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1. (UEM 2020) “Se é verdade que a verdade da fé cristã ultrapassa as capacidades da razão humana, nem por isso os princípios inatos naturalmente à razão podem estar em contradição com esta verdade sobrenatural. É um fato que estes princípios naturalmente inatos à razão humana são absolutamente verdadeiros; são tão verdadeiros, que chega a ser impossível pensar que possam ser falsos. Tampouco é possível considerar falso aquilo que cremos pela fé, e que Deus confirmou de maneira tão evidente. Já que só o falso constitui o contrário do verdadeiro, [...] é impossível que a verdade da fé seja contrária aos princípios que a razão humana conhece em virtude de suas forças naturais. [...]. Todavia, já que a palavra de Deus ultrapassa o entendimento, alguns acreditam que ela esteja em contradição com ele. Isto não pode ocorrer.”

(AQUINO, T. de. Suma contra os gentios. Apud ARANHA, M. L de. Filosofando. São Paulo: Moderna, 2ª ed. p. 103).

 

A partir do texto citado e de conhecimentos do pensamento filosófico de Tomás de Aquino, assinale o que for correto.

01) Fé e razão não se opõem, porque seus princípios são verdadeiros.   

02) Tomás de Aquino tomou por tarefa compatibilizar, a partir da relação fé e razão, a filosofia aristotélica com a verdade cristã.   

04) O âmbito do racionalmente demonstrável é restrito se comparado com a imensidão dos mistérios divinos.   

08) Para Tomás de Aquino, o conteúdo da fé é revelado por Deus aos homens, segundo a sua sabedoria.   

16) A existência de Deus para Tomás de Aquino é tão somente afirmada pela fé, jamais reconhecida pela razão.   

 

2. (UNIOESTE 2020) “(...) em primeiro lugar, como ninguém pode amar uma coisa de todo ignorada, deve­-se examinar com diligência de que natureza é o amor dos estudantes, entendendo-se por estudantes os que ainda não sabem, mas desejam saber. Naqueles casos em que a palavra estudo não é usual, podem existir amores de ouvido: como quando o ânimo se acende em desejo de ver e de gozar devido à fama de alguma beleza, porque possui uma noção genérica das belezas corpóreas pelo fato de ter visto muitas delas, e existe no interior dele algo que aprova o que no exterior é cobiçado. Quando isto acontece, o amor não é paixão de uma coisa ignorada, pois já conhece seu gênero. Quando amamos um varão bondoso, cujo rosto nunca vimos, amamo-lo pela notícia das virtudes que conhecemos na própria verdade”

SANTO AGOSTINHO, De Trinitade, livro 10.

A partir do texto de Santo Agostinho, assinale a alternativa CORRETA.

a) Amamos porque desconhecemos; se conhecemos, não amamos.   

b) Em primeiro lugar, não existe amor entre os estudantes.   

c) O amor desconhece o seu gênero porque somos livres.   

d) Basicamente, os amores de ouvido são superiores.   

e) Aquilo que amamos não é de todo ignorado.   

 

3. (UECE 2020) Atente para a seguinte passagem, em que Santo Agostinho se questiona sobre a origem do mal:

“Quem me criou? Não foi o meu Deus, que é bom, e é também a mesma bondade? Donde me veio, então, o querer, eu, o mal e não querer o bem? Qual a sua origem, se Deus, que é bom, fez todas as coisas? Sendo o supremo e sumo bem, criou bens menores do que Ele; mas, enfim, o Criador e as criaturas, todos são bons. Donde, pois, vem o mal?”

AGOSTINHO, Santo. Confissões; De magistro. São Paulo: Nova Cultural, 1987. Coleção “Os Pensadores”. Livro VII. Adaptado.

Sobre esse aspecto da filosofia do bispo de Hipona, considere as seguintes afirmações:

I. Como os maniqueístas, de quem sofreu forte influência, Agostinho afirmava a existência do Bem e do Mal e que os homens não eram culpados de ações classificadas como más. O mal lhes era inato, portanto, não havia culpa, mas poderiam obter a salvação da alma por intermédio da graça divina.

II. Para Agostinho, não se deveria atribuir a Deus a origem do Mal, visto que, como Sumo Bem, ele não o poderia criar. São os homens os responsáveis pela presença do Mal e cabe a estes fazerem uso de sua liberdade e escolherem entre a boa e a má ação.

III. Dispondo do livre arbítrio, o ser humano pode optar por bens inferiores. Mas o livre arbítrio não pode ser visto como um mal em si, pois foi Deus quem o criou. Ter recebido de Deus uma vontade livre é para o ser humano um grande bem. O mal é o mau uso desse grande bem.

