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 Sobre o tema: Simulado
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1. (Fac. Albert Einstein 2016) “Na sua condição de propriedade, o escravo é uma coisa, um bem objetivo. (...) Daí ter sido usual a prática de marcar o escravo com ferro em brasa como se ferra o gado. Os negros eram marcados já na África, antes do embarque, e o mesmo se fazia no Brasil, até no final da escravidão. (...) Seu comportamento e sua consciência teriam de transcender a condição de coisa possuída no relacionamento com o senhor e com os homens livres em geral. E transcendiam, antes de tudo, pelo ato criminoso. O primeiro ato humano do escravo é o crime, desde o atentado contra o senhor à fuga do cativeiro. Em contrapartida, ao reconhecer a responsabilidade penal dos escravos, a sociedade escravista os reconhecia como homens: além de incluí-los no direito das coisas, submetia-os à legislação penal.” 
Jacob Gorender. O escravismo colonial. São Paulo: Ática, 1992, p. 62-63.

O texto indica
a) a ambiguidade no reconhecimento, pela sociedade colonial e imperial brasileira, da condição dos africanos escravizados, que se manifestava sobretudo diante de algumas formas de resistência à exploração.   
b) a precocidade da legislação brasileira contra crimes hediondos e contra o desrespeito, pelos africanos escravizados, às obrigações e deveres de todo trabalhador rural.   
c) o reconhecimento, pelos governantes brasileiros na colônia e no império, da necessidade de mediar e controlar as relações dos proprietários rurais com o amplo contingente de africanos escravizados.   
d) o descumprimento, pelos senhores de escravos no Brasil colonial e imperial, das leis que regulavam o trabalho compulsório e que impediam a aplicação da pena de morte aos africanos escravizados.   
  
2. (Ufrgs 2016) Considerando a história das relações entre sociedade e religião no Brasil, é correto afirmar que
a) a Contra Reforma católica atuou na colônia a partir de visitas inquisitoriais que visavam moralizar os colonos e coibir os chamados crimes de fé.    
b) a presença da religião islâmica no Brasil é bastante recente, iniciada a partir da Primeira República, com a vinda de famílias árabes.   
c) as práticas religiosas afro-brasileiras não se manifestaram no país, ao longo do período imperial, em razão de proibições legais e da perseguição policial.   
d) o surgimento das vertentes evangélicas ocorreu a partir da chamada onda neopentecostal que se manifestou no Brasil, na década de 1950.    
e) as relações entre Estado e Igreja no Brasil contemporâneo foram sempre marcadas pela indistinção das esferas política e religiosa, motivada pelo reconhecimento constitucional do Catolicismo como religião oficial do Estado.   
  
3. (Uece 2015) Sobre a sociedade brasileira do período colonial, pode-se afirmar corretamente que 
a) buscava afirmar valores nativistas contestando a exploração colonial.    
b) era alicerçada em relações sociais que primavam por igualdade e fraternidade.    
c) baseava-se em relações sociais de cunho escravista e patriarcal.    
d) procurou imprimir uma nova dinâmica social que em nada lembrava a metrópole colonizadora.    
  
4. (IFSCc 2014) Negar-lhes totalmente os seus folguedos, que são o único alívio do seu cativeiro, é querê-los desconsolados e melancólicos, de pouca vida e saúde. Portanto, não lhes estranhem os senhores o criarem seus reis, cantar e bailar por algumas horas honestamente em alguns dias do ano, e o alegrarem-se inocentemente à tarde depois de terem feito pela manhã suas festas de Nossa Senhora do Rosário, de São Benedito...
Fonte: ANTONIL, Andre João. In.: PEDRO, Antonio e LIMA, Lizânioas de Souza.
Coleção História sempre presente. v. 2. São Paulo: FTD, 2010. p. 213.

Sobre as relações entre os senhores e os escravos no Brasil e tendo por base o texto do cronista Andre João Antonil, escrito no século XVII, é CORRETO afirmar que:
a) Ao analisarmos, hoje, a sociedade brasileira percebemos que o texto de Antonil foi em vão. Os senhores de escravos reprimiam duramente qualquer manifestação religiosa africana no Brasil, dessa forma, não há qualquer traço da religiosidade africana no Brasil atual.   
b) Mesmo permitindo que os escravos mantivessem sua cultura e sua religiosidade, eles a abdicariam e se converteriam em católicos, adorando, entre outros santos, Nossa Senhora do Rosário e São Benedito, principalmente.   
c) Os escravos que viviam no Brasil não se preocupavam com sua religiosidade, pois todos os africanos, depois de capturados, sabiam que seriam apenas um bem de seu senhor e não queriam nada a não ser comida para continuar o trabalho.   
d) Podemos perceber, através do relato de Antonil, que os escravos separavam bem os aspectos culturais africanos e os europeus. Dessa forma, o sincretismo religioso e mestiçagens culturais foram praticamente nulas no Brasil.   
e) Havia uma certa permissão para que os escravos mantivessem algumas manifestações culturais africanas, porém, segundo Antonil, isso deveria acontecer para que se tivesse um certo controle social sobre os escravos.   
  
