedade orgânica, para Durkheim, possui pequena divisão do trabalho social, como pode ser demonstrada pela análise dos fatos sociais da sociedade.    


8. (Uel 2014) A cidade desempenha papel fundamental no pensamento de Émile Durkheim, tanto por exprimir o desenvolvimento das formas de integração quanto por intensificar a divisão do trabalho social a ela ligada.Com base nos conhecimentos acerca da divisão de trabalho social nesse autor, assinale a alternativa correta.
a) A crescente divisão do trabalho com o intercâmbio livre de funções no espaço urbano torna obsoleta a presença de instituições. 
b) A solidariedade orgânica é compatível com a sociedade de classes, pois a vida social necessita de trabalhos diferenciados.
c) Ao criar seres indiferenciados socialmente, o “homem massa”, as cidades recriam a solidariedade mecânica em detrimento da solidariedade orgânica.
d) O efeito principal da divisão do trabalho é o aumento da desintegração social em razão de trabalhos parcelares e independentes. 
e) O equilíbrio e a coesão social produzidos pela crescente divisão do trabalho decorrem das vontades e das consciências individuais.

9. (Uncisal 2012) O modo de vestir determina a identidade de grupos sociais, simboliza o poder e comunica o status dos indivíduos. Seu caráter institucional assume grande importância à medida que inclui ou exclui indivíduos de categorias ou estratos sociais. Ele exemplifica bem aquilo que Durkheim afirmava ser o objeto de estudo dos sociólogos: uma representação coletiva que além de ser válida para todos os indivíduos que fazem parte de um determinado grupo, expressa a exterioridade e a coercitividade. Assinale nas opções a seguir aquela que apresenta o objeto de estudo da Sociologia segundo Durkheim. a) Fatos sociais.
b) Expressões culturais.
c) Ações sociais.
d) Estruturas políticas.
e) Relações sociais.

10. (Unioeste 2012) Émile Durkheim é considerado um dos fundadores das Ciências Sociais e entre as suas diversas obras se destacam “As Regras do Método Sociológico”, “O Suicídio” e “Da Divisão do Trabalho Social”. Sobre este último estudo, é correto afirmar que
a) a divisão do trabalho possui um importante papel social. Muito além do aumento da produtividade econômica, a divisão garante a coesão social ao possibilitar o surgimento de um tipo específico de solidariedade.
b) a solidariedade mecânica é o resultado do desenvolvimento da industrialização, que garantiu uma robotização dos comportamentos humanos.
c) a solidariedade orgânica refere-se às relações sociais estabelecidas nas sociedades mais tradicionais. O nome remete ao entendimento da harmonia existentes nas comunidades de menor taxa demográfica.
d) indiferente dos tipos de solidariedade predominantes, o crime necessita ser punido por representar uma ofensa às liberdades e à consciência individual existente em cada ser humano.
e) a consciência coletiva está vinculada exclusivamente às ações sociais filantrópicas estabelecidas pelos indivíduos na contemporaneidade, não tendo nenhuma relação com tradições e valores morais comuns.

11. (Ufu 2011) Segundo Durkheim, o crime é um fato social presente em toda sociedade. Para o autor, nem todo crime é anômico, mas apenas aquele que corresponde a uma crise de coesão social.
A partir do exposto acima, assinale a alternativa correta sobre o significado de anomia social em Durkheim.
a) Ocorre quando há, nas sociedades modernas, com seus intensos processos de mudança, uma situação em que o conjunto de regras, valores e procedimentos são reconhecidos por todos os indivíduos, levando ao desenvolvimento da sociedade.
b) Conceito que descreve os sentimentos de falta de objetivos e de desespero provocados pelo processo de mudanças do mundo moderno, os quais resultam na perda da influência das normas sociais sobre o comportamento individual.
c) Conceito que descreve a ocorrência, nas sociedades modernas, com seus intensos processos de mudança, de um estado de complementaridade e interdependência entre os indivíduos, o que leva a uma menor divisão do trabalho social e ao fortalecimento das instituições sociais.
d) Ocorre quando os sentimentos de falta de objetivos e de desespero provocados pelo processo de mudanças do mundo moderno resultam no fortalecimento da coesão social e da influência das normas sociais sobre o comportamento individual.

