Renascimento (Humanismo, Antropocentrismo, Individualismo) - Questões de Vestibulares

1. (Uefs 2016)  O movimento em direção à modernidade iniciado pela Renascença foi significativamente acelerado pela Revolução Científica do século XVII. A Revolução Científica destruiu a cosmologia medieval e estabeleceu o método científico – a observação e a experimentação rigorosa e sistemática – como meio essencial de desvendar os segredos da natureza.
PERRY, Marvin. Tradução de Waltensir Dutra e Silvana Vieira. Civilização ocidental. São Paulo: Martins Fontes, 2002, p. 282.

A afirmação do texto relaciona-se
a) ao renascimento científico europeu, que introduziu novas concepções relativas, dentre outras, ao heliocentrismo, à anatomia humana, às operações matemáticas decimais e à produção de textos.   
b) ao modo de produção feudal, resultante do aumento da produtividade agrícola e da expansão do poder dos senhores feudais, ampliando a exploração sobre a classe servil.   
c) à finalização da concorrência comercial entre as cidades italianas que disputavam a hegemonia no mar Mediterrâneo.   
d) à eclosão da Reforma Protestante, que condenava o apoio da Igreja Católica às interpretações científicas dos fenômenos religiosos.   
e) ao fortalecimento das tradições, que afirmavam a identidade entre as raças e a igualdade da capacidade intelectual entre elas.   


2. (Upf 2014)  Nos séculos XIV e XV, a Europa medieval vivenciou uma grave crise geral, que abalou profundamente as estruturas da sociedade, abrindo espaços para a criação de relações capitalistas no interior dessas sociedades europeias, dando início ao que se convencionou chamar de Idade Moderna. Dentre as alternativas abaixo, assinale a que não caracteriza os efeitos da transição da Idade Média para a Idade Moderna.
a) A expansão marítima europeia dos séculos XV e XVI, rompendo os estreitos limites do comércio medieval.   
b) A centralização do poder nas mãos do rei, totalmente diferente do poder pulverizado dos senhores feudais.    
c) O surgimento de uma nova cultura, mais urbana e laica, em oposição à cultura rural-religiosa do período medieval.   
d) A busca de uma nova espiritualidade, possibilitando a ruptura da unidade cristã a partir da Reforma Religiosa.   
e) A ocupação do poder político pela burguesia, baseada no crescente enriquecimento econômico dessa classe social.   
  
3. (Uepa 2014)  As crenças de navegadores portugueses e espanhóis dos séculos XV e XVI, inspiradas na teologia medieval, de que o Paraíso estava ao alcance dos homens, embora em lugar ainda desconhecido, estimularam as viagens de “descobertas” que incorporaram o Novo Mundo ao espaço geográfico  das terras conhecidas pelos europeus. As pistas desta mentalidade estão em obras filosóficas e literárias da Antiguidade Greco-Romana e de autores humanistas, além de novelas de cavalaria. O conteúdo destas obras fazia parte do patrimônio intelectual europeu de fins da Idade Média e forneceu o quadro mental a partir do qual foram escritas as obras de viajantes europeus que vieram à América no século XVI. A busca do paraíso terrestre, quando da expansão marítima europeia voltada para a descoberta de novas rotas de comércio com o Oriente, significou:
a) a ruptura entre a mentalidade medieval e aquela do Renascimento.   
b) a permanência de elementos da mentalidade medieval no período inicial do Renascimento.   
c) a confirmação dos relatos bíblicos, que podiam ser constatados com as navegações.   
d) a correspondência entre as crenças europeias e os mitos indígenas do Novo Mundo.   
e) o uso da justificativa religiosa para o financiamento das navegações pelas Coroas Ibéricas.   
  
