Questão de Gênero no Brasil - Questões de Vestibulares

1. (Udesc 2015) 
Com base nos dados apresentados acima, assinale a alternativa correta.
a) A maior parte dos homofóbicos é do sexo masculino, jovem, branco e desconhecido da vítima.   
b) Os dados apontam a correlação entre homofobia, faixa etária e questões raciais.   
c) Os casos de homofobia são predominantemente vinculados ao tipo de vida dos próprios homossexuais, uma vez que se relacionam com pessoas contatadas em chats ou em locais de pouca segurança, como parques e boates gays.   
d) A maior parte dos suspeitos prefere não informar sua orientação sexual, o que também se aplica ao perfil das vítimas.   
e) Embora porcentagem considerável de mulheres tenham sido vítimas de violência, não se constata índice relevante de mulheres suspeitas de homofobia.   

2. (Ufg 2014)  Leia o texto e analise a figura a seguir.

Em 1991, a renda média das brasileiras correspondia a 63% do rendimento masculino. Em 2000, chegou a 71%. As conquistas comprovam dedicação, mas também necessidade. As pesquisas revelam que quase 30% delas apresentam em seus currículos mais de dez anos de escolaridade, contra 20% dos profissionais masculinos.
PROBST, Elisiana Renata. “A evolução da mulher no mercado de trabalho”. Revista do Instituto Catarinense de Pós Graduação. Disponível em: <www.icpg.com.br>. Acesso em: 4 abr. 2014



Tendo em vista o texto e o implícito no discurso iconográfico, percebe-se
a) as diferenças na valorização da força de trabalho entre os gêneros e a ampliação das demandas das mulheres na luta pelo reconhecimento social.   
b) a queda da taxa de fecundidade, elevando a renda feminina, e os tabus da adequação a padrões de beleza vigentes.   
c) a alteração do perfil das trabalhadoras que se tornam mais velhas, casadas e mães e a participação das mulheres no movimento feminista.   
d) a classificação do trabalho doméstico contabilizado como atividade econômica e a continuidade de modelos familiares tradicionais.   
e) as diferenças da jornada de trabalho entre os gêneros e a influência da mídia estabelecendo um padrão de corpo feminino.   
  
3. (Uepb 2013)  A charge e o texto abaixo retratam um dos temas trabalhados pela Geografia: Questão de Gênero.



“O direito a uma vida livre de violência é um dos direitos básicos de toda mulher. É pela garantia desse direito que marchamos hoje e marcharemos sempre, até que todas sejamos livres”.

Esse texto constava entre os inúmeros cartazes na Segunda Marcha das Vadias no Distrito
Federal.

Com base nas informações da charge, do texto e seus conhecimentos sobre o tema, são verdadeiras as afirmativas, EXCETO:  
a) A violência física contra a mulher é o estágio de uma série de violências verbais, simbólicas, psicológicas que atingem mulheres todos os dias. A discriminação histórica contra a mulher não é fruto de uma concepção patriarcal que ainda impera, mesmo inconscientemente, na sociedade.    
b) A marcha das vadias objetiva conscientizar a sociedade de que a culpa do estupro não é da mulher e o estupro não dever estar associado ao modo como ela se veste. Protestam contra a culpabilização das vitimas nos casos das violências sofridas. Criticam também as instituições que sustentam a dominação e a exploração contra a mulher.    
c) A mercantilização do corpo da mulher, do prazer e a banalização da exploração sexual são dimensões da globalização econômica. A mulher é considerada alvo estratégico do consumismo e o apelo sexual o elemento central nesse método.    
d) Mulheres trabalhadoras assalariadas, depois do trabalho nas fábricas, no comércio, no campo ou como empregadas domésticas, são subordinadas à dupla jornada de trabalho ao realizarem as tarefas domésticas ao chegarem em casa. Já as mulheres burguesas ou de classe média alta, mesmo que trabalhem, relegam as mulheres mais pobres a essa segunda atividade. Logo, em sua grande maioria são as mulheres pobres e trabalhadoras exploradas e oprimidas que lutam de forma consciente contra a opressão.
e) A opressão ao sexo feminino nas empresas se dá na prática do assédio e abuso sexual em troca da manutenção do emprego e das promoções de cargos. As mulheres que não aceitam esses “pré-requisitos” têm que se desdobrar e demonstrar capacidade e superioridade para se manter em seus empregos.   

