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1. (Uem 2021) Immanuel Kant afirma que a Metafísica, como “um conhecimento especulativo da razão inteiramente isolado que através de simples conceitos [...] se eleva completamente acima do ensinamento da experiência na qual portanto a razão deve ser aluna de si mesma, não teve até agora um destino tão favorável que lhe permitisse encetar o caminho seguro de ciência, não obstante ser mais antiga do que todas as demais e de que sobreviveria mesmo que as demais fossem tragadas pelo abismo de uma barbárie que a tudo exterminasse.”

(KANT, I. Crítica da razão pura. Col. Os Pensadores. 2ª ed. São Paulo: Abril Cultural, 1983, pág. 11).

Sobre a metafísica, assinale o que for correto.

01) Investiga os fundamentos, os princípios e as causas de todas as coisas, sua existência e sua essência; ocupa-se, por exemplo, com a questão acerca da existência de Deus, da natureza da alma e da possibilidade da liberdade humana.   

02) Um dos temas centrais da metafísica de Aristóteles é a investigação das causas primeiras de todas as coisas, a causa material, a causa formal, a causa eficiente e a causa final, perguntando sobre o que a coisa é, como é, por que é e para que é.   

04) David Hume, influenciado pela metafísica de Platão, considera as ideias substância, essência, causa, Deus e alma, entre outras, como essências reais concebidas somente pela razão.   

08) Jürgen Habermas afirmou que a metafísica se consolidou com a descoberta do sujeito de conhecimento como ser ontológico do ponto de vista transcendental, constituindo-se em substância pensante e em condição formal da existência de todos os objetos de conhecimento. 

16) A metafísica tem como tema a investigação dos diferentes modos de existência, da estrutura e da essência dos entes e o modo como eles aparecem e se manifestam em nossa consciência.   

A soma correta é

a)   04 + 08 = 12

b)  01 + 02 + 16 = 19.

c)   01 + 02 = 03

d)  01 + 02 + 08 = 11

e)   08 + 16 = 24

2. (Uem 2020) “Não há ninguém tão jovem e inexperiente que não tenha formado, a partir da observação, muitas máximas gerais e corretas relativas aos assuntos humanos e à conduta da vida; mas deve-se confessar que, quando chega a hora de pô-las em prática, um homem estará extremamente propenso a erros até que o tempo e as experiências adicionais venham a expandir essas máximas e ensinar-lhe seu adequado uso e aplicação. [...] A verdade é que um raciocinador inexperiente não poderia de forma alguma raciocinar se lhe faltasse por completo a experiência; e, quando dizemos que alguém é inexperiente estamos aplicando essa denominação num sentido apenas comparativo e supondo que ele possui experiência em um grau menor e mais imperfeito.”

(HUME, D. Investigações sobre o entendimento humano e sobre os princípios da moral. In FIGUEIREDO, V. B. de. Filosofia: temas e percursos. São Paulo: Berlendis & Vertecchia Editores, 2013, p. 336).

Com base no fragmento transcrito e em conhecimentos sobre a filosofia de Hume, assinale o que for correto.

01) Hume, no fragmento, contrapõe-se aos filósofos que defendem o poder da razão em estabelecer verdades.   

02) A importância dada à temporalidade é condição para formar as máximas gerais e corretas do nosso agir.   

04) Para Hume a experiência não é determinante para a elaboração de nossas regras de conduta pois podemos nos equivocar sobre o que sentimos.   

08) Em assuntos de moral e de teoria do conhecimento, Hume é considerado um empirista.   

16) De acordo com a filosofia moral de Hume, o tempo é a condição para o adequado uso e para a adequada aplicação das regras morais por parte do homem.   