É correto o que se afirma em

a) I, II e III.   

b) I e III apenas.   

c) II e III apenas.   

d) I e II apenas.   

4. (UECE 2019) “Portanto, deve-se dizer que como a lei escrita não dá força ao direito natural, assim também não pode diminuir-lhe nem suprimir-lhe a força; pois, a vontade humana não pode mudar a natureza. Portanto, se a lei escrita contém algo contra o direito natural, é injusta e não tem força para obrigar. Pois, só há lugar para o direito positivo, quando, segundo o direito natural, é indiferente que se proceda de uma maneira ou de outra, como já foi explicado acima. Por isso, tais textos não hão de chamar leis, mas corrupções da lei, como já se disse. E, portanto, não se deve julgar de acordo com elas.”

Tomás de Aquino, Suma Teológica, II, Questão 60, Art. 5.

Com base na passagem acima, é correto afirmar que

a) a lei escrita só é legítima se for baseada no direito natural.    

b) o direito positivo não é a lei escrita, mas dos costumes.    

c) o direito natural só é legítimo se expresso na lei escrita.    

d) não há diferença entre direito natural e direito positivo.   

5. (Enem 2019) De fato, não é porque o homem pode usar a vontade livre para pecar que se deve supor que Deus a concedeu para isso. Há, portanto, uma razão pela qual Deus deu ao homem esta característica, pois sem ela não poderia viver e agir corretamente. Pode-se compreender, então, que ela foi concedida ao homem para esse fim, considerando-se que se um homem a usar para pecar, recairão sobre ele as punições divinas. Ora, isso seria injusto se a vontade livre tivesse sido dada ao homem não apenas para agir corretamente, mas também para pecar. Na verdade, por que deveria ser punido aquele que usasse da sua vontade para o fim para o qual ela lhe foi dada?

AGOSTINHO. O livre-arbítrio. In: MARCONDES, D. Textos básicos de ética. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 2008.

Nesse texto, o filósofo cristão Agostinho de Hipona sustenta que a punição divina tem como fundamento o(a):

a) desvio da postura celibatária.    

b) insuficiência da autonomia moral.    

c) afastamento das ações de desapego.    

d) distanciamento das práticas de sacrifício,    

e) violação dos preceitos do Velho Testamento.    

6. (UECE 2019) “O maniqueísmo é uma filosofia religiosa sincrética e dualística fundada e propagada por Manes ou Maniqueu, filósofo cristão do século III, que divide o mundo simplesmente entre Bom, ou Deus, e Mau, ou o Diabo. A matéria é intrinsecamente má e o espírito, intrinsecamente bom. Com a popularização do termo, maniqueísta passou a ser um adjetivo para toda doutrina fundada nos dois princípios opostos do Bem e do Mal.”

Wikipédia. Disponível em: https://pt.wikipedia.org/wiki/Manique%C3%ADsmo.

Contra o maniqueísmo, Agostinho de Hipona (Santo Agostinho) afirmava que

a) Deus é o Bem absoluto, ao qual se contrapõe o Mal absoluto.]    

b) as criaturas só são más numa consideração parcial, mas são boas em si mesmas   

c) toda a criação era boa e tornou-se má, pois foi dominada pelo pecado após a Queda.   

d) a totalidade da criação é boa em si mesma, mas singularmente há criaturas boas e más.   

7. (UECE 2019) Em diálogo com Evódio, Santo Agostinho afirma: “parecia a ti, como dizias, que o livre-arbítrio da vontade não devia nos ter sido dado, visto que as pessoas servem-se dele para pecar. Eu opunha à tua opinião que não podemos agir com retidão a não ser pelo livre-arbítrio da vontade. E afirmava que Deus no-lo deu, sobretudo em vista desse bem. Tu me respondeste que a vontade livre devia nos ter sido dada do mesmo modo como nos foi dada a justiça, da qual ninguém pode se servir a não ser com retidão”.

AGOSTINHO. O livre-arbítrio, Introdução, III, 18, 47. 

Com base nessa passagem acerca do livre-arbítrio da vontade, em Agostinho, é correto afirmar que

a) o livre-arbítrio é o que conduz o homem ao pecado e ao afastamento de Deus.   

b) o poder de decisão ‒ arbítrio ‒ da vontade humana é o que permite a ação moralmente reta.   

c) é da vontade de Deus que o homem não tenha capacidade de decidir pelo pecado, já que o Seu amor pelo homem é maior do que o pecado.   

d) a ação justa é aquela que foi praticada com o livre-arbítrio; injusta é aquela que não ocorreu por meio do livre-arbítrio.   

8. (UFU 2018) Considere o trecho abaixo, extraído da Suma de Teologia de Tomás de Aquino (1224-1274), texto em que ele apresenta uma das célebres cinco vias pelas quais se pode provar a existência de Deus.

