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Sua chegada ao poder representou na época uma alternativa de estabilidade ao governo que até aquele momento oscilava entre uma ditadura popular radical e a ameaça monarquista. O governo de Napoleão Bonaparte foi dividido em dois períodos, o Consulado (1799-1804) e o Império, até 1814. Algumas das reformas administrativas implementadas no período napoleônico permanecem em vigor na administração francesa até os dias atuais.

O Império napoleônico (1804-1814) - Em 1804, Napoleão Bonaparte se fez coroar Imperador dos Franceses com o título de Napoleão I.

A política interna - Seu governo executou uma série de reformas que beneficiaram a burguesia francesa. Dentre elas: fundou escolas públicas laicas de ensino básico em toda a França e, em Paris, a escola francesa de ensino normal para preparação dos professores; criou o Código Civil francês; tentou restabelecer a escravidão nas colônias (sofreu resistências e acabou perdendo o Haiti) e desenvolveu políticas públicas que impulsionassem à indústria e o comércio nacional francês. O governo de Napoleão também ratificou a redistribuição de terras promovida pela Revolução e reformulou o sistema bancário criando uma moeda nacional, o franco, com o objetivo de exercer maior controle nos negócios fiscais.

A política externa - A política externa do governo de Napoleão foi marcada pelo abandono da diplomacia e dos acordos internacionais. Por volta de 1805, ele já tinha subjugado toda a Europa continental, colocando reinos inteiros sob o comando de seus parentes e outros subordinados. Entretanto, a Inglaterra com a sua poderosa Marinha se apresentava como principal obstáculo às suas pretensões. Enquanto esteve à frente do governo francês, a França participou de muitas guerras e conflitos que resultaram na oposição das monarquias conservadoras que tornar-se-iam unidas pela Santa Aliança. 

O Bloqueio Continental - Em novembro de 1806, Napoleão decretou o Bloqueio Continental que proibia todos os países do continente europeu de comercializar com a Grã Bretanha, vedando ainda aos países neutros o acesso aos portos franceses. Seu objetivo era fomentar a indústria francesa abastecendo a Europa com seus produtos industrializados. Tal medida se justificava pelo seu interesse de eliminar seu principal adversário (a Inglaterra) e dominar os mercados europeus e ultramarinos. Contudo, a indústria francesa não foi capaz de suprir as necessidades desse imenso mercado. Por outro, o comércio de cereais e outros produtos primários (consumidos pela Inglaterra) praticado entre a coroa britânica e muitos países da Europa continental foi interrompido pelo Bloqueio prejudicando a economia dos antigos parceiros britânicos na Europa. Alguns países renunciaram ao Bloqueio Continental, sofrendo a consequente invasão francesa, como nos exemplos de Portugal (invadido pelas tropas francesas em 1807) e Rússia, invadida em 1812.

A campanha da Rússia: Na Rússia, o exército napoleônico sofreu sérias perdas humanas e militares, levando-o à quase total destruição devido ao contra-ataque do exército russo e ao rigoroso inverno daquele país. Em 1814, com o objetivo de destruir o exército francês, foi formado um grande exército europeu que acabou vencendo o exército de Napoleão e destruindo o seu Império.

O Governo dos Cem Dias – Com a queda de Napoleão, a dinastia dos Bourbons foi restaurada com a coroação de Luís XVIII, irmão do rei Luis XVI, guilhotinado pela revolução. Porém, aproveitando-se da insatisfação popular, Napoleão conseguiu retomar o poder, iniciando um curto governo conhecido como o Governo dos Cem Dias. Após a definitiva derrota napoleônica, na Batalha de Waterloo (1815), o rei Luís XVIII retornou ao trono. Todavia, sem base de sustentação o retorno do Antigo Regime seria breve. 

O Congresso de Viena - Durante o Congresso de Viena, ocorrido em 1815, o mapa geopolítico da Europa foi redefinido. A Áustria, a Prússia, a Rússia e a Inglaterra, os vencedores das guerras napoleônicas, anexaram novos territórios ganhando maior dimensão no mapa europeu. A Rússia anexou vários territórios na Europa Oriental e a Áustria e a Prússia com as novas anexações criaram as condições para a formação dos grandes impérios centrais europeus, o Alemão e o Austro-Húngaro. Entretanto, os ideais da Revolução Francesa ainda muito presentes na consciência popular preocupavam as monarquias europeias adeptas do Antigo Regime. Em consequência dessa tensão os reinos da Rússia, Prússia e Áustria assinaram um pacto de cooperação político-militar que deu origem à chamada Santa Aliança. 

A Santa Aliança – A Santa Aliança foi um acordo político-militar no qual os países envolvidos (Áustria, Prússia e Rússia e posteriormente Inglaterra e França) comprometam-se a se ajudarem mutuamente em todos os casos em que as medidas do Congresso de Viena fossem ameaçadas. A estipulação da defesa da ação colonialista na América motivou a saída dos britânicos do pacto. A saída da Inglaterra foi justificada pelo interesse da Coroa Britânica em ampliar os seus negócios com os nascentes Estados independentes das Américas portuguesa e Espanhola. Motivada pelas divergências entre os países membros e o fracasso no restabelecimento dos domínios coloniais na América, a Santa Aliança acabou perdendo seu poder e se desfazendo ainda na década de 1830.

Disponível em Pré-Vestibular Vetor
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