Movimentos Autonomistas no século XIX no Amazonas


Agitações autonomistas – 1821
No dia 29 de setembro de 1821, o governador Manuel Joaquim do Paço foi deposto por se recusar a jurar a Constituição do Porto de 1820. A população, em resposta, destruiu as principais obras públicas realizadas pelo governador deposto, entre as quais podemos citar: a capela de Nossa Senhora dos Remédios e o passeio público, arborizado com tamarindeiros. Daí em diante, por todo o período colonial até os primeiros anos do império, o governo passou a ser exercido por sucessivas juntas provisórias. A luta pela autonomia do Rio Negro tinha forte conotação nativista, favorecendo a propagação do movimento pró-independência do Brasil. 
A notícia da proclamação da Independência do Brasil chegou à Barra do Rio Negro com mais de um ano de atraso, em novembro de 1823. No mesmo dia, foi proclamada a adesão do Rio Negro à Independência. 

O conflito de Lages
Na noite de 12 de abril de 1832, o soldado Joaquim Pedro da Silva liderou um levante no quartel da Barra, motivado pela falta de pagamento do soldo aos praças. Dois meses depois, no dia 22 de junho do mesmo ano, houve uma memorável demonstração de civismo: o povo rebelou-se contra a subordinação política do Rio Negro ao Grão-Pará, e foi proclamada a Província do Rio Negro. Os grandes articuladores do movimento foram: frei José dos Santos Inocentes, frei Joaquim de Santa Luzia e frei Inácio Guilherme da Costa. As vilas de Serpa e Barcelos aderiram à Província do Rio Negro, mas Borba recusou-se, guardando fidelidade ao governo do Grão-Pará.

Os rebeldes entrincheiraram-se em Lages e nos sítios de Bonfim, com um contingente de mil homens e 30 peças de artilharias vindas do forte Tabatinga, enfrentando as forças legalistas designadas pelo governo da Província do Pará. A expedição, comandada pelo coronel Domingos Simões da Cunha Bahiana, saiu de Belém no dia 5 de maio, com 50 soldados, a canhoneira de guerra "Independência", recebendo o reforço de mais dois navios durante o percurso: o "Patagônia", em Cametá, e Andorinha, em Santarém. 

Frei José dos Inocentes, ao ser enviado à Corte como representante da Província do Rio Negro, teve seu navio interceptado no Mato Grosso e foi obrigado a regressar à Barra. 
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