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1. (Fuvest 2021) Romance LIII ou Das Palavras Aéreas

 Ai, palavras, ai, palavras,

que estranha potência, a vossa!

Ai, palavras, ai, palavras,

sois de vento, ides no vento,

no vento que não retorna,

e, em tão rápida existência,

tudo se forma e transforma!

 

Sois de vento, ides no vento,

e quedais, com sorte nova! (...)

 

Ai, palavras, ai, palavras,

que estranha potência, a vossa!

Perdão podíeis ter sido!

– sois madeira que se corta,

– sois vinte degraus de escada,

– sois um pedaço de corda...

– sois povo pelas janelas,

cortejo, bandeiras, tropa...

 

Ai, palavras, ai, palavras,

que estranha potência, a vossa!

Éreis um sopro na aragem...

– sois um homem que se enforca!

Cecília Meireles, Romanceiro da Inconfidência.

 

Ao substituir a pessoa verbal utilizada para se referir ao substantivo “palavras” pela 3ª pessoa do plural, os verbos dos versos “sois de vento, ides no vento,” (v. 4) / “Perdão podíeis ter sido!” (v. 12)! “Éreis um sopro na aragem (v. 20) seriam conjugados conforme apresentado na alternativa:

a) são, vão, podiam, eram.   

b) seriam, iriam, podiam, serão.   

c) eram, foram, poderiam, seriam.   

d) são, vão, poderiam, eram.   

e) eram, iriam, podiam, seriam.   

2. (Cftmg 2020) Estava feliz, superfeliz. Só me imaginava na tal fazenda, andando a cavalo, indo ao curral tomar leite direto da vaca, correndo no meio dos cachorros, comendo pães feitos em casa bem cedo pela manhã, caindo na piscina, saboreando a cara de banana da minha irmã ao me ver chegar e ao saber como eu tinha sido brilhante; enfim, tudo de bom.

LACERDA, Rodrigo. O Fazedor de Velhos. São Paulo: Companhia das Letras, 2017. p. 27.

No fragmento, o emprego do gerúndio expressa

a) o presente da narrativa.   

b) as expectativas do narrador.    

c) a simultaneidade de ações.    

d) os acontecimentos relembrados.    

3. (Epcar (Afa) 2020) Poesia

Gastei a manhã inteira pensando um verso

que a pena não quer escrever.

No entanto ele está cá dentro

inquieto, vivo.

Ele está cá dentro

e não quer sair.

Mas a poesia deste momento

inunda minha vida inteira.

(ANDRADE, Carlos Drummond de. Alguma poesia. 8. ed. Rio de Janeiro: Record, 2007, p. 45.)

Assinale a alternativa INCORRETA referente ao texto “Poesia”.

a) “No entanto”, no terceiro verso, e “Mas”, no penúltimo verso, têm sentido adversativo; reforçam a luta do poeta com as palavras.   

b) No segundo verso, “que a pena não quer escrever”, a forma verbal apropriada, para o racionalismo que o poema defende, seria “quis escrever”.    

c) O poema fala da própria busca da poesia. Trata-se de um texto metalinguístico.    

d) Em “inunda minha vida inteira” há um exagero verbal, que recebe o nome de hipérbole; o exagero nasce do contentamento do eu-lírico.    

4. (Enem 2020) DECRETO N. 28 314, DE 28 DE SETEMBRO DE 2007

 Demite o Gerúndio do Distrito Federal

e dá outras providências.

 

            O GOVERNADOR DO DISTRITO FEDERAL, no uso das atribuições que lhe confere o artigo 100, incisos VII e XXVI, da Lei Orgânica do Distrito Federal, DECRETA:

Art. 1º Fica demitido o Gerúndio de todos os órgãos do Governo do Distrito Federal.

Art. 2º Fica proibido, a partir desta data, o uso do gerúndio para desculpa de INEFICIÊNCIA.

Art. 3º Este Decreto entra em vigor na data de sua publicação.

Art. 4º Revogam-se as disposições em contrário.

Brasília, 28 de setembro de 2007.

119º da República e 48º de Brasília

Disponível em: www.dodf.gov.br. Acesso em: 11 dez. 2017.

Esse decreto pauta-se na ideia de que o uso do gerúndio, como “desculpa de ineficiência”, indica

a) conclusão de uma ação.   

b) realização de um evento.   

c) repetição de uma prática.   

d) continuidade de um processo.   

e) transferência de responsabilidade.   

5. (Fuvest 2020) Leia o trecho extraído de uma notícia veiculada na internet:

“O carro furou o pneu e bateu no meio fio, então eles foram obrigados a parar. O refém conseguiu acionar a população, que depois pegou dois dos três indivíduos e tentaram linchar eles. O outro conseguiu fugir, mas foi preso momentos depois por uma viatura do 5º BPM”, afirmou o major.

Disponível em https://www.gp1.com.br/.

No português do Brasil, a função sintática do sujeito não possui, necessariamente, uma natureza de agente, ainda que o verbo esteja na voz ativa, tal como encontrado em:

a) “O carro furou o pneu”.   

b) “e bateu no meio fio”.   

c) “O refém conseguiu acionar a população”.   

d) “tentaram linchar eles”.   

e) “afirmou o major”.   

