Alta Idade Média - Escolástica - Árabes - Questões de Vestibulares

1. (Upe-ssa 1 2016) 

Essa é a imagem de um mosaico elaborado na província romana da África, atuais Tunísia e Argélia, no séc. IV d.C. Ela mostra um senhor de terras vândalo, povo germânico, que conquistara a região.

Sobre essa imagem, é CORRETO afirmar que
a) a presença do cavalo é uma clara inserção germânica, pois os romanos não haviam domesticado o animal.   
b) a casa fortificada à esquerda é uma criação germânica, resultado da necessidade de se proteger em território recém-conquistado.   
c) a capa e as calças que o personagem usa são tipicamente germânicas, adaptadas à vida sobre cavalos e diferentes das togas romanas.   
d) a arte do mosaico existia somente na África do Norte, sendo desenvolvida pelos cartagineses séculos antes de Cristo.   
e) a tecnologia para a montaria, como a sela e os arreios, foi invenção germânica. Os romanos as desconheciam.   
  
2. (Ufjf-pism 1 2016)  Leia:

“Os reinos germânicos tiveram entre si semelhanças e diferenças. Possuíram, em relação ao antigo Império Romano, caracteres comuns (elementos de permanência), bem como, outros que os individualizaram (elementos de ruptura). Houve a convivência entre o germano e o romano”.
GUERRA MARTINS. M. Os povos bárbaros. São Paulo, Ática, 1997. p. 17.

A partir da leitura do trecho acima, marque a opção CORRETA sobre o contexto do período inicial da Idade Média (entre os séculos V e VII):
a) Igreja Católica teve sua influência política e socioeconômica enfraquecida devido a sua forte relação com o Império Romano que não existia mais.   
b) Os Estados organizados pelos invasores bárbaros se caracterizavam por uma forte estabilidade política e por fronteiras territoriais bem definidas.   
c) Com a diminuição de fatores que geravam o aumento da mortalidade, como guerras, epidemias e fome, ocorreu uma alta demográfica populacional.   
d) A sociedade vivenciou um processo de desmilitarização com a diminuição contínua da importância dos exércitos controlados pelos grandes proprietários de terras.    

e) A produção econômica concentrava-se fortemente em atividades rurais desenvolvidas em grandes propriedades que visaram à autossuficiência.   

3. (Espcex 2015)  Uma das características que podemos reconhecer no sistema feudal europeu
a) é a organização da sociedade feudal em dois grupos bem definidos: os senhores e os escravos.   
b) são os ideais de honra e fidelidade oriundos da sociedade islâmica.   
c) é a obrigação anual de corveia e o pagamento da talha e banalidades como obrigações de servos aos senhores feudais.   
d) é o dinamismo econômico, voltado para o comércio entre feudos vizinhos.   
e) são as relações escravocratas de produção.   
  
4. (Unicamp 2011) 

No quadro acima, observa-se a organização espacial do trabalho agrícola típica do período medieval. A partir dele, podemos afirmar que 
a) os camponeses estão distantes do castelo porque já abandonavam o domínio senhorial, num momento em que práticas de conservação do solo, como a rotação de culturas, e a invenção de novos instrumentos, como o arado, aumentavam a produção agrícola. 
b) os camponeses utilizavam, então, práticas de plantio direto, o que permitia a melhor conservação do solo e a fertilidade das terras que pertenciam a um senhor feudal, como sugere o castelo fortificado que domina a paisagem ao fundo do quadro. 
c) um castelo fortificado domina a paisagem, ao fundo, pois os camponeses trabalhavam no domínio de um senhor; pode-se ver também que utilizavam práticas de rotação de culturas, visando à conservação do solo e à manutenção da fertilidade das terras. 


d) A cena retrata um momento de mudança técnica e social: desenvolviam-se novos instrumentos agrícolas, como o arado, e o uso de práticas de plantio direto, o que levava ao aumento da produção, permitindo que os camponeses abandonassem o domínio senhorial.
  
5. (Uece 2014)  Era costume submeter o acusado de cometer um crime a um perigo, para ver se era ou não culpado. Por exemplo, colocar sua mão em água fervendo, ou fazê-lo segurar um ferro em brasa dentre outras atrocidades. Acreditava-se que, se inocente, Deus produziria um milagre, não deixando que algum mal acontecesse ao presumível culpado. A Igreja Católica lutou contra e procurou extinguir esse costume que era
a) herança do Direito Romano, no qual os acusados não tinham direito a uma defesa baseada em fatos fundamentados.   
b) uma prática originária dos primeiros cristãos que, apoiados pela Igreja Católica, acreditavam na intervenção divina como única forma de justiça.   
c) proveniente da tradição bárbara dos povos germânicos, que tinham uma cultura monoteísta desde antes da chegada do cristianismo na Europa.   
d) uma tradição que, mesmo rejeitada pela Igreja Católica, perdurou na Europa e em outras regiões do mundo até mesmo depois da Idade Média.    