12. (Uel 2011) O positivismo foi uma das grandes correntes de pensamento social, destacando-se, entre seus principais teóricos, Augusto Comte e Émile Durkheim.
Sobre a concepção de conhecimento científico, presente no positivismo do século XIX, é correto afirmar:
a) A busca de leis universais só pode ser empreendida no interior das ciências naturais, razão pela qual o conhecimento sobre o mundo dos homens não é científico.
b) Os fatos sociais fogem à possibilidade de constituírem objeto do conhecimento científico, haja vista sua incompatibilidade com os princípios gerais de objetividade do conhecimento e a neutralidade científica.
c) Apreender a sociedade como um grande organismo, a exemplo do que fazia o materialismo histórico, é rejeitado como fonte de influência e orientação para as investigações empreendidas no âmbito das ciências sociais.
d) A ciência social tem como função organizar e racionalizar a vida coletiva, o que demanda a necessidade de entender suas regras de funcionamento e suas instituições forjadas historicamente.
e) O papel do cientista social é intervir na construção do objeto, aportando à compreensão da sociedade os valores por ele assimilados durante o processo de socialização obtido no seio familiar.

13. (Ufu 2011) De acordo com Durkheim, para se garantir a objetividade do método científico sociológico, torna-se necessário que o pesquisador mantenha certa distância e neutralidade em relação aos fatos sociais, os quais devem ser tratados como “coisas”.
Considerando a frase acima, assinale a alternativa correta sobre fato social.
a) Corresponde a um conjunto de normas e valores que são criados diretamente pelos indivíduos para orientar a vida em sociedade.
b) Corresponde a um conjunto de normas e valores criados exteriormente, isto é, fora das consciências individuais.
c) É desprovido de caráter coercitivo, uma vez que existe fora das consciências individuais.
d) É um fenômeno social difundido apenas nas sociedades cuja forma de solidariedade é orgânica.

14. (Ifsp 2011) Assinale a alternativa que descreve o objeto próprio da Sociologia, segundo Emile Durkheim.
a) A cultura, resultado das relações de produção e da divisão social do trabalho.
b) O fato social, exterior e coercitivo em relação à vontade dos indivíduos.
c) O conflito de classes, base da divisão social e transformação do modo de produção.
d) A sociedade, produto da vontade e da ação de indivíduos que agem independentes uns dos outros.
e) A ação social que define as inter-relações compartilhadas de sentido entre os indivíduos.

15. (Uel 2011) Leia o texto a seguir.
De acordo com Susie Orbach, “Muitas coisas feitas em nome da saúde geram dificuldades pessoais e psicológicas. Olhar fotos de corpos que passaram por tratamento de imagem e achar que correspondem à realidade cria problema de autoimagem, o que leva muitas mulheres às mesas de cirurgia. Na geração das minhas filhas, há garotas que gostam e outras que não gostam de seus corpos. Elas têm medo de comida e do que a comida pode fazer aos seus corpos. Essa é a nova norma, mas isso não é normal. Elas têm pânico de ter apetite e de atender aos seus desejos”.
(Adaptado: “As mulheres estão famintas, mas têm medo da comida”, Folha de S. Paulo, São Paulo, 15 ago. 2010, Saúde.
Disponível em: <http://www1.folha.uol.com.br/fsp/saude/sd1508201001.htm>. Acesso em: 15 out. 2010).