4. (Uepa 2014)  O teólogo humanista Tomas Morus publicou em 1516 aquele que seria um dos mais importantes livros de todos os tempos. Trata-se de uma descrição conjectural de um não lugar, numa ilha do Atlântico Sul, com uma baia esplendorosa e ao fundo uma cadeia de montanhas. Ali viveria um povo diferente: homens e mulheres solidários uns aos outros, sem diferenças sociais ou econômicas decidindo os assuntos políticos em coletivo. De onde Morus havia tirado as informações? No prólogo, ele relata que conversara com marinheiros irlandeses que haviam estado no Brasil e lhe contado detalhes sobre o povo que lá vivia: eram os tupinambás. Foi esse povo o modelo para a obra que irá influenciar todo um sonho do Ocidente. 
(GOMES, Mércio Pereira. “Bom selvagem, mau selvagem”. Revista de História da Biblioteca Nacional. Ano 8/N° 91/Abril 2013. p.34).

Identifique, nas alternativas abaixo, a obra e o período histórico a que o texto se refere.
a) Elogio da Loucura que, junto com Ensaios, iniciava a época do Renascimento, cujas origens localizam-se na Itália, mas que ganha uma grande projeção em Portugal e Espanha, a partir do momento que esses dois países se projetam nas grandes navegações.   
b) Utopia, escrito no período de transição entre o chamado Medievo e os tempos Modernos, quando muitas mudanças ocorrem não só na percepção do espaço geográfico, como também por acontecimentos que apontam para mudanças culturais, pregadas inicialmente pelos humanistas.   
c) Gargântua e Pantagruel que, escrito inicialmente em francês, ganha notoriedade quando ocorre a Reforma e seu conteúdo passa a se constituir como modelo de sociedade a ser construída por essa nova doutrina religiosa.   
d) Ensaios, que ganhou projeção após seu autor ter sido condenado e morto pela Inquisição num momento em que a Igreja Católica, sentindo-se ameaçada pela Reforma, passa a combater de forma drástica ideias que apresentassem modelos que se contrapunham à teologia católica.   
e) Utopia, escrita em inglês inicialmente e logo publicada em diversos idiomas devido à projeção que ganham os livros em função da invenção da imprensa, o que provoca na sociedade europeia da época o desejo de se aventurar por além-mar em busca desse lugar em que o ser humano era valorizado.   

5. (Enem 2011) Acompanhando a intenção da burguesia renascentista de ampliar seu domínio sobre a natureza e sobre o espaço geográfico, através da pesquisa científica e da invenção tecnológica, os cientistas também iriam se atirar nessa aventura, tentando conquistar a forma, o movimento, o espaço, a luz, a cor e mesmo a expressão e o sentimento. 
SEVCENKO, N. O Renascimento. Campinas: Unicamp, 1984. 

O texto apresenta um espírito de época que afetou também a produção artística, marcada pela constante relação entre 
a) fé e misticismo. 
b) ciência e arte. 
c) cultura e comércio. 
d) política e economia. 
e) astronomia e religião. 

6. (CPS 2011) A natação, hoje considerada um dos esportes mais completos, já era mencionada na Grã-Bretanha, desde os tempos da dominação romana, época em que era considerada uma prática da elite. Com a c
hegada do feudalismo, a natação torna-se rara, pois era incompatível com guerreiros que frequentemente usavam armaduras. Mas o interesse pelo esporte ressurgiu no fim do século XVI, quando em 1587, o professor Everard Digby publicou o livro intitulado A arte de nadar. Ele queria transformar a natação em um esporte para fidalgos, na tentativa de torná-los mais parecidos com os romanos. A obra de Digby, cujos capítulos explicam e ilustram como nadar, foi indicada, por outros educadores, aos fidalgos da Inglaterra dos Tudor e dos Stuarts. 
(Revista BBC Knowledge, maio de 2010. Adaptado) 

Sobre o livro de Digby, é valido afirmar que foi 
a) escrito na Antiguidade Clássica, período em que prevaleceu a cultura cristã. 
b) divulgado quando o antropocentrismo e o individualismo renascentista prevaleciam. 
c) indicado às necessidades dos senhores feudais que estavam interessados na natação. 
d) escrito no período do Iluminismo, filosofia que tinha como base o racionalismo, o liberalismo e o pensamento científico. 
e) publicado pelo autor numa época em que a Inglaterra passava por profundas mudanças econômicas, devido à Revolução Industrial. 

