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1. (Cftmg 2020) Observe a imagem abaixo.

Considerando os elementos dessa imagem e o processo histórico de conquista e colonização no continente africano, afirma-se que:

I. A "civilização" é representada por homens brancos, soldados e trabalhadores, que rejeitam a igualdade com os nativos.

II. O “barbarismo” é representado por homens negros, seminus, que oferecem resistência desorganizada aos invasores.

III. A ocupação britânica da África contou com esforços militares e de propaganda ideológica.

IV. A dominação europeia desse continente utilizou-se de alianças com lideranças políticas locais.

Estão corretas apenas as afirmativas

a) I, II e III.    

b) I, II e IV.    

c) I, III e IV.    

d) II, III e IV.    

2. (CPS 2020) Oficialmente, a Conferência de Berlim, realizada entre novembro de 1884 e fevereiro de 1885, na Alemanha, serviria para garantir a livre circulação e comércio na bacia do rio do Congo e no rio Níger, bem como o compromisso das potências europeias de lutar pelo fim da escravidão no Continente.

Entretanto, o maior objetivo das negociações era

a) garantir os direitos portugueses de colonização sobre toda a área que se estende entre Angola e Moçambique, na África Austral, já que Portugal foi o primeiro país a se instalar nos territórios africanos.   

b) resolver os conflitos entre as potências europeias, que tinham interesse em adquirir a maior extensão de territórios e possessões na África, continente rico em recursos naturais e em matérias-primas.   

c) concretizar os planos de Martinho Lutero que, no contexto da Reforma Protestante, preconizou a conversão dos povos africanos ao cristianismo evangélico.   

d) apoiar a expansão do Partido Nazista alemão com a anexação de novos territórios e, consequentemente, de novos cidadãos para a formação do III Reich.   

e) impedir a participação dos países emergentes da América do Sul no comércio de longa distância de produtos como ouro, diamantes e marfim.   

3. (Fgv 2020) [...] no final do século XIX [...] discursos “científicos” estabelecem, a partir de características físicas e culturais, uma classificação dos povos e uma desigualdade das raças. [...] Mas são sobretudo as revistas de geografia e de etnografia que influenciam os colonos, ao refletir sobre os melhores métodos para “civilizar nossos negros”. Considera-se, de fato, que os povos que não pertencem à “raça” branca são atrasados, infantilizados.

(Marc Ferro. A colonização explicada a todos, 2017.)

Considerando o texto e conhecimentos sobre a história europeia do final do século XIX, pode-se concluir que

a) as argumentações ideológicas procuravam legitimar socialmente projetos expansionistas.   

b) as afirmações da antropologia científica refutavam os artigos dos periódicos de grande circulação.   

c) as anexações de territórios estavam desvinculadas de interesses econômicos dos Estados conquistadores.   

d) as trocas culturais entre as nações eram vistas como a comprovação da diversidade social da humanidade.   

e) as potências pretendiam fortalecer militarmente os povos dominados por meio da medicina tropical.   

4. (Ufrgs 2020) Durante anos [...], os quenianos foram educados em inglês, desde a creche até a universidade. Não é complicado imaginar o quão difícil que deve ter sido para todas aquelas crianças. Sua educação em inglês provocava uma fratura entre a língua que usavam em suas casas e a língua que usavam nas escolas, com a qual conceitualizavam o mundo. Na atualidade, há toda uma geração de jovens quenianos que vivem entre dois mundos. Têm um domínio perfeito do inglês, mas a cultura majoritária do Quênia pós-colonial, na qual vivem e trabalham, não é de fala inglesa.

Ngūgī wa Thiong’o. Desplazar el centro. La lucha por las libertades culturales. Barcelona: Rayo Verde, 2017. p. 164.

Assinale a alternativa que, segundo o texto, indica uma das principais consequências do colonialismo europeu no continente africano.

a) A imposição do conhecimento de várias línguas para a inserção de africanos no mundo globalizado.   

b) A precarização da educação formal que impossibilita a correta formação para o mercado de trabalho.   

c) A negação, por parte dos africanos, de conceitualizar o mundo, a partir das línguas nativas, no contexto pós-colonial.   

d) A experiência de intercâmbio promovida pelas antigas colônias, permitindo que os africanos tenham dupla cidadania.   

e) A distância entre as formas culturais das sociedades africanas e o caráter eurocêntrico da formação escolar colonial.   

