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1. (Prof. Augusto Silva/ 2022) Porfírio Diaz anunciou sua renúncia em 1911. Francisco Madero foi eleito com um amplo apoio de uma população seduzida por promessas de reforma social e fim da exclusão social. Entretanto, a administração de Madero, em pouco tempo tornou-se sinônimo de frustração. A insatisfação camponesa se traduziu na intensificação das revoltas contra os latifúndios.

Francisco Madero, fazendo jus à sua ação demasiadamente reformista,

a) Não apoiou a ação campesina e protegeu os grandes proprietários de terra.

b) Cedeu às pressões camponesas e implementou a reforma agrária.

c) Se aliançou aos EUA para reprimir os movimentos rebeldes.

d) Com o apoio dos camponeses, conseguiu eliminar os latifundiários críticos ao seu governo.

e) Eliminou todas as manifestações contrárias ao seu governo, principalmente dos grandes proprietários de terra.

2. (Prof. Augusto Silva/ 2022) Em junho de 1911, Porfirio Díaz foi derrubado e Madero assumiu o governo mexicano, mas desagradou tanto os próprios companheiros de revolução quanto a elite burguesa. Filho de latifundiários, o intelectual teve dificuldade de efetivar todas as reformas que havia prometido, como a distribuição de terras aos camponeses. Isso comprometeu sua credibilidade, chegando a ser considerado um novo ditador por Zapata e antigos aliados. 

O conflito de interesses fez Zapata apresentar o “Plano de Ayala”, que exigia

a)  A criação de uma nova Constituição e convocação de eleições presidenciais diretas.

b) Previa a nacionalização de empresas estrangeiras e a transformação das propriedades camponesas em estatais.

c) A devolução de terras para os povos nativos e a nacionalização da propriedade daqueles que se opusessem.

d) O fim do governo de Madero e retorno de Porfírio Dias ao poder.

e) A implantação de um governo socialista e que promovesse a reforma agrária.

3. (Prof. Augusto Silva/ 2022) O projeto de modernização do México lançado por Porfírio Diaz e seus conselheiros “científicos” - representantes da burocracia, proprietários, proprietários de terra, comerciantes e intelectuais que representavam a elite econômica da sociedade – recebeu influência

a) Do darwinismo social de Spencer, que defendia a superioridade de uma classe social sobre outra. Assim, os camponeses deveriam se submeter aos interesses da aristocracia dos EUA.

b) Do socialismo científico de Karl Marx, que de defendia a aliança do proletariado com a burguesia, para a consolidação do comunismo.

c) Das ideias anarquistas de Bakunin, onde os camponeses conseguiriam chegar ao poder a partir da práxis política, consolidando-se como uma classe forte e unida para a conquista de seus objetivos.

d) Da teoria positivista de Augusto Comte, que afirmava que o único conhecimento autêntico é científico. Assim, a administração do Estado empregou métodos presumivelmente científicos.

e) Do liberalismo econômico de Adam Smith, que defendia que o mercado deveria ser controlado pelas leis de mercado. Assim, ao investir na produção agrícola, o México conseguiria chegar ao progresso.

4. (Prof. Augusto Silva/ 2022) Do ponto de vista institucional, oficial, considera-se a revolução como o movimento que derrubou a ditadura e possibilitou a ascensão de Francisco Madero em junho 1911. Apesar de originário de uma família de latifundiários, Madero passou a liderar a pequena burguesia urbana, nacionalista, que organizou o movimento "Anti Reeleicionista". Perseguido, foi forçado a exilar-se e tornou-se o símbolo da luta contra a ditadura para as camadas urbanas, inclusive o proletariado.

No entanto, o movimento revolucionário possuía outra dimensão: os camponeses do sul, liderados por Emiliano Zapata, invadiam e incendiavam fazendas e refinarias de açúcar, e ao mesmo tempo organizavam um exército popular. Ao Norte, o movimento camponês foi liderado por Pancho Villa, também defendendo a reforma agrária.

A leitura do texto acima nos permite concluir que

a) A pressão camponesa por reforma agrária foi a grande marca da Revolução Mexicana, que derrubou a ditadura de Porfírio Diaz.

b) A Revolução Mexicana teve um caráter essencialmente burguês e a exclusão dos camponeses do processo revolucionário.

c) Pancho Villa e Emiliano Zapata, líderes do movimento camponês da Revolução Mexicana, foram os principais responsáveis pela derrubada da ditadura de Madero em 1911.

d) a ditadura implementada após a Revolução Mexicana de 1910 foi responsável pela efetivação do projeto de reforma agrária defendido por Emiliano Zapata e Pancho Villa.

e) a Revolução Mexicana de 1910, apesar da aparência anti-imperialista, teve total apoio do governo dos Estados Unidos, beneficiado pela ascensão do líder popular Francisco Madero.