Com base no texto e nos conhecimentos sobre o pensamento de Émile Durkheim, é correto afirmar:
a) O conflito geracional produz anomia social, dada a incapacidade de os mais velhos compreenderem as aspirações dos mais novos.
b) Os padrões do que se considera saudável e belo são exemplos de fato social e, portanto, são suscetíveis de exercer coerção sobre o indivíduo.
c) Normas são prejudiciais ao desenvolvimento social por criarem parâmetros e regras que institucionalizam o agir dos indivíduos.
d) A consciência coletiva é mais forte entre os jovens, voltados que estão a princípios menos individualistas e egoístas.
e) A base para a formação de princípios morais e de solidez das instituições são os desejos individuais, visto estes traduzirem o que é melhor para a sociedade.

16. (Ufu 2012) A tirinha de Quino abaixo ilustra a concepção de fato social, segundo Durkheim.
Para o autor, é característica do fato social
a) ser geral e igual em todas as sociedades.
b) dar liberdade ao indivíduo, em uma dada sociedade, de praticar ações e atitudes ligadas ao seu senso crítico.
c) ser particular de cada indivíduo, sem interferência do grupo social no qual está inserido.
d) exercer sobre o indivíduo uma coerção exterior.
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David Hume distingue conhecimento e probabilidade. No conhecimento as “relações de idéias são dependentes das próprias idéias”. Para que essa relação se altere é preciso que uma ideia se altere (SMITH, 1995). Hume dá como exemplo a igualdade entre a soma dos ângulos internos de um triângulo e dois ângulos retos. Enquanto a ideia de triângulo não se alterar, essa igualdade será sempre verificada. Por outro lado, existe o que Hume chama de probabilidade, cujas relações não são as mesmas do conhecimento. A probabilidade é um conceito que trata de relações de fato, não de razão. Ao contrário do conhecimento, no qual negar a relação implica contradição, na probabilidade negar a relação é uma possibilidade. Para Hume existem três relações na probabilidade: a identidade, as situações no tempo e lugar e a causalidade. 


Em relação à causalidade, Hume diz que é um raciocínio baseado em conexões de causa e efeito constatados na experiência. Segundo Hume, quando dizemos que o fato A causou B e não há nenhuma experiência que sustente a relação, trata-se de um raciocínio arbitrário. Nesse sentido, Hume critica os que recorrem à razão para esclarecer a origem da ideia de causalidade e, assim, creem que as relações de causas e efeitos possam se constituir em objetos de genuíno conhecimento. O raciocínio de causa e efeito é, em síntese, um raciocínio provável, cujo fundamento só é dado na experiência.

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A história da ciência é muito vasta. Seria temerário resumi-la nos limites deste material. Escolhemos aqui dois momentos importantes dessa história que servirão para ilustrar o modo como o conhecimento progride. 

Entre os anos de 130-141 d.C, aproximadamente, o astrônomo alexandrino Cláudio Ptolomeu criou um modelo de explicação dos movimentos dos planetas e corpos celestes em geral. Ptolomeu dava sequência a uma história de modelos astronômicos bastante fértil, que remonta à academia platônica do século V. 

Como podemos observar nas imagens, no modelo de Ptolomeu a Terra ocupa o centro do universo. Em torno dela estão os planetas, o sol e a lua.

Durante muito tempo, desde Platão, a grande dificuldade dos astrônomos era explicar o movimento dos planetas, ou seja, porque eles têm determinadas trajetórias observadas do ponto de vista de quem está na terra. Ptolomeu aproveita ideias de outros astrônomos, sobretudo do astrônomo Apolônio, e imagina a seguinte estrutura: a terra está imóvel, mas fica numa posição um pouco afastada do centro, como podemos ver na figura abaixo. Os planetas se movem num círculo imaginário chamado “epiciclo”. O epiciclo possui um centro que se move em outro círculo chamado “deferente”. 

Ptolomeu imaginou uma linha chamada “equante” para explicar o movimento não uniforme dos planetas. O “equante” é um ponto situado ao lado do centro do círculo maior, o deferente, e sobre o qual os planetas fazem seu movimento epicliclo. (GLEISER, 2002).