5. (Fatec 2020) Tinha cinco metros o mapa que dominou o encontro, que teve lugar na Chancelaria do Reich. Mostrava o continente, com rios, lagos, nomes de alguns locais e muitas manchas brancas.

Quando a Conferência chegou ao fim, depois de mais de três meses de discussões, ainda havia grandes extensões do continente onde nenhum europeu tinha posto os pés.

Representantes de diversos países deslocaram-se a convite do chanceler alemão Otto von Bismarck para dividirem o continente entre si, “em conformidade com o direito internacional”. Com duas exceções, todos os Estados que hoje compõem o continente foram divididos entre as potências coloniais poucos anos após o encontro. Muitos historiadores consideram que a Conferência foi o fundamento de futuros conflitos internos no continente.

<https://tinyurl.com/y4z6b4j7> Acesso em: 15.10.2019. Adaptado.

Assinale a alternativa que apresenta, corretamente, a conferência a que o texto se refere e o processo histórico que se iniciou a partir dela.

a) Conferência de Verdun, cujo tratado final dividiu a Europa ocidental entre os herdeiros de Carlos Magno, no início do século X.   

b) Conferência de Tordesilhas, cujo tratado final dividiu os territórios da América entre Portugal e Espanha no final do século XV.   

c) Conferência de Madri, que tinha por objetivo rever as determinações de Tordesilhas, cujo tratado vinha sendo desrespeitado desde meados do século XVI.   

d) Conferência de Berlim, que dividiu o território do continente africano entre as principais potências mundiais do final do século XIX.   

e) Conferência de Versalhes, que separou a Alemanha e sua capital, Berlim, nas partes Oriental e Ocidental em meados do século XX.   

6. (Unesp 2019) O mapa representa a divisão da África no final do século XIX. Essa divisão

a) persistiu até a vitória dos movimentos de descolonização da África, ocorridos nas duas primeiras décadas do século XX.    

b) foi rejeitada pelos países participantes da Conferência de Berlim, em 1885, por considerarem que privilegiava os interesses britânicos.    

c) incluiu áreas conquistadas por europeus tanto durante a expansão marítima dos séculos XV-XVI quanto no expansionismo dos séculos XVIII-XIX.    

d) foi determinada após negociação entre povos africanos e países europeus, durante o Congresso Pan-Africano de Londres, em 1890.    

e) restabeleceu a divisão original dos povos africanos, que havia sido desrespeitada durante a colonização europeia dos séculos XV-XVIII.    

7. (Cftmg 2019) Tanto a partilha como a ocupação efetiva do continente africano foram impulsionadas pela concorrência entre várias economias industriais, buscando obter e preservar mercados, e pela pressão econômica de 1880, que desencadeou o expansionismo europeu.

HERNANDEZ, Leila Leite. A África na sala de aula. São Paulo: Editora Selo Negro, 2005. p. 71. (Adaptado).

O trecho refere-se à etapa de expansão do capitalismo pelo mundo marcada pela(o)

a) acumulação de ouro e prata para financiar o desenvolvimento industrial europeu.    

b) incentivo aos investimentos financeiros para especular nas economias europeias.    

c) ampliação das iniciativas imperialistas para assegurar maiores lucros às empresas europeias.    

d) crescimento do tráfico atlântico de escravos para garantir a ocupação de territórios não europeus.    

8. (Unioeste 2019) Analise a afirmação abaixo:

Definir a diferença entre partes avançadas e atrasadas, desenvolvidas e não desenvolvidas do mundo, é um exercício complexo e frustrante, pois tais classificações são por natureza estáticas e simples, e a realidade que deveria se adequar a elas não era nenhuma das duas coisas.

HOBSBAWM, E. J. A Era dos Impérios. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1988, p. 46.

 

A menção do autor se remete às justificativas, muitas vezes apontadas, sobre a ocupação imperialista na África e Ásia nos séculos XIX e XX. Sua indicação sugere certa complexidade a esse processo. Portanto, permite que façamos as seguintes afirmações, EXCETO:

a) O apartheid na África do Sul foi uma proposta de superação da segregação e a supremacia holandesa e inglesa. Após 70 anos do início dessa prática, a população sul-africana se tornou exemplo mundial na construção de um país após domínios estrangeiros.    

b) A experiência do Timor Leste é significativa para observarmos a dificuldade de garantir a autonomia de uma nação. Pois, essa região permaneceu como território português até meados da década de 1970 e, após isso, os timorenses lutaram contra o domínio da Indonésia até início do séc. XXI, dizimando grande parte da população.    