6. (IFPE 2020) O uso da função apelativa é predominante nas campanhas comunitárias. O texto, produzido pelo Ministério Público de Goiás, reforça essa função ao priorizar o protagonismo do interlocutor. Isso pode ser comprovado a partir do uso

a) da logomarca do Ministério Público.   

b) de verbos no imperativo.   

c) da imagem no centro do texto.   

d) de letras com formatação diferente.    

e) do número telefônico que receberá a denúncia.   

7. (Famema 2020) Leia a charge do cartunista Duke para responder à(s) questão(ões) a seguir.

Nas perguntas do médico “Tem praticado atividades físicas? Mudou hábitos alimentares?”, o sujeito das orações remete a “você”. Se os sujeitos fossem “atividades físicas” e “hábitos alimentares”, essas perguntas assumiriam, em conformidade com a norma-padrão, a seguinte redação:

a) Têm sido praticado atividades físicas? Mudaram-se hábitos alimentares?   

b) Vêm-se praticando atividades físicas? Mudou-se hábitos alimentares?    

c) Têm sido praticadas atividades físicas? Mudaram hábitos alimentares?   

d) Atividades físicas tem sido praticadas? Mudou-se hábitos alimentares?   

e) Atividades físicas vem sendo praticadas? Mudou hábitos alimentares?   

8. (IFPE 2020) Observe o segundo quadrinho do texto.

Oração 1 – Porque não cuida da sua vida?... Guri!

Oração 2 – Estou cuidando!

Sabendo que o verbo “cuidar”, no sentido em que aparece no texto, é transitivo indireto, é CORRETO afirmar que, na oração 2, o verbo utilizado

a) também é transitivo indireto, levando em conta que uma parte da Oração 2 está oculta.   

b) é intransitivo, ou seja, não necessita de complemento verbal.   

c) é transitivo direto, já que não exige preposição.   

d) é, ao mesmo tempo, transitivo direto e indireto, pois aceita qualquer tipo de complemento verbal.   

e) pode variar a transitividade dependendo da oração apresentada no 3º quadrinho.   

9. (Enem 2019) Toca a sirene na fábrica,

e o apito como um chicote

bate na manhã nascente

e bate na tua cama

no sono da madrugada.

Ternuras da áspera lona

pelo corpo adolescente.

É o trabalho que te chama.

Às pressas tomas o banho,

tomas teu café com pão,

tomas teu lugar no bote

no cais do Capibaribe.

Deixas chorando na esteira

teu filho de mãe solteira.

Levas ao lado a marmita,

contendo a mesma ração

do meio de todo o dia,

a carne-seca e o feijão.

De tudo quanto ele pede

dás só bom-dia ao patrão,

e recomeças a luta

na engrenagem da fiação.

MOTA, M. Canto ao meio. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 1964.

Nesse texto, a mobilização do uso padrão das formas verbais e pronominais

a) ajuda a localizar o enredo num ambiente estático.   

b) auxilia na caracterização física do personagem principal.   

c) acrescenta informações modificadoras às ações dos personagens.   

d) alterna os tempos da narrativa, fazendo progredir as ideias do texto.   

e) está a serviço do projeto poético, auxiliando na distinção dos referentes.   

10. (Eear 2019) O lema da tropa

O destemido tenente, no seu primeiro dia como comandante de uma fração de tropa, vendo que alguns de seus combatentes apresentavam medo e angústia diante da barbárie da guerra, gritou, com firmeza, para inspirar seus homens a enfrentarem o grupamento inimigo que se aproximava:

– Ou mato ou morro!

Ditas essas palavras, metade de seus homens fugiu para o mato e outra metade fugiu para o morro.

Considere o seguinte trecho do texto:

“– Ou mato ou morro!

Ditas essas palavras, metade de seus homens fugiu para o mato e outra metade fugiu para o morro.”

No fragmento acima, para que houvesse redução de possibilidades interpretativas, do ponto de vista morfológico, e manutenção do sentido original desejado pelo tenente, bastaria que ele, ao encorajar seus combatentes,

a) acrescentasse preposições, como, por exemplo, “para”, antes dos substantivos, criando locuções adverbiais.   

b) acrescentasse determinantes às palavras, como, por exemplo, o artigo definido “o” antes dos substantivos.   

c) conjugasse os verbos pronunciados no tempo presente do modo indicativo.   

d) pronunciasse as palavras considerando-as como verbos na forma nominal do infinitivo.   

11. (IFSUL 2019) Acerca do texto, nas orações: “se as eleições fossem ontem” e em “quem você teria votado e se arrependido”, é INCORRETO afirmar que

a) a classificação gramatical do SE, respectivamente, é conjunção e pronome.   

b) a conjunção SE poderia ser substituída, sem alteração de sentido, pelo nexo oracional CASO.   

c) o pronome SE é atraído pela conjunção E, havendo, portanto, uma ênclise.   

d) a classificação do verbo utilizado na primeira oração é pretérito imperfeito do subjuntivo.   