É visível que o sistema é muito complexo. Mas, surpreendentemente, ele foi usado até o século XVI, quando o astrônomo Copérnico contestou a tese de que a Terra é o centro dos movimentos planetários e do universo. As ideias de Copérnico sofreram dura resistência da Igreja, mas acabaram prevalecendo como verdadeiras. Vale lembrar, porém, o registro histórico do estudo e da perspicácia dos antigos, que não mediam esforços para explicar o universo.

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Consumo Sustentável quer dizer saber usar os recursos naturais para satisfazer as nossas necessidades, sem comprometer as necessidades e aspirações das gerações futuras.


Inúmeras são as previsões relativas à escassez de água, em conseqüência da desconsideração da sua esgotabilidade. A água é um dos recursos naturais fundamentais para as diferentes atividades humanas e para a vida, de uma forma geral. Apesar de muitos entenderem que o ciclo natural da água promove a sua recuperação, na prática não é o que se observa, tendo em vista os inúmeros fatores que interferem neste ciclo hidrológico. A falta de água traz como efeito a seca, que possui diversas faces dependendo da ótica da observação. A mais comum é a seca climatológica, que desencadeia o processo, seguida da seca das terras e a conseqüente seca social, com os respectivos danos e mazelas causados. A seca hidrológica representa a falta de água nos reservatórios e mananciais.

O Brasil detém 13% das reservas de água doce do Planeta, que são de apenas 3%. Esta visão de abundância, aliada à grande dimensão continental do País, favoreceu o desenvolvimento de uma consciência de inesgotabilidade, isto é, um consumo distante dos princípios de sustentabilidade1 e sem preocupação com a escassez. A elevada taxa de desperdício de água no Brasil, 70%, comprova essa despreocupação. A oferta gratuita de recursos naturais pela natureza e a crença de sua capacidade ilimitada de recuperação frente às ações exploratórias, contribuiu para essa postura descomprometida com a proteção e o equilíbrio ecológico. Cotidianamente, diversos são os exemplos de desperdício e despreocupação, como escovar os dentes com a permanência da torneira aberta; lavagem de ruas e calçadas com jatos d’água (“vassoura hidráulica”), lavagem de veículos com água tratada, o uso de válvulas sob pressão nas descargas dos vasos sanitários; o despejo das águas servidas de banho e lavagens em geral, sem a preocupação com a racionalização de consumo e/ou reuso. Por outro lado, a indústria tem percebido, cada vez mais, a indissociabilidade entre a conservação dos recursos naturais e a ecoeficiência ambiental. É preciso que esta inter-relação seja, assimilada e internalizada na prática diária de cada cidadão. Mesmo em regiões brasileiras, onde as reservas hídricas geralmente atendem as necessidades de uso, em algumas épocas do ano são relativamente comuns os períodos de escassez, em atividades produtivas, devido às condições climáticas adversas e/ou aumento de demanda em atividades produtivas, como o caso da cultura do arroz, no verão, no Sul do Brasil. Buscando equilibrar as necessidades para o abastecimento das populações e para a atividade produtiva e, ainda, minimizar as conseqüências sociais da seca, estratégias de racionalização e de racionamento são estabelecidas. Esta situação gera um nítido conflito entre os usuários e os usos da água. A solução para este tipo de conflito está na gestão deste recurso, que inicia-se pela racionalização de consumo, acrescida do estabelecimento de estratégias de reuso, tanto nas práticas agrícolas quanto nas atividades cotidianas residenciais, comerciais e industriais.

