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1. (Unesp 2022) É como se cada homem dissesse a cada homem: Autorizo e transfiro o meu direito de me governar a mim mesmo a este homem, ou a esta assembleia de homens, com a condição de transferires para ele o teu direito, autorizando de uma maneira semelhante todas as suas ações. Feito isso, à multidão assim unida numa só pessoa se chama Estado.

(Thomas Hobbes. Leviatã, 2003. Adaptado.)

No texto, o autor expressa sua teoria sobre a origem do Estado. Nessa teoria, o Estado tem sua origem na

a) atribuição de um poder absoluto ao soberano.   

b) criação de leis aplicáveis ao povo e ao governante.   

c) instituição de um governo pelos mais sábios.   

d) manipulação do povo pelos chefes de Estado.   

e) gestão do coletivo no estado de natureza.   

2. (Upe-ssa 3 2022) Renunciar ao direito a alguma coisa é o mesmo que privar se da liberdade de negar ao outro o benefício de seu próprio direito à mesma coisa. Pois quem abandona ou renuncia a seu direito não dá a qualquer outro homem um direito que esse já não tivesse antes, porque não há nada a que um homem não tenha direito por natureza; mas apenas se afasta do caminho do outro, para que ele possa gozar de seu direito original, sem que haja obstáculos da sua parte, mas não sem que haja obstáculos da parte dos outros. De modo que a consequência que redunda para um homem da desistência de outro a seu direito é simplesmente uma diminuição equivalente dos impedimentos ao uso de seu próprio direito original.

(Hobbes, Leviatã)

Assinale a alternativa CORRETA.

a) Nesse trecho, Hobbes lança o argumento que irá dar o fundamento jurídico para a constituição do Estado.   

b) O trecho de Leviatã, acima descrito, é parte essencial do argumento necessário ao fundamento da propriedade privada.   

c) Nessa passagem, temos a principal crítica de Hobbes ao jusnaturalismo de Rousseau.   

d) O trecho acima é o principal argumento de Hobbes para fundamentar a ideia de que o homem é o lobo do próprio homem.   

e) A passagem de Leviatã, acima descrita, está em consonância com a obra de Locke e fundamenta o direito à propriedade a partir da renúncia individual de um direito.   

 

3. (Enem PPL 2021) Polemizando contra a tradicional tese aristotélica, que via na sociedade o resultado de um instinto primordial, Hobbes sustenta que no gênero humano, diferentemente do animal, não existe sociabilidade instintiva. Entre os indivíduos não existe um amor natural, mas somente uma explosiva mistura de temor e necessidade recíprocos que, se não fosse disciplinada pelo Estado, originaria uma incontrolável sucessão de violências e excessos.

NICOLAU, U. Antologia ilustrada de filosofia: das origens à Idade Moderna. São Paulo: Globo, 2005 (adaptado).

Referente à constituição da sociedade civil, considere, respectiva mente, o correto posicionamento de Aristóteles e Hobbes:

a) Instrumento artificial para a realização da justiça e forma de legitimação do exercício da coerção e da violência.   

b) Realização das disposições naturais do homem e artifício necessário para frear a natureza humana.   

c) Resultado involuntário da ação de cada indivíduo e anulação dos impulsos originários presentes na natureza humana.   

d) Objetivação dos desejos da maioria e representação construída para possibilitar as relações interpessoais.   

e) Realização da razão e expressão da vontade dos governados.   

4. (Uece 2020) Atente para a seguinte citação que, em parte, reflete a concepção hobbesiana sobre a origem do ordenamento social:

“Devemos, portanto, concluir que a origem de todas as grandes e duradouras sociedades não provém da boa vontade recíproca que os homens tivessem uns para com os outros, mas do medo recíproco que uns tinham dos outros”.

Hobbes. Thomas. Do cidadão. São Paulo: Martins Fontes, 1992. P.32.