7. (Unicamp simulado 2011) Para as artes visuais florescerem no Renascimento era preciso um ambiente urbano. Nos séculos XV e XVI, as regiões mais altamente urbanizadas da Europa Ocidental localizavam-se na Itália e nos Países Baixos, e essas foram as regiões de onde veio grande parte dos artistas. 
(Adaptado de Peter Burke, O Renascimento Italiano. São Paulo: Nova Alexandria, 1999, p. 64.) 

A relação entre o Renascimento cultural e o ambiente urbano na Europa dos séculos XV e XVI justifica-se porque. 
a) as cidades eram centros comerciais e favoreciam o contato com a cultura árabe, cujo domínio das técnicas do retrato e da perspectiva sobrepôs-se à arte europeia, dando origem ao Renascimento. 
b) a presença de artistas nas cidades atraía os investimentos de ricos burgueses em busca de prestígio social, fazendo com que as regiões que concentravam os artistas, como a Itália e os Países Baixos, se urbanizassem mais que as outras. 
c) nas cidades podia-se estudar a cultura artística em universidades, dedicadas ao cultivo da tradição clássica e ao ensino de novas técnicas, como o uso do estilo gótico na arquitetura e da perspectiva na pintura. 
d) a riqueza concentrada nas cidades permitia a prática do mecenato, enquanto o crescimento do comércio estimulava o encontro entre as culturas europeia e bizantina, possibilitando a redescoberta dos valores da antiguidade clássica. 

8. (Unesp 2012) Os centros artísticos, na verdade, poderiam ser definidos como lugares caracterizados pela presença de um número razoável de artistas e de grupos significativos de consumidores, que por motivações variadas — glorificação familiar ou individual, desejo de hegemonia ou ânsia de salvação eterna — estão dispostos a investir em obras de arte uma parte das suas riquezas. Este último ponto implica, evidentemente, que o centro seja um lugar ao qual afluem quantidades consideráveis de recursos eventualmente destinados à produção artística. Além disso, poderá ser dotado de instituições de tutela, formação e promoção de artistas, bem como de distribuição das obras. Por fim, terá um público muito mais vasto que o dos consumidores propriamente ditos: um público não homogêneo, certamente (...). 
(Carlo Ginzburg. A micro-história e outros ensaios, 1991.) 

Os “centros artísticos” descritos no texto podem ser identificados 
a) nos mosteiros medievais, onde se valorizava especialmente a arte sacra. 
b) nas cidades modernas, onde floresceu o Renascimento cultural. 
c) nos centros urbanos romanos, onde predominava a escultura gótica. 
d) nas cidades-estados gregas, onde o estilo dórico era hegemônico. 
e) nos castelos senhoriais, onde prevalecia a arquitetura românica. 

9. (Uff 2010) O mundo moderno está associado, na sua origem, à cultura renascentista. Invenções e descobertas só puderam ser realizadas porque os intelectuais renascentistas reuniram tradições clássicas ocidentais e orientais, a fim de dar novo sentido à ideia de HOMEM e NATUREZA. 
Assinale a afirmativa que pode ser corretamente associada ao Renascimento. 
a) O livro da natureza foi escrito em caracteres matemáticos. (Galileu) 
b) O homem é imagem e semelhança de Deus. (Jean Bodin) 
c) O mundo é perfeito porque é uma obra divina e, assim, só pode ser esférico. (Marsílio Ficino) 
d) A perspectiva é o fundamento da relação entre espaço humano e natureza divina. (Alberti) 
e) A proporção é a qualidade matemática inadequada à representação do mundo natural. (Leonardo da Vinci) 

10. (Ufc 2010) A análise histórica do Renascimento italiano, caso das obras de Leonardo da Vinci e de Brunelleschi, permite identificar uma convergência entre as artes plásticas e as concepções burguesas sobre a natureza e o mundo naquele período. Acerca da relação entre artistas e burgueses, é correto afirmar que ambos: 
a) convergiram em ideias, pois valorizavam a pesquisa científica e a invenção tecnológica. 
b) retomaram o conceito medieval de antropocentrismo ao valorizar o indivíduo e suas obras pessoais. 
c) adotaram os valores da cultura medieval para se contrapor ao avanço político e econômico dos países protestantes. 
d) discordaram quanto aos assuntos a serem abordados nas pinturas, pois os burgueses não financiavam obras com temas religiosos. 
e) defenderam a adoção de uma postura menos opulenta em acordo com os ideais do capitalismo emergente e das técnicas mais simples das artes. 

