1808: Família Real Portuguesa no Brasil - Questões de Vestibulares

1. (CFTRJ 2016)  Em 2015 o Rio de Janeiro comemora 450 anos de sua fundação. Ao longo dos séculos, a cidade passou por uma série de mudanças e transformações que resultaram na capital do estado que temos hoje. Dentre estas mudanças podemos citar:
a) a ocupação francesa no centro do Rio de Janeiro no século XVIII, inclusive a Ilha de Villegagnon, sede da França Antártica.   
b) a destruição das plantações de cana-de-açúcar pelos holandeses por conta da concorrência do açúcar produzido nas Antilhas durante o século XVII.   
c) o surgimento de ruas e o alargamento de algumas já existentes e a criação de instituições por D. João VI a partir de 1808, como o Jardim Botânico e a Biblioteca Real.   
d) a Revolução do Porto que em 1820 paralisou o porto principal do Rio de Janeiro por conta das altas tarifas alfandegárias sobre os escravos.   
  
2. (Feevale 2016)  No ano de 1808, a Corte portuguesa instalou-se no Brasil. A partir desse momento, um processo de desenvolvimento científico-cultural ocorreu, com a fundação de instituições, como Biblioteca Pública e Imprensa Régia. Também foram criados, com o passar do tempo, diferentes cursos, como o da Academia Real Militar e da Faculdade de Medicina.

Marque a alternativa que demonstra o principal objetivo do governo ao instituir o desenvolvimento desses cursos.
a) Fortalecer o sistema público da educação brasileira, existente desde a fundação das primeiras vilas.   
b) Fortificar a colônia contra os ataques das esquadras inglesas, formando quadros para o exército.   
c) Desenvolver novas tecnologias para a crescente indústria portuguesa.   
d) Controlar a imprensa local através da censura.   
e) Formar recursos humanos para atender às necessidades da Corte.   
  
3. (Fgv 2016)  “Caso tomemos o exemplo do Rio de Janeiro (...), iremos perceber de imediato que se trata de uma região caracterizada por forte concentração de riqueza em poucas mãos. Os círculos dos mais ricos – 14% das pessoas – chegaram a ter três quartos da riqueza inventariada. (...) Entre fins do século XVIII e a primeira metade do século XIX, eles chegaram a dominar 95% dos valores transacionados nos empréstimos (...). Era dentro dessa elite que se situava o pequeno grupo formado pelos negociantes de grande envergadura, cujas fortunas foram constituídas por meio do comércio transoceânico e no comércio colonial de longa distância. (...) Uma vez acumuladas tais fortunas, verifica-se que parte desses homens de negócios (ou seus filhos) abandonava o comércio, convertendo-se em rentistas (pessoas que vivem de rendas, como, por exemplo, do aluguel de imóveis urbanos) ou em grandes senhores de terras e de escravos. Curiosamente, ao fazerem isso, estavam perdendo dinheiro, já que os ganhos do tráfico atlântico de escravos 19% por viagem) eram superiores aos lucros da plantation (de 5% A 10% ao ano).
O que havia por trás de um movimento de reconversão em si mesmo inusitado?” 
(João Fragoso et al., A economia colonial brasileira (séculos XVI-XIX). 1998)
  
Esse “movimento de reconversão” pode ser explicado
a) pelos extorsivos impostos cobrados aos traficantes de escravos e aos comerciantes em geral e pelas restrições de oferta de títulos de nobreza para os homens que não tivessem grandes propriedades fundiárias.   
b) pela radical transformação da economia colonial desde meados do século XVIII, que permitiu uma acumulação de capital maior na atividade manufatureira, e pela decadência da produção aurífera, em Minas Gerais e em Goiás.   
c) por um considerável ideal aristocratizante de uma parcela da elite colonial brasileira, que almejava um afastamento relativo do mundo do trabalho, e pela busca de maiores garantias para o patrimônio constituído por meio do comércio.   
d) pela legislação presente nas Ordenações Filipinas, que estabelecia uma hierarquia social a partir da origem principal da riqueza e pelas restrições ao tráfico de escravos, instituídas a partir de 1810.   

e) pela proibição dos comerciantes em participar das Câmaras Municipais, como eleitores e como elegíveis, e pela condenação feita pela Igreja Católica contra os ganhos obtidos por meio de lucros gananciosos e de juros altos.   

4. (Enem 2014) A transferência da corte trouxe para a América portuguesa a família real e o governo da Metrópole. Trouxe também, e sobretudo, boa parte do aparato administrativo português. Personalidades diversas e funcionários régios continuaram embarcando para o Brasil atrás da corte, dos seus empregos e dos seus parentes após o ano de 1808. 
NOVAIS, F. A.; ALENCASTRO, L. F. (Org.). História da vida privada no Brasil. São Paulo: Cia. das Letras, 1997. 