Com base na citação acima e atentando para a compreensão que possuía Thomas Hobbes a respeito da origem da sociedade, é correto afirmar que

a) Hobbes, em concordância com os pensadores da antiguidade grega, entendia a sociabilidade como da natureza humana, boa em sua origem, mas tornada má pela corrupção dos valores.   

b) Hobbes, diferente de Locke, não aceitava a distinção entre estado de natureza e estado civil. Para ele, os indivíduos eram obrigados a se submeter a um soberano e, assim, tornavam-se cidadãos.   

c) Hobbes, da mesma maneira que seus contemporâneos, entendia que o estado de guerra de todos contra todos era determinado pelo absolutismo, pela soberania absoluta que deveria ser combatida.   

d) Hobbes defendia que a rivalidade de cada um com cada um era a condição natural da humanidade. Uma nova arte política baseada na renúncia de direito natural e no medo de punição foi a solução.   

5. (Ufu 2020) Leia o excerto do Leviatã de Thomas Hobbes (1588–1679).

“Desta guerra de todos os homens contra todos os homens também isto é consequência: que nada pode ser injusto. As noções de bem e mal, de justiça e de injustiça não podem aí ter lugar. Onde não há poder comum não há lei, e onde não há lei não há injustiça. A justiça e a injustiça não fazem parte das faculdades do corpo ou do espírito. Se assim fosse, poderiam existir num homem que estivesse sozinho no mundo, do mesmo modo que seus sentidos e paixões.”

HOBBES, Thomas. Leviatã: ou matéria, forma e poder de um Estado eclesiástico e civil. Trad. João P. Monteiro e Maria B. N. da Silva. São Paulo: Nova Cultural, 1988.

Do excerto acima, depreende-se que

I. no estado de natureza, existe moralidade.

II. a noção de que “o homem é o lobo do homem”.

III. o Estado já é tratado como poder político.

IV. o Pacto Social e o do Estado são necessários.

Assinale a alternativa que apresenta as afirmativas corretas.

a) Apenas I e II.   

b) Apenas I e III.   

c) Apenas II e IV.   

d) Apenas III e IV.   

6. (Uece 2020) Considerando a filosofia política contratualista de Jean Jacques Rousseau, observe a seguinte passagem de sua obra:

“O verdadeiro fundador da sociedade civil foi o primeiro que, tendo cercado um terreno, lembrou-se de dizer ‘isto é meu’ e encontrou pessoas suficientemente simples para acreditá-lo. Quantos crimes, guerras assassínios misérias e horrores não pouparia ao gênero humano aquele que, arrancando as estacas, tivesse gritado aos semelhantes: ‘Defendei-vos de ouvir esse impostor’”.

Rousseau, J.J. Discurso sobre a origem e os fundamentos da desigualdade entre os homens. São Paulo. Abril Cultural, 1978. P.259.

A filosofia política de Rousseau

a) seguiu a tradição contratualista de Locke e Hobbes, contudo sua ideia de pacto fundamentou-se na noção de vontade geral, ponto de partida para a cidadania, construída com base nas vontades particulares.   

b) fundamentou-se na visão absolutista de pacto originária do pensamento de Thomas Hobbes, na qual uma sociedade livre só seria possível se comandada de forma despótica.   

c) foi fortemente influenciada pelas concepções anarquistas do filósofo francês Pierre-Joseph Proudhon, crítico severo da propriedade privada.   

d) tinha, a exemplo de John Locke, uma concepção positiva da propriedade como elemento fundamental na consolidação do pacto social e da opinião geral.   

7. (Enem PPL 2016) A importância do argumento de Hobbes está em parte no fato de que ele se ampara em suposições bastante plausíveis sobre as condições normais da vida humana. Para exemplificar: o argumento não supõe que todos sejam de fato movidos por orgulho e vaidade para buscar o domínio sobre os outros; essa seria uma suposição discutível que possibilitaria a conclusão pretendida por Hobbes, mas de modo fácil demais. O que torna o argumento assustador e lhe atribui importância e força dramática é que ele acredita que pessoas normais, até mesmo as mais agradáveis, podem ser inadvertidamente lançadas nesse tipo de situação, que resvalará, então, em um estado de guerra.