c) A morte de Gandhi, há 70 anos, – após a independência e perda de territórios indianos na constituição de outros países – é expressão da luta estabelecida pela independência e, também, os limites dessa conquista.    

d) A Guerra Fria impulsionou determinadas ações para a independência, as quais foram promovidas tanto pelos Estados Unidos quanto pela União Soviética. Entretanto, a Conferência de Bandung, em meados do séc. XX, procurava garantir o não-alinhamento e preservar interesses das nações afro-asiáticas.    

e) A tensão vivenciada frente ao grande número de civis mortos e os abusos cometidos tanto na ocupação estrangeira quanto no processo de independência causaram imensos problemas para a reestruturação dessas nações, uma vez que todos eles estenderam esses conflitos às guerras civis estabelecidas posteriormente.    

9. (Fac. Albert Einstein - Medicin 2019) Analise os mapas.


A partir de seus conhecimentos e da comparação entre os dois mapas, pode-se afirmar que

a) a partilha do continente africano ocorreu no início do século XIX, assegurando o equilíbrio entre as áreas territoriais controladas pelas potências europeias.   

b) o processo de libertação da África do domínio colonial europeu desenvolveu-se no decorrer do século XIX, a partir de acordos diplomáticos com as potências europeias.   

c) a ocupação do centro africano ocorreu no decorrer do século XIX e reafirmou a hegemonia das mesmas potências europeias que já colonizavam o litoral do continente.    

d) a ocupação principal da África ocorreu no decorrer do século XIX, culminando com a partilha do continente pelas potências europeias.    

e) o avanço da ocupação europeia para o centro do continente africano foi pacífico e de natureza semelhante à dominação do litoral no princípio do século XIX.    

10. (Unicamp 2019) Os viajantes, missionários, administradores coloniais e etnógrafos europeus, no passado, tenderam a fundir múltiplas identidades em um único conceito de tribo. O uso da palavra tribo para descrever as sociedades africanas surgiu de um desejo de enaltecer o Estado-nação, ao mesmo tempo em que sugeria a inferioridade inerente de outros. Em resumo, conotava políticas primitivas que eram menos desenvolvidas do que as políticas dos Estados-nação.

(Adaptado de John Parker e Richard Rathbone, “A ideia de África”, em História da África. Lisboa: Quimera, 2016, p. 56-58.)

Baseado no texto acima e em seus conhecimentos, assinale a alternativa correta. 

a) A formação e a difusão do conceito de tribo no pensamento europeu acompanharam os avanços do colonialismo na África no século XIX, legitimando o domínio de seus povos por agentes oriundos de nações que se consideravam civilizadas e superiores.    

b) O conceito de tribo ganhou força no pensamento ocidental, porque na África não havia formações políticas que cobriam grandes extensões territoriais como na Europa. Ou seja, os europeus não encontraram estruturas políticas acima das unidades tribais.    

c) As sociedades africanas eram organizadas a partir de pequenas tribos lideradas por chefes guerreiros, o que gerava fragmentação política e guerras, inviabilizando nesse continente a formação de unidades políticas complexas nos moldes europeus.    

d) Em razão das tradições milenares e do respeito aos ancestrais, as tribos eram unidades sociais e políticas estáticas assentadas em uma identidade homogênea. Os europeus comumente desrespeitavam todas essas características na colonização.    

11. (Fac. Pequeno Príncipe - Medici 2018) A relação de dependência em que uma nação mais forte e rica impõe sobre outra sua supremacia econômica, industrial e tecnológica é denominada imperialismo ou neocolonialismo. Essa nova dominação podia ser feita pela expansão violenta ou de maneira sutil, agindo essencialmente nos setores econômicos das nações subdesenvolvidas ou em desenvolvimento, principalmente pela concessão de créditos financeiros, tecnologia e investimentos.

Assinale a alternativa CORRETA sobre a dominação imperialista no continente africano. 

a) A partilha da África, segundo os interesses das potências imperialistas, reorganizou a economia agrícola africana, que era predominantemente voltada para o mercado externo, buscando atender às necessidades dos países europeus, inclusive com a exportação de grande contingente de mão de obra escravizada.    

b) A Revolução Industrial valorizou o continente africano, sobretudo por sua potencialidade pouco explorada de matérias-primas e pelo possível mercado consumidor dos artigos industrializados.    

c) A dominação europeia sobre o continente africano trouxe grandes benefícios à população local devido aos investimentos financeiros feito pelos países europeus no continente.    

d) A maioria dos africanos não se opôs ao domínio europeu, pois, a presença estrangeira significava desenvolvimento.    

e) O imperialismo europeu sobre o continente africano foi marcado pela desagregação das populações locais devido ao grande número de escravizados que foram vendidos para as Américas.    

