Morfologia - Questões de Vestibulares

1. (Espcex (Aman) 2014)  Assinale a alternativa que completa corretamente as lacunas da frase:“Este é o autor ________ obra tenho simpatia e ________ gosto muito.”  
a) cuja – que
b) de cuja – de que
c) por cuja – de quem
d) cuja a – que
e) por cuja a – de quem

2. (Fuvest 2014)  Leia o seguinte texto, que faz parte de um anúncio de um produto alimentício:

EM RESPEITO A SUA NATUREZA, SÓ TRABALHAMOS COM O MELHOR DA NATUREZA

Selecionamos só o que a natureza temde melhor para levar até a sua casa. Porque fazparte da natureza dos nossos consumidoresquerer produtos saborosos, nutritivos e, acimade tudo, confiáveis.
www.destakjornal.com.br, 13/05/2013. Adaptado.
Procurando dar maior expressividade ao texto, seu autor  
a) serve-se do procedimento textual da sinonímia.
b) recorre à reiteração de vocábulos homônimos.
c) explora o caráter polissêmico das palavras.
d) mescla as linguagens científica e jornalística.
e) emprega vocábulos iguais na forma, mas de sentidos contrários.

3. (Espcex (Aman) 2014)  Assinale a alternativa que contém um grupo de palavras cujos prefixos possuem o mesmo significado.  
a) compartilhar – sincronizar
b) hemiciclo – endocarpo
c) infeliz – encéfalo
d) transparente – adjunto
e) benevolente – diáfano

4. (Espcex (Aman) 2014)  Ao se alistar, não imaginava que o combate pudesse se realizar em tão curto prazo, embora o ribombar dos canhões já se fizesse ouvir ao longe. 
Quanto ao processo de formação das palavras sublinhadas, é correto afirmar que sejam, respectivamente, casos de  
a) prefixação, sufixação, prefixação, aglutinação e onomatopeia.
b) parassíntese, derivação regressiva, sufixação, aglutinação e onomatopeia.
c) parassíntese, prefixação, prefixação, sufixação e derivação imprópria.
d) derivação regressiva, derivação imprópria, sufixação, justaposição e onomatopeia.
e) parassíntese, aglutinação, derivação regressiva, justaposição e onomatopeia.

5. (Espcex (Aman) 2014)  A alternativa que apresenta vocábulo onomatopaico é:
a) Os ramos das árvores brandiam com o vento.
b) Hum! Este prato está saboroso.
c) A fera bramia diante dos caçadores.
d) Raios te partam! Voltando a si não achou que dizer.
e) Mas o tempo urgia, deslacei-lhe as mãos...

6. (Uerj 2014)   
A namorada

Havia um muro alto entre nossas casas.
1Difícil de mandar recado para ela.
Não havia e-mail.
2O pai era uma onça.
A gente amarrava o bilhete numa pedra presa por
um cordão
E pinchava a pedra no quintal da casa dela.
Se a namorada respondesse pela mesma pedra
Era uma glória!
Mas por vezes o bilhete enganchava nos galhos da
goiabeira
E então era agonia.
No tempo do onça era assim.
 Manoel de Barros
Poesia completa. São Paulo: Leya, 2010.

 Difícil de mandar recado para ela.Não havia e-mail.O pai era uma onça. (ref. 1)
O primeiro verso estabelece mesma relação de sentido com cada um dos dois outros versos. Um conectivo que expressa essa relação é:
a) porém
b) porque
c) embora
d) portanto

7. (Uneb 2014)
Em texto publicado no fim de maio, no The New York Times, 4Gary Gutting, professor de filosofia da Universidade de Notre-Dame, argumenta que os cursos superiores deveriam deixar de centrar-se na transmissão de conhecimento 3por si e engajar os estudantes em 5“exercícios intelectuais”. O autor cita o exemplo 6de seu próprio curso, no qual explora com os estudantes obras de Platão, Calvino e Nabokov. 9O 8objetivo é 7simplesmente colocar os pupilos em contato com grandes textos. 10O que se ganha não é verniz cultural, mas o prazer de explorar caminhos intelectuais e estéticos, de ampliar a visão do mundo e da natureza humana.

Para o filósofo, 1a educação universitária pode ser o espaço do explorador. O ensino, para ele, não deveria ser avaliado pela quantidade de informações transmitidas e assimiladas, mas pela possibilidade de estimular uma atitude de abertura a novos conhecimentos e pela capacidade de assimilar novas ideias provocadas nos estudantes. O conhecimento que vem do uso e da prática é o produto final de uma semente plantada na escola.

Naturalmente, as sociedades necessitam de profissionais tecnicamente qualificados, capazes de preencher as vagas nas empresas e desempenhar suas tarefas. Profissões, como a medicina, a administração, a engenharia e a advocacia, exigem o domínio de grandes corpos de conhecimento. Entretanto o simples domínio desse saber não torna o detentor capaz de exercer uma profissão. Empresas e outras organizações exigem cada vez mais de seus funcionários a capacidade de entender o mundo ao redor, de pensar criativamente, de criar e de agir com autonomia.