12. (Espm 2019) Assinale a afirmação correta sobre o trecho: “... testemunhas contra e a favor do juiz devem ser ouvidas na sexta...” A frase está: 

Aborto, porte de armas e o presiden­te Donald Trump foram alguns dos assuntos que dominaram a primeira audiência de confirmação do juiz conservador Brett Ka­vanaugh para a Suprema Corte dos Esta­dos Unidos, realizada em meio a protestos de ativistas e tentativas de adiamento do processo por parte de democratas.

Kavanaugh passará por mais dois dias de sabatina, na quarta e na quinta, e tes­temunhas contra e a favor do juiz devem ser ouvidas na sexta.

(Folha de S.Paulo, 04/09/2018)

 

a) na voz passiva analítica, enfatizando o su­jeito paciente “testemunhas”, alvo do pro­cesso verbal.    

b) na voz ativa, enfatizando o agente indeter­minado do processo expresso pelo verbo.    

c) na voz passiva sintética e, se transpusés­semos para a voz ativa, teríamos “devem ouvir testemunhas contra e a favor do juiz na sexta”, enfatizando o sujeito indetermi­nado.    

d) na voz passiva analítica e, se transpusés­semos para a voz ativa, teríamos “ouvirão testemunhas contra e a favor do juiz na sexta”, realçando o sujeito indeterminado na ação de ouvir.    

e) na voz passiva e, se transpuséssemos para a voz ativa, teríamos “deverão ouvir teste­munhas contra e a favor do juiz na sexta”, dando destaque em “testemunhas”.    

13. (Enem 2018) Certa vez minha mãe surrou-me com uma corda nodosa que me pintou as costas de manchas sangrentas. Moído, virando a cabeça com dificuldade, eu distinguia nas costelas grandes lanhos vermelhos. Deitaram-me, enrolaram-me em panos molhados com água de sal – e houve uma discussão na família. Minha avó, que nos visitava, condenou o procedimento da filha e esta afligiu-se. Irritada, ferira-me à toa, sem querer. Não guardei ódio a minha mãe: o culpado era o nó.

RAMOS, G. Infância. Rio de Janeiro: Record, 1998.

Num texto narrativo, a sequência dos fatos contribui para a progressão temática. No fragmento, esse processo é indicado

a) pela a alternância das pessoas do discurso que determinam o foco narrativo.   

b) utilização de formas verbais que marcam tempos narrativos variados.    

c) indeterminação dos sujeitos de ações que caracterizam os eventos narrados.    

d) justaposição de frases que relacionam semanticamente os acontecimentos narrados.    

e) recorrência de expressões adverbiais que organizam temporalmente a narrativa.    

14. (IFBA 2018) Sobre as formas verbais da tira: 

 

a) Em “estou arruinando”, temos um verbo no presente e um verbo no particípio.    

b) Em “estou ficando viciado”, temos um verbo no presente, um verbo no gerúndio e um verbo no particípio.    

c) Em “preciso fazer”, temos um verbo no presente e um verbo no particípio.    

d) Em “preciso de ajuda”, temos um verbo no presente, acompanhado de um verbo no particípio.   

e) Em “dá para achar”, temos dois verbos no presente do indicativo.   

15. (Mackenzie 2018) Carta do escritor Graciliano Ramos ao pintor Cândido Portinari

Rio – 18 – Fevereiro – 1946

1Caríssimo Portinari:

A sua carta chegou muito atrasada, e receio que 2esta resposta já não 3o ache 4fixando na tela a nossa pobre gente da roça. Não há trabalho mais digno, penso eu. 5Dizem que somos pessimistas e exibimos deformações; 6contudo as deformações e miséria existem fora da arte e são cultivadas pelos que nos censuram.

O que às vezes pergunto 7a mim mesmo, com angústia, Portinari, é 8isto: se elas desaparecessem, poderíamos continuar a trabalhar? Desejamos realmente que elas desapareçam ou seremos também uns exploradores, tão perversos como os outros, quando expomos desgraças? Dos quadros que você mostrou 9quando almocei no Cosme Velho pela última vez, o que mais me comoveu foi aquela mãe com a criança morta. Saí de sua casa com um pensamento horrível: numa sociedade sem classes e sem miséria seria possível fazer-se aquilo? Numa vida tranquila e feliz que espécie de arte surgiria? Chego a pensar que faríamos cromos, anjinhos cor-de-rosa, e isto me horroriza.

Felizmente a dor existirá sempre, a 10nossa velha amiga, nada a suprimirá. E 11seríamos ingratos se 12desejássemos a supressão dela, não 13lhe parece? Veja como os nossos ricaços em geral são burros.

Julgo naturalmente que seria bom enforcá-los, mas se isto nos trouxesse tranquilidade e felicidade, eu ficaria bem desgostoso, porque não nascemos para tal sensaboria. O meu desejo é que, eliminados os ricos de qualquer modo e os sofrimentos causados por eles, venham novos sofrimentos, 14pois sem isto não temos arte.

E adeus,15 meu grande Portinari. Muitos abraços para você e para Maria.

Graciliano

sensaboria: contratempo, monotonia

Assinale a alternativa correta.

a) O sufixo de superlativo em caríssimo (referência 1) e a expressão meu grande (referência 15) indiciam o grau de afetividade que une emissor e destinatário da carta.    

b) O pronome esta (referência 2) pode ser substituído por “essa” sem prejuízo para o uso correto da norma culta escrita do português brasileiro.    

c) A forma do verbo em fixando (referência 4) denota que a ação a que se faz referência é considerada em seu estado concluído e final.    

d) O uso do pronome nossa (referência 10) evidencia que o emissor da carta delimita de maneira irrefutável sua separação e distância em relação ao destinatário.    

e) Os verbos seríamos (referência 11) e desejássemos (referência 12) exprimem o sentido de ações que são dadas como certas e realizadas.    