12. (Upe-ssa 2 2018) O darwinismo social pode ser definido como a aplicação das leis da teoria da seleção natural de Darwin na vida e na sociedade humanas. Seu grande mentor foi o filósofo inglês Herbert Spencer, criador da expressão “sobrevivência dos mais aptos”, que, mais tarde, também seria utilizada por Darwin.

Fonte: BOLSANELLO, Maria Augusta. Darwinismos social, eugenia e racismo científico: sua repercussão na sociedade e na educação brasileiras.

Disponível em: http://www.scielo.br/pdf/er/n12/n12a14.pdf /Adaptado.

Essa teoria foi utilizada no século XIX pelas nações europeias para justificar a

a) independência da Oceania.   

b) colonização dos Estados Unidos.   

c) dominação imperialista na Ásia e África.    

d) supremacia racial das nações latino-americanas.   

e) inferioridade dos Estados Unidos frente ao Japão.    

13. (Uefs 2018) Com o início da anexação do Marrocos pela França, uma crise violenta eclode entre a França e a Alemanha, que, em 1911, coloca uma canhoneira diante de Agadir, para demonstrar sua decisão de partir para o confronto. A prova de força se resolve com a devolução à Alemanha de parte de Camarões. Em 1912, o sultão do Marrocos decide assinar um tratado de protetorado que põe seu país sob a tutela francesa.

(Marc Ferro. A colonização explicada a todos, 2017. Adaptado.)

O historiador descreve as relações de força presentes nos processos de anexação de territórios e mercados pelos países imperialistas europeus. São exemplos dessas relações:

a) oposições culturais entre os povos expansionistas e decisões arbitradas por organizações políticas supranacionais.    

b) disputas entre economias industrializadas e acordos em prejuízo de sociedades colonizadas.    

c) divergências de sistemas sociais entre nações colonizadoras e missões civilizadoras dos povos cristãos nos países afro-asiáticos.    

d) guerras mundiais desencadeadas nas áreas colonizadas e desindustrialização das nações dominadoras.    

e) divisões dos conquistadores em exploradores e favoráveis aos povos colonizados e formação da liga internacional de nações dominadas.    

14. (Fgv 2018) A proclamação da República Popular da China em 1º de outubro de 1949 e a eleição do governo presidido por Mao Tsetung foram resultados da luta contra a ocupação da China por potências estrangeiras e contra o regionalismo que fortalecia os senhores de terra.

O movimento camponês, liderado por Mao Tsetung, sagrou-se vitorioso em outubro de 1949. Entretanto, as raízes desse movimento estão no século 19 e nas condições que se foram criando a partir da intervenção das potências estrangeiras, no início do século 20.

(Carlos Guilherme Mota. História moderna e contemporânea, 1986)

No que diz respeito às interferências estrangeiras nesse país, é correto afirmar que

a) a Guerra Russo-Japonesa (1904-1905) terminou com a vitória do Império Russo e sua decorrente ação do imperialismo russo no processo de partilha de grande parte do território da China Imperial.   

b) as Guerras do Ópio (1839-1842 e 1856-1860) garantiram à Inglaterra a abertura comercial da China e permitiram também que outras potências europeias e asiáticas revelassem seus interesses no Império Chinês.   

c) a guerra entre o Império Chinês e o Japão (1894-1895) resultou no enfraquecimento da China e no início da hegemonia alemã em grande parte desse país, principalmente por meio das amplas inversões de capitais.   

d) a Revolta dos Boxers (1898-1901) representou a luta das classes médias urbanas e da classe operária pela ampliação da cidadania político-eleitoral, contra os grandes senhores de terra e a República chinesa recém-proclamada.   

e) a Longa Marcha (1923-1927), organizada pelo Partido Comunista Chinês em aliança com o Partido Nacional do Povo, lutou contra as presenças estrangeiras na China, e foi derrotada pelos japoneses no momento da invasão da Manchúria.   

