Filosofia da Linguagem - Questões de Vestibulares


1. (Upe) O homem, em seu contexto de vida, depara-se com objetos, coisas, vegetais, animais. Pela sua razão e vontade, impõe-se e domina soberano. Cria instrumentos visando à sobrevivência e facilitando sua vida. Distingue-se, radicalmente, da realidade que o rodeia. Em seu horizonte de conhecimentos, estão as coisas com as quais não se confunde. Essa clara distinção lhe faz emergir a consciência de si, do seu ser, do seu poder, de sua liberdade. 
GIRARDI, Leopoldo e QUADROS, Odone. Filosofia – Aprendendo a Pensar, 1998, p. 53.

Com relação a esse assunto, analise os itens a seguir:

I. O homem é um ser extraordinário, inteiramente original no mundo dos viventes, principalmente porque indaga sobre sua própria natureza e se coloca como objeto de discussão.
II. Nada se compara à natureza humana. O homem que somos parece a própria evidência e é, entretanto, a mais enigmática dentre as coisas.
III. Todos os homens têm, por natureza, desejo de conhecer. Na invenção e no uso de instrumentos, de sinais e símbolos de toda sorte, satisfazemos o desejo de conhecer, porque nos aproximamos do desconhecido no já conhecido.
IV. A ação humana sobre a natureza, impregnada pela intenção subjetiva, é a primeira forma de práxis dos homens e se configura originariamente como trabalho, ou seja, ação transformadora sobre a natureza para arrancar dela os meios da sobrevivência.
V. Por meio do trabalho e da prática social, os homens desenvolvem relações com a natureza e por intermédio da prática simbolizadora, pela qual criam e lidam com signos, desenvolvem relações no âmbito do mundo objetivo.

Estão CORRETOS, apenas,
a) II, III e IV.   
b) I, III e IV.   
c) II, III, IV e V.   
d) I, IV e V.   
e) I, II, III e IV.   
  
2. (Upe) Sobre o conhecimento filosófico, atente ao texto que se segue:

O conhecimento filosófico é, diversamente do conhecimento científico, um conhecimento crítico, no sentido de que põe sempre em problema o conhecimento obtido pelos processos da Ciência. 
MARTINS, José Salgado. Preparação à Filosofia, 1969, p. 9.

Tomando como base o conhecimento filosófico, coloque V nas afirmativas verdadeiras e F nas falsas.

(     ) A filosofia é um tipo de saber, que não diz tudo o que sabe e uma norma que não enuncia tudo aquilo que postula. O saber filosófico, portanto, é profundo, mesmo quando parece mais claro e transparente.
(     ) A filosofia deve ser estudada e ensinada com base nos problemas que suscita e não apenas em virtude das respostas que proporciona a esses mesmos problemas.
(     ) A filosofia se faz presente como reflexão crítica a respeito dos fundamentos do conhecimento e da ação, por isso mesmo distinta da ciência pelo modo de abordagem do seu objeto que, no caso desta, é particular e, no caso da filosofia, é universal.
(     ) O percurso da filosofia é caracterizado pela exigência de clareza e de livre crítica.
(     ) O conhecimento filosófico apresenta-se como a ciência dos fundamentos. Sua dimensão de profundidade e radicalidade o distingue do conhecimento científico.

Assinale a alternativa que apresenta a sequência CORRETA.
a) V, F, V, F, V   
b) F, V, F, V, V   
c) V, V, F, F, V   
d) V, V, V, V, V   
e) F, V, F, V, F   
  
3. (Ueg) O filósofo judeu Ludwig Wittgenstein (1889-1951) afirmava que “tudo que podia ser pensado podia ser dito”. Para ele, “nada pode ser dito sobre algo, como Deus, que não podia ser pensado direito” e “sobre o que não se pode falar, deve-se ficar calado”. Com base nessas teses fundamentais do pensamento de Wittgenstein, pode-se interpretar sua filosofia como
a) a busca pela clareza na filosofia, evitando-se temas metafísicos.   
b) o fundamento da censura no mundo moderno, uma vez que inibe o livre pensamento.   
c) uma tentativa de combater o nazismo e suas ideias absurdas, indizíveis.   
d) uma tentativa de transformar o debate filosófico num debate retórico.    

4. (Uel) Leia o texto a seguir.

O ser humano, no decorrer da sua existência na face da terra e graças à sua capacidade racional, tem desenvolvido formas de explicação do que há no intuito de estabelecer um nexo de sentido entre os fenômenos e as experiências por ele vivenciados. Essas vivências, à medida que são passíveis de expressão através das construções simbólicas contidas na linguagem, apresentam um caráter eminentemente social. 
(HANSEN, Gilvan. Modernidade, Utopia e Trabalho. Londrina: Edições Cefil, 1999. p.13.).

 
Com base na obra Molhe Espiral, no texto e nos conhecimentos sobre o pensamento de Habermas, assinale a alternativa correta.
a) A linguagem, em razão de sua dimensão material, inviabiliza a (re)produção simbólica da sociedade.   
b) As construções simbólicas se valem do apreço instrumental e do valor mercantil.   
c) A importância do simbólico na sociedade decorre de sua adequação aos parâmetros funcionais e técnicos.   
d) A dimensão simbólica da sociedade é inerente à forma como o homem assegura sentido à realidade.    
e) A forma de expressão dos elementos simbólicos na arena social deve atender a uma utilidade prática.    

