Cultura e Contracultura


Vinícius Reccanello de Almeida 

A oposição aos valores culturais vigentes em uma sociedade se chama contracultura. 

Na década de 1950, os Estados Unidos conheceram o beat generation, que contestava o consumismo do pós-guerra norte-americano, o American way of life (estilo norte-americano de vida) que os filmes de Hollywood apregoavam, o anticomunismo generalizado e a ausência de um pensamento crítico. 

Na década de 60, também nos Estados Unidos, surgiu o movimento hippie. Como o beat generation, foi um fenômeno de contracultura, porque contestava os valores fundamentais da sociedade industrial: a competição desenfreada, a acumulação de riquezas, a luta pela ascensão social a qualquer preço, etc. Além disso, era radicalmente contrário à Guerra do Vietnã (1959-1975), à estrutura familiar convencional, à sociedade de consumo e aos hábitos alimentares baseados em comida industrializada e fast food – traços culturais típicos da sociedade norte-americana. 

Muitos jovens dessa época deixaram casa e universidade para viver em comunidades no campo, onde plantavam e produziam a própria comida e educavam seus filhos com base em valores mais humanizados. Alguns abraçaram religiões orientais, como o zen-budismo e o hinduísmo. Seu principal lema era: “faça amor, não faça a guerra”. 

A contracultura ainda existe atualmente, porém esta preservada em pequenos grupos sociais e artísticos que contestam alguns parâmetros estabelecidos pelo mercado cultural, governos e movimentos tradicionalistas.
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