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1. (Ufu 2016) A tranquilidade dos súditos só se encontra na obediência. [...] Sempre é menos ruim para o público suportar do que controlar incluso o mau governo dos reis, do qual Deus é único juiz. Aquilo que os reis parecem fazer contra a lei comum funda-se, geralmente, na razão de Estado, que é a primeira das leis, por consentimento de todo mundo, mas que é, no entanto, a mais desconhecida e a mais obscura para todos aqueles que não governam. 
LUÍS XIV, Rei da França. Memorias. (Versão espanhola de Aurelio Garzón del Camino). México: Fondo de Cultura Económica, 1989. p. 28-37 (Adaptado).

As palavras do rei Luís XIV exemplificam um complexo e longo processo sociopolítico, identificado com o que comumente chamamos de Idade Moderna e que podia ser caracterizado.
a) por um crescente deslocamento do poder político da burguesia, que passou a ver a ascensão da nobreza feudal, cada vez mais próxima do poder e ocupando importantes cargos políticos.   
b) pela centralização administrativa sobre os particularismos locais e pela crescente unificação territorial, ainda que os senhores de terra não perdessem inteiramente seus privilégios.   
c) pelo fortalecimento do poder político da Igreja Católica, resultado de um processo de crescente mercantilização de suas terras e de sua consequente adequação ao mercado.   
d) pelo processo de cercamento dos campos, com o consequente fortalecimento da nobreza feudal, a qual, com os altos impostos que pagava, contribuiu decisivamente para o fortalecimento do poder real.   

2. (Espcex (Aman) 2015) O absolutismo desenvolveu-se no ocidente europeu durante a Idade Moderna (séculos XV ao XVIII), favorecido, principalmente, pela(o)(s):
a) falta de freio nas concepções morais e nos costumes da época.   
b) fortalecimento da Igreja Católica e pelos lucros auferidos pelas vitórias dos cruzados.   
c) formação dos estados nacionais e transferência do eixo econômico do Oceano Atlântico para o Mar Mediterrâneo.   
d) riquezas obtidas pelos reis europeus na América, África e Ásia.   
e) reforma protestante e transferência do eixo econômico do Oceano Atlântico para o Mar Mediterrâneo.   
  
3. (Unesp 2014) O comércio foi de fato o nervo da colonização do Antigo Regime, isto é, para incrementar as atividades mercantis processava-se a ocupação, povoamento e valorização das novas áreas. E aqui ressalta de novo o sentido da colonização da época Moderna; indo em curso na Europa a expansão da economia de mercado, com a mercantilização crescente dos vários setores produtivos antes à margem da circulação de mercadorias – a produção colonial era uma produção mercantil, ligada às grandes linhas do tráfico internacional. 
(Fernando A. Novais. Portugal e Brasil na crise do Antigo Sistema Colonial (1777-1808), 1981. Adaptado.)

O mecanismo principal da colonização foi o comércio entre colônia e metrópole, fato que se manifesta
a) na ampliação do movimento de integração econômica europeia por meio do amplo acesso de outras potências aos mercados coloniais.   
b) na ausência de preocupações capitalistas por parte dos colonos, que preferiam manter o modelo feudal e a hegemonia dos senhores de terras.   
c) nas críticas das autoridades metropolitanas à persistência do escravismo, que impedia a ampliação do mercado consumidor na colônia.   
d) no desinteresse metropolitano de ocupar as novas terras conquistadas, limitando-se à exploração imediatista das riquezas encontradas.   
e) no condicionamento político, demográfico e econômico dos espaços coloniais, que deveriam gerar lucros para as economias metropolitanas.   
  
4. (Fgv 2014) Sobre as relações entre os reinos ibéricos e a expansão ultramarina, é correto afirmar que a
a) centralização do poder no reino português só ocorreu após a vitória contra os muçulmanos na guerra de Reconquista, o que garantiu o estabelecimento de alianças diplomáticas com os demais reinos ibéricos, condição para sanar a crise do feudalismo por meio da expansão ultramarina.   
b) guerra de Reconquista teve papel importante na organização do Estado português, uma vez que reforçou o poder do rei como chefe político e militar, garantindo a centralização do poder, requisito para mobilizar recursos a fim de bancar a expansão marítima e comercial.   
c) canalização de recursos, organizada pelo Estado português para a expansão ultramarina, só foi possível com a preciosa ajuda do capital dos demais reinos da península Ibérica na guerra de Reconquista, interessados em expulsar o invasor muçulmano que havia fechado o rentável comércio no Mediterrâneo.   
d) expansão marítima e comercial precisou de recursos promovidos pelo reino português, ainda não unificado, que usou a guerra de Reconquista para garantir a sua unificação política contra os demais reinos ibéricos, que lutavam ao lado dos muçulmanos como forma de impedir o fortalecimento do futuro Estado luso.   
e) vitória do reino de Portugal contra os muçulmanos foi garantida pela ajuda militar e financeira do Estado espanhol, já unificado, o que permitiu também a expansão marítima e comercial, condição essencial para o fim da crise do feudalismo na Europa Ocidental.   