16. (Enem PPL 2017) Pela primeira vez na vida teve pena de haver tantos assuntos no mundo que não compreendia e esmoreceu. Mas uma mosca fez um ângulo reto no ar, depois outro, além disso, os seis anos são uma idade de muitas coisas pela primeira vez, mais do que uma por dia e, por isso, logo depois, arribou. Os assuntos que não compreendia eram uma espécie de tontura, mas o Ilídio era forte.

Se calhar estava a falar de tratar da cabra: nunca esqueças de tratar da cabra. O Ilídio não gostava que a mãe o mandasse tratar da cabra. Se estava ocupado a contar uma história a um guarda-chuva, não queria ser interrompido. Às vezes, a mãe escolhia os piores momentos para chamá-lo, ele podia estar a contemplar um segredo, por isso, assustava-se e, depois, irritava-se. Às vezes, fazia birras no meio da rua. A mãe envergonhava-se e, mais tarde, em casa, dizia que as pessoas da vila nunca tinham visto um menino tão velhaco. O Ilídio ficava enxofrado, mas lembrava-se dos homens que lhe chamavam reguila, diziam ah, reguila de má raça. Com essa memória, recuperava o orgulho. Era reguila, não era velhaco. Essa certeza dava-lhe forças para protestar mais, para gritar até, se lhe apetecesse.

PEIXOTO, J. L. Livro. São Paulo: Cia. das Letras, 2012.

No texto, observa-se o uso característico do português de Portugal, marcadamente diferente do uso do português do Brasil. O trecho que confirma essa afirmação é:

a) “Pela primeira vez na vida teve pena de haver tantos assuntos no mundo que não compreendia e esmoreceu.   

b) “Os assuntos que não compreendia eram uma espécie de tortura, mas o Idílio era forte.    

c) “Essa certeza dava-lhe forças para protestar mais, para gritar até, se lhe apetecesse.”    

d) “Se calhar estava a falar de tratar da cabra: nunca esqueças de tratar da cabra.”    

e) “O Ilídio não gostava que a mãe o mandasse tratar da cabra.”    

17. (Enem 2017) João/Zero (Wagner Moura) é um cientista genial, mas infeliz porque há 20 anos atrás foi humilhado publicamente durante uma festa e perdeu Helena (Alinne Moraes), uma antiga e eterna paixão. Certo dia, uma experiência com um de seus inventos permite que ele faça uma viagem no tempo, retornando para aquela época e podendo interferir no seu destino. Mas quando ele retorna, descobre que sua vida mudou totalmente e agora precisa encontrar um jeito de mudar essa história, nem que para isso tenha que voltar novamente ao passado. Será que ele conseguirá acertar as coisas?

Disponível em: http://adorocinema.com. Acesso em: 4 out. 2011.

Qual aspecto da organização gramatical atualiza os eventos apresentados na resenha, contribuindo para despertar o interesse do leitor pelo filme?

a) O emprego do verbo haver, em vez de ter, em “há 20 anos atrás foi humilhado”.   

b) A descrição dos fatos com verbos no presente do indicativo, como “retorna” e “descobre”.    

c) A repetição do emprego da conjunção “mas” para contrapor ideias.    

d) A finalização do texto com a frase de efeito “Será que ele conseguirá acertar as coisas?”.    

e) O uso do pronome de terceira pessoa “ele” ao longo do texto para fazer referência ao protagonista “João/Zero”.    

18. (Col. naval 2017) Assinale a opção em que todas as formas verbais sublinhadas foram corretamente empregadas.

a) Eu sempre me precavenho e analiso tudo detalhadamente. Por isso, só darei o meu apoio quando a comissão estudar melhor o caso e propor soluções que sejam coerentes.    

b) Não cri nele retorqui mostrando minha insatisfação. Irritado, ele freiou bruscamente e quase provocou um acidente sério.    

c) Ele se ateve às informações recebidas e não requereu um laudo complementar. Quando a falha apareceu, o chefe quis demiti-lo, mas eu intervi e contornei a situação.    

d) Se você se ater ao que foi combinado com o chefe e manter a calma, reavemos a carga extraviada e o problema será facilmente resolvido.    

e) Sempre que houver divergências e você precisar que eu intermedeie, pode chamar. Se eu vir que o caso é complicado, peço sua ajuda também.    

19. (Espcex (Aman) 2017) Marque a única alternativa correta quanto ao emprego do verbo.

a) Se você me ver na rua, não conte a ninguém.   

b) Mãe e filho põem as roupas para lavar aqui.   

c) Não pensei que ele reouvisse os documentos tão cedo.   

d) Evitaram o desastre porque freiaram a tempo.    

e) As súplicas da mulher não o deteram.   

20. (Fuvest 2017)

Nasceu o dia e expirou.