6. (Fatec 2009) Considere a ilustração a seguir. 



A partir dos conhecimentos da história do feudalismo europeu, pode-se inferir que, na ilustração, 
a) as classes sociais relacionavam-se de forma harmoniosa por incorporarem em suas mentes os princípios elementares do cristianismo. 
b) as castas sociais poderiam modificar-se ao longo do tempo, pois isso dependia fundamentalmente da vontade do poder divino do papa. 
c) as terras dos feudos eram divididas igualmente entre os vários segmentos sociais, priorizando-se os que dependiam dela para sobrevivência. 
d) a organização social possibilitava a mobilidade, permitindo a ascensão dos indivíduos que trabalhassem e acumulassem riqueza material. 
e) a estrutura da sociedade era marcada pela ausência de mobilidade, sendo caracterizada por uma hierarquia social dominada por uma instituição cristã.  


7. (Puccamp) Preparando seu livro sobre o imperador Adriano, Marguerite Yourcenar encontrou numa carta de Flaubert esta frase: "Quando os deuses tinham deixado de existir e o Cr
isto ainda não viera, houve um momento único na história, entre Cícero e Marco Aurélio, em que o homem ficou sozinho". Os deuses pagãos nunca deixaram de existir, mesmo com o triunfo cristão, e Roma não era o mundo, mas no breve momento de solidão flagrado por Flaubert o homem ocidental se viu livre da metafísica - e não gostou, claro. Quem quer ficar sozinho num mundo que não domina e mal compreende, sem o apoio e o consolo de uma teologia, qualquer teologia?
           (Luiz Fernando Veríssimo. Banquete com os deuses)

A compreensão do mundo por meio da religião é uma disposição que traduz o pensamento medieval, cujo pressuposto é
a) o antropocentrismo: a valorização do homem como centro do Universo e a crença no caráter divino da natureza humana.
b) a escolástica: a busca da salvação através do conhecimento da filosofia clássica e da assimilação do paganismo.
c) o panteísmo: a defesa da convivência harmônica de fé e razão, uma vez que o Universo, infinito, é parte da substância divina.
d) o positivismo: submissão do homem aos dogmas instituídos pela Igreja e não questionamento das leis divinas.
e) o teocentrismo: concepção predominante na produção intelectual e artística medieval, que considera Deus o centro do Universo.


8. (UFPA) Nas relações de suserania e vassalagem dominantes durante o feudalismo europeu, é possível observar que:
a) a servidão representou, sobretudo na França e na península Ibérica, um verdadeiro renascimento da escravidão conforme existia na Roma imperial.
b) os suseranos leigos, formados pela grande nobreza fundiária, distinguiam juridicamente os servos que trabalhavam nos campos dos que produziam nas cidades.

c) mesmo dispondo de grandes propriedades territoriais, os suseranos eclesiásticos não mantinham a servidão nos seus domínios, mas sim o trabalho livre.

d) o sistema de impostos incidia de forma pesada sobre os servos. O imposto da mão morta, por exemplo, era pago pelos herdeiros de um servo que morria para que continuassem nas terras pertencentes ao suserano.
e) as principais instituições sociais que sustentavam as relações entre senhores e servos eram de origem muçulmana, oriundos da longa presença árabe na Europa Ocidental.

9. (Faap) A doutrina de Platão influenciou os primeiros filósofos medievais, Santo Agostinho, bispo de Hipona (354 a 430) e Boécio (480 a 524), autores de "Confissões" e "Consolação da Filosofia", respectivamente. Mas a Filosofia que predominou na Idade Média foi a:

a) Sofística
b) Epicurista
c) Escolástica
d) Existencialista
e) Fenomenológica

10. (Fgv) As principais características do feudalismo eram:
a) Sociedade de ordens, economia levemente industrial, unificação política e mentalidade impregnada pela religiosidade.
b) Sociedade estamental, economia tipicamente artesanal, organização política descentralizada e mentalidade marcada pela ausência do cristianismo.
c) Sociedade de ordens, economia terciária e competitiva, centralização política e mentalidade hedonista.
d) Sociedade de ordens, economia agrária e auto-suficiente, fragmentação política e mentalidade fortemente influenciada pela religiosidade.
e) Sociedade estamental, economia voltada para o mercado externo, fragmentação política e ausência de mentalidade religiosa.