RAWLS, J. Conferências sobre a história da filosofia política. São Paulo: WMF, 2012 (adaptado).

O texto apresenta uma concepção de filosofia política conhecida como

a) alienação ideológica.   

b) microfísica do poder.   

c) estado de natureza.   

d) contrato social.   

e) vontade geral.   

8. (Enem 2015) A natureza fez os homens tão iguais, quanto às faculdades do corpo e do espírito, que, embora por vezes se encontre um homem manifestamente mais forte de corpo, ou de espírito mais vivo do que outro, mesmo assim, quando se considera tudo isto em conjunto, a diferença entre um e outro homem não é suficientemente considerável para que um deles possa com base nela reclamar algum benefício a que outro não possa igualmente aspirar.

HOBBES, T. Leviatã. São Paulo Martins Fontes, 2003

Para Hobbes, antes da constituição da sociedade civil, quando dois homens desejavam o mesmo objeto, eles

a) entravam em conflito.   

b) recorriam aos clérigos.   

c) consultavam os anciãos.   

d) apelavam aos governantes.   

e) exerciam a solidariedade.   

9. (Uema 2015) Para Thomas Hobbes, os seres humanos são livres em seu estado natural, competindo e lutando entre si, por terem relativamente a mesma força. Nesse estado, o conflito se perpetua através de gerações, criando um ambiente de tensão e medo permanente. Para esse filósofo, a criação de uma sociedade submetida à Lei, na qual os seres humanos vivam em paz e deixem de guerrear entre si, pressupõe que todos renunciem à sua liberdade original. Nessa sociedade, a liberdade individual é delegada a um só dos homens que detém o poder inquestionável, o soberano. 

Fonte: MALMESBURY, Thomas Hobbes de. Leviatã ou matéria, forma e poder de um estado eclesiástico e civil. Trad. João Paulo Monteiro; Maria Beatriz Nizza da Silva. São Paulo: Editora NOVA Cultural, 1997.

A teoria política de Thomas Hobbes teve papel fundamental na construção dos sistemas políticos contemporâneos que consolidou a (o)

a) Monarquia Paritária.   

b) Despotismo Soberano.   

c) Monarquia Republicana.   

d) Monarquia Absolutista.   

e) Despotismo Esclarecido.   

10. (Unesp 2014) A China é a segunda maior economia do mundo. Quer garantir a hegemonia no seu quintal, como fizeram os Estados Unidos no Caribe depois da guerra civil. As Filipinas temem por um atol de rochas desabitado que disputam com a China. O Japão está de plantão por umas ilhotas de pedra e vento, que a China diz que lhe pertencem. Mesmo o Vietnã desconfia mais da China do que dos Estados Unidos. As autoridades de Hanói gostam de lembrar que o gigante americano invadiu o México uma vez. O gigante chinês invadiu o Vietnã dezessete. 

(André Petry. O Século do Pacífico. Veja, 24.04.2013. Adaptado.)

A persistência histórica dos conflitos geopolíticos descritos na reportagem pode ser filosoficamente compreendida pela teoria

a) iluminista, que preconiza a possibilidade de um estado de emancipação racional da humanidade.   

b) maquiavélica, que postula o encontro da virtude com a fortuna como princípios básicos da geopolítica.   

c) política de Rousseau, para quem a submissão à vontade geral é condição para experiências de liberdade.   

d) teológica de Santo Agostinho, que considera que o processo de iluminação divina afasta os homens do pecado.   

e) política de Hobbes, que conceitua a competição e a desconfiança como condições básicas da natureza humana.  

11. (Ufpa 2013) “Desta guerra de todos os homens contra todos os homens também isto é consequência: que nada pode ser injusto. As noções de bem e de mal, de justiça e injustiça, não podem aí ter lugar. Onde não há poder comum não há lei, e onde não há lei não há injustiça. Na guerra, a força e a fraude são as duas virtudes cardeais. A justiça e a injustiça não fazem parte das faculdades do corpo ou do espírito. Se assim fosse, poderiam existir num homem que estivesse sozinho no mundo, do mesmo modo que seus sentidos e paixões.” 