A soma correta é:

a) 01 + 02 + 04 + 08 = 15
b) 01 + 04 + 08 + 16 = 29
c) 02 + 08 + 16 = 26
d) 01 + 02 + 08 +16 = 27.
e) 02 + 04 + 08 + 16 = 30

3. (Enem 2020)  Adão, ainda que supuséssemos que suas faculdades racionais fossem inteiramente perfeitas desde o início, não poderia ter inferido da fluidez e transparência da água que ela o sufocaria, nem da luminosidade e calor do fogo que este poderia consumi-lo. Nenhum objeto jamais revela, pelas qualidades que aparecem aos sentidos, nem as causas que o produziram, nem os efeitos que dele provirão; e tampouco nossa razão é capaz de extrair, sem auxílio da experiência, qualquer conclusão referente à existência efetiva de coisas ou questões de fato.

HUME, D. Uma investigação sobre o entendimento humano. São Paulo: Unesp 2003.

Segundo o autor, qual é a origem do conhecimento humano?

a) A potência inata da mente.   

b) A revelação da inspiração divina.   

c) O estudo das tradições filosóficas.   

d) A vivência dos fenômenos do mundo.   

e) O desenvolvimento do raciocínio abstrato.   

4. (Ufu 2019) Quando olhamos em torno de nós na direção dos objetos externos e consideramos a ação das causas, não somos jamais capazes, a partir de um único caso, de descobrir algum poder ou conexão necessária, alguma qualidade que ligue o efeito à causa e torne uma consequência infalível do outro como, por exemplo, o impulso de uma bola de bilhar é acompanhado pelo movimento da segunda. Eis tudo o que se manifesta aos sentidos externos.

HUME, David. Investigação acerca do entendimento humano. In: Os Pensadores. Tradução: AIEX, A. São Paulo: Nova Cultural, 1999. p. 76.

Considerando-se o excerto acima, segundo Hume, o que permite que o entendimento humano seja alcançado é a suposição de que as causas e os efeitos dos acontecimentos sejam conhecidos.

Nesse sentido, é correto afirmar que esse conhecimento é consequência

a) da razão.   

b) da causa.    

c) do efeito.    

d) do hábito.    

5. (Enem PPL 2018) Quando analisamos nossos pensamentos ou ideias, por mais complexos e sublimes que sejam, sempre descobrimos que se resolvem em ideias simples que são cópias de uma sensação ou sentimento anterior. Mesmo as ideias que, à primeira vista, parecem mais afastadas dessa origem mostram, a um exame mais atento, ser derivadas dela.

HUME, D. Investigação sobre o entendimento humano. São Paulo: Abril Cultural, 1973.

Depreende-se deste excerto da obra de Hume que o conhecimento tem a sua gênese na

a) convicção inata.    

b) dimensão apriorística.    

c) elaboração do intelecto.    

d) percepção dos sentidos.    

e) realidade transcendental.    

6. (Uem 2018) “Devemos recorrer a dois princípios bastante manifestos na natureza humana. O primeiro é a simpatia, ou seja, a comunicação de sentimentos e paixões [...]. Tão estreita e íntima é a correspondência entre as almas dos seres humanos que, assim que uma pessoa se aproxima de mim, ela me transmite todas as suas opiniões, influenciando meu julgamento em maior ou menor grau. Embora, muitas vezes, minha simpatia por ela não chegue ao ponto de me fazer mudar inteiramente meus sentimentos e modos de pensar, raramente [a simpatia] é tão fraca que não perturbe o tranquilo curso do meu pensamento, dando autoridade à opinião que me é recomendada por seu assentimento. O segundo princípio para o qual chamarei a atenção é o da comparação, ou seja, a variação de nossos juízos acerca dos objetos segundo a proporção entre estes e aqueles com os quais comparamos. [...]. Nenhuma comparação é mais óbvia que a comparação conosco; por isso, ela tem lugar em todas as ocasiões e influencia a maioria de nossas paixões. Esse tipo de comparação é diretamente contrário à simpatia em seu modo de operar.”

(HUME, D. Tratado da natureza humana. In: SAVIAN FILHO. J. Filosofia e filosofias: existência e sentidos. Belo Horizonte: Autêntica Editora, 2016, p. 272).

A partir do texto, assinale o que for correto.