11.(Mackenzie) O ano de 1054 foi marcado pelo "Cisma do Oriente". Após um longo processo de conflitos, ocorreu a ruptura entre o papado romano e o patriarca de Constantinopla, ocasionando:
a) a criação da igreja Cristã Ortodoxa Grega.
b) a transferência da sede do papado para a cidade de Avignon.
c) o conflito denominado Querela das Investiduras.
d) a fundação da Igreja Cristã Protestante.
e) a divisão do Clero em secular ortodoxo e regular monástico.

12. (FGV) Na Idade Média, desenvolveram-se dentro da Igreja, instituições que tinham corporações de mestres e aprendizes, com privilégios e autonomia administrativa, e significaram importante avanço intelectual.
O texto anterior refere-se:
a) às Irmandades;
b) aos Museus;
c) às Bibliotecas;
d) aos Conventos;
e) às Universidades.

13. (Mackenzie) A respeito do Sistema Feudal, assinale a alternativa correta.
a) A sociedade feudal era estática e não permitia a mobilidade social, era uma sociedade de castas - dela faziam parte quatro ordens hierarquizadas: os nobres, o clero, os servos e os escravos.
b) Consistia em um sistema de relações onde os vassalos doavam terras aos seus suseranos, que ficavam obrigados a pagar impostos nas formas de produtos e serviços.
c) Esse sistema foi condenado pela Igreja Católica, que não concordava com as exigências senhoriais que sobrecarregavam os camponeses.
d) Através do domínio político, exercido por meio da violência e da obediência aos costumes, o servo era obrigado a prestar trabalhos e serviços ao Senhor Feudal.
e) A principal fonte de lucro era o excedente de produção, oriundo do trabalho servil e livremente comercializado pelos senhores feudais e servos.

14. (Puccamp) A Igreja integrou-se ao Sistema Feudal através dos mosteiros, cujas características se assemelhavam às dos domínios dos senhores feudais. Como tinha
a) o controle do destino espiritual, procurou combater a usura entre os integrantes do clero e entre os judeus, no que foi rigorosamente obedecida.
b) o monopólio da cultura, tinha também o monopólio da interpretação da realidade social.
c) grande influência na formação da mentalidade, insistia no ideal do preço justo, permitindo que na venda dos produtos se cobrasse a mais apenas o custo do transporte.
d) o controle da realidade social, exigia que os cristãos distribuíssem os excedentes entre seus parentes mais próximos para auferir lucros.
e) a fiscalização sobre a distribuição dos excedentes em épocas de calamidade, inibia a atuação dos comerciantes inescrupulosos, ameaçando-os com multas ou com a perda de suas propriedades.

15. (Uel) Entre os fatores internos e externos que contribuíram para a formação do sistema feudal encontram-se
a) as instituições germânicas, como o 'comitatus' e o direito oral.
b) a utilização das moedas de prata republicana ou SOLIDI IMPERIAIS e a assimilação do arianismo.
c) a introdução pelos germanos da noção de Estado e a organização judicial caracterizada pelo 'wergeld'.
d) a prática constante do nicolaísmo e o enfraquecimento dos patrícios romanos.
e) a aceitação da simonia e o aperfeiçoamento da lavra (arados melhores, mais cortantes e resistentes).

16. (Ufes) Segundo a crença dos cristãos de Bizâncio, os ícones (imagens pintadas ou esculpidas de Cristo, da Virgem e dos Santos) constituíam a "revelação da eternidade no tempo, a comprovação da própria encarnação, a lembrança de que Deus tinha se revelado ao homem e por isso era possível representá-Lo de forma visível."
                        (Franco Jr., H. e Andrade Filho, R. O. O IMPÉRIO BIZANTINO. São Paulo: Brasiliense, 1994. p. 27). 