5. (FUVEST) No processo de formação dos Estados Nacionais da França e da Inglaterra podem ser identificados os seguintes aspectos:
a) fortalecimento do poder da nobreza e retardamento da formação do Estado Moderno
b) ampliação da dependência do rei em relação aos senhores feudais e à Igreja
c) desagregação do feudalismo e centralização política
d) diminuição do poder real e crise do capitalismo comercial
e) enfraquecimento da burguesia e equilíbrio entre o Estado e a Igreja

6. (FUVEST) O Estado Moderno Absolutista atingiu seu maior poder de atuação no século XVII. Na arte e na economia suas expressões foram respectivamente:
a) rococó e liberalismo.
b) renascentismo e capitalismo.
c) barroco e mercantilismo.
d) maneirismo e colonialismo.
e) classicismo e economicismo.

7. (Mackenzie) Sobre as Guerras de Religião ocorridas na França durante o século XVI, é correto afirmar que:
a) decretaram o fim da Dinastia dos Bourbons, através do Edito de Nantes, proclamado na "Noite de São Bartolomeu".
b) aceleraram o processo de consolidação do Estado Absolutista, permitindo a chegada ao poder de reis protestantes aliados à burguesia mercantil católica.
c) motivaram a aliança do Partido Huguenote com a Rainha Catarina de Médicis, provocando, na célebre "Noite de São Bartolomeu", o massacre dos membros da Santa Liga aliada da nobreza calvinista.
d) expressaram o confronto político-religioso entre a nobreza católica, liderada pelos Guises e os Huguenotes ligados aos Bourbons, ocasionando crises no processo de consolidação do absolutismo.
e) provocaram o confronto entre os Huguenotes, membros do Partido Papista e os Calvinistas integrantes da Santa Liga, fortalecendo o absolutismo.

8. (Mackenzie) O florentino Nicolau Maquiavel (1469 - 1527) rompeu com a religiosidade medieval, estabelecendo nítida distinção entre a moral individual e a moral pública. Em seu livro "O Príncipe" preconizava que:
a) o chefe de Estado deve ser um chefe de exército. O Estado em guerra deve renunciar a todo sentimento de humanidade... O equilíbrio das forças está inscrito nos tratados. Mas os chefes de Estado não devem hesitar em trair sua palavra ou violar sua assinatura no interesse do Estado.
b) somente a autoridade ilimitada do soberano poderia manter a ordem interna de uma nação. A ordem política internacional é a mais importante; sem ela se estabeleceria o caos e a turbulência política.
c) na transformação do Estado Natural para o Estado Civil, legitima-se o poder absoluto do rei, uma vez que o segundo monta-se a partir do indivíduo, que cede seus direitos em troca de proteção contra a violência e o caos do primeiro.
d) o trono real não é o trono de um homem, mas o trono do próprio Deus... Os reis... são deuses e participam de alguma maneira da independência divina. O rei vê mais longe e de mais alto; deve-se acreditar que ele vê melhor...
e) há três espécies de governo: o republicano, o monárquico e o despótico... A liberdade política não se encontra senão nos governos moderados... Para que não se possa abusar do poder, é preciso que pela disposição das coisas, o poder faça parar o poder.

9. (Puccamp) Como características gerais dos Estados Modernos, que se organizavam na Europa Ocidental no período que vai do século XV ao XVIII, pode-se mencionar entre outros, a
a) consolidação da burguesia industrial no poder e a descentralização administrativa.
b) centralização e unificação administrativa, bem como o desenvolvimento do mercantilismo.
c) confirmação das obrigações feudais e o estímulo à produção urbano-industrial.
d) superação das relações feudais e a não intervenção na economia.
e) consolidação do localismo político e a montagem de um exército nacional.

10. (Pucpr) As Guerras Civis Religiosas do século XVI na França favoreceram o fortalecimento do poder absoluto dos monarcas da dinastia Bourbon, que reinaram do século XVI ao XVIII e parte do XIX. Assinale a única alternativa errada no que se refere ao absolutismo real na França:
a) Luís XIII, filho de Henrique IV e Maria de Médicis, teve longo reinado, sendo muito ajudado pela hábil política do Cardeal Richelieu.
b) Luís XIV marcou o auge do absolutismo real, mandou construir o suntuoso Palácio de Versalhes e continuou, através de Colbert, a aplicar o mercantilismo no plano econômico.
c) Na Guerra dos Sete Anos (1756-1763), sob o rei Luís XV, a França vitoriosa tomou aos ingleses partes da Índia e, na América, a enorme região da Louisiana.
d) Na Guerra de Sucessão da Espanha (1701-1713), França e Espanha lutaram contra uma coligação europeia. Os tratados de Utrecht e Rastadt definiram a paz. A França perdeu para a Inglaterra a Terra Nova e Acádia e a Espanha perdeu Gibraltar, ainda em poder daquela potência insular.
e) Henrique IV fundou a dinastia de Bourbon e pacificou a França, tendo os protestantes (huguenotes) alcançado liberdade de culto e o domínio sobre várias cidades fortificadas, nos termos do Edito de Nantes (1598).