11. (Mackenzie 2009) "A natureza, ao dar-vos um filho, vos presenteia com uma criatura rude, sem forma, a qual deveis moldar para que se converta em um homem de verdade. Se esse ser moldado se descuidar, continuareis tendo um animal; se, ao contrário, ele se realizar com sabedoria, eu poderia quase dizer que resultaria em um ser semelhante a Deus." 
Erasmo de Roterdã 

No trecho anterior, datado de 1529, do filólogo e pensador da cidade holandesa de Roterdã, encontra-se manifesta a presença do pensamento 
a) teocentrista, priorizando a ideia do sobrenatural e da ligação do Homem com o divino. 
b) experimentalista, em que todo e qualquer conhecimento humano se daria por meio da investigação científica. 
c) escolasticista, doutrina que admitia a fé como a única fonte verdadeira de conhecimento. 
d) antropocentrista, valorizando o Homem e suas obras como base para uma visão mais racional do mundo.    
e) epicurista, apontando para uma postura ideológica que configurou a transição para a Idade Moderna. 


12. (Uff 2007) 

O quadro de Leonardo da Vinci revela uma das facetas do grande artista do Renascimento que durante a vida transformou sua experiência de mundo em arte, sempre pronto a inovar. 

Essa criatividade levou Leonardo da Vinci a ser conhecido como um homem que 
a) transformou a arte da escultura ao expressar através dela a grandeza da vida espiritual. 
b) abdicou de sua riqueza para se dedicar à pintura de personagens da Corte de Florença. 
c) se envolveu com a natureza, com a sociedade e com todos os ramos de artes, de modo tão intenso que passou a ser conhecido como um artista-cientista. 
d) se dedicou às artes e às ciências através da teoria do direito divino, aplicada nos seus exercícios de anatomia. 
e) participou de várias sociedades secretas que tinham por objetivo reescrever os textos bíblicos com o intuito de apresentar a verdadeira face de Jesus. 

13. (Unicamp 2012) De uma forma inteiramente inédita, os humanistas, entre os séculos XV e XVI, criaram uma nova forma de entender a realidade. Magia e ciência, poesia e filosofia misturavam-se e auxiliavam-se, numa sociedade atravessada por inquietações religiosas e por exigências práticas de todo gênero. 
(Adaptado de Eugenio Garin, Ciência e vida civil no Renascimento italiano. São Paulo: Ed. Unesp, 1994, p. 11.) 

Sobre o tema, é correto afirmar que: 
a) O pensamento humanista implicava a total recusa da existência de Deus nas artes e na ciência, o que libertava o homem para conhecer a natureza e a sociedade. 
b) A mistura de conhecimentos das mais diferentes origens - como a magia e a ciência - levou a uma instabilidade imprevisível, que lançou a Europa numa onda de obscurantismo que apenas o Iluminismo pôde reverter. 
c) As transformações artísticas e políticas do Renascimento incluíram a inspiração nos ideais da Antiguidade Clássica na pintura, na arquitetura e na escultura. 
d) As inquietações religiosas vividas principalmente ao longo do século XVI culminaram nas Reformas Calvinista, Luterana, Anglicana e finalmente no movimento da Contrarreforma, que defendeu a fé protestante contra seus inimigos. 

14. (Espcex (Aman) 2011) As transformações culturais ocorridas na Europa dos séculos XIV a XVI ficaram conhecidas como Renascimento. Foram características deste movimento: 
a) Misticismo e tentativas de reinterpretar o cristianismo. 
b) Teocentrismo e recuperação de línguas clássicas (latim e grego). 
c) Individualismo e utilização de novos recursos como a perspectiva no desenho e na pintura. 
d) Racionalismo e críticas ao período conhecido como Antiguidade Clássica. 
e) Antropocentrismo e rejeição de temas religiosas nas produções artísticas. 


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