5. (Ueg 2013) O caso de uma Rosa Gomes, escrava do alferes José Gomes de Barros. Muita conhecida no tempo [...], a escrava diligente havia juntado pecúlio para comprar quatro escravos a crédito, incluindo uma mãe e filho. No entanto o alferes, seu senhor, não ajustava preço para a Rosa comprar a própria liberdade, lançando valores fantásticos, irreais. Luís da Cunha, em ordem pública, interveio na pendenga, forçando José Gomes de Barros a contratar com justeza a alforria da escrava, apontando-lhe vilmente incorrer em ludibrio de sua honra e do caráter de alferes da companhia de nobreza por agir erradamente com a serva. 
BERTRAN, Paulo (Org.). Notícia geral da Capitania de Goiás. Goiânia: UCG/UFG, 1996. p. 23-24.

O fato citado aconteceu em Vila Boa de Goiás, em 1783, durante a administração do governador Luís da Cunha Menezes. Ele demonstra que, na sociedade goiana do século XVIII, havia
a) uma concepção de escravidão que permitia ao escravo negro uma considerável margem de ação econômica.   
b) uma concepção de escravidão que se legitimava não apenas na coerção física, mas também no direito consuetudinário.   
c) um modelo de administração pública na qual o governador das capitanias era uma figura meramente decorativa.   
d) um modelo de escravidão marcado pela concepção de que o escravo era juridicamente similar a um animal de carga.   
 
6. (Upe 2012) Observe a fotografia a seguir, mostrando as cicatrizes de açoites em um escravo, no século XIX.
 
Os castigos corporais eram uma prática comum, adotada para castigar escravos no Brasil, durante os séculos XVI-XIX. Porém essa prática não era aleatória e seguia uma legislação desde os tempos da colônia. Sobre esse capítulo das relações entre senhores e escravos no Brasil colonial e imperial, analise as afirmativas a seguir: 
I. Dentre os textos jurídicos que puniam o excesso no castigo físico dos escravos, estavam as Ordenações Filipinas e o Código Penal do Império.
II. A figura do feitor personificava a punição promovida pelo senhor contra seus escravos.
III. O castigo dos escravos não seguia nenhuma legislação no período da monarquia, no Brasil.
IV. Apenas os escravos do sexo masculino eram punidos com castigo físico.
V. Muitos castigos físicos deixavam danos irreparáveis nos escravos, porém, nem sempre, o castigo em excesso era punido devidamente.

 Estão corretas
a) I, II e III. 
b) II, III e IV. 
c) I, III e V. 
d) I, II e V. 
e) III, IV e V. 

7. (Ufg 2014) Leia o documento a seguir.
Este homem é um dos maiores selvagens com que tenho topado: quando se avistou comigo, trouxe consigo um intérprete porque não sabe falar português nem se diferencia do mais bárbaro Tapuia. Mesmo se dizendo cristão e sendo casado, lhe assistem sete índias concubinas. E daqui se pode inferir que, tendo em vista a sua vida desde que teve o uso da razão, se é que a teve, até o presente momento, se encontra a andar metido pelos matos à caça de índios e de índias, estas para o exercício de sua torpeza sexual, aqueles para a obtenção de seus interesses econômicos.
RIBEIRO, Darcy; MOREIRA NETO, Carlos Araújo (Orgs.). A fundação do Brasil: testemunhos – 1500/1700. Petrópolis: Vozes, 1992. p. 299. (Adaptado).

O documento apresenta a descrição feita pelo bispo de Pernambuco, D. Francisco de Lima, a respeito do chefe bandeirante Domingos Jorge Velho. Essa descrição indica um antagonismo entre religiosos católicos e bandeirantes na América Portuguesa durante o século XVII. Com base na análise do documento e de seu contexto histórico, conclui- se que tal oposição associava-se ao fato de a Igreja
a) condenar o enriquecimento por meio da escravidão, contrariando os citados “interesses econômicos” dos bandeirantes, que se firmavam como fornecedores de mão de obra escrava para diversas capitanias.   
b) defender a catequização dos indígenas e sua organização em missões religiosas, condenando, assim, as bandeiras de apresamento, aludidas no trecho “andar metido nas matas à caça de índios e índias”.   
c) desprezar a cultura nativista constituída na Capitania de São Vicente, onde foram rejeitados os costumes e a língua portuguesa, como destacado pelo bispo, ao afirmar que o bandeirante necessitou de intérprete.   
d) repudiar a associação entre bandeirantes e Tapuias, implícita nos trechos em que o padre afirma que Jorge Velho não se diferenciava dessa etnia e que mantinha concubinato com tais índias.   
e) considerar que os colonos eram desprovidos de raciocínio, como indicado pelo religioso, ao duvidar que o bandeirante possuía razão, por entender que esta é alcançada por meio de estudos eclesiásticos.   
  
8. (IFSP 2014) Considere as seguintes informações sobre a escravidão praticada na América Portuguesa.
- Nos cafezais e canaviais, o escravo fazia parte de uma equipe de cerca de 12 a 15 homens ou mulheres.
- O engenho de açúcar e suas máquinas exigiam trabalhadores especializados.
- Na cidade e no campo, havia escravos pedreiros, carpinteiros, barbeiros e outros.
- Nas cidades, os senhores alugavam os serviços dos escravos capacitados em variadas tarefas e também no comércio.
- Os escravos domésticos eram supervisionados pelo olhar exigente das donas-de-casa.
(MATTOSO, Katia de Queirós. Ser escravo no Brasil. São Paulo: Brasiliense, 1988, p.116. Adaptado)

Analisando os itens apresentados, é correto concluir que a escravidão na América Portuguesa
a) restringiu-se aos engenhos de cana e à produção agrícola monocultora de exportação.   
b) baseou-se na força física dos escravos, mas não considerou suas habilidades prévias.   
c) era distribuída de acordo com o modo de produção industrial das fábricas do período.   
d) esteve presente em todos os setores da vida social e produtiva na cidade e no campo.   
e) organizava as tarefas de acordo com o interesse pessoal e escolha dos trabalhadores.   
  