“A quinta via é assumida a partir do governo das coisas. Vemos, com efeito, que aquilo que carece de inteligência, ou seja, os corpos naturais, opera em vista de um fim, o que se percebe pelo fato de sempre ou frequentemente operarem do mesmo modo a fim de atingir o que é o melhor. Daí fica claro que não é por acaso, e sim intencionalmente que atingem este fim. Mas o que não tem inteligência não tende a um fim se não for dirigido por algo cognoscente e inteligente, assim como a flecha pelo arqueiro. Portanto, há algo inteligente pelo qual todas as coisas naturais são ordenadas a seu fim, e este dizemos que é Deus. 

AQUINO, Tomás de. Suma de Teologia, questão 2, artigo 3.

a) Segundo Tomás de Aquino, a prova sobre a existência de Deus não é uma demonstração de fato (caso em que seria evidente), e sim uma prova a partir dos efeitos. Explique por que essa quinta via é uma prova a partir dos efeitos.

b) Descreva como Tomás de Aquino se utiliza da filosofia de Aristóteles na elaboração dessa prova.

9. (Enem 2018) Desde que tenhamos compreendido o significado da palavra “Deus”, sabemos, de imediato, que Deus existe. Com efeito, essa palavra designa uma coisa de tal ordem que não podemos conceber nada que lhe seja maior. Ora, o que existe na realidade e no pensamento é maior do que o que existe apenas no pensamento. Donde se segue que o objeto designado pela palavra “Deus”, que existe no pensamento, desde que se entenda essa palavra, também existe na realidade. Por conseguinte, a existência de Deus é evidente.

TOMÁS DE AQUINO. Suma teológica. Rio de Janeiro: Loyola, 2002.

O texto apresenta uma elaboração teórica de Tomás de Aquino caracterizada por 

a) reiterar a ortodoxia religiosa contra os heréticos.    

b) sustentar racionalmente doutrina alicerçada na fé.    

c) explicar as virtudes teologais pela demonstração.    

d) flexibilizar a interpretação oficial dos textos sagrados.    

e) justificar pragmaticamente crença livre de dogmas.   

10. (UFU 2018) Agostinho, em Confissões, diz: "Mas após a leitura daqueles livros dos platônicos e de ser levado por eles a buscar a verdade incorpórea, percebi que 'as perfeições invisíveis são visíveis em suas obras' (Carta de Paulo aos Romanos, 1, 20)".

Agostinho de Hipona. Confissões, livro VII, cap. 20, citado por: MARCONDES, Danilo. Textos Básicos de Filosofia. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Editora, 2000. Tradução do autor.

Nesse trecho, podemos perceber como Agostinho

a) se utilizou da Bíblia para conhecer melhor a filosofia platônica.   

b) utiliza a filosofia platônica para refutar os textos bíblicos.   

c) separa nitidamente os domínios da filosofia e da religião.   

d) foi despertado para o conhecimento de Deus a partir da filosofia platônica.   

11. (Enem 2018) Não é verdade que estão ainda cheios de velhice espiritual aqueles que nos dizem: “Que fazia Deus antes de criar o céu e a terra? Se estava ocioso e nada realizava”, dizem eles, “por que não ficou sempre assim no decurso dos séculos, abstendo-se, como antes, de toda ação? Se existiu em Deus um novo movimento, uma vontade nova para dar o ser a criaturas que nunca antes criara, como pode haver verdadeira eternidade, se n’Ele aparece uma vontade que antes não existia?” 

AGOSTINHO. Confissões. São Paulo: Abril Cultural, 1984.

A questão da eternidade, tal como abordada pelo autor, é um exemplo da reflexão filosófica sobre a(s) 

a) essência da ética cristã.    

b) natureza universal da tradição.    

c) certezas inabaláveis da experiência.    

d) abrangência da compreensão humana.    

e) interpretações da realidade circundante.    

12. (UEM 2017) “Embora o cristianismo não seja uma filosofia, ele afeta de forma profunda o pensamento filosófico da época [Idade Média], uma vez que o filósofo cristão se depara com o problema da sua realidade finita e imperfeita diante da divindade infinita e perfeita. 

ARANHA, M. L. de A. Temas de filosofia. 3ª. ed. rev.

São Paulo: Moderna, 2005, p.110.

Sobre a patrística e a escolástica, assinale o que for correto.

01) A filosofia medieval assume a herança dos filósofos gregos, sobretudo Platão (na patrística) e Aristóteles (na escolástica), de forma submissa e dogmática.   

02) Santo Agostinho (354-430) é o maior representante da filosofia patrística. A patrística preocupava-se em encontrar justificativas racionais para as verdades reveladas.    