11. (Unirio)
Vou-me embora pra Pasárgada
Lá sou amigo do rei
Lá tenho a mulher que eu quero
Na cama que escolherei
Vou-me embora pra Pasárgada
(BANDEIRA, Manoel. "Vou-me embora pra Pasárgada". In: VOU-ME EMBORA PRA PASÁRGADA E OUTROS POEMAS. Rio de Janeiro, Ediouro, 1997.)

O reino imaginário de Pasárgada e os privilégios dos amigos do rei podem ser comparados à situação da nobreza europeia com a formação das Monarquias Nacionais Modernas. A razão fundamental do apoio que esta nobreza forneceu ao rei, no intuito de manter-se "amiga" do mesmo, conservando inúmeras regalias, pode ser explicada pela (o):
a) composição de um corpo burocrático que absorve a nobreza, tornando esse segmento autônomo em relação às atividades agrícolas que são assumidas pelo capital mercantil.
b) subordinação dos negócios da burguesia emergente aos interesses da nobreza fundiária, obstaculizando o desenvolvimento das atividades comerciais.
c) manutenção de forças militares locais que atuaram como verdadeiras milícias aristocráticas na repressão aos levantes camponeses.
d) repressão que as monarquias empreenderiam às revoltas camponesas, restabelecendo a ordem no meio rural em proveito da aristocracia agrária.
e) completo restabelecimento das relações feudo-vassálicas, freando temporariamente o processo de assalariamento da mão-de-obra e de entrada do capital mercantil no campo.

12. (Ufscar) Sobre a "Guerra dos Trinta Anos" (1618-1648), é correto afirmar que
a) foi um conflito entre católicos e protestantes dentro do Sacro Império Germânico.
b) Espanha e Portugal se aliaram para combater o protestantismo holandês.
c) Portugal negociou tratados de abastecimento de alimentos com a Inglaterra, para sobreviver aos ataques holandeses.
d) Portugal expandiu sua conquista na Ásia, pelo fato de o continente estar fora dos interesses dos negociantes flamengos.
e) o Brasil permaneceu sob o controle português, garantindo os lucros açucareiros para a Coroa lusa.

13. (UNESP) O início da Época Moderna está ligado a um processo geral de transformações humanística, artística, cultural e política. A concentração do poder promoveu um tipo de Estado. Para alguns pensadores da época, que procuraram fundamentar o Absolutismo:
a) a função do Estado é agir de acordo com a vontade da maioria.
b) a História se explica pelo valor da raça de um povo.
c) a fidelidade ao poder absoluto reside na separação dos três poderes.
d) o rei reina por vontade de Deus, sendo assim considerado o seu representante na Terra.
e) a soberania máxima reside no próprio povo.

14. (Ufrgs 2004) Observe a figura a seguir, que representa a construção da imagem do Rei-Sol. 
Luís XIV assumiu o poder monárquico francês em 1661 e, em pouco tempo, impôs à França e à Europa a imagem pública de um Rei-Sol todo poderoso. Toda uma máquina de propaganda foi colocada a serviço do rei francês. Escritores, historiadores, escultores e pintores foram convocados ao exercício da sua glorificação. O mito de Luís XIV foi criado em meio a mudanças socioeconômicas e políticas na França do século XVII. 

A esse respeito, considere as seguintes afirmações. 
I - Luís XIV, rei por direito divino, suscitou a admiração de seus pares europeus, Versalhes foi copiada por toda a Europa, o francês consolidou-se como língua falada pela elite europeia. Porém, sombras viriam a ofuscar o Rei-Sol, visto que a oposição exilada começou a denunciar a autocracia do monarca francês. 
II - Para restabelecer a paz no reino, após a rebelião da Fronda e a Guerra dos Trinta Anos, e dedicar-se à consolidação da cultura francesa como universal, Luís XIV devolveu o poder das províncias às grandes famílias aristocráticas. 
III - A fim de criar uma imagem pública positiva e democrática, Luís XIV organizou a partilha do poder de Estado com o Parlamento e com o Judiciário, dando início à divisão dos três poderes, cara a Montesquieu e fundamental para os novos rumos da política europeia. 

Quais estão corretas? 
a) Apenas I. 
b) Apenas II. 
c) Apenas III. 
d) Apenas I e III. 
e) Apenas II e III.

15. (Cesgranrio) A frase de Luiz XIV, "L'Etat c'est moi" (O Estado sou eu), como definição da natureza do absolutismo monárquico, significava:
a) a unidade do poder estatal, civil e religioso, com a criação de uma Igreja Francesa (nacional);
b) a superioridade do príncipe em relação a todas as classes sociais, reduzindo a um lugar humilde a burguesia enriquecida;
c) a submissão da nobreza feudal pela eliminação de todos os seus privilégios fiscais;
d) a centralização do poder real e absoluto do monarca na sua pessoa, sem quaisquer limites institucionais reconhecidos;
e) o desejo régio de garantir ao Estado um papel de juiz imparcial no conflito entre a aristocracia e o campesinato.