Os fatos apresentados se relacionam ao processo de independência da América portuguesa por terem 
a) incentivado o clamor popular por liberdade. 
b) enfraquecido o pacto de dominação metropolitana. 
c) motivado as revoltas escravas contra a elite colonial. 
d) obtido o apoio do grupo constitucionalista português. 
e) provocado os movimentos separatistas das províncias. 

5. (CFTRJ 2014) As guerras napoleônicas e a invasão francesa da Península Ibérica (1807-1808) resultaram na transferência da Corte portuguesa e de setores dirigentes do Estado português para o Brasil, criando uma situação inédita para a principal colônia portuguesa. Entre as mudanças trazidas, assinale a opção que expressa a opção verdadeira: 
a) A transformação do Rio de Janeiro em sede da monarquia portuguesa trouxe uma série de benefícios para esta cidade, como a criação de indústrias, centros culturais e universidades. 
b) A transferência da sede do Império português para o Brasil era um projeto existente desde o século XVII, prevendo a modernização econômica da colônia e a gradativa abolição da escravidão. 
c) A vinda da família real democratizou de certa forma as relações políticas existentes no Brasil, abrindo caminho para uma maior participação de camadas populares livres na vida política. 
d) A abertura dos portos, em 1808, e os tratados comerciais assinados em 1810 resultaram, na prática, no fim do exclusivo colonial português, em benefício dos interesses econômicos ingleses. 

6. (Mackenzie 2010) 
Neste ano, em que comemoramos as relações Brasil-França, verificamos que as interfaces que ligam as duas nações são marcantes ao longo de toda a nossa história. A presença da família real portuguesa no Brasil, em 1808, motivou, entre outros eventos, a vinda da Missão Artística Francesa, em 1816, porque 
a) o estilo neoclássico trazido pelos artistas franceses traduzia o modelo ideal de civilização, de acordo com os padrões da classe dominante europeia, sendo essa a imagem que o governo português desejava transmitir, nesse momento, do Brasil. 
b) a arte acadêmica, fruto da Missão Francesa chefiada por Joaquim Lebreton, tinha, como objetivo, alterar o gosto e a cultura nacional, ainda marcadamente influenciada pela opulência do Barroco e pela tradição indígena. 
c) a arte acadêmica, afastando-se dos motivos religiosos e exaltando o poder civil, as datas e os personagens históricos, agradava mais às classes populares nacionais, ansiosas por imitarem os padrões europeus. 
d) somente artistas franceses poderiam retratar, com exatidão e competência, a paisagem e os costumes brasileiros, modificados com a vinda da família real para a colônia. 
e) era necessário criar, na colônia, uma Academia Real de Belas Artes, a fim de cultivar e estimular, nos trópicos, a admiração pelos padrões intelectuais e estéticos portugueses, reconhecidamente superiores. 

7. (Unifesp 2009) Em 1808, a família real portuguesa se transferiu para o Brasil. Esta transferência está ligada à: 
a) Tentativa portuguesa de impedir o avanço inglês na América. 
b) Disputa entre Inglaterra e França pela hegemonia europeia. 
c) Perda, por Portugal, de suas colônias na costa da África. 
d) Descoberta recente de ouro na região das Minas Gerais. 
e) Intenção portuguesa de proclamar a independência do Brasil. 

8. (Ufg 2008) Leia os fragmentos a seguir.
"Não corram tanto ou pensarão que estamos fugindo!"
("REVISTA DE HISTÓRIA DA BIBLIOTECA NACIONAL". Rio de Janeiro, ano 1, n. 1, jul. 2005, p. 24.)

"Preferindo abandonar a Europa, D. João procedeu com exato conhecimento de si mesmo. Sabendo-se incapaz de heroísmo, escolheu a solução pacífica de encabeçar o êxodo e procurar no morno torpor dos trópicos a tranquilidade ou o ócio para que nasceu".
(MONTEIRO, Tobias. "História do Império: a elaboração da Independência". Belo Horizonte: Itatiaia; São Paulo: EDUSP, 1981. p. 55. [Adaptado].

O embarque da família real para o Brasil, em 1807, deu origem a contraditórias narrativas. A frase acima, atribuída à rainha D. Maria I, tornou-se popular, passando a constituir uma versão narrativa ainda vigorosa. Nos anos de 1920, os estudos sobre a Independência refizeram o percurso do embarque, assegurando uma interpretação republicana sobre esse acontecimento, tal como exemplificado no trecho do jornalista e historiador Tobia Monteiro. Sobre essa versão narrativa em torno do embarque, pode-se dizer que pretendia 
a) conquistar a simpatia da Inglaterra, ressaltando a importância do apoio inglês no translado da corte portuguesa para o Brasil. 
b) associar a figura do rei ao pragmatismo político, demonstrando que o deslocamento da corte era um ato de enfrentamento a Napoleão. 
c) ridicularizar o ato do embarque, agregando à interpretação desse acontecimento os elementos de tragédia, comicidade e ironia. 
d) culpabilizar a rainha pela decisão do embarque, afirmando-lhe o estado de demência lamentado por seus súditos. 
e) explicar o financiamento do ócio real por parte da colônia, comprovando que o embarque fora uma estratégia articulada pelo rei. 