4. (Unesp 2013) A República Islâmica do Irã abençoa e incentiva operações de troca de sexo, em nome de uma política que considera todo cidadão não heterossexual como espírito nascido no corpo errado. Com ao menos 50 cirurgias por ano, o país é recordista mundial em mudança de sexo, após a Tailândia. Oficialmente, gays não existem no país. Ficou famosa a frase do presidente Mahmoud Ahmadinejad dita a uma plateia de estudantes nos EUA em 2007, de que “não há homossexuais no Irã”. A homossexualidade nem consta da lei. Mas sodomia é passível de execução. […] Uma transexual operada confidenciou um sentimento amplamente compartilhado em silêncio: “Não teria mutilado meu corpo se a sociedade tivesse me aceitado do jeito que eu nasci”. 
(Samy Adghirny. Operação antigay. Folha de S.Paulo, 13.01.2013.)
O incentivo a cirurgias de troca de sexo no Irã é motivado por
a) tabus sexuais decorrentes do fundamentalismo religioso hegemônico naquele país. 
b) critérios de natureza científica que definem o que é uma “sexualidade normal”. 
c) uma política governamental fundamentada em princípios liberais de cidadania. 
d) influências ocidentais ocasionadas pelo processo de globalização cultural pela internet. 
e) pressões exercidas pelos movimentos sociais homossexuais pelo direito à cirurgia. 

5. (Uem 2013) Leia o texto a seguir e assinale o que for correto sobre o tema das representações do poder. 

“Em 2010, o Brasil elegeu pela primeira vez uma presidente mulher. Dos 38 ministérios e órgãos centrais da União, dez são atualmente chefiados por mulheres. Em fevereiro de 2012, Graça Foster assume a presidência da Petrobras e torna-se a primeira mulher a comandar uma empresa petrolífera no mundo. No mês seguinte, a ministra Cármen Lúcia é eleita a primeira mulher presidente do Tribunal Superior Eleitoral.”
(GOMES, C. C. Mulheres na política: igualdade de gênero? Revista Sociologia. São Paulo: Editora Escola. Ano IV – n.o 40, junho-julho, 2012, p.15)

a) Ao eleger uma mulher para o cargo de presidente, o Brasil resolveu o problema da baixa representação feminina na arena política, pois, juntamente com a presidência, outros cargos importantes passaram a ser ocupados por mulheres. 
b) A eleição da ministra Cármen Lúcia para a presidência do Tribunal Superior Eleitoral indica que, entre os membros da justiça eleitoral, não há manifestação de machismo. 
c) A significativa participação das mulheres nos cargos de poder, no governo da presidenta Dilma Rousseff, indica que o grau das desigualdades de gênero varia de acordo com momentos históricos, sociedades e culturas. 
d) A participação das mulheres na estrutura central do poder é garantia de que, a partir de então, no Brasil, serão promovidas ações que conduzam à igualdade de gênero, implantando-se, assim, uma agenda feminista. 

6. (Unicentro 2012) Harriet Martineau (1802-1876) nasceu na Inglaterra, foi autora de mais de 50 livros e tem sido chamada a “primeira socióloga mulher”. Entre tantos feitos, foi original ao dirigir um olhar social à vida cotidiana e ao introduzir a Sociologia na Grã-Bretanha, com a tradução do livro fundador da disciplina, a “Filosofia Positiva”, de Augusto Comte. No entanto, quando se fala sobre os fundadores da Sociologia, não é comum se ouvir falar em Harriet.
Com base nessas informações, sobre as relações de gênero e o mundo do trabalho, é correto afirmar:
a) A exclusão da mulher no campo do trabalho é explicada apenas por conjunturas econômicas. 
b) A história de Martineau se explica por uma alta divisão social do trabalho porque antecede a Revolução Industrial. 
c) O caso de Harriet exemplifica como a existência de gênero pode alcançar a discriminação sexual no trabalho. 
d) A relação de gênero é norteada pelas diferenças biológicas e justifica as desigualdades e a exclusão social da mulher. 
e) A dificuldade encontrada pelas mulheres no mundo do trabalho reflete a sua inferioridade nesse campo social, diferente da esfera doméstica. 

7. (Unicentro 2012) Considerando-se as teorias sociológicas a respeito das questões sobre gênero, assinale V nas afirmativas verdadeiras e F, nas falsas.
( ) O termo gênero faz referência a uma construção cultural, enfatizando o caráter social e histórico das diferenças sexuais.
( ) Vários elementos estão envolvidos na constituição das relações de gênero, tais como a organização política, econômica e social.
( ) A referência a gênero leva a pensar nas maneiras como as sociedades entendem o que é “ser homem” e “ser mulher”, o que consideram “masculino” e “feminino”.
( ) O termo gênero se refere às diferenças biológicas e naturais dos seres humanos.