5. (Ufsm) Se a recente antropologia estrutural está certa (e suas hipóteses, de fato, elaboram as suposições de Leibniz e Herder), esses modelos de parentesco, essas convenções de mútua identificação que subjazem a toda sociedade humana, dependem vitalmente da disponibilidade e desenvolvimento da linguagem. A passagem do homem de um estado natural para um estado cultural – o principal ato isolado de sua história – está em todos os pontos entrelaçados com suas faculdades de fala. Os tabus do incesto e os consequentes sistemas de parentesco que tornam possível a definição e a sobrevivência biossocial de uma comunidade não precedem a linguagem. Muito provavelmente desenvolvem-se com ela e através dela. Não podemos proibir o que não podemos nomear. As regras de casamento exogâmico ou endogâmico só podem ser formuladas e – o que não é menos importante – transmitidas onde existam adequada sintaxe e taxionomia verbal.
Fonte: Steiner, George. Extraterritorial: a literatura e a revolução da linguagem. São Paulo: Companhia das Letras/Secretaria de Estado da Cultura, 1990. p. 69/70.

Segundo o texto,

I. o autor considera a linguagem como uma condição apenas suficiente para a passagem do homem de um estado natural para um estado cultural.
II. os estudos recentes de antropologia estrutural conflitam com as especulações filosóficas de Leibniz e Herder.
III. a capacidade de nomeação é uma condição necessária para o estabelecimento de interdição social.

Está(ão) correta(s)
a) apenas I.   
b) apenas II.   
c) apenas III.   
d) apenas I e II.   
e) apenas II e III.   
  
6. (Ufsm) No texto,

I. a expressão "sintaxe" pode ser tomada como sinônimo de "regras de combinação".
II. a reflexão do autor se dá acerca da importância da linguagem proposicional.
III. "nomear" pode ser considerado como uma atividade linguística de predicação.

Está(ão) correta(s)
a) apenas I.   
b) apenas II.   
c) apenas III.   
d) apenas II e III.   
e) I, II e III.   
  
7. (Ufpa) Considerando que a linguagem verbal é um dos principais elementos constitutivos do mundo cultural porque nos permite transcender a experiência vivida, é correto afirmar:
a) O signo verbal tem a capacidade de apresentar para a consciência o respectivo objeto que se encontra ausente.   
b) O nome não tem relação alguma com seu referente.   
c) A relação entre significante e significado do signo verbal é aleatória e transcendental   
d) A cultura é um processo transcendental da constituição do imaginário popular.   
e) O signo verbal é extraído da realidade por meio de um processo de abstração.   
  
8. (Ufsm) As questões de Filosofia no vestibular da UFSM procuram explorar os aspectos reflexivos que estão presentes na experiência cotidiana e, em especial, nas diversas disciplinas escolares. Agora, após a conclusão das questões de Matemática, uma das disciplinas da prova, convidamos a uma reflexão sobre o tipo de conhecimento humano representado por ela. A alternativa que melhor caracteriza a natureza do conhecimento matemático é aquela que afirma ser a Matemática uma ciência
a) empírica e formal.   
b) exata e empírica.   
c) simbólica e formal.   
d) semântica e quantitativa.   
e) qualitativa e exata.   
  
9. (Ufsj) “O conteúdo da razão pode ser bastante rico, incluindo métodos fortes de justificação empírica ou de crenças, assim como várias espécies de razão prática e justificação moral, ou pode ser austero, limitado a princípios lógicos e pouco mais”.
(NAGEL, Thomas. A última palavra. São Paulo: UNESP, 1998, p. 26.) 


De acordo com o trecho acima e com base no pensamento de Nagel, é CORRETO afirmar que o verdadeiro conteúdo da justificação racional
a) depende do que emerge da tentativa de ser autocrítico, e o que descobrimos não pode ser reconstruído como relativo ou subjetivo.   
b) independe do que emerge da tentativa de ser autocrítico, e o que descobrimos não pode ser reconstruído como relativo ou subjetivo.   
c) independe do que emerge da tentativa de ser crítico, e o que descobrimos não pode ser reconstruído como relativo ou subjetivo.   
d) depende do que emerge da tentativa de ser crítico, e o que descobrimos pode ser reconstruído como relativo ou subjetivo.   
  
10. (Ufsj) Para Nagel, “a confiança na razão pode coexistir com uma substancial dose de dúvida quanto aos resultados e pode coexistir até mesmo com o ceticismo radical”.
(NAGEL, Thomas. A última palavra. São Paulo: UNESP, 1998, p. 97)


Com base no pensamento de Nagel, nesse texto, faça a análise das afirmações a seguir.


I. Ao argumentar a favor do subjetivismo, estamos com uma proposição de meras possibilidades que podem ser excluídas com uma interpretação positiva de nossos pensamentos.
II. A força propulsora por trás do raciocínio empírico é a busca da ordenação.
III. Nem sempre encontramos ordenação entre os fenômenos, mas buscar por ela é o único meio de ampliar a imagem que fazemos do mundo e de preencher as lacunas entre os dados colhidos pela observação.
IV. A proposição subjetiva não é de que nós saibamos se nossas crenças sobre o mundo são corretas, mas de que é um acerto interpretá-las como crenças numa ordem natural dependente da esfera mental.
V. Cada um de nós deve pensar as próprias experiências como situações que nos confrontam com um exemplo arbitrário e fortuito do universo.

De acordo com essa análise, estão CORRETAS apenas as afirmações

a) II, III, V   
b) I, III, IV   
c) I, II, III   
d) l, III, V   
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