5. (Prof. Augusto Silva/ 2022) Leia o texto para responder à questão.

A elite agrária predominava completamente no México, sempre determinando quem seria o governante máximo. Em 1876 assumiu Porfírio Dias, que governou o México por mais de trinta anos. Mantinha-se uma aparência de democracia, pois eram realizadas eleições periodicamente, mas elas eram manipuladas para que ele sempre se reelegesse. Em 1910, nas eleições, Diaz novamente foi eleito, porém seu opositor, Francisco Madero conseguiu rebelar a população e assumiu, com a promessa de realizar a tão esperada distribuição de terras aos camponeses.

Disponível em http://www.sohistoria.com.br/ef2/revolucaomexicana. Acesso em 22/04/2017.

A Revolução Mexicana, iniciada em 1911, em suas origens, se caracterizou como um movimento:

a) de luta operária pela conquista dos direitos trabalhistas, que ainda não haviam chegado ao México, mesmo com seu grande desenvolvimento industrial.

b) revanchista, que tentou retomar a região do Texas, perdida pelo México na guerra contra os Estados Unidos.

c) imperialista, que pretendia consolidar a hegemonia agrária no México para, depois, expandir seus domínios pela América do Sul.

d) camponês de luta por uma reforma agrária e contra a ditadura de Porfírio Diaz.

e) que pretendia estreitar as relações comerciais com os Estados Unidos e, assim, ampliar a produção industrial mexicana.

6. (Prof. Augusto Silva/ 2022) A Revolução Mexicana teve como luta emblemática a busca pela revalorização da cultura indígena e a reforma agrária, ou seja, a distribuição de terras entre os camponeses. Essa necessidade de terras gerou o início da revolução que tinha como lema “Tierra y Libertad”.

A desapropriação das terras camponesas se iniciou no período colonial (pelos colonos espanhóis) e continuou no século XIX (com os latifundiários). A situação se agravou

a) No governo de Francisco Madero, que era integrante de uma elite que fazia oposição ao governo de Porfírio Dias, assumiu o poder no México. Isso porque o governo não cumpriu com suas promessas, o que foi gerando insatisfação entre os camponeses que reivindicavam a posse da terra por meio da reforma agrária. 

b) Na ditadura de Porfírio Diaz, culminando no ódio dos camponeses que viviam explorados. As pressões da população, da igreja e de uma elite que fazia oposição aumentaram. Não tendo mais saída, Porfírio Díaz renunciou.

c) Quando Emiliano Zapata se opôs a vários governos sucessivos no México: primeiro, o governo de Madero; depois, o governo de Victoriano Huerta; e, por último, o governo de Venustiano Carranza.

d) No governo de Francisco ‘Pancho Villa’, que defendia a reforma agrária e tinha como meta o retorno às origens (uma revalorização da identidade indígena mexicana).

e) Na ditadura de Venustiano Carranza após vencer as eleições presidenciais e abrir as portas para a entrada do liberalismo com o apoio da elite proprietária de terras.

7. (Fuvest 2004) Neste mural, o pintor mexicano retratou a morte de Emiliano Zapata.

Mural “O Sangue dos Mártires Revolucionários Fertilizando a Terra”, de Diego Rivera

Observando a pintura, é correto afirmar que Rivera 

a) foi uma rara exceção, na América Latina do século XX, pois artistas e escritores se recusaram a relacionar arte com problemas sociais e políticos. 

b) retratou, no mural, um tema específico, sem semelhanças com a situação dos camponeses de outros países da América Latina. 

c) quis demonstrar, no mural, que, apesar da derrota armada dos camponeses na Revolução Mexicana, ainda permaneciam esperanças de mudanças sociais. 

d) representou, no mural, o girassol e o milharal como símbolos religiosos cristãos, próprios das lutas camponesas da América Latina. 

e) transformou-se numa figura única na história da arte da América Latina, ao abandonar a pintura de cavalete e fazer a opção pelo mural. 

8. (FUVEST) A Revolução Mexicana de 1910, do ponto de vista social, caracterizou-se:

a) pela intensa participação camponesa;

b) pela aliança entre operários e camponeses;

c) pela liderança de grupos socialistas;

d) pelo apoio da Igreja aos sublevados;

e) pela forte presença de combatentes estrangeiros.