16. (Faap) Principalmente a partir do século XVI vários autores passam a desenvolver teorias, justificando o poder real. São os legistas que, através de doutrinas leigas ou religiosas, tentam legalizar o Absolutismo. Um deles é Maquiavel: afirma que a obrigação suprema do governante é manter o poder e a segurança do país que governa. Para isso deve usar de todos os meios disponíveis, pois que "os fins justificam os meios." Professou suas ideias na famosa obra:
a) "Leviatã"
b) "Do Direito da Paz e da Guerra"
c) "República"
d) "O Príncipe"
e) "Política Segundo as Sagradas Escrituras"
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1. (Fac. Albert Einstein 2016) “Na sua condição de propriedade, o escravo é uma coisa, um bem objetivo. (...) Daí ter sido usual a prática de marcar o escravo com ferro em brasa como se ferra o gado. Os negros eram marcados já na África, antes do embarque, e o mesmo se fazia no Brasil, até no final da escravidão. (...) Seu comportamento e sua consciência teriam de transcender a condição de coisa possuída no relacionamento com o senhor e com os homens livres em geral. E transcendiam, antes de tudo, pelo ato criminoso. O primeiro ato humano do escravo é o crime, desde o atentado contra o senhor à fuga do cativeiro. Em contrapartida, ao reconhecer a responsabilidade penal dos escravos, a sociedade escravista os reconhecia como homens: além de incluí-los no direito das coisas, submetia-os à legislação penal.” 
Jacob Gorender. O escravismo colonial. São Paulo: Ática, 1992, p. 62-63.

O texto indica
a) a ambiguidade no reconhecimento, pela sociedade colonial e imperial brasileira, da condição dos africanos escravizados, que se manifestava sobretudo diante de algumas formas de resistência à exploração.   
b) a precocidade da legislação brasileira contra crimes hediondos e contra o desrespeito, pelos africanos escravizados, às obrigações e deveres de todo trabalhador rural.   
c) o reconhecimento, pelos governantes brasileiros na colônia e no império, da necessidade de mediar e controlar as relações dos proprietários rurais com o amplo contingente de africanos escravizados.   
d) o descumprimento, pelos senhores de escravos no Brasil colonial e imperial, das leis que regulavam o trabalho compulsório e que impediam a aplicação da pena de morte aos africanos escravizados.   
  
2. (Ufrgs 2016) Considerando a história das relações entre sociedade e religião no Brasil, é correto afirmar que
a) a Contra Reforma católica atuou na colônia a partir de visitas inquisitoriais que visavam moralizar os colonos e coibir os chamados crimes de fé.    
b) a presença da religião islâmica no Brasil é bastante recente, iniciada a partir da Primeira República, com a vinda de famílias árabes.   
c) as práticas religiosas afro-brasileiras não se manifestaram no país, ao longo do período imperial, em razão de proibições legais e da perseguição policial.   
d) o surgimento das vertentes evangélicas ocorreu a partir da chamada onda neopentecostal que se manifestou no Brasil, na década de 1950.    
e) as relações entre Estado e Igreja no Brasil contemporâneo foram sempre marcadas pela indistinção das esferas política e religiosa, motivada pelo reconhecimento constitucional do Catolicismo como religião oficial do Estado.   
  
3. (Uece 2015) Sobre a sociedade brasileira do período colonial, pode-se afirmar corretamente que 
a) buscava afirmar valores nativistas contestando a exploração colonial.    
b) era alicerçada em relações sociais que primavam por igualdade e fraternidade.    
c) baseava-se em relações sociais de cunho escravista e patriarcal.    
d) procurou imprimir uma nova dinâmica social que em nada lembrava a metrópole colonizadora.    
  
4. (IFSCc 2014) Negar-lhes totalmente os seus folguedos, que são o único alívio do seu cativeiro, é querê-los desconsolados e melancólicos, de pouca vida e saúde. Portanto, não lhes estranhem os senhores o criarem seus reis, cantar e bailar por algumas horas honestamente em alguns dias do ano, e o alegrarem-se inocentemente à tarde depois de terem feito pela manhã suas festas de Nossa Senhora do Rosário, de São Benedito...
Fonte: ANTONIL, Andre João. In.: PEDRO, Antonio e LIMA, Lizânioas de Souza.
Coleção História sempre presente. v. 2. São Paulo: FTD, 2010. p. 213.