HOBBES, Leviatã, São Paulo: Abril cultural, 1979, p. 77.

Quanto às justificativas de Hobbes sobre a justiça e a injustiça como não pertencentes às faculdades do corpo e do espírito, considere as afirmativas:

I. Justiça e injustiça são qualidades que pertencem aos homens em sociedade, e não na solidão.

II. No estado de natureza, o homem é como um animal: age por instinto, muito embora tenha a noção do que é justo e injusto.

III. Só podemos falar em justiça e injustiça quando é instituído o poder do Estado.

IV. O juiz responsável por aplicar a lei não decide em conformidade com o poder soberano; ele favorece os mais fortes.

Estão corretas as afirmativas:

a) I e II   

b) I e III   

c) II e IV   

d) I, III e IV   

e) II, III e IV   

12. (Ufsj 2013) Thomas Hobbes afirma que “Lei Civil”, para todo súdito, é

a) “construída por aquelas regras que o Estado lhe impõe, oralmente ou por escrito, ou por outro sinal suficiente de sua vontade, para usar como critério de distinção entre o bem e o mal”.   

b) “a lei que o deixa livre para caminhar para qualquer direção, pois há um conjunto de leis naturais que estabelece os limites para uma vida em sociedade”.   

c) “reguladora e protetora dos direitos humanos, e faz intervenção na ordem social para legitimar as relações externas da vida do homem em sociedade”.   

d) “calcada na arbitrariedade individual, em que as pessoas buscam entrar num Estado Civil, em consonância com o direito natural, no qual ele – o súdito – tem direito sobre a sua vida, a sua liberdade e os seus bens”.   

13. (Ufu 2013) Porque as leis de natureza (como a justiça, a equidade, a modéstia, a piedade, ou, em resumo, fazer aos outros o que queremos que nos façam) por si mesmas, na ausência do temor de algum poder capaz de levá-las a ser respeitadas, são contrárias a nossas paixões naturais, as quais nos fazem tender para a parcialidade, o orgulho, a vingança e coisas semelhantes. 

HOBBES, Thomas. Leviatã. Cap. XVII. Tradução de João Paulo Monteiro e Maria Beatriz Nizza da Silva. São Paulo: Nova Cultural, 1988, p. 103.

Em relação ao papel do Estado, Hobbes considera que:  

a) O seu poder deve ser parcial. O soberano que nasce com o advento do contrato social deve assiná-lo, para submeter-se aos compromissos ali firmados.    

b) A condição natural do homem é de guerra de todos contra todos. Resolver tal condição é possível apenas com um poder estatal pleno.    

c) Os homens são, por natureza, desiguais. Por isso, a criação do Estado deve servir como instrumento de realização da isonomia entre tais homens.    

d) A guerra de todos contra todos surge com o Estado repressor. O homem não deve se submeter de bom grado à violência estatal.    

14. (Ufsj 2012) “A honra do soberano deve ser maior do que a de qualquer um, ou a de todos os seus súditos”.

Assinale a alternativa que apresenta a fundamentação para essa ideia preconizada por Thomas Hobbes.

a) “A condição de súdito é muito miserável, mas sujeita a uma superação, pois se encontra sujeita aos apetites e paixões irregulares daquele ou daqueles que detêm em suas mãos poder tão ilimitado”.   

b) “É na soberania que está a fonte da honra”.   

c) “O Homem nunca pode deixar de ter uma ou outra inconveniência e a maior que é possível cair sobre o povo em geral é de pouca monta se comparada ao poder do soberano, que deve ser revitalizado de tempos em tempos”.   

d) “Todos os homens são dotados de grandes lentes de aumento; todo pagamento parece um imenso fardo, o que gera lamentos e sofrimentos. Honra maior consiste em o soberano ter piedade e compreensão para com tais falhas humanas e doar poderes aos infelizes”.   