15. (Uel 2017) Sobre o processo histórico da denominada Guerra do Ópio, ocorrida na China, em 1841, assinale a alternativa correta.

a) Os Estados Unidos da América iniciaram a expansão para o Oriente, comercializando o ópio monopolizado pelos chineses, o que provocou uma guerra entre eles, encerrada com o acordo de divisão igualitária das cotas comerciais.   

b) O Japão, em suas conquistas imperialistas no continente asiático, travou uma guerra com a China pelo domínio do comércio do ópio na região; nesse processo, estabeleceram o Tratado de Pequim, no qual Hong Kong passou ao domínio japonês.   

c) O império russo, parceiro da China no comércio do ópio, transportava-o para os portos de Xangai com maior agilidade e altas taxas aduaneiras, o que fez com que exigisse a franquia desse produto.   

d) A Inglaterra, que dominava a comercialização do ópio na China, impôs aos chineses uma indenização por eles terem, a pretexto de proteger a saúde de sua população, confiscado e destruído uma grande carga de ópio.   

e) A França teve uma de suas colônias, o Afeganistão, como um grande produtor de ópio e concorrente comercial dos chineses, que monopolizavam essa atividade com elevados lucros; visando quebrar tal monopólio, os franceses bloquearam os portos chineses.   

16. (IFCE 2016) “Para os países industriais exportadores, a expansão colonial é uma questão de salvação. Em nosso tempo, e diante da crise que atravessam as indústrias europeias, a fundação de colônias representa a criação de uma válvula de escape para nossos problemas. (...)

Devemos dizer abertamente que nós, pertencentes às raças superiores, temos direitos sobre as raças inferiores. Mas também temos o dever de civilizá-las”.

(FERRY, Jules Discursos políticos. In: COTRIM, Gilberto. História Global. V. 2. 2ª ed. São Paulo: Saraiva, 2013, pág. 190).

O texto acima traduz a mentalidade europeia dominante no século XIX sobre os povos afro-asiáticos. Acerca dos principais aspectos dessa relação, é correto afirmar-se que

a) uma das justificativas para o expansionismo imperialista das principais nações europeias foi a ideologia da superioridade racial branca.   

b) a missão civilizadora europeia possibilitou a troca de manifestações culturais entre ambos, significando, por isso, o fortalecimento das bases culturais dos povos dominados.   

c) não há elementos preconceituosos, uma vez que o texto aborda claramente a ideia humanitária de civilizar os povos com culturas inferiores.   

d) o interesse europeu pelas vastas áreas da África e da Ásia era essencialmente cultural, antropológico e científico, não tendo objetivos econômicos ou geoestratégicos.   

e) como o contato entre europeus e afro-asiáticos foi filantrópico, não houve necessidade de conflitos bélicos entre os agentes envolvidos.   

17. (Pucrj 2015) Ao longo do século XIX, diversos países praticaram uma política de expansionismo imperialista que interferiu na trajetória histórica de sociedades em todos os continentes. Sobre esse processo, assinale a única alternativa correta. 

a) O expansionismo, nesse momento, estava associado ao desenvolvimento da industrialização e à expansão do capital financeiro, o que significava ampliar o mercado consumidor, garantir o controle sobre áreas fornecedoras de matérias-primas estratégicas e encontrar novas áreas de investimento. 

b) A principal justificativa desse expansionismo foi a ideia de civilização, tendo os povos conquistados acolhido os conquistadores como seus salvadores frente a um destino de pobreza e miséria. 

c) A relação econômica entre a metrópole e a colônia estava baseada na pratica do monopólio comercial que os primeiros exerciam sobre os segundos. 

d) O controle das áreas coloniais nesse momento obedecia a uma lógica econômica e, por isso, não houve significativos deslocamentos de população entre as regiões metropolitanas e coloniais. 

e) A resistência ao colonialismo no século XIX foi vitoriosa, pois as populações locais conseguiram articular alianças políticas e militares que impediram a vitória das potências industriais. 

18. (Pucsp 2014) O fato maior do século XIX é a criação de uma economia global única, que atinge progressivamente as mais remotas paragens do mundo, uma rede cada vez mais densa de transações econômicas, comunicações e movimentos de bens, dinheiro e pessoas, ligando os países desenvolvidos entre si e ao mundo não desenvolvido.

Eric Hobsbawm. A era dos Impérios. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 2008, p. 95.