9. (Uepb 2014) Considerando os conflitos sociais que ocorreram no período colonial, é CORRETO afirmar:
a) Todos os conflitos ocorridos no período colonial ocorridos entre colonos e forças metropolitanas são considerados precursores da independência, sendo iniciados por grupos de colonos sempre oprimidos que buscavam mais liberdade, igualdade e fraternidade.   
b) Foram movimentos nativistas que, estimulados pelo anti-absolutismo e por ideias liberais, lutavam pela independência do Brasil.    
c) A Revolta de Vila Rica de 1720, que teve a liderança de Felipe dos Santos, foi motivada pela crise da economia aurífera e tinha como principal objetivo a independência do Brasil.    
d) A maior parte dos conflitos nos trezentos anos de administração portuguesa não teve por finalidade a separação do Brasil em relação a Portugal.    
e) Não há registros de participação popular e muito menos de escravos em nenhum dos conflitos ocorridos na América Portuguesa.    
  
10. (Upe 2014) Observe a imagem a seguir:


Ela ilustra um engenho de açúcar, típica unidade de produção do nordeste colonial. Com base na imagem e na realidade histórica por ela ilustrada, assinale a alternativa CORRETA.
a) Esse engenho movido por força hidráulica é uma realidade do século XVIII, embora anteriormente fosse utilizada a força humana ou a força animal para fazê-lo funcionar.   
b) A presença exclusiva de mão de obra escrava negra, na imagem, denota a exclusão dos indígenas como trabalhadores, escravos ou livres, da indústria açucareira.   
c) Engenhos de grande porte, como o da ilustração, só foram introduzidos na América Portuguesa em meados do século XVII, pelos holandeses que ocupavam a capitania de Pernambuco.   
d) A mão de obra utilizada nos engenhos, escrava ou livre, muitas vezes, era formada por trabalhadores especializados.   
e) A mão de obra indígena só foi utilizada, no período colonial, em regiões como São Paulo e Rio de Janeiro, não se fazendo presente nos engenhos do nordeste colonial.   

11. (Uff)

"As festas e as procissões religiosas contavam entre os grandes divertimentos da população, o que se harmoniza perfeitamente com o extremo apreço pelo aspecto externo do culto e da religião que, entre nós, sempre se manifestou (...). O que está sendo festejado é antes o êxito da empresa aurífera, do que o Santíssimo Sacramento. A festa tem uma enorme virtude congraçadora, orientando a sociedade para o evento e fazendo esquecer da sua faina cotidiana.(...). A festa seria como o rito, um momento especial construído pela sociedade, situação surgida "sob a égide e o controle do sistema social" e por ele programada. A mensagem social de riqueza e opulência para todos ganharia, com a festa, enorme clareza e força. Mas a mensagem viria como cifrada: o barroco se utiliza da ilusão e do paradoxo, e assim o luxo era ostentação pura, o fausto era falso, a riqueza começava a ser pobreza, o apogeu decadência"
(Adaptado de SOUZA, Laura de Mello e. "Desclassificados do Ouro". Rio de Janeiro, Graal, 1990, pp. 20-23) 

Segundo a autora do texto, a sociedade nascida da atividade mineradora, no Brasil do século XVIII, teria sido marcada por um "fausto falso" porque: 
a) a mineração, por ter atraído um enorme contingente populacional para a região das Gerais, provocou uma crise constante de subalimentação, que dizimava somente os escravos, a mão-de-obra central desta atividade, o que era compensado pela realização constante de festas; 
b) o conjunto das atividades de extração aurífera e de diamantes era volátil, dando àquela sociedade uma aparência opulenta, porém tão fugaz quanto a exploração das jazidas que rapidamente se esgotavam; 
c) existia um profundo contraste entre os que monopolizavam a grande exploração de ouro e diamantes e a grande maioria da população livre, que vivia em estado de penúria total, enfrentando, inclusive, a fome, devido à alta concentração populacional na região; 
d) a riqueza era a tônica dessa sociedade, sendo distribuída por todos os que nela trabalhavam, livres e escravos, o que tinha como contrapartida a promoção de luxuosas cerimônias religiosas, ainda que fosse falso o poderio da Igreja nesta região; 
e) a luxuosa arquitetura barroca era uma forma de convencer a todos aqueles que buscavam viver da exploração das jazidas que o enriquecimento era fácil e a ascensão social aberta a todas as camadas daquela sociedade. 

12. (Ufrn) O texto abaixo analisa as relações entre o homem e a mulher no Brasil, no período da Colônia e do Império. 

Muitas mulheres foram enclausuradas, desprezadas, vigiadas, espancadas, perseguidas. Em contrapartida, várias reagiram às violências que sofriam. Parte da população feminina livre esteve sob o poder dos homens, outra parte rompeu uniões indesejáveis e tornou-se senhora do próprio destino. As práticas consideradas "mágicas" foram uma das maneiras pelas quais as mulheres enfrentaram as contrariedades do cotidiano. Chegaram até mesmo a causar temor entre os homens. Acreditava-se que as "feiticeiras" tinham o poder de "cura" ou o poder sobre o amor e a fertilidade masculina e feminina, através de "poções mágicas". 
Adaptado de: MOTA, Myriam Becho; BRAICK, Patrícia Ramos. História: das cavernas ao terceiro milênio. São Paulo: Moderna, 1997. p. 239. 

