Brasil Colônia - Outras Atividades Econômicas - Questões de Vestibulares


1. (Fuvest 2015) Se o açúcar do Brasil o tem dado a conhecer a todos os reinos e províncias da Europa, o tabaco o tem feito muito afamado em todas as quatro partes do mundo, em as quais hoje tanto se deseja e com tantas diligências e por qualquer via se procura. Há pouco mais de cem anos que esta folha se começou a plantar e beneficiar na Bahia [...] e, desta sorte, uma folha antes desprezada e quase desconhecida tem dado e dá atualmente grandes cabedais aos moradores do Brasil e incríveis emolumentos aos Erários dos príncipes.
ANTONIL André João. Cultura e opulência do Brasil por suas drogas e minas. São Paulo: EDUSP, 2007. Adaptado. 

O texto acima, escrito por um padre italiano em 1711, revela que 
a) o ciclo econômico do tabaco, que foi anterior ao do ouro, sucedeu o da cana-de-açúcar. 
b) todo o rendimento do tabaco, a exemplo do que ocorria com outros produtos, era direcionado à metrópole. 
c) não se pode exagerar quanto à lucratividade propiciada pela cana-de-açúcar, já que a do tabaco, desde seu início, era maior. 
d) os europeus, naquele ano, já conheciam plenamente o potencial econômico de suas colônias americanas. 
e) a economia colonial foi marcada pela simultaneidade de produtos, cuja lucratividade se relacionava com sua inserção em mercados internacionais. 

2. (Fgv 2015) Caracteriza a agricultura colonial no Brasil do final do século XVIII: 
a) a importância alcançada pela produção de tabaco em São Paulo e em Minas Gerais, que ocorreu após o Conselho Ultramarino ter permitido esse cultivo, o que favoreceu a sua troca com manufaturas inglesas e francesas. 
b) um novo produto, o trigo, foi beneficiado pela estrutura originada da Revolução Industrial, que aprofundou a divisão entre os papéis a serem exercidos pelas nações, isto é, as ricas, produtoras de industrializados e, as pobres, de matérias-primas. 
c) o valor especial adquirido pelo extrativismo no Norte do Brasil, com o guaraná, que concorreu com os produtos agrícolas tradicionais, como o açúcar, permitiu um rápido desenvolvimento dessa região e a sua articulação com o restante da colônia. 
d) o revigoramento da produção de açúcar e o desenvolvimento do cultivo do algodão decorrentes, principalmente, de alguns fatos internacionais importantes, em especial, a independência das treze colônias inglesas e a Revolução Haitiana. 
e) o aparecimento do café na pauta de exportações coloniais, o que revolucionou as relações entre o Estado português e a elite escravista, pois a sustentação econômica da metrópole exigiu o abrandamento das restrições mercantilistas. 

3. (Fgv 2015) [...] se o interesse da Coroa estava centralizado na atividade minerária, ela não poderia negligenciar outras atividades que garantissem sua manutenção e continuidade. É nesse contexto que a agricultura deve ser vista integrando os mecanismos necessários ao processo de colonização desenvolvidos na própria Colônia, uma vez que, voltada para o consumo interno, era um meio de garantir a reprodução da estrutura social, além de permitir a redução dos custos com a manutenção da força de trabalho escrava.
Guimarães, C. M. e REIS, F. M. da M. “Agricultura e mineração no século XVIII”, in Resende, m.e.l. e VILLALTA, L.C. (orgs.) História de Minas Gerais. As minas setecentistas. Belo Horizonte: Autêntica Editora/Companhia do Tempo, 2007, p. 323.

Assinale a alternativa que interpreta corretamente o texto.
a) Para o desenvolvimento das atividades de exploração das minas foi decisiva a permissão dada pela metrópole ao desenvolvimento técnico e industrial da região. 
b) Os caminhos entre as minas e Salvador, além de escoar a produção mineradora e permitir a entrada de escravos, ficaram marcados pelo aparecimento de importantes vilas e povoados. 
c) A produção agrícola na região das minas desenvolveu-se a ponto de se tornar um dos principais itens da pauta de produtos exportados no período colonial. 
d) Apesar do crescimento da agricultura e da pecuária, o mercado interno não se desenvolveu no Brasil colonial, cuja produção se manteve estritamente voltada ao mercado externo. 
e) As atividades agrícolas e a pecuária desenvolveram-se de certo modo integradas ao desenvolvimento da mineração e da urbanização da região mineradora. 