Estima-se que atualmente, no mundo, 1,7 milhão de pessoas sofrem com a escassez de água. Esta dificuldade também pode estar associada a fatores qualitativos, ocasionados, por exemplo, pela disposição inadequada de resíduos sólidos, comumente chamado lixo. O comprometimento da qualidade da água pode inviabilizar o uso ou tornar impraticável o tratamento, tanto em termos técnicos quanto financeiros. Diversas são as substâncias tóxicas geradas nas diferentes atividades humanas. Nas práticas agrícolas, por exemplo, o uso sem controle de defensivos químicos pode representar um grande perigo ao meio ambiente, aos ecossistemas e à saúde humana.

No nosso dia–a-dia também geramos toneladas de resíduos tóxicos, a partir de diversos produtos comprados livremente e descartados sem controle, como lâmpadas, pilhas, medicamentos, inseticidas, tintas, produtos de limpeza, combustíveis, equipamentos eletrônicos, dentre outros, que muitas vezes vão parar em lixões nos arredores das grandes cidades, sem a menor preocupação com os efeitos dessa poluição nos mananciais de água, solo e atmosfera.

O meio ambiente é formado, dentro de uma visão simplificada, pelo solo, água e ar. Estes meios interagem sinergicamente entre si, significando que o resíduo descartado no solo, por exemplo, mais dia menos dia irá contaminar as reservas de água e o ar. Assim como, a decomposição dos resíduos descartados nos rios, originando substâncias tóxicas, pode atingir outros locais distantes da fonte poluidora, ampliando assim os danos da contaminação para o meio ambiente.

A relação do homem com o meio ambiente, baseada no indesejável tripé do descomprometimento, inesgotabilidade e irresponsabilidade, poderá consumar as previsões mais catastróficas quanto a escassez dos recursos naturais, sobretudo da água, inviabilizando dentro de poucos anos, a vida na Terra. Portanto, é fundamental a substituição por uma visão fundamentada nos princípios da sustentabilidade, racionalização e responsabilidade, dentro da qual, somos parte integrante do meio ambiente e, responsáveis pela proteção e pela elevação da qualidade de vida no Planeta.

1 Consumo Sustentável quer dizer saber usar os recursos naturais para satisfazer as nossas necessidades, sem comprometer as necessidades e aspirações das gerações futuras.

Fonte: Marta Regina Lopes Tocchetto – Dra. em Engenharia – UFRGS , marta@tocchetto.com Lauro Charlet Pereira – Dr. em Planejamento Ambiental – UNICAMP, lauro@cnpma.embrapa.br

Disponível em http://ambientes.ambientebrasil.com.br
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A palavra do terapeuta Kaka Werá Jecupé: 


«Na minha tradição, a gente costuma dizer que a tristeza é a perda do poder pessoal. Esse poder é interno, é o poder do ser, da alma. Infelizmente, o Homem passou a acreditar que tudo que ele precisa só pode ser encontrado no outro ou no mundo externo. É como se a afirmação da vida dependesse única e exclusivamente do amor do outro, de uma situação política, histórica ou de um bom posicionamento social e profissional. Ele está totalmente voltado para fora, buscando de uma forma insana a sua felicidade, harmonia e auto-realização.

É preciso inverter esse movimento, retornando à imensa força que está esquecida dentro de nós. A causa verdadeira das grandes tristezas está na alma, no ser interno. E onde que esse ser interno encontra vida, beleza e força? Ele basicamente necessita perceber que é muito maior que o seu momento, ele é parte de um grande complexo chamado vida e esse grande complexo se nutre de coisas essenciais e simples como uma respiração saudável, um nascer e um pôr-do-sol uma noite aluarada, estrelada, essa imensidão que se encontra dentro dele mesmo.

E esse alimento leva ao Homem ingredientes que vão determinar uma maior ou menor qualidade dos seus pensamentos, emoções e ações. Temos que ser responsáveis por tudo isso.

