Amazônia: Primeiro Império e Regência - Questões de Vestibulares

1. (UNAMA) “Uma série de eventos e iniciativas político–culturais serão patrocinados por artistas, intelectuais, Comissão Permanente de Direitos Humanos e Câmara de Vereadores de Belém, de modo a marcar o transcurso dos 180 anos da chacina que ficou conhecida como o “massacre do Brigue Palhaço”, fato ocorrido em Belém nas águas da baía do Guajará, quase em frente ao Ver–o–Peso, na noite de 20 para 21 de outubro de 1823”.

(Texto adaptado do jornal O Liberal, Caderno Atualidades, 9 de novembro de 2003, p.06)

O episódio identificado no texto acima está associado: 
a) à ação repressiva do mercenário inglês John Grenfell que, a serviço do governo imperial, obteve a adesão do Pará à independência, após ordenar o massacre de centenas de paraenses que se opunham à autoridade de Pedro I.
b) à repressão violenta, desencadeada pelas autoridades portuguesas, ao levante realizado por vários segmentos da população paraense que não aceitavam o fato de a província do Grão–Pará permanecer subordinada a Lisboa, quando o Brasil já havia se tornado independente da metrópole.
c) às manifestações de rua ocorridas no mês de outubro, após a adesão do Pará à independência do Brasil, o que redundou na prisão e morte de centenas de pessoas, principalmente soldados, presos por ordem de John Grenfell nos porões do navio, depois conhecido como Brigue Palhaço.
d) ao massacre desencadeado pelo governo local, nas mãos de John Grenfell, ao movimento liderado pelo cônego Batista Campos a favor da adesão do Pará à independência, porque o mesmo tinha em sua fileiras centenas de escravos africanos e indígenas.

2. (UNAMA) “A assembleia legislativa provincial do Grão-Pará, possuída do mais perene júbilo e contentamento pelo feliz dia do aniversário da restauração de sua pátria, vem por esta deputação congratular-se com V. Exa. como quem fez este dia notável aos paraenses, restituindo-os com glória a seus lares, bens e famílias. Sim, foi V.Exa. que, ajuntando os infelizes emigrados [...] do Maranhão até as praias de Tatuoca, entrou triunfante e vitorioso nesta capital, no memorável dia 13 de maio de 1836 e, decepando a altiva cabeça da anarquia, arvorou o estandarte da legal idade sobre [...] a cidade.” 
(Discurso aprovado pela A ssembléia Provincial do Pará, em sessão de 12 de maio de 1838, assinada por Dr. Lourenço da Silva Santiago, Francisco Antônio Bittencourt e Bernardo Joaquim de Matos. IN RAIOL, Domingos Antônio. Motins Políticos: ou História dos Principais acontecimentos Políticos da província do Pará desde o ano de 1821 até 1835. 3 v.UFPA, 1970, p.996) 

No documento acima, elaborado e encaminhado pelos deputados da Assembleia Provincial do Pará ao Marechal Soares Andréia, militar enviado pela Regência para combater os revoltosos cabanos, fica evidenciado: 
a) O júbilo de todos os segmentos da população belenense – cansados dos anos de guerrilha – pela retomada de Belém das mãos dos cabanos, através de tropas vindas do Maranhão e de Tatuoca, comandadas pelo Marechal português. 
b) O profundo pesar da Assembléia, em decorrência dos atos que se seguiram após a saída dos cabanos da capital paraense, pois isso deu ensejo à anarquia praticada pelos soldados legalistas. 
c) A instituição da data de 13 de maio de 1836 como a que deve ser objeto de comemorações por parte da população paraense, pois, na mesma, os cabanos assumiram o poder, destituindo os portugueses do governo da província. 
d) As comemorações e homenagens feitas a Soares Andréia como o restaurador da ordem na cidade de Belém, após a anarquia que nela havia sido instituída pelo movimento cabano. 

3. (UNAMA) A Cabanagem, movimento social ocorrido na província do Grão-Pará, entre 1835 a 1840, tem sido objeto de revisões historiográficas por parte de muitos estudiosos. 
Os estudos mais recentes têm apontado que os cabanos eram: 
a) homens e mulheres pobres que viviam em cabanas às margens do rio Amazonas e seus afluentes, cuja luta se fazia por melhores condições de vida e , principalmente, se opunham à presença do império colonial português na região. 
b) negros, índios, brancos, mestiços, senhores e escravos, os quais lutaram inicialmente contra o autoritarismo da Regência mas que, no decorrer da luta, apresentaram objetivos específicos, de acordo com sua condição de classe e de cor. 
c) basicamente os caboclos amazônidas que, espalhados ao longo das margens dos rios da região norte, desencadearam uma luta contra a opressão política e econômica dos portugueses e ingleses, que governavam a região. 
d) pessoas pobres, na sua maioria índios aldeados, que se aproveitaram da disputa pelo poder entre segmentos da elite paraense e a elas se aliaram para chegar ao governo da província do Grão- Pará. 