9. (UEPG 2008) Neste texto, Ruy Castro se transporta no tempo e se vê como um jornalista a noticiar a chegada da Família Real ao Rio de Janeiro, ocorrida há 200 anos.

É hoje!

Rio de Janeiro. O príncipe regente dom João desembarca hoje no Rio com sua família e um enorme séquito de nobres, funcionários, aderentes e criados. Precisou que Napoleão botasse suas tropas nos calcanhares da Corte para que esta fizesse o que há cem anos lhe vinha sendo sugerido: transferir-se para o Brasil.

Não se sabe o que, a médio prazo, isso representará para a metrópole. Mas, para a desde já ex-colônia, será supimpa. Porque, a partir de agora, ela será a metrópole. E, para estar à altura de suas novas funções, terá de passar por uma reforma em regra - não apenas cosmética, para receber o corpo diplomático, o comércio internacional e os grã-finos de toda parte. Mas, principalmente, estrutural. Afinal, é um completo arcabouço administrativo que se está mudando.

Para cá virão os ministérios, as secretarias, as intendências, as representações e a burocracia em geral. Papéis sem conta serão despachados entre esses serviços, o que exigirá uma superfrota de estafetas [mensageiros]. A produção de lacre para documentos terá de decuplicar. O Brasil importará papel, tinta e mata-borrões em quantidade, mas as penas talvez possam ser fabricadas aqui, colhidas dos traseiros das aves locais.

Estima-se que, do Reino, chegarão 15 mil pessoas nos próximos meses. Será um tremendo impacto numa cidade de 60 mil habitantes. Provocará mudanças na moradia, na alimentação, nos transportes, no vestuário, nas finanças, na medicina, no ensino, na língua. Com a criação da Imprensa Régia, virão os jornais. O regente mandará trazer sua biblioteca. Da escrita e da leitura, brotarão as ideias.

Até hoje, na história do mundo, nunca a sede de um império colonial se transferiu para sua própria colônia. É um feito inédito - digno de Portugal. E que pode não se repetir nunca mais. 
(Ruy Castro. "Folha de S. Paulo", 08/03/2008)

O texto de Ruy Castro apresenta algumas mudanças ocorridas na Colônia após a chegada da Família Real portuguesa ao Rio de Janeiro, as quais foram fundamentais para o processo da Independência.

Assinale a alternativa que apresenta uma medida adotada e sua importância para a emancipação política do Brasil. 
a) a transferência do corpo diplomático, do comércio internacional e dos grã-finos, pois garantiu a formação de uma elite nacional interessada na autonomia. 
b) um sensível crescimento da leitura e da escrita, com a criação da Imprensa Régia, os jornais, a biblioteca e o ensino, o que abriu espaço à formação e difusão de novas ideias. 
c) a vinda de ministérios, secretarias e intendências, pois sem essa burocracia seria impossível a formação de uma nação. 
d) a importação de papel, tinta e mata-borrões, sem os quais as aves não seriam utilizadas para o desenvolvimento de uma produção local. 
e) as mudanças na moradia, na alimentação, nos transportes e no vestuário, pois favoreceram a formação de uma classe média crítica e transformadora. 

10. (Fuvest 2008) Em novembro de 1807, a família real portuguesa deixou Lisboa e, em março de 1808, chegou ao Rio de Janeiro. O acontecimento pode ser visto como 
a) incapacidade dos Braganças de resistirem à pressão da Espanha para impedir a anexação de Portugal. 
b) ato desesperado do Príncipe Regente, pressionado pela rainha-mãe, Dona Maria I. 
c) execução de um velho projeto de mudança do centro político do Império português, invocado em épocas de crise. 
d) culminância de uma discussão popular sobre a neutralidade de Portugal com relação à guerra anglo-francesa. 
e) exigência diplomática apresentada por Napoleão Bonaparte, então primeiro cônsul da França. 