9. "O descontentamento com a desigualdade social crescia em todos os setores populares (...) Uma situação francamente revolucionária só se criou quando a este descontentamento generalizado somaram-se dois fatos novos. Primeiro, uma grave dissensão no patriciado político motivada pelo continuísmo de Porfíro Dias (...) segundo e principalmente, o surgimento de duas lideranças camponesas autênticas: a de Emiliano Zapata (...) e a de Francisco Villa (...)"

(Darcy Ribeiro, As Américas e a Civilização)


O texto refere-se à:
a) Revolução Sandinista
b) Revolução Cubana
c) Guerra do Pacífico
d) Guerra do Chaco
e) Revolução Mexicana

10. (Fuvest/2006) Na América Latina, no século XX, aconteceram duas grandes revoluções: a Mexicana de 1910 e a Cubana de 1959. Em ambas, os

a) camponeses sem terra lideraram sozinhos os movimentos.
b) EUA enviaram tropas que lutaram e quase derrotaram os rebeldes.
c) grupos socialistas iniciaram a luta armada, tornando hegemônicas suas ideias.
d) revolucionários derrubaram governos autoritários e alcançaram a vitória.
e) programas revolucionários foram cópias de movimentos europeus.

11. A Revolução é uma súbita imersão do México em seu próprio ser (...) é uma busca de nós mesmos e um regresso à mãe. Nela, o México se atreve a ser.

(OCTAVIO PAZ, escritor mexicano. Citado por Grandes Fatos do Século XX. Rio de Janeiro, Rio Gráfica, 1984.)

A Revolução Mexicana, iniciada em 1911, trouxe à tona a organização e a luta de populações camponesas de origem indígena que até hoje utilizam esse movimento como símbolo.

A eclosão da Revolução Mexicana pode ser explicada pelos seguintes motivos:

a) a influência do ideário positivista e a atuação dos "científicos" nos movimentos camponeses

b) a luta do campesinato pela propriedade da terra e as reivindicações de setores burgueses por um maior espaço na política

c) a necessidade de uma modernização capitalista e o desejo da burguesia pela ampliação da influência do capital francês no país

d) a união dos liberais e dos comunistas mexicanos contra o porfiriato e o interesse dos grandes proprietários na aliança com o capital inglês

e) pelo seu processo de independência no século XIX, onde o México se endividou e a revolução era uma possibilidade para alterar tal situação de dependência.

12. A Revolução Mexicana, irrompida em 1911, e a ascensão da União Cívica Radical à Presidência da República na Argentina, em 1916, exprimem casos exemplares das crises oligárquicas ocorridas na América Latina no início do século XX.Assinale a opção que apresenta corretamente uma importante diferença entre os dois processos mencionados.

a) A Revolução Mexicana foi concebida por oligarquias dissidentes do Porfiriato, enquanto o Radicalismo argentino foi gestado no meio sindical anarquista. 

b) No caso mexicano, o desdobramento do movimento revolucionário contou com forte adesão de setores camponeses, ao passo que o Radicalismo argentino se caracterizou, sobretudo em seu início, como um movimento político da classe média urbana. 

c) O processo revolucionário mexicano assumiu rumos notoriamente bolcheviques após 1917, influenciado pelo êxito da Revolução Russa, ao contrário do Radicalismo argentino, movimento essencialmente conservador. 

d) A Revolução Mexicana foi, desde o início, um processo de insurgência nacional e multi-classista, ao passo que o Radicalismo de Ipólito Yrigoyen se manteve restrito ao meio social portenho da classe média urbana. 

e) A Revolução Mexicana pôs em cena a questão social e agrária de forma radical, ao contrário do Radicalismo argentino que, desde o início, demonstrou indiferença em relação às massas.

13. Ao longo do século XX, diversos movimentos sociais eclodiram na América Latina. Dentre eles, destacamos a Revolução Mexicana, iniciada em 1911, que se caracterizou, em suas origens, como um movimento:

a) operário pela implantação de um governo socialista no México.
b) nacionalista contrário à dominação política espanhola.
c) burguês em defesa da industrialização do país.
d) camponês de luta por uma reforma agrária.
e) liberal em prol de uma aliança econômica com os Estados Unidos.

14. A revolução iniciada em 1910 foi um grande movimento popular, anti-latifundiário e anti-imperialista, que foi responsável por importantes transformações no México. Do ponto de vista institucional, oficial, considera-se a revolução como o movimento que derrubou a ditadura e possibilitou a ascensão de Francisco Madero em junho de 1911. No entanto, o movimento revolucionário possuía outra dimensão: os camponeses do sul, liderados por Emiliano Zapata, e os do norte, liderados por Pancho Villa, defendendo a reforma agrária.