01) Entende-se que a simpatia consiste na experiência na qual uma pessoa é influenciada por outra.   

02) Para Hume, não é a razão que leva os seres humanos a agir, e sim as emoções.   

04) Hume desenvolveu um sistema filosófico moral fundamentado na razão e nos limites dela.   

08) É próprio da comparação o fechamento em si, pois aquele que compara não está sujeito à influência.   

16) Simpatia e comparação não interferem diretamente em nosso comportamento moral.   

A soma correta é:

a)   01 + 02 + 08 = 11.

b)  01 + 02 + 04 + 08 = 15

c)   02 + 04 + 08 = 14

d)  04 + 08 + 16 = 28

e)   01 + 02 + 16 = 19


7. (Ufu 2017) Hume descreveu a confiança que o entendimento humano deposita na probabilidade dos resultados dos eventos observados na natureza. Ele comparou essa convicção ao lançamento de dados, cujas faces são previamente conhecidas, porém, nas palavras do filósofo:

[...] verificando que maior número de faces aparece mais em um evento do que no outro, o espírito [o entendimento humano] converge com mais frequência para ele e o encontra muitas vezes ao considerar as várias possibilidades das quais depende o resultado definitivo.
HUME, D. Investigação acerca do entendimento humano. Tradução de Anoar Aiex. São Paulo: Nova Cultural, 1989, p. 93. Coleção “Os Pensadores”.

Esse tipo de raciocínio, descrito por Hume, conduz o entendimento humano a uma situação distinta da certeza racional, uma espécie de “falha”, representada pelo(a)

a) verdade da fantasia, que é superior à certeza racional.    

b) crença, que ocupa o lugar da certeza racional.   

c) sentido visual, que é mais verídico que a certeza sensível.    

d) ideia inata, que atua como o a priori da razão humana.    

8. (Uel 2017) Podemos definir uma causa como um objeto, seguido de outro, tal que todos os objetos semelhantes ao primeiro são seguidos por objetos semelhantes ao segundo. Ou, em outras palavras, tal que, se o primeiro objeto não existisse, o segundo jamais teria existido. O aparecimento de uma causa sempre conduz a mente, por uma transição habitual, à ideia do efeito; disso também temos experiência.

Em conformidade com essa experiência, podemos, portanto, formular uma outra definição de causa e chamá-la um objeto seguido de outro, e cujo aparecimento sempre conduz o pensamento àquele outro. Mas, não temos ideia dessa conexão, nem sequer uma noção distinta do que é que desejamos saber quando tentamos concebê-las.

Adaptado de: HUME, D. Investigação sobre o entendimento humano e sobre os princípios da moral. Seção VII, 29. Trad. José Oscar de Almeida Marques. São Paulo: UNESP, 2004. p. 115.

Com base no texto e nos conhecimentos acerca das noções de causa e efeito em David Hume, assinale a alternativa correta.

a) As noções de causa e efeito fazem parte da realidade e por isso os fenômenos do mundo são explicados através da indicação da causa.   

b) A presença do efeito revela a causa nele envolvida, o que garante a explicação de determinado acontecimento.   

c) A causa e o efeito são noções que se baseiam na experiência e, por meio dela, são apreendidas.   

d) A causa e o efeito são conhecidos objetivamente pela mente e não por hábitos formados pela percepção do mundo.   

e) A causa e o efeito proporcionam, necessariamente, explicações válidas sobre determinados fatos e acontecimentos.   

9. (Enem 2ª aplicação 2016) Pode-se admitir que a experiência passada dá somente uma informação direta e segura sobre determinados objetos em determinados períodos do tempo, dos quais ela teve conhecimento. Todavia, é esta a principal questão sobre a qual gostaria de insistir: por que esta experiência tem de ser estendida a tempos futuros e a outros objetos que, pelo que sabemos, unicamente são similares em aparência. O pão que outrora comi alimentou-me, isto é, um corpo dotado de tais qualidades sensíveis estava, a este tempo, dotado de tais poderes desconhecidos. Mas, segue-se daí que este outro pão deve também alimentar-me como ocorreu na outra vez, e que qualidades sensíveis semelhantes devem sempre ser acompanhadas de poderes ocultos semelhantes? A consequência não parece de nenhum modo necessária.

