A importância da Lógica como ciência

Lázaro Ferreira Alves

A Lógica como estudo e ciência trata do pensamento enquanto pensado e de suas formas e leis. Mostra o mecanismo da inteligência, não dentro de uma análise psicológica – o que convém à Psicologia e Pedagogia – mas enquanto capacidade que conhece e transmite objetivamente ideias por meio da comunicação escrita ou falada.

Sobre a importância da Lógica, uma pergunta simples pode ser feita: será necessário estudar Lógica para se pensar e raciocinar corretamente? Ou então: é possível pensar sem possuir conhecimento das leis formuladas pela Lógica e estudadas em manuais ou em aulas? Evidentemente, pensa-se ou raciocina-se independente de ter-se ou não estudado Lógica. E nem poderia ser de outra forma. O pensamento é um ato vital imanente, próprio a todo ser humano. A inteligência, enquanto faculdade mental funciona de modo análogo aos órgãos do corpo humano. Pensa-se como se respira. Faz parte do contexto vital. Há muita gente que raciocina com muita clareza e segurança sem jamais ter tido qualquer contato teórico como o estudo da Lógica. Mas é igualmente verdade que se o conhecimento dos elementos básicos da Lógica é útil a qualquer pessoa para um desenvolvimento correto dos seus pensamentos, ele se torna imprescindível àqueles que se preparam para a árdua tarefa da transmissão de ideias pela comunicação falada ou escrita. Um professor e um advogado devem saber organizar de modo conveniente e adequado suas ideias, bem como transmiti-las de modo claro, seguro e conveniente. E hoje, mais do que nunca, quando se estimula por demais a memorização, é sumamente importante que se desperte o interesse pela capacidade reflexiva, o que pode ser obtido e atingido pelo estudo da Lógica exercitada enquanto “práxis”.

Segundo Keynes, a Lógica é “a ciência que estuda os princípios gerais do pensamento válido. O seu projeto consiste em discutir as características dos juízos, considerando não com fenômenos psicológicos, mas como exprimindo conhecimentos e crenças...Podemos, pois, chamar-lhe uma ciência normativa ou regulativa”.

São Tomás de Aquino, em seu brilhante comentário às obras de Aristóteles, organizador e sistematizador da Lógica, define-a como sendo “a arte diretiva do próprio ato da razão que permite chegar com ordem, facilmente e sem erro, ao próprio ato da razão”.

Daí a origem etimológica da palavra “Lógica”, como a ciência da razão (em grego: LOGIKÉ EPISTÉME).

Já a linguagem comum identifica como “lógico” aquilo que é “razoável”, “natural”, “claro”, “evidente”, “óbvio”, “seguro”, “que tem nexo”, “coerente”. Isto demonstra como a razão procura seguir a ordem, a sequência e a coerência encontradas e manifestadas pela própria natureza.
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