A meta de todo ser humano deveria ser a conquista de um pensamento lúcido, emoções equilibradas e uma ação justa: esse é um homem feliz. Esse é o princípio da espiritualidade, o seu eixo. E com esse eixo você combate a tristeza e as dificuldades com tranquilidade e vai superá-las, transformando a si próprio. Na verdade, o poder de cura está dentro de cada um. Nós somos, ao mesmo tempo, o veneno e o antídoto. Nós, Pajés, não somos a cura. Somos um veículo capacitado para restituir ao doente a sua própria força de cura.

Qual a grande doença do homem contemporâneo? A grande doença é a doença da alma. O ser humano esqueceu da sua alma, está adormecido e consequentemente se fechou para as forças da natureza, porque alma e Natureza caminham estritamente juntas, são mãe e filha, a alma é filha da natureza. Todo o desequilíbrio que nós temos hoje manifestado está nesse eixo, e é por isso que a grande questão do século XXI é a questão ecológica/espiritual. Uma não pode ser trabalhada sem a outra.

Uma doença é uma poluição interna, uma poluição do seu ar; logo, do seu pensamento; ou uma poluição das suas águas; logo, de suas emoções; ou uma poluição do seu fogo, que é a sua vontade interna, seu eu; e, finalmente, é uma poluição da sua terra, que é seu corpo físico.

É nesse sentido que a questão da cultura indígena surge nestes tempos para ser percebida de uma outra maneira, inédita, com toda a força da base espiritual que ela pode fornecer, para que finalmente possamos fundar uma nação. Não somos uma nação, ainda. Uma nação funda-se a partir de raízes, e as nossas mais profundas raízes passam por essa rica tradição espiritual do povo indígena.

Nós, os índios, só pedimos uma coisa: lembra-te sempre de quem de és, lembra-te sempre da tua essência.

Essa lembrança, por si só, pode curar-te.»
kaka weré jacupí

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No século II a.C., Roma deu início a uma política expansionista. No entanto, por volta do século III d. C., os romanos passaram a enfrentar uma série de problemas resultante da expansão. Entre os fatores que levaram ao fim do Império estão: as disputas internas pelo poder, a insubordinação das populações dominadas, a propagação de doenças e, principalmente, a invasão dos povos bárbaros.

Os romanos chamavam de “bárbaros” os estrangeiros. Os germanos ou bárbaros possuíam idiomas, valores culturais e religiosos muito diferentes dos romanos. Eles tinham também um estilo de vida comunitário e uma economia pastoril. A estrutura social destes povos era muito diferenciada, uma vez que não possuíam líderes para o tempo de paz.

Leia sobre o que a historiografia ressalta no que diz respeito à organização política dos germanos, no período da crise do Império Romano:
Os germanos não tinham nem Estado nem cidades, sendo a tribo e a família as células básicas de 
sua organização política. As relações sociais entre eles não se regiam pelo conceito de cidadania, mas 

de parentesco. Assim, ao se sedentarizarem, ocupando cada tribo uma parcela do Império Romano, eles vieram a substituir um Estado organizado e relativamente urbanizado. A ideia de organização de um 
império estaria sintetizada no reino franco, no século VIII, na figura de Carlos Magno.

(Adaptado de FRANCO JR, 2004, p 52).
O contato entre germanos e romanos iniciou-se no século I d.C. Nos séculos seguintes, as relações entre eles intensificaram-se; os germanos chegaram a fazer parte da administração e do exército romano. A partir do século III d.C., os germanos, em busca de melhores terras para pastagem, começaram a promover violentas incursões nos territórios de Roma, iniciando relações de conflitos entre ambos.

As invasões germânicas geraram uma fragmentação política e a ruralização da sociedade da Europa ocidental, o que provocou a queda do Império Romano no Ocidente. 

O contato entre os povos germanos e romanos provocou a destruição de grande parte dos valores desses dois povos, o que resultou numa nova organização social, econômica e política: o feudalismo. Essa nova organização não aconteceu em toda Europa ocidental de forma uniforme, nem ao mesmo tempo.

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