HUME, D. Investigação acerca do entendimento humano. São Paulo: Abril Cultural, 1995.

O problema descrito no texto tem como consequência a

a) universabilidade do conjunto das proposições de observação.   

b) normatividade das teorias científicas que se valem da experiência.   

c) Dificuldade de se fundamentar as leis científicas em bases empíricas.   

d) inviabilidade de se considerar a experiência na construção da ciência.   

e) correspondência entre afirmações singulares e afirmações universais.   

10. (Enem 2015) Todo o poder criativo da mente se reduz a nada mais do que a faculdade de compor, transpor, aumentar ou diminuir os materiais que nos fornecem os sentidos e a experiência. Quando pensamos em uma montanha de ouro, não fazemos mais do que juntar duas ideias consistentes, ouro e montanha, que já conhecíamos. Podemos conceber um cavalo virtuoso, porque somos capazes de conceber a virtude a partir de nossos próprios sentimentos, e podemos unir a isso a figura e a forma de um cavalo, animal que nos é familiar.

HUME, D. Investigação sobre o entendimento humano. São Paulo: Abril Cultural, 1995.

Hume estabelece um vínculo entre pensamento e impressão ao considerar que

a) os conteúdos das ideias no intelecto têm origem na sensação.   

b) o espírito é capaz de classificar os dados da percepção sensível.   

c) as ideias fracas resultam de experiências sensoriais determinadas pelo acaso.   

d) os sentimentos ordenam como os pensamentos devem ser processados na memória.   

e) as ideias têm como fonte específica o sentimento cujos dados são colhidos na empiria.   

11. (Ufsj 2013) Para David Hume, “os homens são, em grande medida, governados pelo interesse” e isso é perfeitamente visível, já que

a) “tradicionalmente o interesse tem sido visto de dentro para fora, como algo que observamos em nós mesmos, mais do que alguma coisa que outros possam exibir”.   

b) “mesmo quando estendem suas preocupações para além de si mesmos, não as levam muito longe; na vida corrente não é muito comum olhar para além dos amigos mais próximos e dos conhecidos”.   

c) “vão traduzindo a necessidade que eles têm de se relacionar a partir de um interesse particular, e isso vem somar-se à sua capacidade para a socialização para o seu próprio bem-estar”.   

d) “as suas atitudes morais traduzem as suas condutas solipsistas votadas aos mais distintos interesses materiais e espirituais”.   

12. (Enem PPL 2013) O contrário de um fato qualquer é sempre possível, pois, além de jamais implicar uma contradição, o espírito o concebe com a mesma facilidade e distinção como se ele estivesse em completo acordo com a realidade. Que o Sol não nascerá amanhã é tão inteligível e não implica mais contradição do que a afirmação de que ele nascerá. Podemos em vão, todavia, tentar demonstrar sua falsidade de maneira absolutamente precisa. Se ela fosse demonstrativamente falsa, implicaria uma contradição e o espírito nunca poderia concebê-la distintamente, assim como não pode conceber que 1 + 1 seja diferente de 2.

HUME, D. Investigação acerca do entendimento humano. São Paulo: Nova Cultural, 1999 (adaptado).

O filósofo escocês David Hume refere-se a fatos, ou seja, a eventos espaço-temporais, que acontecem no mundo. Com relação ao conhecimento referente a tais eventos, Hume considera que os fenômenos

a) acontecem de forma inquestionável, ao serem apreensíveis pela razão humana.   

b) ocorrem de maneira necessária, permitindo um saber próximo ao de estilo matemático.   

c) propiciam segurança ao observador, por se basearem em dados que os tornam incontestáveis.   

d) devem ter seus resultados previstos por duas modalidades de provas, com conclusões idênticas.   

e) exigem previsões obtidas por raciocínio, distinto do conhecimento baseado em cálculo abstrato.   