15. (Ufu 2012) [...] a condição dos homens fora da sociedade civil (condição esta que podemos adequadamente chamar de estado de natureza) nada mais é do que uma simples guerra de todos contra todos na qual todos os homens têm igual direito a todas as coisas; [...].

 HOBBES, Thomas. Do Cidadão. Campinas: Martins Fontes, 1992.

De acordo com o trecho acima e com o pensamento de Hobbes, assinale a alternativa correta.

a) Segundo Hobbes, o estado de natureza se confunde com o estado de guerra, pois ambos são uma condição original da existência humana.   

b) Para Hobbes, o direito dos homens a todas as coisas está desvinculado da guerra de todos contra todos.   

c) Segundo Hobbes, é necessário que a condição humana seja analisada sempre como se os homens vivessem em sociedade.   

d) Segundo Hobbes, não há vínculo entre o estado de natureza e a sociedade civil.   

16. (Ufsj 2012) “Algumas criaturas vivas, como as abelhas e as formigas, que vivem socialmente umas com as outras [...] tendem para o benefício comum”.

Para Thomas Hobbes, essa tendência não ocorre entre os homens porque

a) esses insetos, dentro da sua irracionalidade natural, dão lições de conduta aos seres humanos; seja na tarefa diária, seja na politização paradoxal do modelo comunista difundido por Joseph Stalin e Karl Marx.   

b) as abelhas e as formigas têm a peculiaridade de construir suas sociedades dentro de uma unidade dinâmica e circular, que poderia ser bem definida como um contrato social se elas fossem humanas. Os seres humanos não atingiram tal estágio ainda.   

c) estes estão constantemente envolvidos numa competição pela honra e pela dignidade e se julgam uns mais sábios que outros para exercer o poder público, reformam e inovam, o que muitas vezes leva o país à desordem e à guerra civil.   

d) o motivo maior que guia a vida de tais criaturas é a engrenagem da soberania da vontade de criar, da vontade de poder, retomada por Nietzsche e pelo existencialismo. 

17. (Ufsj 2011) Sobre a ideia de soberania concebida por Hobbes, é CORRETO afirmar que a soberania:

a) “se dá por meio do sufrágio universal, seja na república ou na monarquia”.   

b) “é a manifestação da virtù como condição indispensável no governo do príncipe”.   

c) “reside em um homem ou em uma assembleia de mais de um”.   

d) “é a realização plena da paz perpétua entre as nações”.   

18. (Uel 2011) Leia o texto a seguir.

            Justiça e Estado apresentam-se como elementos indissociáveis na filosofia política hobbesiana. Ao romper com a concepção de justiça defendida pela tradição aristotélico-escolástica. Hobbes propõe uma nova moralidade relacionada ao poder político e sua constituição jurídica. O Estado surge pelo pacto para possibilitar a justiça e, na conformidade com a lei, se sustenta por meio dela. No Leviatã (caps. XIV-XV), a justiça hobbesiana fundamenta-se, em última instância, na lei natural concernente à autoconservação, da qual deriva a segunda lei que impõe a cada um a renúncia de seu direito a todas as coisas, para garantir a paz e a defesa de si mesmo. Desta, por sua vez, implica a terceira lei natural: que os homens cumpram os pactos que celebrarem. Segundo Hobbes, “onde não há poder comum não há lei, e onde não há lei não há injustiça. Na guerra, a força e a fraude são as duas virtudes cardeais”. 

(HOBBES, T. Leviatã. Trad. J. Monteiro e M. B. N. da Silva. São Paulo: Nova Cultural, 1997. Coleção Os Pensadores, cap. XIII.)