4- (PSC/UFAM) A cidade moderna em que acabamos de chegar é chamada pelos brasileiros A Barra do Rio Negro. Situa-se a leste da fortaleza a cerca de mil passos geométricos do sítio de Manaos. Ela está constituída numa superfície tão irregular que chega a ter morrinhos mais altos do que os telhados das casas, o que seria pitoresco se não fosse absurdo.

(Paul Marcoy. Viagem Pelo Rio Amazonas. Manaus: Edua/Secretaria de Estado da Cultura, 2001) 

A descrição acima, feita por um viajante francês em meados do século XIX, flagra o acanhamento do núcleo urbano daquela que anos depois seria a sede da Província do Amazonas. 
Das alternativas abaixo, associadas à história de Manaus, assinale aquela que está incorreta. 
a) A mudança de denominação de Lugar da Barra para Cidade de Manaós ocorre em 1856 por iniciativa de Tenreiro Aranha. 
b) Sua origem remonta à construção da Fortaleza de São José do Rio Negro, em 1669, e aos aldeamentos fundados em sua adjacência. 
c) Por intervenção de Lobo D’almada, em 1792, é transferida de Barcelos para o Lugar da Barra
a sede da Capitania de São José do Rio Negro. 
d) Em 1832 é alterado o seu predicamento, passando de lugar para vila. 
e) Em 1848 é estabelecido o predicamento de cidade, com a denominação de N. S. da Conceição da Barra do Rio Negro. 

5. (PSC/UFAM) Logo após o antigo Estado do Grão-Pará e Rio Negro ter sido incorporado ao Império do Brasil, em 1823, a ex-capitania do Rio Negro não chegou a receber o status de Província, como o concedido à ex-capitania do Grão-Pará. Desse modo, na divisão político-administrativa imperial, esse território amazônico recebeu a categoria de Comarca do Rio Negro, subordinado à Província do Pará. Esta condição deveu-se: 
a) À inabilidade política da elite rionegrina em defender o novo status da antiga capitania. 
b) À inexistência, no texto da Constituição de 1824, da menção ao Rio Negro como Província. 
c) À pressão exercida pela elite paraense para que a região do Rio Negro continuasse subordinada ao poder de Belém. 
d) À falta de interesse do governo imperial em ter mais uma unidade administrativa no norte do Brasil. 
e) Às dificuldades de transporte e comunicação entre a sede do governo imperial e a região do Rio Negro. 

6- (UEA)
“Examinando-se o movimento no que ele expressa como explosão de multidões mestiças e indígenas da Província, contra a vida e a propriedade dos que desfrutavam de poder político, econômico e projeção social, compreende-se que a Cabanagem não pode ser inscrita na história nacional como um episódio a mais de aspiração meramente política.”
REIS, Artur C. Ferreira.
Assinale a alternativa que melhor caracteriza a Cabanagem. 
a) participação intensa das massas de origem indígena na Cabanagem do Pará deveu-se à inexistência de agricultura de exportação na região e à ausência completa de negros. 
b) A Cabanagem era um risco maior para os imperialismos do que para a unidade política pretendida pelo Império brasileiro, como atestam as seguidas intervenções americanas e britânicas no Grão-Pará. 
c) A Cabanagem não pode ser inscrita na história nacional como um episódio político, pois, por se tratar de uma sublevação generalizada no Pará, foi um fato militar e, no máximo, social. 
d) A Cabanagem começou como um conflito entre setores oligárquicos do Pará durante a Regência, mas, pelas condições socioeconômicas da região Norte e devido à participação popular intensa, converteu-se em autêntica rebelião social. 
e) O desfecho da Cabanagem, com perseguição feroz e massacre dos cabanos, deveu-se mais à excitação e ao ódio dos mercenários estrangeiros do que ao ódio de classe das elites brasileiras contra os pobres e não-brancos derrotados. 

7- (UEA) Assinale a alternativa que situa corretamente o movimento cabano na crise da Regência. 
a) Uns começavam a temer a violência crescente e a pobreza das massas, como Clemente Malcher, que pretendeu manter a vinculação ao Império e permanecer no poder indefinidamente. 
b) Os poderes legislativos dados à situação pela recente alteração constitucional induziram as facções regionais de oposição a se aproveitarem politicamente das indefesas massas populares, como na Cabanagem. 
c) No movimento cabano, alguns, como o Cônego Batista Campos, esperavam fazer a maioria na Assembleia Legislativa Provincial recém-criada, para obter as reformas que defendiam. 
d) A instabilidade econômica, social e política da Amazônia nos anos posteriores à independência originava-se do agravamento da subordinação da elite local aos interesses britânicos desde o Ato Adicional de 1831. 
e) O movimento cabano, apesar de abolicionista, foi a continuação da guerra de independência, também reprimida por esquadra britânica. 

8- (UEA) “No Grão-Pará, agitado desde a Revolução do Porto, ocorria a revolta dos cabanos – a Cabanagem – que se distinguiria dos demais movimentos do período pela amplitude que assumiu, chegando a dominar o governo da província por alguns anos.” 
(Ilmar Rohlof de Mattos, História do Brasil Império.) 