13. (Enem 2015) Todo o poder criativo da mente se reduz a nada mais do que a faculdade de compor, transpor, aumentar ou diminuir os materiais que nos fornecem os sentidos e a experiência. Quando pensamos em uma montanha de ouro, não fazemos mais do que juntar duas ideias consistentes, ouro e montanha, que já conhecíamos. Podemos conceber um cavalo virtuoso, porque somos capazes de conceber a virtude a partir de nossos próprios sentimentos, e podemos unir a isso a figura e a forma de um cavalo, animal que nos é familiar. 

HUME, D. Investigação sobre o entendimento humano. São Paulo: Abril Cultural, 1995.

Hume estabelece um vínculo entre pensamento e impressão ao considerar que

a) os conteúdos das ideias no intelecto têm origem na sensação.   

b) o espírito é capaz de classificar os dados da percepção sensível.   

c) as ideias fracas resultam de experiências sensoriais determinadas pelo acaso.   

d) os sentimentos ordenam como os pensamentos devem ser processados na memória.   

e) as ideias têm como fonte específica o sentimento cujos dados são colhidos na empiria.   

14. (Uel 2015) As ideias produzem as imagens de si mesmas em novas ideias, mas, como se supõe que as primeiras ideias derivam de impressões, continua ainda a ser verdade que todas as nossas ideias simples procedem, mediata ou imediatamente, das impressões que lhes correspondem.

HUME, D. Tratado da Natureza Humana. Trad. De Serafim da Silva Fontes. Lisboa: Fundação Calouste Gulbenkian, 2001. p.35.

Com base no texto e nos conhecimentos sobre a questão da sensibilidade, razão e verdade em David Hume, considere as afirmativas a seguir.

I. Geralmente as ideias simples, no seu primeiro aparecimento, derivam das impressões simples que lhes correspondem.

II. A conexão entre as ideias e as impressões provém do acaso, de modo que há uma independência das ideias com relação às impressões.

III. As ideias são sempre as causas de nossas impressões.

IV. Assim como as ideias são as imagens das impressões, é também possível formar ideias secundárias, que são imagens das ideias primárias.

Assinale a alternativa correta.

a) Somente as afirmativas I e II são corretas.   

b) Somente as afirmativas I e IV são corretas.   

c) Somente as afirmativas III e IV são corretas.   

d) Somente as afirmativas I, II e III são corretas.   

e) Somente as afirmativas II, III e IV são corretas.   

 

15. (Ufsj 2013) Segundo David Hume, “Todo raciocínio abstruso apresenta um mesmo inconveniente”, porque 

a) “pode silenciar o antagonista sem convencê-lo; e para nos darmos conta de sua força, precisamos dedicar-lhe um estudo tão intenso quanto o que foi necessário para sua invenção”. 

b) “impregna a mente humana com conceitos do idealismo que o induzem ao holismo moderno”. 

c) “justifica a disposição que a mente humana tem para se inclinar ao silogismo moderno”. 

d) “convida o raciocínio a enigmáticas considerações, direcionando-o ao ceticismo quinhentista”. 

16. (Ufsj 2013) Para David Hume, “os homens são, em grande medida, governados pelo interesse” e isso é perfeitamente visível, já que 

a) “tradicionalmente o interesse tem sido visto de dentro para fora, como algo que observamos em nós mesmos, mais do que alguma coisa que outros possam exibir”. 

b) “mesmo quando estendem suas preocupações para além de si mesmos, não as levam muito longe; na vida corrente não é muito comum olhar para além dos amigos mais próximos e dos conhecidos”. 

c) “vão traduzindo a necessidade que eles têm de se relacionar a partir de um interesse particular, e isso vem somar-se à sua capacidade para a socialização para o seu próprio bem-estar”. 

d) “as suas atitudes morais traduzem as suas condutas solipsistas votadas aos mais distintos interesses materiais e espirituais”. 