Apesar da extrema difusão da adoração dos ícones no Império Bizantino, o imperador Leão III, em 726, condenou tal prática por idolatria, desencadeando assim a chamada "crise iconoclasta".
Dentre os fatores que motivaram a ação de Leão III, podemos citar o (a):
a) intolerância da corte imperial para com os habitantes da Ásia Menor, região onde o culto aos ícones servia de pretexto para a aglutinação de povos que pretendiam se emancipar.
b) necessidade de conter a proliferação de culto às imagens, num contexto de reaproximação da Sé de Roma com o imperador bizantino, uma vez que o papado se posicionava contra a instituição dos ícones e exigia a sua erradicação.
c) tentativa de mirar as bases políticas de apoio à sua irmã, Teodora, a qual valendo-se do prestígio de que gozava junto aos altos dignitários da Igreja Bizantina, aspirava secretamente a sagrar-se imperatriz.
d) aproximação do imperador, por meio do califado de Damasco, com o credo islâmico que, recuperando os princípios originais do monoteísmo judaico-cristão, condenava a materialização da essência sagrada da divindade em pedaços de pano ou madeira.
e) descontentamento imperial com o crescente prestígio e riqueza dos mosteiros (principais possuidores e fabricantes de ícones), que atraíam para o serviço monástico numerosos jovens, impedindo-os, com isso de contribuírem para o Estado na qualidade de soldados, marinheiros e camponeses.

17. (Unaerp) O feudalismo, como todos os outros modos de produção, não surgiu repentinamente. Ele foi o resultado:
a) do surgimento da Igreja Católica Romana, instituição que, de certa forma, tomou o lugar do Estado romano.
b) de uma síntese entre a sociedade romana em expansão e a sociedade bárbaro-germânica em decadência.
c) das contribuições isoladas dos bárbaros e dos romanos que deram aos feudos um caráter urbano.
d) do fortalecimento do Estado e da fragmentação política.
e) de uma lenta transformação que começou no final do império romano, passou pela invasão dos bárbaros-germânicos no século V, atravessou o império carolíngio, e começou a se efetivar a partir do século IX.

18. (Unesp) O Império Árabe está associado a um legado cultural islâmico secular. Assinale o significado histórico correto da expressão islâmica que se manifesta na crise atual do Golfo Pérsico.
a) "Jihad" é a luta pela fé, pela restauração da palavra de Alá e ação contra a opressão.
b) "Muçulmano" é ser árabe necessariamente.
c) "Mesquita" é livro sagrado.
d) "Kiffer" é aquele que pratica rezas diárias e segue o Islã.
e) "Hégira" é vocábulo árabe que no léxico português significa tufão.

19. (Unesp) A Civilização Bizantina floresceu na Idade Média, deixando em muitas regiões da Ásia e da Europa testemunhos de sua irradiação cultural. Assinale importante e preponderante contribuição artística bizantina que se difundiu expressando forte destinação religiosa:
a) Adornos de bronze e cobre.
b) Aquedutos e esgotos.
c) Telhados de beirais recurvos.
d) Mosaicos coloridos e cúpulas arredondadas.
e) Vias calçadas com artefatos de couro.


20. (Unesp 2010) Observe a figura. 


O ícone, pintura sobre madeira, foi uma das manifestações características da Civilização Bizantina, que abrangeu amplas regiões do continente europeu e asiático. A arte bizantina resultou 
a) do fim da autocracia do Império Romano do Oriente. 
b) da interdição do culto de imagens pelo cristianismo primitivo. 
c) do “Cisma do Oriente”, que rompeu com a unidade do cristianismo. 
d) da fusão das concepções cristãs com a cultura decorativa oriental. 
e) do desenvolvimento comercial das cidades italianas. 

21. (Unesp 2012) (...) o elemento religioso não limitou os seus efeitos ao fortalecimento, no mundo da cavalaria, do espírito de corpo; exerceu também uma ação poderosa sobre a lei moral do grupo. Antes de o futuro cavaleiro receber a sua espada, no altar, era-lhe exigido um juramento, que especificava as suas obrigações. 
(Marc Bloch. A sociedade feudal, 1987.) 

O texto mostra que os cavaleiros medievais, entre outros aspectos de sua formação e conduta, 
a) mantinham-se fieis aos comerciantes das cidades, a quem deviam proteger e defender na vida cotidiana e em caso de guerra. 
b) privilegiavam, na sua formação, os aspectos religiosos, em detrimento da preparação e dos exercícios militares. 
c) valorizavam os torneios, pois neles mostravam seus talentos e sua força, ganhando prestígio e poder no mundo medieval. 
d) agiam apenas de forma individual, realizando constantes disputas e combates entre si. 
e) definiam-se como uma ordem particular dentro da rígida estrutura feudal, mas mantinham vínculos profundos com a Igreja. 
Compartilhe no Google Plus

Sobre Portal do Vestibulando

O objetivo do site é fornecer material didático a todas as pessoas que buscam ampliar seus conhecimentos, vestibulandos ou não. Assim, caso você precise de algum material específico, entre em contato conosco para que possamos disponibilizar.