A respeito da Cabanagem, assinale a afirmativa correta. 
a) Os descendentes de índios não participavam de nenhuma forma de manifestação política e foram apenas utilizados nos conflitos entre os grandes fazendeiros. 
b) A ordeira massa dos cabanos, sem qualquer experiência anterior em conflitos, foi usada pelas tropas do governo imperial contra os fazendeiros locais. 
c) A Cabanagem foi o conflito em que os fazendeiros paraenses, reagindo às intervenções do Poder Moderador, exigiram a extinção do Conselho de Estado. 
d) A Cabanagem foi um conflito social semelhante à Balaiada, em que a participação das forças oligárquicas foi sempre secundária. 
e) O Ato Adicional deu grande poder à oligarquia dominante, provocando a reação armada da oligarquia oposicionista, que recorreu às lideranças radicais e atraiu para o conflito a massa cabana. 

9- (UFAM) A primeira Constituição brasileira estabeleceu que as divisões político-administravas do Império seriam a mesmas existentes antes da emancipação política. Podemos afirmar que, no Amazonas, este critério de divisão: 
a) Foi aplicado, sendo então criada a Cidade da Barra do Rio Negro. 
b) Não foi aplicado, sendo então criada a Capitania de S. José do Rio Negro. 
c) Foi aplicado, sendo então criada a Província do Amazonas. 
d) Não foi aplicado, sendo então criada a Comarca do Alto Amazonas. 
e) Foi aplicado, sendo então criada a Comarca do Rio Negro. 

10- Com o nascimento do império brasileiro em 1822, o Amazonas pretendia emancipar-se politicamente, contudo, ficou responsável pela gestão política do Amazonas:
a) Governadores da Capitania de São José do Rio Negro. 
b) Juntas Governativas. 
c) Presidente da Província do Amazonas. 
d) Governador do Estado do Amazonas. 
e) Governador da região do Alto rio Negro.


11. (Ufpe 1998) O mapa a seguir apresenta o Brasil pré-independente, no século XIX. Algumas províncias estão coloridas e se destacam das restantes.

Sobre as coloridas, analise as proposições a seguir: 
a) As províncias do Grão-Pará, Maranhão, Piauí, Bahia e Cisplatina foram as primeiras a aderir ao movimento de independência. 
b) Todas as províncias destacadas no mapa foram visitadas pela esquadra de Cochrane, militar que combateu na guerra da Independência do lado brasileiro. 
c) Nas províncias do Grão-Pará, Maranhão e Bahia a resistência contra a independência foi mais forte, ocasionando lutas que se prolongaram além do 7 de setembro de 1822. 
d) As províncias destacadas representam o "partido brasileiro", que reunia aristocracia rural, os comerciantes nativos e os burocratas, e não defendiam a separação de Portugal. 
e) A província Cisplatina conseguiu sua independência mais cedo que o próprio Brasil. Antes de 1822 a Cisplatina já se chamava Uruguai. 

12- (UFAM/PSC) O processo de criação da Província do Amazonas é peculiar. Após ser aprovado pela Câmara dos Deputados (1843), o projeto passou sete anos para ser apreciado pelo Senado. Então, em julho de 1850 entrou em pauta, foi aprovado em agosto e sancionado pelo Imperador no mês seguinte. O que aconteceu, nesse momento, que justificaria tal celeridade para aprovação de um projeto que já estava há tanto tempo em tramitação? 
a) As pressões internacionais para a abertura do rio Amazonas à navegação que recrudesceram nesse momento, fazendo com que o Império se visse premido a adotar medidas estratégicas para garantir suas prerrogativas na região. 
b) A força da pressão do movimento autonomista no Amazonas que ganhou a adesão de importantes políticos paraenses como João Batista Tenreiro Aranha. 
c) Uma vigorosa reação do Império brasileiro às manobras internacionais dos EUA na tentativa de criar um território destinado aos ex-escravos, libertos a partir da Guerra de Secessão. 
d) O avançado estado das negociações do governo brasileiro com a Argentina, Paraguai, Colômbia e Peru, para construção de uma rede comercial que se estenderia da região do rio da Prata até o Oceano Pacífico. 
e) Uma manobra – fracassada – dos políticos paraenses no sentido de abortar definitivamente o projeto de separação do Amazonas do Pará. 

13- (UFAM/PSC) Em abril de 1832, um levante militar no Lugar da Barra foi apropriado pela elite transformando-se em uma importante manifestação de caráter essencialmente: 
a) Populista 
b) Separatista 
c) Socialista 
d) Autonomista 
e) Abolicionista 
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2 comentários:

  1. A resposta da questão 9 letra D está errada! Pois, a correta é a letra E - Foi aplicada, sendo então criada a Comarca do Rio Negro.

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    1. Lucas, a letra D é a opção correta. Tendo em vista a afirmação "A primeira Constituição brasileira estabeleceu que as divisões político-administravas do Império seriam a mesmas existentes antes da emancipação política", o Rio Negro não era comarca antes da emancipação!

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