17. (Enem 2012) 

TEXTO I

Experimentei algumas vezes que os sentidos eram enganosos, e é de prudência nunca se fiar inteiramente em quem já nos enganou uma vez.

DESCARTES, R. Meditações Metafísicas. São Paulo: Abril Cultural, 1979.

 

TEXTO II

Sempre que alimentarmos alguma suspeita de que uma ideia esteja sendo empregada sem nenhum significado, precisaremos apenas indagar: de que impressão deriva esta suposta ideia? E se for impossível atribuir-lhe qualquer impressão sensorial, isso servirá para confirmar nossa suspeita.

HUME, D. Uma investigação sobre o entendimento. São Paulo: Unesp, 2004 (adaptado).

 

Nos textos, ambos os autores se posicionam sobre a natureza do conhecimento humano. A comparação dos excertos permite assumir que Descartes e Hume 

a) defendem os sentidos como critério originário para considerar um conhecimento legítimo. 

b) entendem que é desnecessário suspeitar do significado de uma ideia na reflexão filosófica e crítica. 

c) são legítimos representantes do criticismo quanto à gênese do conhecimento. 

d) concordam que conhecimento humano é impossível em relação às ideias e aos sentidos. 

e) atribuem diferentes lugares ao papel dos sentidos no processo de obtenção do conhecimento. 

18. (Ufu 2012) O texto abaixo comenta a correlação entre ideias e impressões em David Hume.

Em contrapartida, vemos que qualquer impressão, da mente ou do corpo, é constantemente seguida por uma ideia que a ela se assemelha, e da qual difere apenas nos graus de força e vividez. A conjunção constante de nossas percepções semelhantes é uma prova convincente de que umas são as causas das outras; [...].

HUME, D. Tratado da natureza humana. São Paulo: Editora da Unesp/Imprensa Oficial do Estado, 2001. p. 29.

Assinale a alternativa que, de acordo com Hume, indica corretamente o modo como a mente adquire as percepções denominadas ideias. 

a) Todas as nossas ideias são formas a priori da mente e, mediante essas ideias, organizamos as respectivas impressões na experiência. 

b) Todas as nossas ideias advêm das nossas experiências e são cópias das nossas impressões, as quais sempre antecedem nossas ideias. 

c) Todas as nossas ideias são cópias de percepções inteligíveis, que adquirimos através de uma experiência metafísica, que transcende toda a realidade empírica. 

d) Todas as nossas ideias já existem de forma inata, e são apenas preenchidas pelas impressões, no momento em que temos algum contato com a experiência. 

19. (Ueg 2012) David Hume nasceu na cidade de Edimburgo, em pleno Século das Luzes, denominação pela qual ficou conhecido o século XVIII. Para investigar a origem das ideias e como elas se formam, Hume parte, como a maioria dos filósofos empiristas, do cotidiano das pessoas. Do ponto de vista de um empirista, 

a) não existem ideias inatas.
b) não existem ideias abstratas.
c) não existem ideias a posteriori.
d) não existem ideias formadas pela experiência.

20. (Ufsj 2012) David Hume afirma que “a razão, em sentido estrito e filosófico, só pode influenciar nossa conduta de duas maneiras”, a saber: 

a) “a razão por si só funda a moral humana e como tal nela encontra respaldo para instaurar influências, além disso, reduz o campo de influência dogmática sobre a conduta humana”. 

b) “ao reconhecer o estatuto racional que fundamenta e legitima a paixão, a moral se estabelece como consequência dessa razão em si mesma, além de determinar o sujeito que age”. 

c) “despertando uma paixão ao nos informar sobre a existência de alguma coisa que é um objeto próprio dessa paixão ou descobrindo a conexão de causas e efeitos de modo a nos dar meios de exercer uma paixão qualquer”. 

d) “razão e ação prática são princípios ativos fundamentais que conferem poderes aos corpos externos ou às ações racionais ou se fundam, exclusivamente, na intenção que é peculiar ao indivíduo”. 