Já brilha na cabana de Araquém o fogo, companheiro da noite. Correm lentas e silenciosas no azul do céu, as estrelas, filhas da lua, que esperam a volta da mãe ausente.

Martim se embala docemente; e como a alva rede que vai e vem, sua vontade oscila de um a outro pensamento. Lá o espera a virgem loura dos castos afetos; aqui lhe sorri a virgem morena dos ardentes amores.

Iracema recosta-se langue ao punho da rede; seus olhos negros e fúlgidos, ternos olhos de sabiá, buscam o estrangeiro, e lhe entram n’alma. O cristão sorri; a virgem palpita; como o saí, fascinado pela serpente, vai declinando o lascivo talhe, que se debruça enfim sobre o peito do guerreiro.

José de Alencar, Iracema.

É correto afirmar que, no texto, o narrador

a) prioriza a ordem direta da frase, como se pode verificar nos dois primeiros parágrafos do texto. 

b) usa o verbo “correr” (2º parágrafo) com a mesma acepção que se verifica na frase “Travam das armas os rápidos guerreiros, e correm ao campo” (também extraída do romance Iracema).    

c) recorre à adjetivação de caráter objetivo para tornar a cena mais real.   

d) emprega, a partir do segundo parágrafo, o presente do indicativo, visando dar maior vivacidade aos fatos narrados, aproximando-os do leitor.   

e) atribui, nos trechos “aqui lhe sorri” e “lhe entram n’alma”, valor possessivo ao pronome “lhe”.    

21. (IFSC 2016) Considerando a norma padrão da língua escrita, assinale a alternativa CORRETA.

a) Na última terça-feira, fui ao cinema para ver o último filme de Woody Allen. Embora a crítica não tenha se posicionado favoravelmente ao longa-metragem, a sessão à qual assisti estava praticamente lotada.   

b) Os jornais publicaram uma notícia terrível sobre os temporais ocorridos no oeste do estado. Apesar das matérias serem esclarecedoras, nenhum de nós compreendemos bem o que e como tudo aconteceu.   

c) Ontem à tarde, levei as nossas filhas a praça para brincarem no parquinho. Quando voltamos, elas tomaram banho, jantaram e foram se deitar. Como estavam cansadas, deixei-as dormirem bastante.   

d) No último encontro, expliquei aos alunos toda à situação. A maioria da turma entendeu e concordou com os motivos pelos quais ficaram sem aula nos dois primeiros meses do ano.   

e) Na reunião dos diretores, ficou estabelecido que todos os inscritos participarão do debate na Câmara de Vereadores do município. Embora os governantes tem de discutir as propostas, a responsabilidade não cabe apenas a eles.   

22. (IFCE 2016) Tendo como base a primeira pessoa do singular do presente do indicativo, está correta a alternativa

a) valio – valer.   

b) compito – competir.   

c) requero – requerer.   

d) mido – medir.   

e) riu – rir.   

23. (Uerj 2016) O FUTURO ERA LINDO

A informação seria livre. Todo o saber do mundo seria compartilhado, bem como a música, o cinema, a literatura e a ciência. O custo seria zero. O espaço seria infinito. A velocidade, estonteante. A solidariedade e a colaboração seriam os valores supremos. A criatividade, o único poder verdadeiro. O bem triunfaria sobre os males do capitalismo. O sistema de representação se tornaria obsoleto. Todos os seres humanos teriam oportunidades iguais em qualquer lugar do planeta. Todos seriam empreendedores e inventivos. Todos poderiam se expressar livremente. Censura, nunca mais. As fronteiras deixariam de existir. As distâncias se tornariam irrelevantes. O inimaginável seria possível. O sonho, qualquer sonho, poderia se tornar realidade.

1Livre, grátis, inovador, coletivo, palavras-chave do novo mundo que a internet inaugurou. Por anos esquecemos que a internet foi uma invenção militar, criada para manter o poder de quem já o tinha. Por anos fingimos que transformar produtos físicos em produtos virtuais era algo ecologicamente correto, esquecendo que a fabricação de computadores e celulares, com a obsolescência embutida em seu DNA, demanda o consumo de quantidades vexatórias de combustíveis fósseis, de produtos químicos e de água, sem falar no volume assombroso de lixo não reciclado em que resultam, incluindo lixo tóxico.

2Ninguém imaginou que o poder e o dinheiro se tornariam tão concentrados em megahipercorporações norte-americanas como o Google, que iriam destruir para sempre tantas indústrias e atividades em tão pouco tempo. Ninguém previu que os mesmos Estados Unidos, graças às maravilhas da internet sempre tão aberta e juvenil, se consolidariam como os maiores espiões do mundo, humilhando potências como a Alemanha e também o Brasil, impondo os métodos de sua inteligência militar sobre a população mundial, e guiando ao arrepio da justiça os bebês engenheiros nota dez em matemática mas ignorantes completos em matéria de ética, política e em boas maneiras.

3Ninguém previu a febre das notícias inventadas, a civilização de perfis falsos, as enxurradas de vírus, os arrastões de números de cartão de crédito, a empulhação dos resultados numéricos falseados por robôs ou gerados por trabalhadores mal pagos em países do terceiro mundo, o fim da privacidade, o terrorismo eletrônico, inclusive de Estado.