A alternativa que contém a sequência correta, de cima para baixo, é a
a) F F V F 
b) V V V F 
c) V F F V 
d) F V V F 
e) V V V V 

8. (Unesp 2012) Uma mãe canadense defendeu a decisão tomada por ela e por seu marido de manter em segredo o sexo de seu filho mais novo, para dar à criança a oportunidade de desenvolver a sua identidade sexual por conta própria. A decisão tomada por Kathy Witterick, 38 anos, e David Stocker, 39, de não revelar o gênero de seu bebê Storm, de quatro meses de idade, gerou uma avalanche de reações – positivas e negativas – após reportagem do jornal “Toronto Star”, publicada nesta semana [28.05.2011]. 
(www.g1.globo.com. Adaptado.)
De acordo com o texto, pode-se afirmar que:
a) O ponto de vista adotado pela mãe canadense pressupõe a adoção do determinismo biológico no campo da sexualidade. 
b) O fato descrito pela reportagem revela a influência da fé religiosa nos padrões comportamentais contemporâneos. 
c) Sob o ponto de vista moral, a decisão tomada pelo casal canadense expressa um perfil conservador. 
d) O fato em questão revela que, para os pais da criança canadense, identidade sexual é um tema pertencente exclusivamente à esfera da autonomia individual. 
e) A postura adotada pelos pais da criança em questão revela intolerância no campo das diferenças sexuais. 

9. (Unioeste 2012) O conceito de gênero tem como objetivo explicitar que as diferenças entre homens e mulheres não são apenas de ordem física ou biológica. Antes disso, as relações de gênero estão diretamente relacionadas às características atribuídas a cada sexo pela sociedade e sua cultura. Sobre o conceito de gênero, é correto afirmar que
a) o conceito de gênero começa a ser utilizado de forma mais ampla no final da década de 1970 por pesquisadoras interessadas em compreender o fenômeno do feminismo e o processo de opressão sofrido pelas mulheres naquele momento histórico. 
b) os estudos de Margareth Mead sobre a importância da cultura na determinação dos papéis sociais e nos usos e costumes de homens e mulheres pouco contribuíram para o desenvolvimento do conceito. 
c) os estudos contemporâneos sobre as relações de gênero apresentam uma completa ruptura com as concepções desenvolvidas por Joan Scott a respeito da temática que, em sua teoria, previa uma grande importância para o conceito ao não restringi-lo a história das mulheres. 
d) em uma sociedade democrática e com uma ampla liberdade sexual o conceito de gênero não é representativo, pois sua sustentação está centrada exclusivamente nos conflitos entre os sexos. 
e) os estudos realizados por Georg Simmel sobre a história da família e sobre o impacto do dinheiro nas relações entre os sexos demonstram que a organização das estruturas de parentesco não possuem relação com as concepções históricas do conceito de gênero. 

10. (Ufu 2012) Na obra Grande Sertão: veredas, Guimarães Rosa apresenta dois personagens Riobaldo e Diadorim numa relação inusitada de atração. A trama se desenvolve como uma relação entre pessoas do mesmo sexo. As semelhanças nas aparências escondem, porém, diferenças de origem biológica, porque se trata de uma mulher (Diadorim) que se passa socialmente por homem.
Escrita em 1956, essa obra de Guimarães Rosa trata de uma temática extremamente contemporânea, que é
a) a superação do conceito de sexo, biologicamente herdado, pelo conceito de transexualidade, como categoria cientificamente possível. 
b) a superação do conceito de sexo, de natureza biológica, pelo conceito de gênero, de natureza sociocultural. 
c) a superação do conceito de sexo, de origem natural, pelo conceito de opção sexual, de natureza individual. 
d) a superação do conceito de sexo, de viés anatômico, pelo conceito de homossexualidade. 

11. (Uem-pas 2012) Segundo a autora Valéria Pilão, “Há um grupo no estado de São Paulo chamado ‘Carecas do ABC’, cuja atividade coletiva chegou ao extremo de jogarem um garoto pela janela do trem, pois o mesmo era punk. As manifestações homofóbicas também estão presentes, o preconceito contra o negro é outra característica que permeia estes movimentos. Na cidade de Curitiba, capital do estado do Paraná, recentemente (set/2005) um grupo pregando ‘o orgulho branco’ agrediu um negro na região denominada setor histórico. Suas atitudes não pararam por aí, panfletos cujo conteúdo propunha o preconceito ao homossexual e ao negro foram afixados nos postes do local.” 
(PILÃO, V. Movimentos sociais. In: LORENSETTI, E. et al. Sociologia. Curitiba: SEED-PR, 2006, p. 241-242). 