O processo histórico descrito no texto corresponde ao 

a) avanço da indústria chinesa, que superou a concorrência comercial dos países do Ocidente e passou a monopolizar os mercados consumidores da Europa e da América. 

b) estabelecimento de clara hegemonia política e militar soviética, nos tempos da Guerra Fria, sobre o Leste europeu e o Sul e Sudeste do continente asiático. 

c) imperialismo norte-americano, que impôs seu domínio econômico-financeiro sobre a América, a Europa Ocidental e parte do continente africano. 

d) sucesso das políticas neoliberais de ampliação da produção industrial e dos mercados consumidores, que permitiram o rompimento das barreiras alfandegárias mesmo nos países socialistas da Ásia. 

e) expansionismo europeu sobre o Pacífico, a Ásia e a África, que impôs o controle político e comercial de potências ocidentais a diversas partes do mundo. 

19. (Cefet MG 2014) “Se há, neste clima de tensão política, um Estado capaz de trabalhar pela manutenção da paz é a Alemanha. Uma Alemanha que não tem interesse nas questões que agitam as outras potências, que tem considerado oportuno, desde a constituição do Império, não atacar a nenhum de seus vizinhos, a menos que seja obrigada. Mas, senhores, para cumprir esta difícil e talvez ingrata missão, é preciso que a Alemanha seja poderosa e esteja preparada para a guerra.”

Discurso de Bismarck no Parlamento alemão, em 11 de janeiro de 1887. Disponível em:<http://conectaconlahistoria.wordpress.com> Acesso em: 31 jul. 2013 (Adaptado).

O discurso de Bismark, primeiro ministro alemão, foi proferido em um contexto no qual as 

a) crises entre os estados alemães impediam a formação de uma nação unificada. 

b) cisões entre as potências europeias obstruíam a negociação de paz com os norte-americanos. 

c) divergências entre as nações imperialistas prejudicavam a construção da concórdia continental. 

d) desavenças entre os governos capitalistas dificultavam a obtenção de um armistício de guerra. 

e) disputas entre os interesses liberais dos países entravavam a constituição de uma frente anticomunista. 

20. (Pucrs 2014) O período que se estende do final da guerra franco-prussiana (1871) até a eclosão da Primeira Guerra Mundial (1914) é marcado pela paz armada e pela política das alianças e da diplomacia secreta entre as potências do sistema internacional. Nesse contexto, a chamada entente cordiale, de 1904, pode ser vista como parcialmente resultante 

a) de uma iniciativa unilateral da diplomacia estadu­nidense, que buscou acercar-se da França e da Inglaterra para contrabalançar o avanço japonês na Ásia. 

b) de uma mudança na política externa britânica, que passara a identificar na Alemanha o maior compe­tidor do país. 

c) da continuidade da orientação isolacionista da política internacional francesa, que buscava aproximar-se da Inglaterra em questões estritamente comerciais. 

d) do relativo enfraquecimento da presença militar do Império Alemão na África, na Ásia e na região balcânica, o que promovia a aproximação anglo-francesa. 

e) do abandono da política pan-eslavista da Rússia nos Balcãs, que levou os Estados Unidos a incentivarem a ação conjunta da Inglaterra e da França na região. 

21. (Udesc 2014) Analise as proposições que se referem aos séculos XVII, XVIII e XIX. 

 I.     A Doutrina Monroe, estabelecida em 1823 pelo presidente norte-americano James Monroe, definiu os princípios sobre a segurança dos EUA, justificando intervenções e guerras contra vários países da América Latina. 

II.     A dominação inglesa, no território indiano, foi ampliada ao longo do século XVII e início do século XVIII por meio do comércio e da compra de grandes extensões de terras, pelas empresas como a Companhia Britânica das Índias Orientais. 

III.     A partir do final do século XVIII e no decorrer do século XIX, as condições de vida na Europa sofreram transformações em decorrência de vários fatores, entre os quais a melhoria dos meios de transporte e comunicação, a introdução de novas técnicas de trabalho no campo e nas indústrias, além do aumento populacional. 

IV.     A maioria dos países que surgiram após a Independência da América Espanhola se tornaram países republicanos e democráticos, devido à participação das populações descendentes de indígenas e de mestiços que tiveram suas reivindicações por terras e trabalhos atendidas. 

Assinale a alternativa correta. 

a) Somente as afirmativas I, III e IV são verdadeiras. 

b) Somente as afirmativas I, II e IV são verdadeiras. 

c) Somente as afirmativas I, II e III são verdadeiras. 

d) Somente as afirmativas II e III são verdadeiras. 

e) Todas as afirmativas são verdadeiras. 