Marion Strecker

Adaptado de Folha de São Paulo, 29/07/2014.

O primeiro parágrafo expõe projeções passadas sobre possibilidades de um futuro regido pela internet.

O recurso linguístico que permite identificar que se trata de projeção e não de fatos do passado é o uso da:

a) forma verbal   

b) pontuação informal   

c) adjetivação positiva   

d) estrutura coordenativa   

24. (Uerj 2014) A invasão dos blablablás 
O planeta é dividido entre as pessoas que falam no cinema − e as que não falam. É uma divisão recente. Por décadas, os falantes foram minoria. E uma minoria reprimida. Quando alguém abria a boca na sala escura, recebia logo um shhhhhhhhhhhhh. E voltava ao estado silencioso de onde nunca deveria ter saído. Todo pai ou mãe que honrava seu lugar de educador ensinava a seus filhos que o cinema era um lugar de reverência. Sentados na poltrona, as luzes se apagavam, uma música solene saía das caixas de som, as cortinas se abriam e um novo mundo começava. Sem sair do lugar, vivíamos outras vidas, viajávamos por lugares desconhecidos, chorávamos, ríamos, nos apaixonávamos. Sentados ao lado de desconhecidos, passávamos por todos os estados de alma de uma vida inteira sem trocar uma palavra. Comungávamos em silêncio do mesmo encantamento. (...)

Percebi na sexta-feira que não ia ao cinema havia três meses. Não por falta de tempo, porque trabalhar muito não é uma novidade para mim. Mas porque fui expulsa do cinema. Devagar, aos poucos, mas expulsa. Pertenço, desde sempre, às fileiras dos silenciosos. Anos atrás, nem imaginava que pudesse haver outro comportamento além do silêncio absoluto no cinema. Assim como não imagino alguém cochichando em qualquer lugar onde entramos com o compromisso de escutar.

Não é uma questão de estilo, de gosto. Pertence ao campo do respeito, da ética. Cinema é a experiência da escuta de uma vida outra, que fala à nossa, mas nós não falamos uns com os outros. 1No cinema, só quem fala são os atores do filme. Nós calamos para que eles possam falar. Nossa vida cala para que outra fale.

2Isso era cinema. Agora mudou. É estarrecedor, mas os blablablás venceram. Tomaram conta das salas de cinema. E, sem nenhuma repressão, vão expulsando a todos que entram no cinema para assistir ao filme sem importunar ninguém.

(...) 

Eliane Brum
revistaepoca.globo.com, 10/08/2009

Isso era cinema.(ref. 2) 

O verbo assume, nesta frase, o sentido específico de indicar um estado de coisas que durava.No entanto, ele assume o sentido específico de indicar uma mudança sem retorno na seguinte reescritura:

a) Isso foi o cinema.  
b) Isso será o cinema.  
c) Isso tem sido o cinema.  
d) Isso teria sido o cinema.  

25. (Unesp 2014) A questão a seguir focaliza uma passagem do romance Água-Mãe, de José Lins do Rego (1901-1957)

Água-Mãe

Jogava com toda a alma, não podia compreender como um jogador se encostava, não se entusiasmava com a bola nos pés. Atirava-se, não temia a violência e com a sua agilidade espantosa, fugia das entradas, dos pontapés. Quando aquele back1, num jogo de subúrbio, atirou-se contra ele, recuou para derrubá-lo, e com tamanha sorte que o bruto se estendeu no chão, como um fardo. E foi assim crescendo a sua fama. Aos poucos se foi adaptando ao novo Joca que se formara nos campos do Rio. Dormia no clube, mas a sua vida era cada vez mais agitada. Onde quer que estivesse, era reconhecido e aplaudido. Os garçons não queriam cobrar as despesas que ele fazia e até mesmo nos ônibus, quando ia descer, o motorista lhe dizia sempre:

— Joca, você aqui não paga.

Quando entrava no cinema era reconhecido. Vinham logo meninos para perto dele. Sabia que agradava muito. No clube tinha amigos. Havia porém o antigo center-forward2 que se sentiu roubado com a sua chegada. Não tinha razão. Ele fora chamado. Não se oferecera. E o homem se enfureceu com Joca. Era um jogador de fama, que fora grande nos campos da Europa e por isso pouco ligava aos que não tinham o seu cartaz. A entrada de Joca, o sucesso rápido, a maravilha de agilidade e de oportunismo, que caracterizava o jogo do novato, irritava-o até ao ódio. No dia em que tivera que ceder a posição, a um menino do Cabo Frio, fora para ele como se tivesse perdido as duas pernas. Viram-no chorando, e por isso concentrou em Joca toda a sua raiva. No entanto, Joca sempre o procurava. Tinha sido a sua admiração, o seu herói. 

Beque, ou seja, o zagueiro de hoje.
2 Centroavante. 

(Água-Mãe, 1974.)

No primeiro parágrafo, predominam verbos empregados no

a) pretérito perfeito do modo indicativo.

b) pretérito imperfeito do modo indicativo.  

c) presente do modo indicativo.  

d) presente do modo subjuntivo.  

e) pretérito mais-que-perfeito do modo indicativo.   