Sobre as relações entre os senhores e os escravos no Brasil e tendo por base o texto do cronista Andre João Antonil, escrito no século XVII, é CORRETO afirmar que:
a) Ao analisarmos, hoje, a sociedade brasileira percebemos que o texto de Antonil foi em vão. Os senhores de escravos reprimiam duramente qualquer manifestação religiosa africana no Brasil, dessa forma, não há qualquer traço da religiosidade africana no Brasil atual.   
b) Mesmo permitindo que os escravos mantivessem sua cultura e sua religiosidade, eles a abdicariam e se converteriam em católicos, adorando, entre outros santos, Nossa Senhora do Rosário e São Benedito, principalmente.   
c) Os escravos que viviam no Brasil não se preocupavam com sua religiosidade, pois todos os africanos, depois de capturados, sabiam que seriam apenas um bem de seu senhor e não queriam nada a não ser comida para continuar o trabalho.   
d) Podemos perceber, através do relato de Antonil, que os escravos separavam bem os aspectos culturais africanos e os europeus. Dessa forma, o sincretismo religioso e mestiçagens culturais foram praticamente nulas no Brasil.   
e) Havia uma certa permissão para que os escravos mantivessem algumas manifestações culturais africanas, porém, segundo Antonil, isso deveria acontecer para que se tivesse um certo controle social sobre os escravos.   
  
5. (Ueg 2013) O caso de uma Rosa Gomes, escrava do alferes José Gomes de Barros. Muita conhecida no tempo [...], a escrava diligente havia juntado pecúlio para comprar quatro escravos a crédito, incluindo uma mãe e filho. No entanto o alferes, seu senhor, não ajustava preço para a Rosa comprar a própria liberdade, lançando valores fantásticos, irreais. Luís da Cunha, em ordem pública, interveio na pendenga, forçando José Gomes de Barros a contratar com justeza a alforria da escrava, apontando-lhe vilmente incorrer em ludibrio de sua honra e do caráter de alferes da companhia de nobreza por agir erradamente com a serva. 
BERTRAN, Paulo (Org.). Notícia geral da Capitania de Goiás. Goiânia: UCG/UFG, 1996. p. 23-24.

O fato citado aconteceu em Vila Boa de Goiás, em 1783, durante a administração do governador Luís da Cunha Menezes. Ele demonstra que, na sociedade goiana do século XVIII, havia
a) uma concepção de escravidão que permitia ao escravo negro uma considerável margem de ação econômica.   
b) uma concepção de escravidão que se legitimava não apenas na coerção física, mas também no direito consuetudinário.   
c) um modelo de administração pública na qual o governador das capitanias era uma figura meramente decorativa.   
d) um modelo de escravidão marcado pela concepção de que o escravo era juridicamente similar a um animal de carga.   
 
6. (Upe 2012) Observe a fotografia a seguir, mostrando as cicatrizes de açoites em um escravo, no século XIX.
 
Os castigos corporais eram uma prática comum, adotada para castigar escravos no Brasil, durante os séculos XVI-XIX. Porém essa prática não era aleatória e seguia uma legislação desde os tempos da colônia. Sobre esse capítulo das relações entre senhores e escravos no Brasil colonial e imperial, analise as afirmativas a seguir: 
I. Dentre os textos jurídicos que puniam o excesso no castigo físico dos escravos, estavam as Ordenações Filipinas e o Código Penal do Império.
II. A figura do feitor personificava a punição promovida pelo senhor contra seus escravos.
III. O castigo dos escravos não seguia nenhuma legislação no período da monarquia, no Brasil.
IV. Apenas os escravos do sexo masculino eram punidos com castigo físico.
V. Muitos castigos físicos deixavam danos irreparáveis nos escravos, porém, nem sempre, o castigo em excesso era punido devidamente.

 Estão corretas
a) I, II e III. 
b) II, III e IV. 
c) I, III e V. 
d) I, II e V. 
e) III, IV e V. 

7. (Ufg 2014) Leia o documento a seguir.
Este homem é um dos maiores selvagens com que tenho topado: quando se avistou comigo, trouxe consigo um intérprete porque não sabe falar português nem se diferencia do mais bárbaro Tapuia. Mesmo se dizendo cristão e sendo casado, lhe assistem sete índias concubinas. E daqui se pode inferir que, tendo em vista a sua vida desde que teve o uso da razão, se é que a teve, até o presente momento, se encontra a andar metido pelos matos à caça de índios e de índias, estas para o exercício de sua torpeza sexual, aqueles para a obtenção de seus interesses econômicos.
RIBEIRO, Darcy; MOREIRA NETO, Carlos Araújo (Orgs.). A fundação do Brasil: testemunhos – 1500/1700. Petrópolis: Vozes, 1992. p. 299. (Adaptado).

