Tratado de Madri - delimitação das fronteiras na Amazônia

Francisco Xavier de Mendonça Furtado assumiu a responsabilidade de definir as áreas de fronteiras na Amazônia entre Portugal e Espanha, estabelecida pelo Tratado de Madri. O governador chefiou as equipes técnicas demarcadoras e criou as condições para a infraestrutura. Para acomodar a equipe técnica demarcadora, mandou construir casas e estabelecimentos militares em Mariuá (fundada em 1728 pelo frei carmelita Matias de São Boa Aventura). Mariuá passou a ser a sede da Capitania de São José do Rio Negro, fundada por Mendonça Furtado, até 1791, período em que Manuel da Gama Lobo D‘Almada transferiu-a para o Lugar da Barra.

Na Barra, D‘Almada dinamizou a economia, construiu o Palácio do Governador, o hospital de São Vicente, um quartel, a cadeia pública, o depósito de pólvora, etc. Reergueu a pequena matriz e instalou pequenas indústrias. Ainda estava presente a coleta de drogas do sertão: o breu, a piaçaba, o cravo, a salsaparrilha, o cacau selvagem. 

No governo de Lobo D‘Almada, ocorreram algumas rebeliões, tais como as dos muras e mundurucus. O retorno da sede a Mariuá ocorreu em 1799, a partir da Carta Régia de 22 de agosto de 1798, assinada pela Coroa portuguesa sob a influência de Francisco de Souza Coutinho que, na época, era governador do Pará. A reinstalação do governo no Lugar da Barra ocorreu em 29 de março de 1808. Nesse período, o governador da Capitania de São José do Rio Negro era o senhor José Joaquim Vitório da Costa. O genro do governador, Francisco Ricardo Zany, foi o responsável pela destruição de Barcelos.
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