26. (Uece 2014) PORTÃO 

O portão fica bocejando, aberto

para os alunos retardatários.
Não há pressa em viver
nem nas ladeiras duras de subir,
1quanto mais para estudar a insípida cartilha.
Mas se o pai do menino é da oposição,
à 2ilustríssima autoridade municipal,
prima por sua vez da 3sacratíssima
autoridade nacional,
4ah, isso não: o vagabundo
ficará mofando lá fora
e leva no boletim uma galáxia de zeros.

A gente aprende muito no portão
fechado.

ANDRADE, Carlos Drummond de. In: Carlos Drummond de Andrade: Poesia e Prosa. Editora Nova Aguilar:1988. p. 506-507. 

Observe a metáfora que inicia o poema – “O portão fica bocejando” – e o que se diz sobre ela.

I. Essa metáfora empresta ao portão faculdades humanas, constituindo, também uma prosopopeia ou personificação. Por outro lado, essa expressão aceita, ainda, a seguinte leitura: o portão representa metonimicamente a escola, com seus valores criticáveis e seus preconceitos. 

II. O emprego da locução verbal de gerúndio “fica bocejando”, no lugar da forma simples boceja, dá à ação expressa pelo verbo bocejar um caráter de continuidade, de duração.

III. O gerúndio realça a própria semântica do verbo bocejar. 

Está correto o que se afirma em  

a) I, II e III.  

b) I e III apenas.    

c) II e III apenas.    

d) I e II apenas.    


27. (Uece 2014) O texto a seguir é um excerto retirado do primeiro parágrafo do artigo de opinião “Com um braço só”, escrito por J. R. Guzzo, que trata da corrupção na política. 

1Um dos aspectos menos atraentes da personalidade humana é a tendência de muitas pessoas de só condenar os vícios que não praticam, ou pelos quais não se sentem atraídas. Um caloteiro que não fuma, não bebe e não joga, por exemplo, é frequentemente a voz que mais grita contra o cigarro, a bebida e os cassinos, mas fecha a boca, os ouvidos e os olhos, como 6os três prudentes macaquinhos orientais, quando o assunto é honestidade no pagamento de dívidas pessoais. É a velha história: 2o mal está 4sempre na alma dos outros. Pode até ser verdade, 5infelizmente, quando se trata da política brasileira, em que continua valendo, mais do que nunca, a máxima popular do 3“pega um, pega geral”. 

Extraído do artigo ”Com um braço só”, de J.R. Guzzo. VEJA. 21/08/2013

Observe com atenção o que se diz sobre o excerto seguinte: 

“Um dos aspectos menos atraentes da personalidade humana é a tendência de muitas pessoas de só condenar os vícios que não praticam, ou pelos quais não se sentem atraídas” (ref.1). 

 I.     Tender é o verbo correlato de tendência. Indica ação-processo, o que sugere que esse movimento pode não chegar ao ponto previsto.

II.     A tendência pode ser somente uma propensão, uma inclinação, uma vocação ou pendor.

III.     Na introdução do texto de Guzzo, existe a sugestão de que a tendência mencionada pelo enunciador ultrapassa os limites da simples propensão ou vocação. Ela se realizaria concretamente. 

Está correto o que se diz em

a) I e II apenas.  

b) II e III apenas.  

c) I, II, e III.  

d) I e III apenas.   


28. (CPS 2014)  

Imagine que, após se hospedarem em uma pousada no Pantanal, pai e filho vencedores do concurso recebem as seguintes orientações:

De acordo com a gramática normativa, o texto deve ser preenchido, respectivamente, por

a) estejam ... meia ... levá-los.  

b) estejam ... meio ... levá-los.  
c) estejam ... meio ... levar-lhes.  
d) estejem ... meia ... levá-los.  
e) estejem ... meio ... levar-lhes.  

29. (Insper 2013) Troque o verbo ou feche a boca

Rita Lee cantava uma música que dizia "o resto que se exploda, feito Bomba H". Será que na língua culta existe "exploda"? Explodir é verbo defectivo, ou seja, não tem conjugação completa. No presente do indicativo, deve-se conjugá-lo a partir da segunda pessoa do singular (tu explodes, ele explode etc.). Muita gente não sabe da existência dos defectivos e os "conjuga" em todas as pessoas.

(Pasquale Cipro Neto, http://www1.folha.uol.com.br/fsp/1996/10/10/fovest/8.html

A alternativa que exemplifica o que foi expresso no último período é

a) Houveram dificuldades na resolução da questão.

b) Ficaremos felizes se vocês mantiverem a calma.  

c) É preciso fazer contas para que a prestação caiba no orçamento.

d) Empresário reavê judicialmente a posse de seu imóvel.  

e) Polícia deteu quase 60 torcedores nas imediações do Morumbi.    

30. (Enem 2013) Novas tecnologias 

Atualmente, prevalece na mídia um discurso de exaltação das novas tecnologias, principalmente aquelas ligadas às atividades de telecomunicações. Expressões frequentes como “o futuro já chegou”, “maravilhas tecnológicas” e “conexão total com o mundo” “fetichizam” novos produtos, transformando-os em objetos do desejo, de consumo obrigatório. Por esse motivo carregamos hoje nos bolsos, bolsas e mochilas o “futuro” tão festejado.