Fonte: A Revolução Mexicana. 2000. Disponível em: . Acesso em 7 demarço de 2010 (adaptado)

A leitura do texto acima nos permite concluir que

a) o movimento popular que derrubou a ditadura no México teve como uma de suas manifestações as pressões dos camponeses para a realização de uma reforma agrária.

b) a Revolução Mexicana, apesar de promover a derrubada da ditadura de Madero, apresentou um caráter essencialmente burguês, sem a participação das camadas populares.

c) Pancho Villa e Emiliano Zapata, líderes do movimento camponês da Revolução Mexicana, foram os principais responsáveis pela derrubada da ditadura de Madero em 1911.

d) a ditadura implementada após a Revolução Mexicana de 1910 foi responsável pela efetivação do projeto de reforma agrária defendido por Emiliano Zapata e Pancho Villa.

e) a Revolução Mexicana de 1910, apesar da aparência anti-imperialista, teve total apoio do governo dos Estados Unidos, beneficiado pela ascensão do líder popular Francisco Madero.

15. (UECE) Em Chiapas, no México, em 1994, ocorre uma rebelião conduzida pela Frente Zapatista de Libertação Nacional que reivindica mudanças na distribuição da terra e benefícios sociais para as populações do campo e indígena. Quanto à utilização do termo "zapatistas", assinale o correto. 

a) Uma aproximação à imagem de Emiliano Zapata, um líder da revolução Mexicana que no início do século XX, parecia ser a única esperança para os camponeses do sul do país. 

b) Uma clara homenagem ao atual presidente espanhol José Luiz Rodríguez Zapatero, que à época da rebelião, era militante do Partido dos Trabalhadores Socialistas espanhol (PSOE) e porta-voz internacional das minorias mexicanas. 

c) Referência a Zapata, território localizado no pequeno estado mexicano Morelos, cuja população de índios e camponeses, há séculos, resiste as violentas expropriações dos fazendeiros sobre suas comunidades. 

d) Uma homenagem aos irmãos Emiliano e Eufêmio Zapata, pequeno proprietários de terras, no estado de Morelos, que injustamente tiveram suas terras expropriadas por grandes fazendeiros e foram brutalmente assassinados.

16. (PUCSP) "Há países com mais de 60% da população constituída por índios, como Bolívia e Guatemala. E há um país como México, que está ao redor de 12%. Dependendo das condições, não há sentido pleitear essa autonomia [de estados indígenas na América], especialmente se ela ficar submetida a governos que não estão interessados em repassar recursos para o desenvolvimento dessas populações. Há setores do zapatismo e do movimento indígena boliviano que de fato pleiteiam a autonomia, mas ao mesmo tempo estão buscando integrar-se. É importante diferenciar movimentos que buscam maior inserção dos indígenas no mundo globalizado, de movimentos extremados, fundamentalistas, que querem a autonomia a qualquer preço, mesmo que ela venha isolar ainda mais os indígenas."

(Nestor García Canclini, em entrevista a O Estado de São Paulo, 2 de julho de 2007, in http://txt.estado.com.br/suplementos/ ali/2006/07/02/ali-1.93.19.20060702.4.1.xml)

O texto menciona o "zapatismo" e o "movimento indígena boliviano", ambos atuantes nos dias de hoje. Sobre eles, podemos dizer que o 

a) zapatismo se manifesta principalmente na região de Chiapas, ao sul do México, defende direitos de diversas etnias de origem pré-colombiana e se diz herdeiro das reivindicações indígenas da Revolução Mexicana de 1910. 

b) movimento indígena boliviano chegou ao poder com a vitória eleitoral de Evo Morales, defende a produção de cocaína e se diz herdeiro das lutas emancipacionistas de Tupac Amaru, no século XVIII.

c) zapatismo e o movimento indígena boliviano representam novas tendências políticas na América Latina e são apoiados e financiados pelos governos estrangeiros da Venezuela, do Brasil e dos Estados Unidos.

d) movimento indígena boliviano tem evidente conotação esquerdista e luta pela formação de um Estado unitário na América Latina, nos moldes do projeto bolivariano do início do século XIX.

e) zapatismo nasceu no início do século XX e ressurgiu no princípio do século XXI, com o objetivo de apoiar o ingresso do México no NAFTA, mercado comum que envolve ainda o Canadá e os Estados Unidos.







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