2É a nossa base cultural, a permear a literatura, a música, o cinema e o teatro, que contém os elementos para desenvolver essas capacidades. São nossas viagens intelectuais pelo mundo das artes a nos permitir escapar das convenções, olhar além dos lugares-comuns, fazer conexões, pensar fora do convencional e buscar novas ideias. Quem não tem a oportunidade de mergulhar no amálgama cultural tem menores chances de desenvolver tais capacidades.
WOOD JR., Thomaz. A educação pela arte. Carta Capital. São Paulo: Confiança, n. 756, p. 48, 10 jul. 2013. Adaptado.  

Sobre o texto, está correto o que se afirma em
a) A expressão “por si” (ref. 3) tem como referente “Gary Gutting” (ref. 4).
b) O termo “em ‘exercícios intelectuais’ ” (ref. 5) constitui um modificador verbal que expressa meio.
c) O vocábulo “próprio”, em “de seu próprio curso” (ref. 6), indica reforço.
d) A palavra “simplesmente” (ref. 7) mantém relação sintática com o substantivo “objetivo” (ref. 8), qualificando-o.
e) Os termos “O”, em “O objetivo” (ref. 9), e “O”, em “O que se ganha” (ref. 10), equivalem-se morfologicamente.

 8. (Insper 2013) 
Paralimpíadas é a mãe 

Certamente eu descobriria no Google, mas me deu preguiça de pesquisar e, além disso, não tem importância saber quem inventou essa palavra grotesca, que agora a gente ouve nos noticiários de televisão e lê nos jornais. O surpreendente não é a invenção, pois sempre houve besteiras desse tipo, bastando lembrar os que se empenharam em não jogarmos futebol, mas ludopédio ou podobálio. O impressionante é a quase universalidade da adoção dessa palavra (ainda não vi se ela colou em Portugal, mas tenho dúvidas; os portugueses são bem mais ciosos de nossa língua do que nós), cujo uso parece ter sido objeto de um decreto imperial e faz pensar em por que não classificamos isso imediatamente como uma aberração deseducadora, desnecessária e inaceitável, além de subserviente a ditames saídos não se sabe de que cabeça desmiolada ou que interesse obscuro. Imagino que temos autonomia para isso e, se não temos, deveríamos ter, pois jornal, telejornal e radiojornal implicam deveres sérios em relação à língua. Sua escrita e sua fala são imitadas e tidas como padrão e essa responsabilidade não pode ser encarada de forma leviana.

Que cretinice é essa? Que quer dizer essa palavra, cuja formação não tem nada a ver com nossa língua? Faz muitos e muitos anos, o então ministro do Trabalho, Antônio Magri, usou a palavra "imexível" e foi gozado a torto e a direito, até porque ele não era bem um intelectual e era visto como um alvo fácil. Mas, no neologismo que talvez tenha criado, aplicou perfeitamente as regras de derivação da língua e o vocábulo resultante não está nada "errado", tanto assim que hoje é encontrado em dicionários e tem uso corrente. Já o vi empregado muitas vezes, sem alusão ao ex-ministro. Infutucável, inesculhambável e impaquerável, por exemplo, são palavras que não se acham no dicionário, mas qualquer falante da língua as entende, pois estão dentro do espírito da língua, exprimem bem o que se pretende com seu uso e constituem derivações perfeitamente legítimas.

Por que será que aceitamos sem discutir uma excrescência como "paralimpíada"? 
(João Ubaldo Ribeiro, O Estado de S. Paulo, 23/09/2012)

O que motivou a indignação do autor com a palavra “paralimpíadas” foi o(a):
a) imposição da palavra, formada por um mecanismo que dispensa elementos conhecidos da língua.
b) aceitação irrestrita do termo por parte da mídia, especialmente pela televisão.
c) fato de que, ao contrário do neologismo “imexível”, a palavra não foi incorporada aos dicionários.
d) tentativa de resgatar palavras arcaicas tal como se fossem decretos imperiais.
e) recusa à adoção do neologismo pelos portugueses, cuja atitude revela-se conservadora.

9. (Enem 2013) 
Nessa charge, o recurso morfossintático que colabora para o efeito de humor está indicado pelo(a)
a) emprego de uma oração adversativa, que orienta a quebra da expectativa ao final.
b) uso de conjunção aditiva, que cria uma relação de causa e efeito entre as ações.
c) retomada do substantivo “mãe”, que desfaz a ambiguidade dos sentidos a ele atribuídos
d) utilização da forma pronominal “la”, que reflete um tratamento formal do filho em relação à “mãe”.
e) repetição da forma verbal “é”, que reforça a relação de adição existente entre as orações.

10. (Unifesp 2013)  Examine a tira.

O efeito de humor na situação apresentada decorre do fato de a personagem, no segundo quadrinho, considerar que “carinho” e “caro” sejam vocábulos
a) derivados de um mesmo verbo.
b) híbridos.
c) derivados de vocábulos distintos.
d) cognatos.
e) formados por composição.

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