22. (Upe 2014) O último Estado independente da Índia, o reino de Panjab, foi conquistado no período de 1846- 1848; daí por diante, a dominação inglesa se estendeu por todo o território. Apesar da completa sujeição em que se encontravam reinos e Estados, o povo indiano empreendeu vários esforços para recobrar a liberdade.

Sobre a dominação inglesa na Índia, assinale a alternativa CORRETA. 

a) As revoltas pela libertação nacional da Índia obtiveram pleno êxito no século XIX, devolvendo a independência ao país em 1898. 

b) A Grande Revolta de 1857-1858 foi promovida pela classe liberal indiana, preocupada em recuperar seus poderes perdidos para o proletariado inglês. 

c) Durante a segunda metade do século XX, a Índia foi, de fato e de direito, uma possessão britânica, gerida para seu exclusivo interesse. 

d) A Índia oferecia um mercado de monopólio à Inglaterra no momento em que esta se encontrava em plena expansão industrial. 

e) A administração inglesa colonial vetou que indianos assumissem qualquer cargo na administração pública. 

23. (Uneb 2014) Lembranças de Makoko, uma das mais famigeradas comunidades de posseiros em Lagos, na Nigéria — metrópole presa entre a modernidade e a miséria. Com centenas de modos de transferência assíncronos (ATM, na sigla em inglês), recordes de centros de internet e milhões de telefones celulares, essa cidade agitada e congestionada com 8 milhões a 17 milhões de habitantes (dependendo de onde se traça a linha de contorno ou de quem faz a contagem) está conectada à grade global. Centro internacional de negócios empresariais e capital comercial do país mais populoso da África, Lagos atrai perto de 600 mil novos visitantes todos os anos. Mas a maioria dos bairros, mesmo alguns dos melhores, não dispõe de água encanada, saneamento básico e eletricidade. Makoko — parte sobre terra firme, parte flutuando sobre lagoas — é uma das comunidades mais carentes da megalópole.

Bairros como esse existem no mundo todo. [...]

Quando os governos negam a essas comunidades o direito de existir, as pessoas demoram mais para melhorar suas casas.

Quando as autoridades do Rio de Janeiro decretaram guerra às favelas nos anos 60, por exemplo, as pessoas temiam ser expulsas de suas casas, ou que estas fossem incendiadas e por isso não tinham pressa em melhorá-las. A maioria das favelas permaneceu primitiva — pouco diferentes das cabanas de barro e dos barracos de madeira de Mumbai e Nairóbi. Mas quando os políticos perceberam a reação e passaram a se comprometer com as comunidades, elas começaram a proliferar sem controle. 

(NEUWIRTH, 2013. p. 22-24-26). 

A África é um continente marcado pelos contrastes e teve sua história intimamente relacionada ao desenvolvimento econômico da Europa, durante 

a) a utilização, pelo europeu, do modelo de escravidão africano e de sua modalidade de tráfico, na implantação do sistema colonial americano. 

b) a penetração do elemento europeu no interior do continente a partir da expansão imperialista do século XIX, interessada na ampliação dos mercados e na aplicação do excedente de capital industrial. 

c) a Segunda Guerra Mundial, contribuindo para o desenvolvimento autônomo das sociedades africanas, em função de os conflitos armados terem sido restritos ao continente europeu. 

d) a Guerra Fria, quando se estabeleceu uma política desinteressada dos europeus e dos norte-americanos em relação a esse continente, devido ao fato de estarem focados nas suas divergências com a União Soviética. 

e) o processo de descolonização, que estabeleceu por princípio o pan-africanismo, conquistada pela Unidade Africana, por meio de negociações pacíficas e de retorno de vantagens econômicas com a Inglaterra e a França. 

24. (Pucrs 2013) Con­sidere as afirmações sobre o Imperialismo e o Neocolonialismo na segunda metade do século XIX e princípio do século XX. 

 I.     A chamada Segunda Revolução Industrial é o fenômeno econômico condicionante do neocolonialismo, à medida que amplia, nos países in­dustrializados, a necessidade de fontes externas de matérias-primas, bem como de novas áreas fornecedoras de mão de obra escrava em larga escala. 