O documento apresenta a descrição feita pelo bispo de Pernambuco, D. Francisco de Lima, a respeito do chefe bandeirante Domingos Jorge Velho. Essa descrição indica um antagonismo entre religiosos católicos e bandeirantes na América Portuguesa durante o século XVII. Com base na análise do documento e de seu contexto histórico, conclui- se que tal oposição associava-se ao fato de a Igreja
a) condenar o enriquecimento por meio da escravidão, contrariando os citados “interesses econômicos” dos bandeirantes, que se firmavam como fornecedores de mão de obra escrava para diversas capitanias.   
b) defender a catequização dos indígenas e sua organização em missões religiosas, condenando, assim, as bandeiras de apresamento, aludidas no trecho “andar metido nas matas à caça de índios e índias”.   
c) desprezar a cultura nativista constituída na Capitania de São Vicente, onde foram rejeitados os costumes e a língua portuguesa, como destacado pelo bispo, ao afirmar que o bandeirante necessitou de intérprete.   
d) repudiar a associação entre bandeirantes e Tapuias, implícita nos trechos em que o padre afirma que Jorge Velho não se diferenciava dessa etnia e que mantinha concubinato com tais índias.   
e) considerar que os colonos eram desprovidos de raciocínio, como indicado pelo religioso, ao duvidar que o bandeirante possuía razão, por entender que esta é alcançada por meio de estudos eclesiásticos.   
  
8. (IFSP 2014) Considere as seguintes informações sobre a escravidão praticada na América Portuguesa.
- Nos cafezais e canaviais, o escravo fazia parte de uma equipe de cerca de 12 a 15 homens ou mulheres.
- O engenho de açúcar e suas máquinas exigiam trabalhadores especializados.
- Na cidade e no campo, havia escravos pedreiros, carpinteiros, barbeiros e outros.
- Nas cidades, os senhores alugavam os serviços dos escravos capacitados em variadas tarefas e também no comércio.
- Os escravos domésticos eram supervisionados pelo olhar exigente das donas-de-casa.
(MATTOSO, Katia de Queirós. Ser escravo no Brasil. São Paulo: Brasiliense, 1988, p.116. Adaptado)

Analisando os itens apresentados, é correto concluir que a escravidão na América Portuguesa
a) restringiu-se aos engenhos de cana e à produção agrícola monocultora de exportação.   
b) baseou-se na força física dos escravos, mas não considerou suas habilidades prévias.   
c) era distribuída de acordo com o modo de produção industrial das fábricas do período.   
d) esteve presente em todos os setores da vida social e produtiva na cidade e no campo.   
e) organizava as tarefas de acordo com o interesse pessoal e escolha dos trabalhadores.   
  
9. (Uepb 2014) Considerando os conflitos sociais que ocorreram no período colonial, é CORRETO afirmar:
a) Todos os conflitos ocorridos no período colonial ocorridos entre colonos e forças metropolitanas são considerados precursores da independência, sendo iniciados por grupos de colonos sempre oprimidos que buscavam mais liberdade, igualdade e fraternidade.   
b) Foram movimentos nativistas que, estimulados pelo anti-absolutismo e por ideias liberais, lutavam pela independência do Brasil.    
c) A Revolta de Vila Rica de 1720, que teve a liderança de Felipe dos Santos, foi motivada pela crise da economia aurífera e tinha como principal objetivo a independência do Brasil.    
d) A maior parte dos conflitos nos trezentos anos de administração portuguesa não teve por finalidade a separação do Brasil em relação a Portugal.    
e) Não há registros de participação popular e muito menos de escravos em nenhum dos conflitos ocorridos na América Portuguesa.    
  
10. (Upe 2014) Observe a imagem a seguir:


Ela ilustra um engenho de açúcar, típica unidade de produção do nordeste colonial. Com base na imagem e na realidade histórica por ela ilustrada, assinale a alternativa CORRETA.
a) Esse engenho movido por força hidráulica é uma realidade do século XVIII, embora anteriormente fosse utilizada a força humana ou a força animal para fazê-lo funcionar.   
b) A presença exclusiva de mão de obra escrava negra, na imagem, denota a exclusão dos indígenas como trabalhadores, escravos ou livres, da indústria açucareira.   
c) Engenhos de grande porte, como o da ilustração, só foram introduzidos na América Portuguesa em meados do século XVII, pelos holandeses que ocupavam a capitania de Pernambuco.   
d) A mão de obra utilizada nos engenhos, escrava ou livre, muitas vezes, era formada por trabalhadores especializados.   
e) A mão de obra indígena só foi utilizada, no período colonial, em regiões como São Paulo e Rio de Janeiro, não se fazendo presente nos engenhos do nordeste colonial.   

11. (Uff)

"As festas e as procissões religiosas contavam entre os grandes divertimentos da população, o que se harmoniza perfeitamente com o extremo apreço pelo aspecto externo do culto e da religião que, entre nós, sempre se manifestou (...). O que está sendo festejado é antes o êxito da empresa aurífera, do que o Santíssimo Sacramento. A festa tem uma enorme virtude congraçadora, orientando a sociedade para o evento e fazendo esquecer da sua faina cotidiana.(...). A festa seria como o rito, um momento especial construído pela sociedade, situação surgida "sob a égide e o controle do sistema social" e por ele programada. A mensagem social de riqueza e opulência para todos ganharia, com a festa, enorme clareza e força. Mas a mensagem viria como cifrada: o barroco se utiliza da ilusão e do paradoxo, e assim o luxo era ostentação pura, o fausto era falso, a riqueza começava a ser pobreza, o apogeu decadência"
(Adaptado de SOUZA, Laura de Mello e. "Desclassificados do Ouro". Rio de Janeiro, Graal, 1990, pp. 20-23) 