4. (Cesgranrio) A pecuária, apesar de ter desempenhado importante papel na ocupação de determinadas áreas do território brasileiro, conservou seu caráter complementar na economia colonial especializada para a exportação, disso decorrendo:
a) seu equilíbrio em relação às atividades agrícolas e extrativas na ocupação efetiva do território. 
b) sua subordinação ao capital comercial europeu. 
c) a exportação da produção de abastecimento, o que gerou, superávit no comércio colonial. 
d) a direção estatal da metrópole sobre a pecuária por força do monopólio régio sobre o sal e a carne. 
e) constantes crises de abastecimento dos alimentos, cuja produção era preterida pelas culturas de exportação. 

5. (Uel) Um dos problemas que a população brasileira enfrentou no período colonial foi a constante escassez de alimentos. Isto ocorria, entre outros fatores, porque: 
a) A partir de meados do século XIX, o aumento dos preços do café no mercado internacional provocou uma expansão do cultivo desse grão no Brasil, levando a uma queda na produção de itens de subsistência. 
b) Devido à carência de mão de obra, os escravos eram utilizados na exploração mineradora, na madeireira e na pecuária, o que impediu o desenvolvimento da produção de alimentos e a formação de um mercado interno nacional. 
c) A transferência da corte portuguesa para o Rio de Janeiro representou um aumento no consumo de produtos alimentícios, causando um colapso na economia de subsistência do Reino Unido de Brasil e Portugal. 
d) Quando a exportação de açúcar se encontrava em uma fase ascendente, os esforços se canalizavam ao máximo para a sua produção, diminuindo o cultivo de outros produtos alimentícios. 
e) Em meados do século XVIII, o desenvolvimento da indústria têxtil na Inglaterra estimulou a produção pernambucana de algodão destinado à exportação, o que resultou na redução da área de plantio de produtos alimentares. 

6. (Espm 2011) As primeiras atividades econômicas praticadas pela colonização portuguesa no Brasil tiveram por cenário apenas o litoral do leste-nordeste brasileiros, sem que de modo sensível penetrassem no vago e misterioso sertão, ainda ocupado por tribos selvagens. Determinava essa situação o desinteresse econômico por qualquer tentativa de fixação de povoadores em regiões mais afastadas do mar. Assim enquanto sob os Reis Filipes penetravam os Vicentinos pelo sul na caça ao índio, ao mesmo tempo em que se sucediam as conquistas litorâneas em todo o nordeste, a solução encontrada para o povoamento do sertão forneceu-a (.......), atividade econômica essencialmente fixadora de população, mesmo escassas. 
(Hélio Viana. História do Brasil) 

O texto e o mapa referem-se a: 
a) criação de gado; 
b) busca de drogas do sertão; 
c) produção de algodão; 
d) extração de borracha; 
e) cultivo de tabaco. 

7. (Ufba) Salvador e o Recôncavo dependiam do sertão. Salvador necessitava da carne que o sertão fornecia. Carne, couro e sebo eram usados na cidade e no campo, e os engenhos precisavam igualmente de bois para o transporte, muitos também como força motriz. Grandes boiadas percorriam, às vezes, sessenta quilômetros por dia, com destino às feiras na orla do Recôncavo, onde um ativo comércio tinha lugar. A primeira dessas feiras foi Capoame, estabelecida por Francisco Dias d’Ávila em 1614. Localizada na paróquia de Santo Amaro de Ipitanga, próxima à atual Camaçari, a feira, realizada às quartas, prosperou e permaneceu a mais importante até a ascensão da feira de Santana, a “Princesa do Sertão”, na década de 1820. Na década de 1720, o couro tornou-se importante produto de exportação na Bahia. A frota de 1735, por exemplo, transportou 180861 meios de sola e mais de 11 mil peças de couro cru. Além disso, a indústria de fumo de Cachoeira dependia do couro para embalar os rolos e, assim, havia também uma demanda constante dentro da própria capitania pelo couro do sertão. 
(SCHWARTZ, 1995, p. 88). 

Considerando-se o texto, que trata sobre um dos aspectos da economia do Brasil Colonial — as atividades agropecuárias — e os conhecimentos sobre o tema, pode-se afirmar: 
01) A marcha do povoamento, nas terras do Brasil, nos séculos XVI e XVII, aconteceu com o deslocamento dos currais existentes no sertão em direção aos grandes centros urbanos do litoral. 
02) As feiras de gado, referidas no texto, se estabeleceram em momentos históricos diferentes, mas ambas foram responsáveis pelo povoamento e pela fixação de núcleos urbanos na Colônia. 
04) Os currais construídos no Vale do São Francisco garantiram, no século XIX, o intenso contrabando de africanos escravizados na fase posterior à Lei Eusébio de Queiroz. 
08) A produção de couro e derivados na Bahia esteve destinada ao mercado metropolitano e ao mercado interno, como atividade complementar da economia colonial. 
16) A Vila da Cachoeira, situada no chamado Recôncavo Sul da Bahia, além da produção de fumo, também atuou como polo da produção açucareira e ponto de partida para a penetração no sertão. 