II.     A descoberta de diamantes no Transvaal (1867) e de ouro e cobre na Rodésia (1889) motivaram os países industrializados da Europa a tentar garantir domínio exclusivo sobre parcelas do continente africano. 

III.     A Conferência de Berlim (1885-1887), convocada por Otto Von Bismarck, fixou regras para a cha­mada partilha da África, as quais favoreceram a Alemanha e a Itália recém-unificadas, que assim compensaram seu ingresso tardio na corrida imperialista. 

IV.     O Japão e os Estados Unidos, como potências não europeias, participaram ativamente da cor­rida imperialista, buscando estabelecer áreas de influência colonial ou semicolonial, em guerras contra a Rússia e a Espanha, respectivamente. 

Estão corretas somente as afirmativas 

a) I e II. 

b) I e III. 

c) II e III. 

d) II e IV. 

e) I, III e IV. 

25. (Uemg 2013 - adaptada) O mapa a seguir representa a África em 1914:

No final do século XIX, na Conferência de Berlim, os europeus definiram a partilha da África entre as potências europeias, conforme mostra o mapa. De acordo com esse mapa e sua relação com a história do continente africano nos séculos XX/XXI, é CORRETO afirmar: 

a) A divisão política imposta à África pelos países europeus no período do imperialismo foi completamente desfeita pelos movimentos de independência e pelas consequentes guerras civis que tomaram o continente no século XX. 

b) As constantes guerras civis e os conflitos por fronteiras na África contemporânea são consequência da manutenção de descendentes de europeus nos mais altos cargos políticos dos países africanos. 

c) A organizada colonização inglesa e holandesa possibilitou que a África do Sul se desenvolvesse; como resultado dessa colonização, hoje o país tem baixíssimos índices de violência e de pobreza. 

d) As fronteiras políticas impostas pela dominação europeia desconsideraram a divisão étnica da África, o que levou, no período pós-independência, ao acirramento dos ânimos e, em últimas consequências, a conflitos de diversas ordens. 

26. (Upe 2013) A charge a seguir faz referência ao capitalista Cecil Rhodes, que investiu no expansionismo imperialista inglês.

Com base na charge e nos conteúdos referentes ao neocolonialismo, analise as seguintes afirmações:

 I.     Podemos afirmar que os pés do capitalista estão assentados sobre as duas únicas possessões inglesas na África: Egito e África do Sul.

II.     A projeção do personagem em relação ao continente expressa também a dimensão do interesse da Inglaterra pelos territórios africanos.

III.     Os países europeus dividiram a África entre si, respeitando suas especificidades étnicas, religiosas e linguísticas.

IV.     O Canal de Suez pode ser considerado uma consequência da presença inglesa na África.

V.     O preconceito dos ingleses com os africanos foi de tal monta que deixou marcas até o presente, como o Apartheid na África do Sul.

Estão CORRETAS 

a) I, II e III. 

b) I, II e V. 

c) II, IV e V. 

d) III, IV e V. 

e) I, III e IV. 

27. (Cefet MG 2013) “Art. 34 – A potência que de ora em diante tomar posse de um território [...] africano, fora de suas possessões atuais [...], acompanhará o ato respectivo de uma notificação às demais potências signatárias do presente Ato, a fim de que estejam em condições de formular, se for o caso, as suas reclamações”.

ATO Geral da Conferência de Berlim (27/2/1885). IN: FALCON, Francisco; MOURA; Gerson. A Formação do Mundo Contemporâneo. Rio de Janeiro: Campus Ltda, 1986. p.118.

Esse Ato relaciona-se ao contexto histórico marcado pela(o) 

a) criação de acordos entre os europeus para defender a tradição agrícola dos povos africanos. 

b) processo de expansão colonial dos países europeus para garantir a partilha do continente africano. 

c) estabelecimento de normas europeias para regular o tráfico de escravos africanos para as colônias. 

d) investimento econômico europeu para promover a autonomia política dos chefes africanos locais. 

e) parceria entre as grandes potências europeias para deslocar populações africanas de áreas de conflito. 

28. (Uerj 2013) 


Na década de 1930, foi publicada a primeira edição da história em quadrinhos em que o personagem Tintim, um jovem repórter belga, faz uma expedição ao Congo, colônia do seu país na época.

Com base nas imagens e nos diálogos apresentados, nota-se que Tintim simbolizava as práticas de colonização europeia na África, associadas à política de: 

a) integração étnica 

b) ação civilizadora 

c) cooperação militar 

d) proteção ambiental












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