21. (Ufsj 2012) Os termos “impressões” e “ideias”, para David Hume, são, respectivamente, por ele definidos como 

a) “nossas percepções mais fortes, tais como nossas sensações, afetos e sentimentos; percepções mais fracas ou cópias daquelas na memória e imaginação”. 

b) “aquilo que se imprime à memória e nos permite ativar a imaginação; lampejos inéditos sobre o objeto e sua natureza”. 

c) “o que fica impresso na memória independentemente da força: ação de criar a partir do dado sensorial”. 

d) “vaga noção do sensível; raciocínio com força de lei que legitima a natureza no âmbito da razão”. 

22. (Ufsj 2011) Sobre a origem da justiça, Hume afirma que: 

a) “O senso de justiça é derivado da virtude, que por sua vez move toda e qualquer mudança na esfera do comportamento humano”. 

b) “A justiça tira sua origem exclusivamente do egoísmo e da generosidade restrita aos Homens em conjunto com a escassez das provisões que a natureza ofereceu para suas necessidades”. 

c) “As impressões dão origem ao senso de justiça e são naturais à mente humana”. 

d) “A justiça tem sua origem nas regas naturais e buscam seu fim em interesses gerados pelas paixões mais profundas dos homens”. 

23. (Ufsj 2011) “Os homens são frequentemente governados por seus deveres, abstendo-se de determinadas ações porque as julgam injustas, sendo impelidos a outras porque julgam tratar-se de uma obrigação”.

Com esse argumento, Hume quer demonstrar que 

a) as regras morais são, por conseguinte, conclusões da razão humana. 

b) a moral, porque deriva-se da razão, tem influência direta sobre as ações e os fatos. 

c) a moral é uma filosofia prática e supõe-se que influencie paixões e ações humanas e vai além dos juízos calmos e impassíveis do entendimento. 

d) há, nos homens, uma necessidade e uma emergência que os impele ao exercício prático da razão. 

24. (Ufsj 2011) A razão, para Hume, é: 

a) “a descoberta da verdade ou da falsidade. A verdade e a falsidade consistem no acordo e desacordo seja quanto à relação real de ideias, seja quanto à existência e aos fatos reais”. 

b) “nossas propensões naturais e distinções morais implicam, necessariamente, uma razão inata”. 

c) “os concomitantes da ação induzem a uma concepção notória daquilo que se pode determinar como universo da razão”. 

d) “em sentido estrito e filosófico, a razão nos informa sobre os critérios e conexões entre as paixões e desafetos humanos”.

25. (Ufsj 2013) Leia atentamente os fragmentos abaixo.

I. “Também tem sido frequentemente ensinado que a fé e a santidade não podem ser atingidas pelo estudo e pela razão, mas sim por inspiração sobrenatural, ou infusão, o que, uma vez aceita, não vejo por que razão alguém deveria justificar a sua fé...”.

II. “O homem não é a consequência duma intenção própria duma vontade, dum fim; com ele não se fazem ensaios para obter-se um ideal de humanidade; um ideal de felicidade ou um ideal de moralidade; é absurdo desviar seu ser para um fim qualquer”.

III. “(...) podemos estabelecer como máxima indubitável que nenhuma ação pode ser virtuosa ou moralmente boa, a menos que haja na natureza humana algum motivo que a produza, distinto do senso de sua moralidade”.

IV. “A má-fé é evidentemente uma mentira, porque dissimula a total liberdade do compromisso. No mesmo plano, direi que há também má-fé, escolho declarar que certos valores existem antes de mim (...).”

Os quatro fragmentos de texto acima são, respectivamente, atribuídos aos seguintes pensadores

a) Nietzsche, Sartre, Hobbes, Hume.   

b) Hobbes, Nietzsche, Hume, Sartre.   

c) Hume, Nietzsche, Sartre, Hobbes.   

d) Sartre, Hume, Hobbes, Nietzsche.   






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