A partir do texto, é possível concluir que, na sociedade brasileira colonial e imperial, 
a) as mulheres ocupavam o centro decisório das famílias, mesmo que homens praticassem atos violentos contra elas, ferindo o estabelecido pela lei. 
b) o modelo de família patriarcal, apesar de dominante, era subvertido por vários procedimentos adotados pelas mulheres. 
c) o rompimento de uma relação matrimonial por parte da mulher era considerado um ato de feitiçaria, passível de punição pela Inquisição católica. 
d) as mulheres tinham poder de decisão quanto ao número de filhos, satisfazendo, assim, o modelo feminino característico da sociedade patriarcal. 

13. (Ufv) Durante o período colonial no Brasil, a desorganização da administração metropolitana e a prática da venalidade do funcionalismo real (compra e venda de cargos), aliadas às dificuldades de comunicação entre a Europa e a América, contribuíram para o crescimento do poder dos "homens bons". Essa expressão era utilizada para designar aqueles que: 
a) integravam a Companhia de Jesus, ordem religiosa formada em torno de Inácio de Loyola, a qual, no Brasil, buscou promover a conversão dos índios ao cristianismo. 
b) podiam eleger e ser eleitos para os cargos públicos ligados às câmaras municipais, principal instância de representação local da monarquia portuguesa. 
c) participaram da Inconfidência Mineira, um levante contra o governo colonial, no final do século XVIII, tendo como uma de suas motivações a cobrança da derrama. 
d) habitavam os quilombos e mocambos e lutavam pela liberdade, sendo em sua maioria comerciantes e escravos negros fugidos, de origem africana ou nascidos no Brasil. 
e) integravam as expedições armadas, de caráter oficial ou particular, entre os séculos XVI e XVIII, e se aventuravam pelo interior do Brasil, em busca de ouro ou de indígenas para fazê-los escravos. 

14. (Unifesp) Estima-se que, no fim do período colonial, cerca de 42% da população negra ou mulata era constituída por africanos ou afro-brasileiros livres ou libertos. Sobre esse expressivo contingente, é correto afirmar que 
a) era o responsável pela criação de gado e pela indústria do couro destinada à exportação. 
b) vivia, em sua maior parte, em quilombos, que tanto marcaram a paisagem social da época. 
c) possuía todos os direitos, inclusive o de participar das Câmaras e das irmandades leigas. 
d) tinha uma situação ambígua, pois não estava livre de recair, arbitrariamente, na escravidão. 
e) formava a mão-de-obra livre assalariada nas pequenas propriedades que abasteciam as cidades. 

15. (Unifesp) De acordo com um estudo recente, na Bahia, entre 1680 e 1797, de 160 filhas nascidas em 53 famílias de destaque, mais de 77% foram enviadas a conventos, 5% permaneceram solteiras e apenas 14 se casaram. 
Tendo em vista que, no período colonial, mesmo entre pessoas livres, a população masculina era maior que a feminina, esses dados sugerem que 
a) os senhores-de-engenho não deixavam suas filhas casarem com pessoas de nível social e econômico inferior. 
b) entre as mulheres ricas, a devoção religiosa era mais intensa e fervorosa do que entre as mulheres pobres. 
c) os homens brancos preferiam manter sua liberdade sexual a se submeterem ao despotismo dos senhores-de-engenho. 
d) a vida na colônia era tão insuportável para as mulheres que elas preferiam vestir o hábito de freiras na Metrópole. 
e) a sociedade colonial se pautava por padrões morais que privilegiavam o sexo e a beleza e não o status e a riqueza.

16. (Fei) A chamada "sociedade patriarcal", característica do Brasil Colonial, assentava-se em dois elementos essenciais, que eram: 
a) livre comércio e isenção de taxas; 
b) mão-de-obra assalariada e monocultura; 
c) pequena propriedade e exportação; 
d) senhores e escravos; 
e) comércio e lavoura. 

17. (Fuvest) A sociedade colonial brasileira "herdou concepções clássicas e medievais de organização e hierarquia, mas acrescentou-lhe sistemas de graduação que se originaram da diferenciação das ocupações, raça, cor e condição social. (...) As distinções essenciais entre fidalgos e plebeus tenderam a nivelar-se, pois o mar de indígenas que cercava os colonizadores portugueses tornava todo europeu, de fato, um gentil-homem em potencial. A disponibilidade de índios como escravos ou trabalhadores possibilitava aos imigrantes concretizar seus sonhos de nobreza. (...) Com índios, podia desfrutar de uma vida verdadeiramente nobre. O gentio transformou-se em um substituto do campesinato, um novo estado, que permitiu uma reorganização de categorias tradicionais. Contudo, o fato de serem aborígenes e, mais tarde, os africanos, diferentes étnica, religiosa e fenotipicamente dos europeus, criou oportunidades para novas distinções e hierarquias baseadas na cultura e na cor." 
(Stuart B. Schwartz, SEGREDOS INTERNOS) 