8. (Fuvest) A criação, em território brasileiro, de gado e de muares (mulas e burros), na época da colonização portuguesa, caracterizou-se por: 
a) ser independente das demais atividades econômicas voltadas para a exportação. 
b) ser responsável pelo surgimento de uma nova classe de proprietários que se opunham à escravidão. 
c) ter estimulado a exportação de carne para a metrópole e a importação de escravos africanos. 
d) ter-se desenvolvido, em função do mercado interno, em diferentes áreas no interior da colônia. 
e) ter realizado os projetos da Coroa portuguesa para intensificar o povoamento do interior da colônia. 

9. (Ufpr) "Moradores dos 'sertões', instalados além das cidades coloniais, transformaram tais espaços físicos em espaços humanos. (...) A presença desses nossos antepassados é de fundamental importância para entendermos por que, no Brasil Colônia, houve mais do que a pura e simples plantation de cana. A 'visão plantacionista', que considera todas as atividades não voltadas para a exportação como irrelevantes, embaçou durante muito tempo a contribuição que milhares de agricultores - responsáveis pela agricultura de subsistência ou pelo abastecimento do mercado interno - deram à história de nosso mundo rural." 
(DEL PRIORE, Mary e VENÂNCIO, Renato. "Uma história da vida rural no Brasil". Rio de Janeiro: Ediouro, 2006, p. 47-48.) 

Com base no texto e nos conhecimentos sobre a organização social do Brasil no período colonial, é correto afirmar: 
a) Os autores do texto destacam um elemento característico da vida social durante a Colônia: a inexistência de núcleos econômicos situados além das cidades coloniais. 
b) Confirma-se no texto a exclusividade da lavoura exportadora como atividade responsável pela ocupação dos espaços agrícolas nacionais. 
c) No Brasil Colônia, uma característica fundamental da agricultura de alimentos foi a variedade de técnicas e de ferramentas utilizadas para o manejo das terras. 
d) A atividade agrícola dos moradores dos 'sertões' era essencial para a produção e o mercado colonial de gêneros alimentícios. 
e) A imensa disponibilidade de terras não cultivadas contribuiu para uma ocupação intensiva do solo, o que evitou a dispersão demográfica pelo território nacional. 

10. (Unifesp) Com relação à economia do açúcar e da pecuária no nordeste durante o período colonial, é correto afirmar que: 
a) por serem as duas atividades essenciais e complementares, portanto as mais permanentes, foram as que mais usaram escravos. 
b) a primeira, tecnologicamente mais complexa, recorria à escravidão, e a segunda, tecnologicamente mais simples, ao trabalho livre. 
c) a técnica era rudimentar em ambas, na agricultura por causa da escravidão, e na criação de animais por atender ao mercado interno. 
d) tanto em uma quanto em outra, desenvolveram-se formas mistas e sofisticadas de trabalho livre e de trabalho compulsório. 
e) por serem diferentes e independentes uma da outra, não se pode estabelecer qualquer tentativa de comparação entre ambas. 

11. (Ufpel 2000) O mapa abaixo apresenta a economia brasileira em um determinado período: 
Fonte: NIZZA da SILVA, Maria Beatriz. "Nova História da Expansão Portuguesa". Lisboa, Ed. Estampa, 1986. 

Nele estão representadas as atividades econômicas do século 
a) XVI, que apresenta exploração de pau-brasil, no litoral, e das drogas do sertão, na região amazônica, assim como a ocupação do interior brasileiro pelas atividades de mineração e pecuária. 
b) XVIII, que já demonstra atividades de mineração, no Centro-Oeste brasileiro, e de pecuária, na zona nordeste do Rio Grande do Sul. Não pode ser de século posterior, por não indicar atividade cafeicultora. 
c) XVII, que apresenta importações/exportações, antes proibidas na colônia, devido ao monopólio comercial. 
d) XIX, em que, no Brasil Império, a economia tinha por base a cafeicultura voltada para a exportação. 
e) XX, no qual a exportação de pau-brasil é preponderante na economia brasileira e se verifica a existência de áreas industriais, destacadas no mapa. 


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