Segundo a autora do texto, a sociedade nascida da atividade mineradora, no Brasil do século XVIII, teria sido marcada por um "fausto falso" porque: 
a) a mineração, por ter atraído um enorme contingente populacional para a região das Gerais, provocou uma crise constante de subalimentação, que dizimava somente os escravos, a mão-de-obra central desta atividade, o que era compensado pela realização constante de festas; 
b) o conjunto das atividades de extração aurífera e de diamantes era volátil, dando àquela sociedade uma aparência opulenta, porém tão fugaz quanto a exploração das jazidas que rapidamente se esgotavam; 
c) existia um profundo contraste entre os que monopolizavam a grande exploração de ouro e diamantes e a grande maioria da população livre, que vivia em estado de penúria total, enfrentando, inclusive, a fome, devido à alta concentração populacional na região; 
d) a riqueza era a tônica dessa sociedade, sendo distribuída por todos os que nela trabalhavam, livres e escravos, o que tinha como contrapartida a promoção de luxuosas cerimônias religiosas, ainda que fosse falso o poderio da Igreja nesta região; 
e) a luxuosa arquitetura barroca era uma forma de convencer a todos aqueles que buscavam viver da exploração das jazidas que o enriquecimento era fácil e a ascensão social aberta a todas as camadas daquela sociedade. 

12. (Ufrn) O texto abaixo analisa as relações entre o homem e a mulher no Brasil, no período da Colônia e do Império. 

Muitas mulheres foram enclausuradas, desprezadas, vigiadas, espancadas, perseguidas. Em contrapartida, várias reagiram às violências que sofriam. Parte da população feminina livre esteve sob o poder dos homens, outra parte rompeu uniões indesejáveis e tornou-se senhora do próprio destino. As práticas consideradas "mágicas" foram uma das maneiras pelas quais as mulheres enfrentaram as contrariedades do cotidiano. Chegaram até mesmo a causar temor entre os homens. Acreditava-se que as "feiticeiras" tinham o poder de "cura" ou o poder sobre o amor e a fertilidade masculina e feminina, através de "poções mágicas". 
Adaptado de: MOTA, Myriam Becho; BRAICK, Patrícia Ramos. História: das cavernas ao terceiro milênio. São Paulo: Moderna, 1997. p. 239. 

A partir do texto, é possível concluir que, na sociedade brasileira colonial e imperial, 
a) as mulheres ocupavam o centro decisório das famílias, mesmo que homens praticassem atos violentos contra elas, ferindo o estabelecido pela lei. 
b) o modelo de família patriarcal, apesar de dominante, era subvertido por vários procedimentos adotados pelas mulheres. 
c) o rompimento de uma relação matrimonial por parte da mulher era considerado um ato de feitiçaria, passível de punição pela Inquisição católica. 
d) as mulheres tinham poder de decisão quanto ao número de filhos, satisfazendo, assim, o modelo feminino característico da sociedade patriarcal. 

13. (Ufv) Durante o período colonial no Brasil, a desorganização da administração metropolitana e a prática da venalidade do funcionalismo real (compra e venda de cargos), aliadas às dificuldades de comunicação entre a Europa e a América, contribuíram para o crescimento do poder dos "homens bons". Essa expressão era utilizada para designar aqueles que: 
a) integravam a Companhia de Jesus, ordem religiosa formada em torno de Inácio de Loyola, a qual, no Brasil, buscou promover a conversão dos índios ao cristianismo. 
b) podiam eleger e ser eleitos para os cargos públicos ligados às câmaras municipais, principal instância de representação local da monarquia portuguesa. 
c) participaram da Inconfidência Mineira, um levante contra o governo colonial, no final do século XVIII, tendo como uma de suas motivações a cobrança da derrama. 
d) habitavam os quilombos e mocambos e lutavam pela liberdade, sendo em sua maioria comerciantes e escravos negros fugidos, de origem africana ou nascidos no Brasil. 
e) integravam as expedições armadas, de caráter oficial ou particular, entre os séculos XVI e XVIII, e se aventuravam pelo interior do Brasil, em busca de ouro ou de indígenas para fazê-los escravos. 

14. (Unifesp) Estima-se que, no fim do período colonial, cerca de 42% da população negra ou mulata era constituída por africanos ou afro-brasileiros livres ou libertos. Sobre esse expressivo contingente, é correto afirmar que 
a) era o responsável pela criação de gado e pela indústria do couro destinada à exportação. 
b) vivia, em sua maior parte, em quilombos, que tanto marcaram a paisagem social da época. 
c) possuía todos os direitos, inclusive o de participar das Câmaras e das irmandades leigas. 
d) tinha uma situação ambígua, pois não estava livre de recair, arbitrariamente, na escravidão. 
e) formava a mão-de-obra livre assalariada nas pequenas propriedades que abasteciam as cidades. 