A partir do texto pode-se concluir que: 
a) a diferenciação clássica e medieval entre clero, nobreza e campesinato, existente na Europa, foi transferida para o Brasil por intermédio de Portugal e se constituiu no elemento fundamental da sociedade brasileira colonial. 
b) a presença de índios e negros na sociedade brasileira levou ao surgimento de instituições como a escravidão, completamente desconhecida da sociedade europeia nos séculos XV e XVI. 
c) os índios do Brasil, por serem em pequena quantidade e terem sido facilmente dominados, não tiveram nenhum tipo de influência sobre a constituição da sociedade colonial. 
d) a diferenciação de raças, culturas e condição social entre brancos e índios, brancos e negros, tendeu a diluir a distinção clássica e medieval entre fidalgos e plebeus europeus na sociedade colonial. 
e) a existência de uma realidade diferente no Brasil, como a escravidão em larga escala de negros, não alterou em nenhum aspecto as concepções medievais dos portugueses durante os séculos XVI e XVII. 

18. (Pucmg) A situação dos mulatos em Minas Gerais, no século XVIII, tem relação com: 
a) a estrutura social e demográfica que se apoiava firmemente sobre a base da escravidão africana. 
b) o desejo de homens, na ausência de herdeiros legítimos, de libertar seus filhos de mãe escrava. 
c) o respeito às leis e o cuidado de não cometer erros graves que colocassem em risco seus direitos. 
d) os esforços para restringir as alforrias e para proibir que mulatos herdassem propriedades. 

19. (Uerj) Desconhecendo as sociedades nativas, os europeus tinham a impressão de que os índios viviam "sem Deus, sem lei, sem rei, sem pátria, sem razão". 
(VAINFAS, Ronaldo (dir.). Dicionário do Brasil Colonial (1500-1808). Rio de Janeiro: Objetiva, 2000.) 

No Brasil, nos primeiros séculos de colonização, a imagem apresentada dos indígenas levou a uma oposição entre os missionários, principalmente os jesuítas, e os colonizadores. 
Esta oposição de projetos em relação aos indígenas está expressa, respectivamente, na seguinte alternativa: 
a) defesa da conversão e da liberdade x direito de escravização 
b) estabelecimento de alianças com tribos tupis x política de extermínio seletivo 
c) aceitação de costumes como a poligamia x imposição da cultura do conquistador
d) emprego como trabalhadores livres x inserção socioeconômica como trabalhadores semilivres 
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1. (Pucrj 2015)  Analise as afirmativas abaixo acerca do processo de democratização da cena política brasileira, no final do Estado Novo (1945). 
  • I. Frente à possibilidade de vitória Aliada na Segunda Guerra Mundial, o governo brasileiro se preparou para a futura democracia com uma bem sucedida campanha de incentivo à sindicalização e divulgação da legislação social que visava à aproximação entre o presidente Getúlio Vargas e os trabalhadores brasileiros.
  • II. Entre fins de 1944 e o início de 1945, iniciaram-se as articulações para o estabelecimento de um calendário eleitoral e a criação de novos partidos políticos como a União Democrática Nacional (UDN), o Partido Social Democrático (PSD) e o Partido Trabalhista Brasileiro (PTB), mantendo-se a ilegalidade do Partido Comunista (PCB) pelo fato de ter um programa contrário aos princípios democráticos.
  • III. Somente após o final da Segunda Guerra Mundial foi possível romper a forte censura imposta pelo governo, por meio de uma bem organizada estrutura repressiva e do controle do Departamento de Imprensa e Propaganda (DIP), sobre o conteúdo exibido pelos órgãos de imprensa, o que impedia qualquer manifestação em favor da democracia por parte da oposição.
  • IV. Ao romper com as potências do Eixo no início de 1942 e, posteriormente, entrar efetivamente na guerra, o governo brasileiro apostava em uma nova inserção no cenário internacional e na obtenção de vantagens políticas nos acordos pós-guerra. Contudo, já se evidenciava a necessidade de contornar a contradição de se colocar como aliado do bloco democrático ocidental no conflito e manter um regime autoritário em seu território.
Assinale:
a) se somente as afirmativas I e III estiverem corretas.   
b) se somente as afirmativas I e IV estiverem corretas.   
c) se somente as afirmativas II, III e IV estiverem corretas.   
d) se somente as afirmativas I, II e III estiverem corretas.   
e) se todas as afirmativas estiverem corretas.   
  
2. (Uerj 2015) 



Nascida em Capivari, no interior do estado de São Paulo, Tarsila do Amaral (1886- 1973) cumpriu um papel fundamental na arte brasileira. A boa posição financeira herdada da família permitiu a ela viajar para a Europa várias vezes para estudar. A influência marcou sua produção. Operários foi pintada em 1933 e exibe a força do estilo de Tarsila ao retratar a população paulistana e, ao fundo, chaminés e fábricas em formas geométricas. 
Adaptado de vejasp.abril.com.br, 21/01/2011.

A década de 1930, quando a tela Operários foi pintada, caracterizou-se pela deflagração do processo de industrialização na sociedade brasileira.
Nessa tela, por meio da representação proposta pela artista, pode-se observar o seguinte aspecto do operariado nacional na época:
a) defasagem salarial   
b) diversidade cultural   
c) associativismo sindical   
d) disparidade educacional   
 

3. (Fuvest 2012) O Estado de compromisso, expressão do reajuste nas relações internas das classes dominantes, corresponde, por outro lado, a uma nova forma do Estado, que se caracteriza pela maior centralização, o intervencionismo ampliado e não restrito apenas à área do café, o estabelecimento de uma certa racionalização no uso de algumas fontes fundamentais de riqueza pelo capitalismo internacional (...).
Boris Fausto. A revolução de 1930. Historiografia e história. São Paulo: Brasiliense, 1987, p. 109-110. 