04) Segundo a filosofia patrística, a revelação divina ensina quem tem fé a utilizar corretamente o conhecimento sensível.   

08) Tomás de Aquino (1225-1274) considera a filosofia como conhecimento racional e tem como um dos seus principais temas filosóficos a adequação entre as coisas e o entendimento.   

16) O problema de maior relevância para a filosofia do século XIII é a querela dos universais, doutrina filosófica segundo a qual os realistas preponderam sobre os nominalistas.   

13. (UEM-PAS 2017) Tomás de Aquino foi um filósofo e teólogo do século XIII que se dedicou a escrever sobre questões de teologia cristã, de exegese bíblica, de metafísica, de ética e também de política. Tomás de Aquino afirma:

“Duas coisas são necessárias para a vida de um homem. Uma principal, que é o agir de acordo com a virtude, uma vez que a virtude é aquilo pelo que se vive bem. A outra é secundária e como que instrumental, a saber, a existência suficiente daqueles bens necessários ao agir virtuoso. A unidade do ser humano é causada pela natureza, ao passo que a unidade da coletividade, que é denominada paz, deve ser produzida pela ação do governante. 

TOMÁS DE AQUINO. A realeza: dedicado ao rei de Chipre. In: MARÇAL, J. (org.). Antologia de textos filosóficos. Curitiba: SEED, 2009, p. 690.

Sobre a filosofia política de Tomás de Aquino, assinale o que for correto.

01) Segundo Tomás de Aquino, o rei deverá ser educado de acordo com a lei divina, de forma que busque garantir os meios pelos quais os súditos possam viver bem.   

02) Porque o ser humano é racional, ao contrário dos demais animais, ele é capaz de viver isoladamente e não depende da coletividade para o viver bem e alcançar sua felicidade.   

04) A melhor forma de governo é aquela em que a autoridade está nas mãos de uma única pessoa, que deve agir de modo que o bem comum seja alcançado por todos os cidadãos.   

08) As regras para a cooperação entre os cidadãos são definidas por meio de eleições populares.   

16) Para Tomás de Aquino, a violência é o maior perigo à paz social, porque afasta as pessoas e produz grupos que não são mais capazes de cooperar em favor do bem comum.   

14. (UEM 2017) “Isto agora é límpido e claro: nem as coisas futuras existem, nem as coisas passadas, nem dizemos apropriadamente ‘existem três tempos: o passado, o presente e o futuro’. Mas talvez pudéssemos dizer apropriadamente ‘existem três tempos: o presente das coisas passadas, o presente das coisas presentes, o presente das coisas futuras’. Pois os três estão de alguma maneira na alma e eu não os vejo em outro lugar: o presente das coisas passadas é a memória, o presente das coisas presentes é o olhar, o presente das coisas futuras é a expectativa”.

SANTO AGOSTINHO, Confissões, in: MARÇAL, J. Antologia de textos filosóficos. Curitiba: Seed, 2009, p. 43.

A partir do texto citado, assinale o que for correto.

01) O tempo é algo compreendido pela alma, e não algo presente nas coisas.   

02) Para Santo Agostinho, existem três tempos distintos: passado, presente e futuro.    

04) O futuro é um tempo de expectativa para a alma.    

08) O presente é algo que se põe diante do olhar da alma

16) O passado é visto em outro lugar, e nós o acessamos pela memória.    

15. (UNESP 2016) Não posso dizer o que a alma é com expressões materiais, e posso afirmar que não tem qualquer tipo de dimensão, não é longa ou larga, ou dotada de força física, e não tem coisa alguma que entre na composição dos corpos, como medida e tamanho. Se lhe parece que a alma poderia ser um nada, porque não apresenta dimensões do corpo, entenderá que justamente por isso ela deve ser tida em maior consideração, pois é superior às coisas materiais exatamente por isso, porque não é matéria. É certo que uma árvore é menos significativa que a noção de justiça. Diria que a justiça não é coisa real, mas um nada? Por conseguinte, se a justiça não tem dimensões materiais, nem por isso dizemos que é nada. E a alma ainda parece ser nada por não ter extensão material 

(Santo Agostinho. Sobre a potencialidade da alma, 2015. Adaptado.)

No texto de Santo Agostinho, a prova da existência da alma

a) desempenha um papel primordialmente retórico, desprovido de pretensões objetivas.   

b) antecipa o empirismo moderno ao valorizar a experiência como origem das ideias.   

c) serviu como argumento antiteológico mobilizado contra o pensamento escolástico.   

d) é fundamentada no argumento metafísico da primazia da substância imaterial.   

e) é acompanhada de pressupostos relativistas no campo da ética e da moralidade.  




 







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