Sociologia da Cultura - Questões de Vestibulares

1. (Uerj 2017) Os jogos olímpicos mundiais, desde sua criação em finais do século XIX, revelam particularidades tanto nacionais quanto internacionais relacionadas aos locais onde ocorrem.

Observe os cartazes de divulgação abaixo.


A partir da análise desses cartazes, pode-se concluir que as olimpíadas de Berlim, em 1936, e de Tóquio, em 1964, enfatizaram, respectivamente, as seguintes ideias:
a) defesa do militarismo – hierarquização dos povos   
b) culto do arianismo – valorização das diferenças raciais   
c) hegemonia da cultura ocidental – unificação dos países   
d) exaltação do patriotismo – evidência da igualdade social    
  
2. (Ufg 2014) Leia a receita apresentada a seguir.

TACACÁ

2 litros de tucupi temperado
4 dentes de alho
4 pimentas de cheiro
4 maços de jambu
1/2 kg de camarão
1/2 xícara de goma de mandioca
Sal a gosto
Modo de servir: muito quente, em cuias, temperado com pimenta. 
Disponível em: <www.receitastipicas.com/receita/tacaca.html>. Acesso em: 9 set. 2013.
  
Comer é um ato social, histórico, geográfico, religioso, econômico e cultural. O preparo dos alimentos, a escolha dos ingredientes e a maneira de servir identificam um grupo social e ajudam a estabelecer uma identidade cultural. Essa receita, “Tacacá”, comida muito apreciada na culinária paraense, demonstra
a) uma interação cultural, com a incorporação de ingredientes advindos de tradições culinárias distintas.   
b) um modo de preparo espontâneo, associado aos padrões culinários da colônia.   
c) um modelo ritualista de servir, vinculado ao formalismo religioso africano.   
d) um modo de utilizar os ingredientes provenientes do extrativismo, associado ao nomadismo dos quilombos.   
e) uma imposição de identidade cultural, pelo uso de produtos cultivados em áreas sertanejas.   
  
3. (Enem PPL 2014) 
A Estátua do Laçador, tombada como patrimônio em 2001, é um monumento de Porto Alegre/RS, que representa o gaúcho (em trajes típicos). 
Disponível em: www.portoalegre.tur.br. Acessado em: 3 ago. 2012 (adaptado).
  
O monumento identifica um(a)
a) exemplo de bem imaterial.   
b) forma de exposição da individualidade.   
c) modo de enaltecer os ideais de liberdade.   
d) manifestação histórico-cultural de uma população.   
e) maneira de propor mudanças nos costumes.   
  
4. (Enem 2013) Seguiam-se vinte criados custosamente vestidos e montados em soberbos cavalos; depois destes, marchava o Embaixador do Rei do Congo magnificamente ornado de seda azul para anunciar ao Senado que a vinda do Rei estava destinada para o dia dezesseis. Em resposta obteve repetidas vivas do povo que concorreu alegre e admirado de tanta grandeza. 
“Coroação do Rei do Congo em Santo Amaro”, Bahia apud DEL PRIORE, M. Festas e utopias no Brasil colonial. In: CATELLI JR., R. Um olhar sobre as festas populares brasileiras. São Paulo: Brasiliense, 1994 (adaptado).

Originária dos tempos coloniais, a festa da Coroação do Rei do Congo evidencia um processo de
a) exclusão social.   
b) imposição religiosa.   
c) acomodação política.   
d) supressão simbólica.   
e) ressignificação cultural.   
  
5. (Enem 2013) No final do século XIX, as Grandes Sociedades carnavalescas alcançaram ampla popularidade entre os foliões cariocas. Tais sociedades cultivavam um pretensioso objetivo em relação à comemoração carnavalesca em si mesma: com seus desfiles de carros enfeitados pelas principais ruas da cidade, pretendiam abolir o entrudo (brincadeira que consistia em jogar água nos foliões) e outras práticas difundidas entre a população desde os tempos coloniais, substituindo-os por formas de diversão que consideravam mais civilizadas, inspiradas nos carnavais de Veneza. Contudo, ninguém parecia disposto a abrir mão de suas diversões para assistir ao carnaval das sociedades. O entrudo, na visão dos seus animados praticantes, poderia coexistir perfeitamente com os desfiles. 
PEREIRA, C. S. Os senhores da alegria: a presença das mulheres nas Grandes Sociedades carnavalescas cariocas em fins do século XIX. In: CUNHA, M. C. P. Carnavais e outras frestas: ensaios de história social da cultura. Campinas: Unicamp; Cecult, 2002 (adaptado).