11. (CFTSC 2007) Assinale a proposição CORRETA. A transferência da Corte portuguesa para o Brasil teve consequências no processo de autonomia política brasileira. 
a) Foi possível ao governo metropolitano controlar o processo de independência do Brasil, que acabou ocorrendo de maneira lenta e gradual, diferentemente das demais colônias do continente sul-americano. 
b) A presença da monarquia no Brasil aguçou as contradições entre a Colônia e a Metrópole, levando a uma violenta separação, que se resolveu nos campos de batalha. 
c) Confrontada pela realidade brasileira e pelo alto grau de desenvolvimento político das instituições coloniais, a Coroa Portuguesa cedeu a independência de forma pacífica e generosa. 
d) Os brasileiros, sentindo mais próximas as amarras metropolitanas, rebelaram-se e conquistaram a independência no mesmo movimento que varria as colônias ibero-americanas. 
e) A presença da Corte possibilitou um grande desenvolvimento econômico, político e cultural na Colônia, o que, paradoxalmente, acabou por retardar o surgimento de um sentimento autonomista e nacionalista entre os brasileiros.

12. (Fuvest 2012) Fui à terra fazer compras com Glennie. Há muitas casas inglesas, tais como celeiros e armazéns não diferentes do que chamamos na Inglaterra de armazéns italianos, de secos e molhados, mas, em geral, os ingleses aqui vendem suas mercadorias em grosso a retalhistas nativos ou franceses. (...) As ruas estão, em geral, repletas de mercadorias inglesas. A cada porta as palavras Superfino de Londres saltam aos olhos: algodão estampado, panos largos, louça de barro, mas, acima de tudo, ferragens de Birmingham, podem-se obter um pouco mais caro do que em nossa terra nas lojas do Brasil.
Maria Graham. Diário de uma viagem ao Brasil. São Paulo, Edusp, 1990, p. 230 (publicado originalmente em 1824). Adaptado.

Esse trecho do diário da inglesa Maria Graham refere-se à sua estada no Rio de Janeiro em 1822 e foi escrito em 21 de janeiro deste mesmo ano. Essas anotações mostram alguns efeitos 
a) do Ato de Navegação, de 1651, que retirou da Inglaterra o controle militar e comercial dos mares do norte, mas permitiu sua interferência nas colônias ultramarinas do sul. 
b) do Tratado de Methuen, de 1703, que estabeleceu a troca regular de produtos portugueses por mercadorias de outros países europeus, que seriam também distribuídas nas colônias. 
c) da abertura dos portos do Brasil às nações amigas, decretada por D. João em 1808, após a chegada da família real portuguesa à América. 
d) do Tratado de Comércio e Navegação, de 1810, que deu início à exportação de produtos do Brasil para a Inglaterra e eliminou a concorrência hispano-americana. 
e) da ação expansionista inglesa sobre a América do Sul, gradualmente anexada ao Império Britânico, após sua vitória sobre as tropas napoleônicas, em 1815.

13. (Ufsm 2004) 

Esse mapa foi feito a partir da suposição de que, se a Família Real Portuguesa não tivesse vindo para o Brasil em 1808, o processo de independência brasileira teria sido diferente. 
O mapa permite a seguinte conclusão: 
a) A divisão política da América Latina independe do rumo da história. 
b) Ao capitalismo industrial em expansão pouco importava a organização política dos Estados latino-americanos. 
c) A Corte portuguesa no Brasil foi capaz de manter a unidade territorial da colônia, submetendo-a ao regime monárquico. 
d) A consciência nacional se forja exclusivamente a partir da unidade linguística. 
e) As guerras napoleônicas difundiram o ideal monárquico-liberal entre as colônias luso-espanholas da América. 

14. (Udesc 2009) O ano de 2008 assinala os duzentos anos da chegada da Família Real ao Brasil.
Sobre isso assinale a alternativa CORRETA. 
a) A monarquia que chegava ao Brasil representava, em realidade, boa parte dos ideais da Revolução Francesa e do liberalismo europeu daquele período. 
b) As motivações da vinda da Família Real para o Brasil estão relacionadas mais à realidade europeia do período do que à ideia de desenvolvimento de um Brasil monárquico e posteriormente independente de Portugal. 
c) Foi incentivada a manifestação pública de nossos problemas, seguindo as práticas liberais e laicas da monarquia portuguesa. 
d) Chegando ao Brasil, o monarca trabalhou muito para a ampliação da cidadania. 
e) A política de terras foi imediatamente implementada e, em 1810, o Brasil realizava sua primeira reforma agrária.v 

15. (Uerj 2009) O impacto da vinda da Família Real portuguesa para o Brasil implicou alterações significativas para a cidade do Rio de Janeiro que se prolongaram durante todo o período conhecido como "joanino". Essas alterações produziram uma nova dinâmica socioeconômica e redefiniram, em vários aspectos, a inserção da cidade no contexto internacional.
Uma função urbana associada a essa nova inserção está indicada em: 
a) crescente polo turístico em função da chegada da Missão Artística Francesa 
b) expressivo núcleo comercial articulado à nascente rede ferroviária brasileira 
c) principal porto brasileiro relacionado à importação legal de manufaturas britânicas 
d) importante centro religioso decorrente da instalação do Tribunal da Santa Inquisição
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