Levando em consideração o texto acima, é correto afirmar que
a) a discriminação contra os grupos sociais considerados minoritários, como aparece no texto citado, respeita o ordenamento jurídico brasileiro. 
b) as situações de violência descritas no texto expressam a persistência de preconceitos contra homossexuais e negros na sociedade brasileira. 
c) no Brasil, após a promulgação da Constituição de 1988, o preconceito e a discriminação contra grupos minoritários deixaram de existir. 
d) o preconceito e a discriminação contra homossexuais e negros contribuem para tornar a sociedade brasileira homogênea, saudável e pacífica. 

12. (Unicentro 2011) As brincadeiras de menino, em geral, envolvem atividades ao ar livre, como bicicleta, pipa ou skate. As meninas brincam de casinha. Isso é comum porque, antigamente, era papel do homem sair de casa para trabalhar, enquanto às mulheres cabiam os cuidados com o lar”, constata a pedagoga Maria Angela Barbato Carneiro, coordenadora do Núcleo de Cultura, Estudos e Pesquisas do Brincar da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo. 
ECHEVERRIA, Malu. Brincadeira não tem sexo: meninos e meninas podem — e devem — brincar do que tiverem vontade. In: Revista Crescer. ed. 139, jun. 2005. [online] Disponível em: <http://super.abril.com.br/ superarquivo/2003/conteudo_275078.shtml>. Acesso em: 29 jan. 2009.

Sobre o processo de socialização e as relações de gênero, é correto afirmar:
a) O termo “sexo” distingue as diferenças anatômicas, e o termo “gênero”, as diferenças fisiológicas entre homens e mulheres. 
b) As relações de gênero são universais e não dependem da construção que cada cultura tem em relação às diferenças sexuais. 
c) O processo de socialização disciplina os corpos quanto aos modos de agir, porém esse aprendizado não interfere nos modos de ser dos sujeitos sociais. 
d) O gênero é uma construção social que, através de organismos sociais, como a família e a mídia, atribui papéis e identidades sociais a homens e mulheres. 
e) As brincadeiras de crianças, assim como o modo como se comportam, demonstram que os papéis sociais são definidos antes mesmo do encontro com as instituições sociais. 

13. (Uel 2011) Leia o texto a seguir, que remete ao debate sobre questões de gênero. 



A violência contra a mulher acontece cotidianamente e nem sempre ganha destaque na imprensa, afirmou a ministra da Secretaria de Políticas para as Mulheres, Nilcéa Freire [...]. “Quando surgem casos, principalmente com pessoas famosas, que chegam aos jornais, é que a sociedade efetivamente se dá conta de que aquilo acontece cotidianamente e não sai nos jornais. As mulheres são violentadas, são subjugadas cotidianamente [...]”, afirmou a ministra. [...] “Eliza morreu porque contrariou um homem que achou que lhe deveria impor um castigo. Ela morreu como morrem tantas outras quando rompem relacionamentos violentos”, disse a ministra. 
(“Violência contra as mulheres é diária”, diz ministra, Agência Brasil, Brasília, 11 jul. 2010.)

Com base no texto e nos conhecimentos socioantropológicos sobre o tema, é correto afirmar:
a) Questões de gênero são definidas a partir da classe social, razão pela qual são mais presentes nas camadas populares do que entre as elites. 
b) As identidades sociais masculina e feminina são configuradas a partir de características biológicas imutáveis presentes em cada um. 
c) As diferenças de gênero são determinadas no terreno econômico, daí o fato de serem produto da sociedade capitalista. 
d) As experiências socialistas do século XX demonstram que nelas as questões de gênero são resolvidas de modo a estabelecer a igualdade real entre homens e mulheres. 
e) As relações de gênero são construídas socialmente e favorecem, nas condições históricas atuais, a dominação masculina.

14. (Unicentro 2011)


— Diga lá, menina, o que é que você quer ser quando crescer?
Eu quero ser dona de casa atuante ou mulher de milionário. 
Dona de casa atuante ou mulher de milionário
(Jorge Ben Jor).

Na estrofe da letra de Jorge Ben Jor e na imagem acima, pode-se observar um modelo de socialização da mulher, em que a imitação torna-se um ótimo momento de interação infantil de gênero. Sobre as relações de gênero, é correto afirmar: 
a) O conceito de gênero se refere às condições de origem psicológicas e biológicas. 
b) A discussão sobre a violência doméstica não deve entrar em pauta nas discussões sobre gênero. 
c) A desigualdade entre homens e mulheres é historicamente construída, ou seja, não é uma desigualdade natural. 
d) A discussão sobre a identidade corporal e a sexualidade feminina não fazem parte das análises sobre questões de gênero. 
e) A visão feminina é constantemente romântica, e, por isso, deve-se ater ao direito à maternidade, mas não à igualdade de condições no trabalho.
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