Manifestações culturais como o carnaval também têm sua própria história, sendo constantemente reinventadas ao longo do tempo. A atuação das Grandes Sociedades, descrita no texto, mostra que o carnaval representava um momento em que as
a) distinções sociais eram deixadas de lado em nome da celebração.   
b) aspirações cosmopolitas da elite impediam a realização da festa fora dos clubes.   
c) liberdades individuais eram extintas pelas regras das autoridades públicas.   
d) tradições populares se transformavam em matéria de disputas sociais.   
e) perseguições policiais tinham caráter xenófobo por repudiarem tradições estrangeiras.   
  
6. (Enem 2013)  Mesmo tendo a trajetória do movimento interrompida com a prisão de seus dois líderes, o tropicalismo não deixou de cumprir seu papel de vanguarda na música popular brasileira. A partir da década de 70 do século passado, em lugar do produto musical de exportação de nível internacional prometido pelos baianos com a “retomada da linha evolutória”, instituiu-se nos meios de comunicação e na indústria do lazer uma nova era musical. 
TINHORÃO, J. R. Pequena história da música popular: da modinha ao tropicalismo. São Paulo: Art, 1986 (adaptado).

A nova era musical mencionada no texto evidencia um gênero que incorporou a cultura de massa e se adequou à realidade brasileira. Esse gênero está representado pela obra cujo trecho da letra é:
a) A estrela d’alva / No céu desponta / E a lua anda tonta / Com tamanho esplendor. (As pastorinhas, Noel Rosa e João de Barro)   
b) Hoje / Eu quero a rosa mais linda que houver / Quero a primeira estrela que vier / Para enfeitar a noite do meu bem. (A noite do meu bem, Dolores Duran)   
c) No rancho fundo / Bem pra lá do fim do mundo / Onde a dor e a saudade / Contam coisas da cidade. (No rancho fundo, Ary Barroso e Lamartine Babo)   
d) Baby Baby / Não adianta chamar / Quando alguém está perdido / Procurando se encontrar. (Ovelha negra, Rita Lee)   
e) Pois há menos peixinhos a nadar no mar / Do que os beijinhos que eu darei / Na sua boca. (Chega de saudade, Tom Jobim e Vinicius de Moraes)   
  
7. (Enem 2016)  Participei de uma entrevista com o músico Renato Teixeira. Certa hora, alguém pediu para listar as diferenças entre a música sertaneja antiga e a atual. A resposta dele surpreendeu a todos: “Não há diferença alguma. A música caipira sempre foi a mesma. É uma música que espelha a vida do homem no campo, e a música não mente. O que mudou não foi a música, mas a vida no campo”. Faz todo sentido: a música caipira de raiz exalava uma solidão, um certo distanciamento do país “moderno”. Exigir o mesmo de uma música feita hoje, num interior conectado, globalizado e rico como o que temos, é impossível. Para o bem ou para o mal, a música reflete seu próprio tempo. 
BARCINSKI. A. Mudou a música ou mudaram os caipiras? Folha de São Paulo, 4 jun. 2012 (adaptado).
  
A questão cultural indicada no texto ressalta o seguinte aspecto socioeconômico do atual campo brasileiro:
a) Crescimento do sistema de produção extensiva.   
b) Expansão de atividades das novas ruralidades.   
c) Persistência de relações de trabalho compulsório.   
d) Contenção da política de subsídios agrícolas.   
e) Fortalecimento do modelo de organização cooperativa.   

8. (Unesp 2016)  Nenhum dos filmes que vi, e me divertiram tanto, me ajudou a compreender o labirinto da psicologia humana como os romances de Dostoievski – ou os mecanismos da vida social como os livros de Tolstói e de Balzac, ou os abismos e os pontos altos que podem coexistir no ser humano, como me ensinaram as sagas literárias de um Thomas Mann, um Faulkner, um Kafka, um Joyce ou um Proust. As ficções apresentadas nas telas são intensas por seu imediatismo e efêmeras por seus resultados. Prendem-nos e nos desencarceram quase de imediato, mas das ficções literárias nos tornamos prisioneiros pela vida toda. Ao menos é o que acontece comigo, porque, sem elas, para o bem ou para o mal, eu não seria como sou, não acreditaria no que acredito nem teria as dúvidas e as certezas que me fazem viver. 
(Mario Vargas Llosa. “Dinossauros em tempos difíceis”. www.valinor.com.br. O Estado de S. Paulo, 1996. Adaptado.)
  
Segundo o autor, sobre cinema e literatura é correto afirmar que
a) a ficção literária é considerada qualitativamente superior devido a seu maior elitismo intelectual.   
b) suas diferenças estão relacionadas, sobretudo, às modalidades de público que visam atingir.   
c) as obras literárias desencadeiam processos intelectualmente e esteticamente formativos.   
d) a escrita literária apresenta maior afinidade com os padrões da sociedade do espetáculo.   
e) as duas formas de arte mobilizam processos mentais imediatos e limitados ao entretenimento.   
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