Todavia, não podemos reduzir-nos a meras vítimas de um aparelho midiático perverso, ou de um aparelho capitalista controlador. Há perversão, certamente, e controle, sem sombra de dúvida. Entretanto, desenvolvemos uma relação simbiótica de dependência mútua com os veículos de comunicação, que se estreita a cada imagem compartilhada e a cada dossiê pessoal transformado em objeto público de entretenimento

Não mais como aqueles acorrentados na caverna de Platão, somos livres para nos aprisionar, por espontânea vontade, a esta relação sadomasoquista com as estruturas midiáticas, na qual tanto controlamos quanto somos controlados. 

SAMPAIO, A. S. “A microfísica do espetáculo”. Disponível em: http://observatoriodaimprensa.com.br. Acesso em: 1 mar. 2013 (adaptado).

Ao escrever um artigo de opinião, o produtor precisa criar uma base de orientação linguística que permita alcançar os leitores e convencê-los com relação ao ponto de vista defendido. Diante disso, nesse texto, a escolha das formas verbais em destaque objetiva

a) criar relação de subordinação entre leitor e autor, já que ambos usam as novas tecnologias.  

b) enfatizar a probabilidade de que toda população brasileira esteja aprisionada às novas tecnologias. 

c) indicar, de forma clara, o ponto de vista de que hoje as pessoas são controladas pelas novas tecnologias.  

d) tornar o leitor copartícipe do ponto de vista de que ele manipula as novas tecnologias e por elas é manipulado.  

e) demonstrar ao leitor sua parcela de responsabilidade por deixar que as novas tecnologias controlem as pessoas.   

31. (Insper 2013) Se, na frase 

“Quando a encontrar, dê o seguinte recado a ela: seu marido acreditou que se prendesse o animal, este não desejaria mais ficar com a família”, os verbos destacados fossem substituídos, respectivamente por “ver”, “crer”, “deter” e “querer”, mantendo o tempo verbal, teríamos:

a) Quando a ver, dê o seguinte recado a ela: seu marido crêu que se detesse o animal, este não quereria mais ficar com a família.

b) Quando a ver, dê o seguinte recado a ela: seu marido creu que se detivesse o animal, este não quereria mais ficar com a família.  

c) Quando a vir, dê o seguinte recado a ela: seu marido creu que se detivesse o animal, este não quereria mais ficar com a família.  

d) Quando a ver, dê o seguinte recado a ela: seu marido creou que se detesse o animal, este não queria mais ficar com a família.

e) Quando a vir, dê o seguinte recado a ela: seu marido crêu que se detivesse o animal, este não queria mais ficar com a família. 

32. (Espcex (Aman) 2013) Em “Embarcaremos amanhã, então, vimos dizer-lhe adeus, hoje”, a alternativa que classifica corretamente a conjugação modo-temporal do verbo destacado no fragmento é

a) Pretérito Perfeito do Indicativo  

b) Futuro do Presente do Indicativo  
c) Presente do Indicativo  
d) Imperativo Afirmativo  
e) Pretérito Imperfeito do Indicativo   


33. (Espcex (Aman) 2013) Assinale a alternativa que contém a classificação do modo verbal, dos verbos grifados nas frases abaixo, respectivamente. 

— Esse seu lado perverso, eu o conheço faz tempo.
— Anda logo, senão chegarás só amanhã.
— Se você chegar na hora, ganharemos um tempo precioso.
— Acabaríamos a tarefa hoje, se todos ajudassem.  


a) indicativo – imperativo – subjuntivo – subjuntivo – indicativo – subjuntivo – indicativo  

b) subjuntivo – indicativo – indicativo – subjuntivo – indicativo – subjuntivo – indicativo  

c) subjuntivo – imperativo – indicativo – infinitivo – indicativo – subjuntivo – indicativo  

d) indicativo – imperativo – indicativo – subjuntivo – indicativo – indicativo – subjuntivo  

e) indicativo – subjuntivo – indicativo – subjuntivo – indicativo – subjuntivo – subjuntivo   

34. (Fac. Pequeno Príncipe - Medici 2016) Os verbos em -iar, em geral, têm conjugação regular: O som distante de um carrilhão principia a bater / As companhias aéreas premiam seus passageiros fiéis com viagens de graça e outras vantagens. Apenas cinco verbos (e seus compostos) recebem E nas formas rizotônicas, isto é, nas formas que têm a sílaba tônica no radical. Nessas formas, eles se conjugam, pois, como se fossem verbos em -ear. São eles: ansiar, incendiar, mediar, odiar, remediar [...].

NEVES, Maria Helena de Moura. Guia de uso do português: confrontando regras e usos. São Paulo: UNESP, 2012. p. 415.

Nos períodos a seguir, foram usados os cinco verbos citados no final texto anterior, um em cada frase. De acordo com a regra apresentada pela autora, em qual alternativa aparece uma forma verbal que necessita de correção?

a) A gangue do bairro ao lado incendiou três supermercados neste mês.   

b) Para o casamento, chamaremos o juiz que sempre media as cerimônias da família.   

c) O jovem estudante ansiava por entrar logo na universidade.   

d) Sempre que chega dezembro, eu me lembro de como odeio o verão.   

e) Era preciso que se remediassem todos os erros cometidos na matéria.   

 










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