Segundo o texto, o Estado de compromisso correspondeu, no Brasil do período posterior a 1930, 
a) à retomada do comando político pela elite cafeicultora do sudeste brasileiro. 
b) ao primeiro momento de intervenção governamental na economia brasileira. 
c) à reorientação da política econômica, com maior presença do Estado na economia. 
d) ao esforço de eliminar os problemas sociais internos gerados pelo capitalismo internacional. 
e) à ampla democratização nas relações políticas, trabalhistas e sociais. 

4. (Uftm 2012) Entre os motivos alegados por Getúlio Vargas para decretar o Estado Novo, em novembro de 1937, pode-se citar 
a) a iminência do início da 2ª Guerra Mundial e a necessidade de proteger as nossas fronteiras. 
b) as greves operárias, os saques e as depredações que tomaram conta do país no período. 
c) a descoberta de uma suposta insurreição comunista, o chamado Plano Cohen. 
d) as denúncias de fraudes no processo de escolha do seu sucessor, publicadas pela imprensa. 
e) a insatisfação da elite paulista com o regime, que ameaçava separar-se do restante do país. 

5. (Pucsp 2012) “A revolução não se fez para assumir a tutela da Nação senão para entregar à Nação o governo de si mesma. Se a Nação entender, pelo voto de seus genuínos representantes, organizar-se antes de um modo do que de outro, devemos nos inclinar diante de sua soberania. Podemos e devemos instruir o povo, convertendo-o às ideias que nos parecem mais acertadas; mas não é lícito impor-lhe o nosso pensamento e vontade. Seria o despotismo. O Partido Democrático não pode desviar-se desta linha. No frontispício de seu programa, como a doirar a cúpula dos compromissos assumidos, figura a bela tricotomia americana do governo do povo, pelo povo e para o povo
”.
 
Declaração do Partido Democrático de São Paulo, 13 de janeiro de 1932, in Déa Ribeiro Fenelon (org.). 50 textos de história do Brasil. São Paulo: Hucitec, 1986, p. 152-153. 

O documento acima pode ser compreendido como uma demonstração 
a) da insatisfação paulista com a política varguista de proteção à produção e exportação de café, que incluía um rigoroso controle de preços e tarifas aduaneiras. 
b) do projeto de implantação do socialismo no Brasil, defendido pelo Partido Democrático e por outros setores da esquerda nos primeiros anos do governo Vargas. 
c) da divisão entre antigos aliados no movimento de 1930, que, dois anos depois, entravam em conflito por causa de seus interesses políticos e econômicos distintos. 
d) do amplo apoio popular que o Partido Democrático recebeu desde sua fundação, em 1926, e que o fez opor-se tanto aos governos da Primeira República, quanto ao governo de Vargas. 
e) da defesa, pelo Partido Democrático, da proposta de separação de São Paulo do restante do Brasil, apoiada majoritariamente pelos participantes da revolução constitucionalista de 1932. 

6. (Uespi 2012) Em 1943, foi publicada a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), que passou a regulamentar, no Brasil, de forma sistematizada, as relações de trabalho entre patrões e empregados. Essa publicação ocorreu durante: 
a) o período de redemocratização do país no governo de Jânio Quadros. 
b) a presidência de Juscelino Kubitscheck, constando do seu Plano de Metas. 
c) o período do chamado Estado Novo, sob a presidência de Getúlio Vargas. 
d) o período posterior à volta de Getúlio Vargas ao poder, na qualidade de presidente eleito. 
e) o governo do presidente Rodrigues Alves, durante o qual também ocorreu a denominada Revolta da Vacina. 


7. (Uerj 2013) 
A carteira profissional 

Por menos que pareça e por mais trabalho que dê ao interessado, a carteira profissional é um documento indispensável à proteção do trabalhador. 

Elemento de qualificação civil e de habilitação profissional, a carteira representa também título originário para a colocação, para a inscrição sindical e, ainda, um instrumento prático do contrato individual de trabalho. 

A carteira, pelos lançamentos que recebe, configura a história de uma vida. Quem a examina logo verá se o portador é um temperamento aquietado ou versátil; se ama a profissão escolhida ou ainda não encontrou a própria vocação; se andou de fábrica em fábrica, como uma abelha, ou permaneceu no mesmo estabelecimento, subindo a escala profissional. Pode ser um padrão de honra. Pode ser uma advertência. 
Alexandre Macondes Filho
Texto impresso nas Carteiras de Trabalho e Previdência Social. 

Alexandre Marcondes Filho foi ministro do trabalho do governo de Getúlio Vargas, entre 1941 e 1945. Seu texto, impresso nas carteiras de trabalho, reflete as políticas públicas referentes à legislação social que vinha sendo implementada naquela época. 
Duas características dessa legislação estão indicadas em: 
a) garantia da estabilidade de emprego / liberdade de associação 
b) previsão de assistência médica / intensificação do controle sindical 
c) proibição do trabalho infantil / regulamentação do direito de greve 
d) concessão de férias remuneradas / qualificação do trabalhador rural 

8. (Enem 2011) É difícil encontrar um texto sobre a Proclamação da República no Brasil que não cite a afirmação de Aristides Lobo, no Diário Popular de São Paulo, de que “o povo assistiu àquilo bestializado”. Essa versão foi relida pelos enaltecedores da Revolução de 1930, que não descuidaram da forma republicana, mas realçaram a exclusão social, o militarismo e o estrangeirismo da fórmula implantada em 1889. Isto porque o Brasil brasileiro teria nascido em 1930. 
MELLO, M. T. C. A república consentida: cultura democrática e científica no final do Império. Rio de Janeiro: FGV, 2007 (adaptado). 