Com base no texto e nos conhecimentos sobre o pensamento de Hobbes, é correto afirmar:

a) A humanidade é capaz, sem que haja um poder coercitivo que a mantenha submissa, de consentir na observância da justiça e das outras leis de natureza a partir do pacto constitutivo do Estado.   

b) A justiça tem sua origem na celebração de pactos de confiança mútua, pelos quais os cidadãos, ao renunciarem sua liberdade em prol de todos, removem o medo de quando se encontravam na condição natural de guerra.   

c) A justiça é definida como observância das leis naturais e, portanto, a injustiça consiste na submissão ao poder coercitivo que obriga igualmente os homens ao cumprimento dos seus pactos.   

d) As noções de justiça e de injustiça, como as de bem e de mal, têm lugar a partir do momento em que os homens vivem sob um poder soberano capaz de evitar uma condição de guerra generalizada de todos.   

e) A justiça torna-se vital para a manutenção do Estado na medida em que as leis que a efetivam sejam criadas, por direito natural, pelos súditos com o objetivo de assegurar solidariamente a paz e a segurança de todos.   

19. (Unioeste 2011) “A natureza fez os homens tão iguais, quanto às faculdades do corpo e do espírito que, embora por vezes se encontre um homem manifestamente mais forte de corpo, ou de espírito mais vivo do que outro, mesmo assim, quando se considera tudo isto em conjunto, a diferença entre um e outro não é suficientemente considerável para que qualquer um possa com base nela reclamar qualquer benefício a que outro não possa também aspirar, tal como ele. (...) Desta igualdade quanto à capacidade deriva a igualdade quanto à esperança de atingirmos nossos fins. Portanto, se dois homens desejam a mesma coisa, ao mesmo tempo (...) esforçam-se por se destruir ou subjugar um ao outro. (...) Com isto se torna manifesto que, durante o tempo em que os homens vivem sem um poder comum capaz de manter a todos em respeito, eles se encontram naquela condição a que se chama de guerra; e uma guerra que é de todos os homens contra todos os homens”. 

Hobbes

Com base no texto citado, seguem as seguintes afirmativas:

I. Os homens, por natureza, são absolutamente iguais, tanto no exercício de suas capacidades físicas, quanto no exercício de suas faculdades espirituais.

II. Sendo os homens, por natureza, “tão iguais, quanto às faculdades do corpo e do espírito” é razoável que cada um ataque o outro, quer seja para destruí-lo, quer seja para proteger-se de um possível ataque.

III. Na inexistência de um “poder comum” que “mantenha a todos em respeito”, a atitude mais racional é a de manter a paz e a concórdia na “esperança” de que todos e cada um atinjam seus fins.

IV. A condição dos homens que vivem sem um poder comum é de guerra generalizada, de todos contra todos.

V. O homem, por natureza, vive em sociedade e nela desenvolve suas potencialidades, mantendo relações sociais harmônicas e pacíficas.

Assinale a alternativa correta.

a) Apenas I está correta.   

b) Apenas II e III estão corretas.   

c) Apenas I e V estão corretas.   

d) Apenas II e IV estão corretas.   

e) Todas as afirmativas estão corretas.   

 

20. (Ufu 2011) Os filósofos contratualistas elaboraram suas teorias sobre os fundamentos ou origens do poder do Estado a partir de alguns conceitos fundamentais tais como, a soberania, o estado de natureza, o estado civil, o estado de guerra, o pacto social etc.

Com base em seus conhecimentos e no texto abaixo, assinale a alternativa correta, segundo Hobbes.

            [...] a condição dos homens fora da sociedade civil (condição esta que podemos adequadamente chamar de estado de natureza) nada mais é do que uma simples guerra de todos contra todos na qual todos os homens têm igual direito a todas as coisas; [...] e que todos os homens, tão cedo chegam a compreender essa odiosa condição, desejam [...] libertar-se de tal miséria. 

HOBBES, Thomas, Do Cidadão, Ed. Martins Fontes, 1992.  


a) O estado de natureza não se confunde com o estado de guerra, pois este é apenas circunstancial ao passo que o estado de natureza é uma condição da existência humana.

b) A condição de miséria a que se refere o texto é o estado de natureza ou, tal como se pode compreender, o estado de guerra.   

c) O direito dos homens a todas as coisas não tem como consequência necessária a guerra de todos contra todos.   

d) A origem do poder nada tem a ver com as noções de estado de guerra e estado de natureza.   








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