15. (Unifesp) De acordo com um estudo recente, na Bahia, entre 1680 e 1797, de 160 filhas nascidas em 53 famílias de destaque, mais de 77% foram enviadas a conventos, 5% permaneceram solteiras e apenas 14 se casaram. 
Tendo em vista que, no período colonial, mesmo entre pessoas livres, a população masculina era maior que a feminina, esses dados sugerem que 
a) os senhores-de-engenho não deixavam suas filhas casarem com pessoas de nível social e econômico inferior. 
b) entre as mulheres ricas, a devoção religiosa era mais intensa e fervorosa do que entre as mulheres pobres. 
c) os homens brancos preferiam manter sua liberdade sexual a se submeterem ao despotismo dos senhores-de-engenho. 
d) a vida na colônia era tão insuportável para as mulheres que elas preferiam vestir o hábito de freiras na Metrópole. 
e) a sociedade colonial se pautava por padrões morais que privilegiavam o sexo e a beleza e não o status e a riqueza.

16. (Fei) A chamada "sociedade patriarcal", característica do Brasil Colonial, assentava-se em dois elementos essenciais, que eram: 
a) livre comércio e isenção de taxas; 
b) mão-de-obra assalariada e monocultura; 
c) pequena propriedade e exportação; 
d) senhores e escravos; 
e) comércio e lavoura. 

17. (Fuvest) A sociedade colonial brasileira "herdou concepções clássicas e medievais de organização e hierarquia, mas acrescentou-lhe sistemas de graduação que se originaram da diferenciação das ocupações, raça, cor e condição social. (...) As distinções essenciais entre fidalgos e plebeus tenderam a nivelar-se, pois o mar de indígenas que cercava os colonizadores portugueses tornava todo europeu, de fato, um gentil-homem em potencial. A disponibilidade de índios como escravos ou trabalhadores possibilitava aos imigrantes concretizar seus sonhos de nobreza. (...) Com índios, podia desfrutar de uma vida verdadeiramente nobre. O gentio transformou-se em um substituto do campesinato, um novo estado, que permitiu uma reorganização de categorias tradicionais. Contudo, o fato de serem aborígenes e, mais tarde, os africanos, diferentes étnica, religiosa e fenotipicamente dos europeus, criou oportunidades para novas distinções e hierarquias baseadas na cultura e na cor." 
(Stuart B. Schwartz, SEGREDOS INTERNOS) 

A partir do texto pode-se concluir que: 
a) a diferenciação clássica e medieval entre clero, nobreza e campesinato, existente na Europa, foi transferida para o Brasil por intermédio de Portugal e se constituiu no elemento fundamental da sociedade brasileira colonial. 
b) a presença de índios e negros na sociedade brasileira levou ao surgimento de instituições como a escravidão, completamente desconhecida da sociedade europeia nos séculos XV e XVI. 
c) os índios do Brasil, por serem em pequena quantidade e terem sido facilmente dominados, não tiveram nenhum tipo de influência sobre a constituição da sociedade colonial. 
d) a diferenciação de raças, culturas e condição social entre brancos e índios, brancos e negros, tendeu a diluir a distinção clássica e medieval entre fidalgos e plebeus europeus na sociedade colonial. 
e) a existência de uma realidade diferente no Brasil, como a escravidão em larga escala de negros, não alterou em nenhum aspecto as concepções medievais dos portugueses durante os séculos XVI e XVII. 

18. (Pucmg) A situação dos mulatos em Minas Gerais, no século XVIII, tem relação com: 
a) a estrutura social e demográfica que se apoiava firmemente sobre a base da escravidão africana. 
b) o desejo de homens, na ausência de herdeiros legítimos, de libertar seus filhos de mãe escrava. 
c) o respeito às leis e o cuidado de não cometer erros graves que colocassem em risco seus direitos. 
d) os esforços para restringir as alforrias e para proibir que mulatos herdassem propriedades. 

19. (Uerj) Desconhecendo as sociedades nativas, os europeus tinham a impressão de que os índios viviam "sem Deus, sem lei, sem rei, sem pátria, sem razão". 
(VAINFAS, Ronaldo (dir.). Dicionário do Brasil Colonial (1500-1808). Rio de Janeiro: Objetiva, 2000.) 

No Brasil, nos primeiros séculos de colonização, a imagem apresentada dos indígenas levou a uma oposição entre os missionários, principalmente os jesuítas, e os colonizadores. 
Esta oposição de projetos em relação aos indígenas está expressa, respectivamente, na seguinte alternativa: 
a) defesa da conversão e da liberdade x direito de escravização 
b) estabelecimento de alianças com tribos tupis x política de extermínio seletivo 
c) aceitação de costumes como a poligamia x imposição da cultura do conquistador
d) emprego como trabalhadores livres x inserção socioeconômica como trabalhadores semilivres