O texto defende que a consolidação de uma determinada memória sobre a Proclamação da República no Brasil teve, na Revolução de 1930, um de seus momentos mais importantes. Os defensores da Revolução de 1930 procuraram construir uma visão negativa para os eventos de 1889, porque esta era uma maneira de 
a) valorizar as propostas políticas democráticas e liberais vitoriosas. 
b) resgatar simbolicamente as figuras políticas ligadas à Monarquia. 
c) criticar a política educacional adotada durante a República Velha. 
d) legitimar a ordem política inaugurada com a chegada desse grupo ao poder. 
e) destacar a ampla participação popular obtida no processo da Proclamação. 

9. (Ufpr 2011) Com relação ao Estado Novo, de 1937 a 1945, é correto afirmar: 
a) Foi um período de desenvolvimento do liberalismo democrático no país, permitindo com isso a consolidação da liderança política de Getúlio Vargas. 
b) Ampliou os conflitos oligárquicos e a pressão do capital internacional, culminando com o suicídio de Vargas. 
c) A política desenvolvimentista de abertura ao capital estrangeiro permitiu o crescimento das alianças políticas e comerciais entre Brasil e Estados Unidos. 
d) A proximidade política de Vargas com os regimes totalitários nazi-fascistas levou o Brasil a apoiar militarmente os países do Eixo na Segunda Guerra Mundial. 
e) Foi marcado pela crítica à democracia liberal e pela organização de um estado autoritário, encarregado de promover o progresso dentro da ordem. 

10. (CFTMG 2011) Em 1940, Getúlio Vargas pronunciou o seguinte discurso a bordo do encouraçado “Minas Gerais” em comemoração ao Dia da Marinha de Guerra. 
“Atravessamos nós, a humanidade inteira transpõe, um momento histórico de graves repercussões, resultante da rápida e violenta mutação de valores. Marchamos para um futuro diverso do quanto conhecíamos em matéria de organização econômica, social ou política, e sentimos que os velhos sistemas e fórmulas antiquadas entram em declínio. Não é, porem, como pretendem os pessimistas e os conservadores empedernidos, o fim da civilização, mas o inicio, tumultuoso e fecundo, de uma nova era. Os povos vigorosos, aptos à vida, necessitam seguir o rumo de suas aspirações, em vez de se deterem na contemplação do que desmorona e tomba em ruína. É preciso, portanto, compreender a nossa época e remover o entulho das ideias mortas e dos ideais estéreis... passou a época dos liberalismos imprevidentes, das democracias estéreis, dos personalismos inúteis e semeadores de desordem”. 
GV 40.06.11, Fundação Getulio Vargas. Apud CORSI, Francisco Luiz. Estado Novo: política externa e projeto nacional. São Paulo: UNESP/FAPESP, 2000. p.158. 
Pode-se avaliar que o discurso sugere o alinhamento ao(s) 
a) países defensores de uma política de neutralidade. 
b) conteúdo ideológico veiculado pelos países aliados. 
c) conteúdo ideológico veiculado pelos países do Eixo. 
d) países defensores de regimes democráticos e liberais. 

11. (IFCE 2011) O período Constitucional da Era Vargas, que se estende de 1934 a 1937, foi marcado por tempos difíceis e conturbados. Melhor identifica esse período: 
a) teve lugar um movimento de rebeldia conhecido como Revolução Constitucionalista, que exigia que se fizesse uma nova constituição para o país. 
b) foi instituída uma nova moeda para o país – o cruzado – como forma de estabilizar o país que sofria os efeitos da crise de 1929. 
c) pela primeira vez na história do país, um governante era processado por crime político (impeachment), perdendo seu mandato. 
d) tem lugar a luta entre duas forças: “nacionalistas” e “entreguistas”, ocasião em que acontece a nacionalização do petróleo – “o petróleo é nosso”. 
e) foram firmados dois movimentos antagônicos, que refletiam, aqui, o crescimento das ditaduras na Europa: a Ação Integralista Brasileira (fascista) e a Aliança Nacional Libertadora (comunista). 

12. (CFTSC 2010) Sobre a Era Vargas, podemos dizer que nesse período para sair da Crise de 1929, foi implementada uma política de substituição de importações que buscou integrar o território nacional. 
Nesse aspecto, podemos afirmar que a substituição das importações ligada à integração do território nacional teve como objetivos: 
a) fortalecer o modelo agrário exportador e oferecer preços mais baixos no mercado externo, tendo em vista a ampliação das vendas para os EUA, gerando o capital necessário aos projetos de integração do território. 
b) ampliar a produção industrial no Brasil e criar um mercado interno para consumo dessa produção, integrando boa parte do território nacional, especialmente o eixo Centro-Sul, onde se concentraram as atividades econômicas mais importantes desse período. 
c) expandir o setor de serviços e fortalecer os sindicatos, de modo que fosse possível a integração do território nacional pela união dos trabalhadores em grandes centrais sindicais. 
d) reforçar o setor agrícola e diminuir os investimentos em indústrias para que houvesse menos importações de máquinas e equipamentos dos EUA e Europa, necessários às empresas do setor industrial que estavam plenamente integradas no território nacional. 
e) fortalecer as exportações de máquinas e equipamentos e gerar investimentos externos no país, para que o Brasil se desenvolvesse com maior rapidez, permitindo a construção de uma infraestrutura homogênea de integração do território nacional. 

13. (Enem 2010) A solução militar da crise política gerada pela sucessão do presidente Washington Luís em 1929-1930 provoca profunda ruptura institucional no país. Deposto o presidente, o Governo Provisório (1930-1934) precisa administrar as diferenças entre as correntes políticas integrantes da composição vitoriosa, herdeira da Aliança Liberal. 
LEMOS, R. A revolução constitucionalista de 1932. SILVA, R. M.; CACHAPUZ, P. B.; LAMARÃO, S. (Org). Getúlio Vargas e seu tempo. Rio de Janeiro: BNDES. 

No contexto histórico da crise da Primeira República, verifica-se uma divisão no movimento tenentista. A atuação dos integrantes do movimento liderados por Juarez Távora, os chamados “liberais” nos anos 1930, deve ser entendida como 
a) a aliança com os cafeicultores paulistas em defesa de novas eleições. 
b) o retorno aos quartéis diante da desilusão política com a “Revolução de 30”. 
c) o compromisso político-institucional com o governo provisório de Vargas. 
d) a adesão ao socialismo, reforçada pelo exemplo do ex-tenente Luis Carlos Prestes. 
e) o apoio ao governo provisório em defesa da descentralização do poder político 

14. (Ufmg 2010) Leia estes versos: 
Mataram-nos à traição quando dormiam, 
E foram companheiros que os mataram 
Não foi a guerra, foi o crime que os matou 
Dormiam no quartel, de madrugada, 
Mas a seu lado, 
Em sinistra vigília, 
Companheiros sem alma conspiravam, 
Sem alma porque a tinham vendido 
Ao estrangeiro de vestes vermelhas.... 
Eram os filhos malditos de Caim. 
MAUL, Carlos. Toque de Silêncio. 

É CORRETO afirmar que, nesses versos, o autor faz referência 
a) à insurreição de novembro de 1935. 
b) à Revolução Constitucionalista de 1932. 
c) à Revolução de Outubro de 1930. 
d) ao golpe civil-militar de 1964. 

15. (CFTSC 2010) Em 1929, ocorreu a queda da bolsa de valores de Nova York que desencadeou a Crise de 1929, que se prolongaria por boa parte da década de 1930. Nos Estados Unidos, surgiu o New Deal para lutar contra a situação vigente. No Brasil, vivemos nesse período a famosa Era Vargas (1930 a 1945), com destaque para o Estado Novo. 
Sobre o Estado Novo, é correto afirmar que: 
a) pregava a intervenção do Estado na economia contra o liberalismo econômico. 
b) pregava a lei da oferta e procura sem ação tutelar do Estado. 
c) pregava a democracia como única solução para os momentos de crises. 
d) pregava a liberdade social dos sindicatos como meio de diálogo entre as classes trabalhadoras. 
e) pregava a liberdade de imprensa como meio de comunicação entre o Estado e a população

16. (Uerj 2012) 


No governo Vargas, foi criado o Serviço Especial de Mobilização de Trabalhadores para a Amazônia − S.E.M.T.A., uma medida direcionada para a participação do Brasil na Segunda Guerra Mundial (1939-1945). 

Com base no cartaz, as ações programadas por esse serviço tiveram como principal objetivo: 
a) ocupação militar relacionada à redefinição das fronteiras nacionais 
b) proteção dos trabalhadores rurais em resposta à depressão econômica 
c) estímulo à migração para exploração de recursos naturais estratégicos 
d) demarcação de reservas florestais associada à política de defesa ambiental 

17. (Unesp 2012) Com pouco dinheiro, mas fora do eixo revolucionário do mundo, ignorando o Manifesto Comunista e não querendo ser burguês, passei naturalmente a ser boêmio. (...) Continuei na burguesia, de que mais que aliado, fui índice cretino, sentimental e poético. (...) A valorização do café foi uma operação imperialista. A poesia Pau Brasil também. Isso tinha que ruir com as cornetas da crise. Como ruiu quase toda a literatura brasileira “de vanguarda”, provinciana e suspeita, quando não extremamente esgotada e reacionária. 
(Oswald de Andrade. Prefácio a Serafim Ponte Grande, 1933.) 
O texto de Oswald de Andrade 
a) expõe o anseio do autor de que a literatura e as demais formas artísticas fossem controladas pelo Estado e escapassem, assim, da tutela da classe social hegemônica. 
b) revela algumas das principais características do movimento modernista de 1922, como a busca da identidade nacional e a adesão a projetos político-partidários de direita. 
c) indica o afastamento gradual dos participantes da Semana de Arte Moderna em relação aos componentes ideológicos de esquerda que caracterizaram o movimento. 
d) explicita a preocupação dos setores políticos e sociais dominantes frente à crise econômica provocada pela alta do preço do café e sua tentativa de regulamentar o setor. 
e) demonstra a defesa, pelo autor, da politização da produção literária e o abandono de parte dos princípios estéticos que guiaram sua obra na década anterior.